sexta-feira, 30 de julho de 2010

José Sarney

O segredo do sono

O professor Ribeiro, do Rio Grande do Norte, deixou a cabeça de todo mundo confusa. É que, por experiência pessoal, descobriu que estudar demais dá um sono danado. Resolveu fazer um curso de imersão total de inglês e à proporção que estudava o corpo reagia e dormia mais. Chegou ao marco de 16 horas.
Eu, que tenho insônia desde os trinta anos, fiquei grilado. É que o professor concluiu que dormindo é que se aprende, sonhando é que se fixa na memória o que se aprendeu. Fiquei sem saber porque tinha aprendido tanta coisa ao longo da vida, se minha experiência era estar sempre acordado e me envaidecendo da memória de elefante que eu julgava ter e a que o tempo tem se encarregado de arrancar as grandes orelhas e a tromba. Aí me deu de também fazer teorias. Para dormir sempre fui ajudado pelas minhas diazepinas: será que essas, que dizem prejudicar a memória, podem, ao contrário, ajudá-la e ao sono?
A Bíblia está cheia de sonhos desvendados e muitas vezes Deus falou com os profetas no sono e aos santos, em sonhos acordados, deu visões do paraíso.
Não só os homens, mas os bichos dormem e sonham sem precisar aprender inglês. Meu avô tinha um cachorro, Seu Beti. Na hora da sesta deitava-se e ficava latindo baixinho, intermitente e todos diziam: “Está sonhando.” Meu tio Ferdinand respondia: “E é com carne e osso.” No Nordeste há um ditado que diz, quando uma pessoa é dorminhoca, que “dorme mais do que gato de pensão”. É que nestas hospedagens caseiras sempre existe um gato dormindo debaixo da mesa ou na cozinha.
A verdade é que eu é que não durmo e tenho uma inveja danada desses dormidores, inclusive do gato.
Mas, folclore à parte, os neurocirurgiões cerebrais descobriram agora uma neuronavegação que permite entrar em qualquer zona da cabeça, mesmo em áreas de difícil acesso, e “fazer maravilhas”, como dizia Cervantes da Catedral de Sevilha. É claro que isso vem dos novos equipamentos de precisão que permitem uma pontaria exata para realizar os milagres.
E com essas novas descobertas sobre o sono, o sonho, dormir, acordar, ir aos pontos mais sensíveis da cabeça, áreas de ódio, de amor, de sexo, de guerra, de bolivarianos, de bem, de mal, de ficha suja e limpa, não haveria um novo campo para a política? Os tribunais condenariam os diversos tipos de transgressões a uma cirurgia de precisão indo aos pontos responsáveis por condutas indesejáveis. Ou então, mandar que sejam gatos de pensão ou fazer boi dormir.
Talvez não tivéssemos essa guerra de fronteira Venezuela­-Colômbia ou a impugnação do nome do Muricy Ramalho para técnico da Seleção.

José Sarney
foi governador, deputado e senador pelo Maranhão, presidente da República, senador do Amapá por três mandatos consecutivos, presidente do Senado Federal por três vezes. Tudo isso, sempre eleito. São 55 anos de vida pública. É também acadêmico da Academia Brasileira de Letras (desde 1981) e da Academia das Ciências de Lisboa

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Notícias diárias comentadas sobre a famigerada “Dívida” Pública, que até agora nenhum candidato à Presidência ousou contestar...


A Agência Estado, em matéria intitulada “BC: superávit primário é de R$ 2059 bi em junho”, noticia que o superávit primário (reserva de recursos para o pagamento da dívida) atingiu R$ 40 bilhões no primeiro semestre. Porém, cabe ressaltar que este superávit não é a única fonte de recursos para o pagamento da dívida, que consumiu no primeiro semestre a quantia de R$ 164 bilhões, mesmo desconsiderando a chamada “rolagem”, ou seja, o pagamento de amortizações por meio da emissão de novos títulos. Para obter estes R$ 164 bilhões, o governo se utilizou de diversas fontes não-tributárias, como R$ 24 bilhões de lucros das estatais distribuídos ao Tesouro, R$ 18 bilhões recebidos dos estados e municípios (referentes à dívida com a União), além da emissão de títulos para o pagamento de juros, dentre outras fontes.
Chama a atenção o imenso volume de lucros das estatais - R$ 24 bilhões - destinados ao pagamento de amortizações da dívida apenas na primeira metade de 2010, valor este comparável a todos os gastos federais com educação durante todo o ano de 2009. E até 22 de julho, este valor já aumentou para R$ 26,3 bilhões.
Tais receitas - originárias principalmente de estatais como a Petrobrás, Banco do Brasil e outras - têm de ser destinadas obrigatoriamente a esta finalidade, conforme a Lei 9.530/1997, o que significa que estamos pagando a dívida quando enchemos o tanque do carro, pagamos as tarifas de ônibus, ou quando pagamos as altas tarifas e juros bancários.
O Jornal Valor Econômico, na matéria “Tesouro prepara mais duas emissões”, comenta sobre as novas emissões de títulos da dívida externa, sendo que ontem o Brasil se endividou em mais US$ 825 milhões, com juros de 4,5% ao ano, o que foi comemorado pelo governo, como a menor taxa da história. Porém, cabe ressaltar que os títulos dos EUA (com prazo equivalente) estão sendo emitidos a taxas bem menores, razão pela qual tem havido tanta procura pelos papéis brasileiros. Outra razão para isso é o carimbo de “bom pagador de dívidas” recebido pelo Brasil (o chamado “Grau de Investimento”), o que sinaliza aos investidores que o Brasil continuará fazendo superávit primário, ou seja, cortando gastos sociais para pagar a dívida.
Um outro aspecto a ser comentado é que atualmente a “dívida interna” é responsável por um endividamento mensal dezenas de vezes superior que a “externa”, com taxas de juros quase três vezes maiores, e com prazos mais curtos. Além do mais, a “dívida interna” permite um ganho adicional aos investidores estrangeiros, quando ocorre valorização do Real frente ao dólar, como nos últimos anos. Isto porque, quando o governo paga em reais os juros e amortizações da “dívida interna” aos investidores, estes podem trocar estes reais por uma quantidade maior de dólares para remeter aos seus países de origem, dado que o Real se valorizou. Outra forma dos estrangeiros obterem este ganho adicional é comprando títulos da dívida externa indexados ao Real, cuja emissão está prevista para este ano, conforme mostra também a reportagem do jornal Valor.
Este ganho adicional também pode ser obtido por bancos brasileiros que tomam empréstimos no exterior para vender dólares ao Banco Central, recebendo em troca títulos da dívida interna, conforme comentado na edição de 27/7 desta seção. Isto porque, se o real se valoriza, os bancos receberão juros e amortizações suficientes para recomprar uma quantidade de dólares muito maior que a tomada no exterior. Desta forma, os bancos podem quitar sua dívida externa e ainda ficar com uma sobra de dinheiro.
Este assunto tem sido bastante discutido pela imprensa nos últimos dias - como no Editorial de hoje do Estado de São Paulo (Surpresas no câmbio) - dada a possibilidade de que o Real não se valorize nestes dias e, portanto, não gere este ganho adicional aos bancos neste momento específico.
Outro Editorial (Déficit agora é menos preocupante ), do O Globo, procura argumentar que o grande déficit nas contas externas não seria tão grave, pois não teria causado crise cambial (desvalorização do Real) e não teria implicado no aumento da dívida externa. Segundo o jornal, o rombo nas contas externas não preocupa porque tem sido financiado pela entrada de capital estrangeiro, e porque a dívida externa teria sido reduzida e o país detém grande volume de reservas. Segundo o jornal, “a dívida deixou de ser uma bomba de retardo, capaz de jogar a economia brasileira em situação de crise, como aconteceu na década de 80 (até o início dos anos 90).” O jornal ainda conclui defendendo explicitamente que “a política econômica fortaleça os fundamentos que ajudam o Brasil a ser uma boa opção para investidores e financiadores”.
Porém, conforme exposto acima, o Real não se desvaloriza, pois isto prejudicaria os investidores, dentro de um novo arranjo no qual a dívida interna passa a ser o mecanismo preponderante de ganhos, no lugar da dívida externa. O Jornal ignora que a dívida externa está explodindo, que esta montanha de reservas foi adquirida com dívida interna (que paga os maiores juros do mundo) e que o capital que entra no país (até mesmo o capital supostamente “produtivo”) logo volta para o exterior na forma de mais remessas de lucros.


Saiba mais sobre esses assuntos. Leia com bastante atenção algumas postagens que já fizemos neste blog a respeito. Vale a pena conferir:

Escravização: as cifras espantosas da dívida pública

Perdas com o serviço da dívida.

Brincando à beira do Abismo

Panorama do Brasil

Os tentáculos da corrupção

Às vésperas do desenlace...

A origem do crime

Independência para sobreviver

Perdas com o serviço da Dívida

Vale do Rio Doce

Sugestão de livro fundamental

CRISE DO DÓLAR

FERNANDO HENRIQUE & CIA ...

EUA arrastam mundo para a recessão à 29 para economista

A Crise

Blog do Saïd Dïb: CRISE DO DÓLAR

Não se pode abstrair a ciência da política. É necessário dar nomes aos bois...e ..

G-20,G-7 E FMISAIR DA DEPRESSÃO?A RESSACA DA GLOBALIZAÇÃOO COLAPSO FINANCEIRO GLOBAL

A OCUPAÇÃO DA AMAZÔNIA

FALÁCIAS SOBRE A CLASSE MÉDIA

QUEM DEVE A QUEM?

A NOVA CRISE DO REAL

A CRISE

SITUAÇÃO DAS RESERVAS RAPOSA E SERRA DO SOL

CORTINA DE FUMAÇA NA RAPOSA/SERRA DO SOL

Será que Dilma trará uma solução para o que acontece com a Previdência? Com a palavra a candidata...

Patriotismo


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Presidente do Senado reúne líderes na próxima terça para definir votações do esforço concentrado

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deverá se reunir com lideranças partidárias, na próxima terça-feira (3), a partir das 14h30, para definir a pauta de votações do primeiro período de esforço concentrado após o recesso parlamentar, que se inicia justamente nesse dia e vai até a quinta-feira (5). O segundo período concentrado de votações antes das eleições de outubro será nos dias 31 de agosto e 1º de setembro.
A principal preocupação do presidente do Senado é com a PEC que estende o prazo de exercício de serviço público para concessão aos servidores dos ex-territórios de Roraima e Amapá dos mesmos benefícios concedidos aos que prestaram serviços ao ex-território de Rondônia (PEC 17/2010). A data em vigor beneficiava os admitidos até a transformação jurídica dos ex-territórios em estados (promulgação da Constituição de 5 de outubro de 1988) e a nova data contemplará os que foram admitidos até a instalação dos estados (1º de janeiro de 1991, com a posse dos primeiros governadores).
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), acredita que será possível votar nessa primeira semana quatro medidas provisórias (MP), uma delas propondo a criação da Secretaria Especial de Saúde Indígena, na estrutura do Ministério da Saúde, para absorver funções hoje sob responsabilidade da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Nesse caso, a proposta original (MP 483/2010) foi transformada na Câmara dos Deputados em projeto de lei conversão, passando ao exame do Senado como PLV 8/2010.
Na mesma matéria, o governo também cria a Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária na Amazônia Legal, no âmbito do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O PLV também atribui status de ministro a três cargos de secretário especial - de Direitos Humanos, de Políticas para as Mulheres e de Portos. O prazo de vigência dessa matéria encerra-se no próximo na quarta-feira (4), uma dia depois da reunião de líderes.
Na entrevista à Agência Senado, por telefone, Jucá avaliou que será possível ainda votar três propostas de emenda à Constituição (PECs) para as quais os líderes já haviam acertado um rito de votação abreviado. Ele inclui ainda na lista de votações seis mensagens do Executivo indicando autoridades para órgãos como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e seis para embaixadas, além de outras propostas que sejam consensuais na reunião entre as lideranças.
- Vai ser um período muito produtivo. Vamos votar muitas matérias - avalia Jucá.
Antes do início do recesso parlamentar, Sarney encaminhou aos senadores uma lista de proposições que poderiam ser incluídas na pauta de votações desses dois períodos de esforço concentrado. Abrem a relação, além do PLV que cria a Secretaria Especial de Saúde Indígena, três medidas provisórias, que trancam a pauta de votação do Plenário.

Emergências

Uma dessas medidas provisórias é a MP 484/10, que repassa recursos da União, no montante de R$ 800 milhões, para atender necessidades emergenciais dos estados e do Distrito Federal. As outras duas são as MPs 485/10 e 486/10, que abrem créditos extraordinários, sendo a primeira em favor de ministérios e para transferências a estados, Distrito Federal e municípios, e a segunda, para beneficiar órgãos do Executivo. Essas três MPs têm prazo de vigência encerrando-se no próximo dia 09.
Também constam da relação de proposições encaminhada por Sarney aos líderes as três PECs com calendário especial de votação aprovado pelos líderes. A mais antiga eleva de 120 para 180 dias o período da licença maternidade (PEC 64/07). Há ainda outra que restaura a exigência de diploma de curso superior em Comunicação Social para jornalista (PEC 33/09), além, como já citada, a que resolve a situação dos servidores dos ex-territórios.

Agência Senado

Obra celebra os 28 anos do Bar do Abreu, em Macapá, com histórias pitorescas de seus freqüentadores

Por José Marques Jardim
Se a França tem seus cafés, a Inglaterra seus pubs e a Itália, suas cantinas, o Amapá tem o Bar do Abreu. Na opinião do sociólogo Fernando Canto, contumaz frequentador do local , o Abreu é o que mais se aproxima da ideia conceitual de um bar, com as relações quase familiares entre fregueses, proprietários e garçonetes, a ideia do fiado, de proximidade e do “balcão”, onde todos se conhecem e se encontram para conversar.
E para homenagear os 28 anos de fundação do Bar do Abreu, um dos seus freqüentadores ilustres lança na sexta-feira, 13, de agosto, o livro “Papo de boteco – crônicas e contos escritos no Bar do Abreu”. De acordo com Renivaldo Costa, a idéia do livro e da data é para espantar os “espíritos de porco” que ousarem rondar o bar naquela data.
Segundo o autor, a obra é despretensiosa, mas vem referendada por um time de peso: o prefácio é assinado pelo escritor Paulo Tarso Barros e há, ainda, comentários assinados pelo sociólogo Fernando Canto, pelo dramaturgo Antônio Abujamra, pelo músico Leo Gandelman, pela cantora Ana de Hollanda e por Paulo Cesar Rodrigues, filho de Nelson Rodrigues, de quem Renivaldo Costa é um devotado leitor.
São 104 páginas de puro humor, refinada ironia e uma envolvente demonstração de erudição do autor, que navega pelo existencialismo de Sartre mas sem perder o foco nos filósofos de botequim, como o piloto Paulinho “Xiri”: “Beber é uma necessidade, saber beber é uma ciência, embriagar-se é uma infâmia”, diz num trecho.
São 44 textos, dos quais na metade o sociólogo Fernando Canto, amigo há vários anos do autor, é recorrentemente homenageado, como na crônica “Carta ao amigo Fernando Canto”, cujo trecho diz:
Certa vez, numa conversa no Bar do Abreu, o Fernando Canto me disse existir o "point of no return ". O ponto de não retorno. Um lugar que não podemos ultrapassar, um fato, um encontro, uma crise, uma doença, uma queda, por não haver volta incólume. Para o bem e para o mal. Um instante em que a alma e os instintos mudam, as vontades ficam parecendo lagartas prestes a sair do casulo transformadas em outro ser. De algum modo cheguei lá. Seja por exaustão, encanto, ou outro vendaval, precisei mudar. Sob certos aspectos e renúncias até me assusto. Mas, pela primeira vez, sinto-me em paz e feliz com isso. Pena que é desgastante e leva tempo até aparar todas as arestas, apagar os rastros, os sinais, as dores. Isto, no entanto, não deve nos impedir. Mas o livro também traz histórias pitorescas, como a crônica “conversa sobre apelidos”, onde o autor revela codinomes guardados a sete chaves.

Ninguém é besta de chamar um governador pelo apelido. Mas nos bastidores do poder ou nas conversas etílicas quase todos recebiam codinomes. Por aqui ninguém sabia, mas o capitão Janary Nunes era conhecido nos meios políticos do Pará como "Napoleão do Tucupi", apelido que lhe foi dado pelo ex-governador Magalhães Barata. Amílcar Pereira tinha muito medo de errar e, principalmente, cometer alguma irregularidade que viesse a desabonar seu governo. Essa mania, ou melhor, essa fobia, junto com o fato de ser naturalmente lerdo, retardavam as decisões governamentais. Resultado: Amílcar saiu do governo com o apelido de "Preguiça". Pauxy Nunes só era tratado por "Xixito" pela Folha do Povo, jornal de oposição, por causa de sua fama de boêmio. José Francisco de Moura Cavalcante, um pernambucano nomeado por Jânio Quadros para substituir Pauxy, tinha um topete parecido com o do Itamar e usava vaselina no cabelo. Simpático, bom discurso, Cavalcante até gostou de ser chamado de "Zé Bonitinho" pelos amapaenses.
Outro homenageado é o jornalista Hélio Pennafort, com quem Renivaldo Costa conviveu, no início da atividade jornalística. Das muitas histórias de Hélio, o autor cita algumas como do episódio a seguir:
Aconteceu no dia 23 de janeiro de 1958, quando esperávamos o avião da Cruzeiro, na época um DC-3, que levaria para o Rio de Janeiro o corpo do deputado Coaracy Nunes, morto dois dias antes num desastre de avião no Carmo do Macacoari. Havia muita gente no aeroporto e a tristeza era geral. Quando o avião estacionou, o Jomar Tavares (que quando morou por aqui foi jogador, juiz e técnico de futebol) conversava com mais dois na minha frente. De repente ele se espantou ao reparar o prefixo do avião: PP-CCM. Tomado de superstição, ele apontou para a aeronave, avisando a seus parceiros que muita coisa ruim poderia acontecer ao Território. É que já ouviu falar que coisa boa não acontece quando uma tragédia pode ser reproduzida por um grupo de letras que, coincidentemente, se tornem visível no momento. E tornou a mostrar o prefixo do aparelho. "Não estou te entendendo, Jomar, que é que tem a ver o futuro do Território com o prefixo do avião", disse um dos amigos. Jomar segurou o amigo pelo braço e explicou: O prefixo do avião é PP-CCM, que em linguagem aeronáutica significa "Papa Papa - Charlie Charlie Mike", mas o diabo que pode significar também: PUTA PARIU - COARACY CAIU MACACOARI.
A edição do livro “Papo de boteco” contou com apoio da Prefeitura de Macapá, da Câmara de Vereadores, Vereador Clécio Luiz, Clínica Inneuro, Nossa Papelaria, Hotel Atalanta, Porpino Nunes Advogados Associados e Confraria Tucuju.

Serviço:

Lançamento do livro “Papo de boteco – crônicas e contos escritos no Bar do Abreu”, 104 páginas, ilustrado com fotografias
Local: Bar do Abreu: Avenida FAB – Galeria Comercial
Data: 13 de agosto, sexta-feira, a partir das 20h.
Preço do exemplar: 10 reais
Entrada Franca

terça-feira, 27 de julho de 2010

Notícias diárias comentadas sobre a famigerada “Dívida” Pública, que até agora nenhum candidato à Presidência ousou contestar...


O Jornal Estado de São Paulo mostra como os bancos ganham às custas do Banco Central - ou seja, do povo –, tomando dólares emprestados no exterior para vendê-los ao BC. Na reportagem “Bancos apostam em valorização do real” mostra como o BC compra estes dólares, dando em troca títulos da dívida interna. O resultado é que os bancos recebem do governo as maiores taxas de juros do mundo, enquanto o BC aplica tais dólares principalmente em títulos do Tesouro dos EUA, que não rendem quase nada. Este rendimento se torna negativo para o BC e mais positivo ainda para os bancos, no caso de uma valorização do real, como tem ocorrido nos últimos anos.
Segundo um especialista entrevistado pelo jornal "a taxa de juros é muito alta, um convite à arbitragem (quando o investidor se aproveita da diferença de preço entre dois mercados) por parte dos bancos. (...). É o que ocorre se tem o Brasil subindo o juro enquanto o mundo segue com os juros muito baixos".
Com os bancos tomando empréstimos lá fora para vender dólares ao BC, não é de se espantar que a dívida externa aumente. Outra notícia do Estado de São Paulo, “Dívida externa cresce 13,6% no 1º semestre” , mostra que a dívida externa subiu para US$ 225,17 bilhões em junho, devido ao crescimento da dívida externa “privada”. O Jornal traz ainda a opinião da professora da Unicamp, Daniela Prates, mostrando que as altas taxas de juros brasileiras estimulam que as empresas tomem empréstimos lá fora.
Cabe ressaltar que estes US$ 225 bilhões omitem os chamados “empréstimos intercompanhias” (ou seja, dívida externa contraída por filiais de multinacionais junto a suas matrizes no exterior), que atingiram nada menos que US$ 80 bilhões. Portanto, a dívida externa brasileira superou pela primeira vez na história a marca dos US$ 300 bilhões, tendo atingido US$ 305 bilhões em junho, conforme a Nota para a Imprensa do Banco Central – Setor Externo, Quadro 51.
Este valor é muito maior que o nível das reservas internacionais, de US$ 253 bilhões. Ou seja: não é verdade que o país teria virado um “credor externo”. Além do mais, a dívida externa não representa a única despesa que o país tem com o exterior. Conforme mostrado na edição de ontem desta seção, as remessas de lucros e serviços para o exterior estão explodindo, gerando altíssimo déficit externo. Além do mais, esta montanha de reservas – que rende juros ínfimos para o país – foi obtida à custa da emissão de títulos da dívida interna, que pagam os maiores juros do mundo aos rentistas.
O Jornal O Globo traz reportagem, intitulada “Gasto Maior não garante melhor serviço na Saúde”, alegando que o problema da saúde pública no país não seria a falta de recursos, argumentando que mesmo nos estados que aplicam nesta área social o mínimo estabelecido na Constituição (12% das receitas estaduais) a situação da saúde é péssima.
Em primeiro lugar, a própria reportagem reconhece que somente 9 dos 27 estados cumprem tal mínimo constitucional. Em segundo lugar, tais 12% estabelecidos na Constituição são um piso, e não um teto, ou seja, cumprir tais 12% não significa resolver todos os problemas da saúde de um país continental como o Brasil.
Em terceiro lugar, é preciso ressaltar que as receitas estaduais são apenas uma pequena parte do bolo tributário nacional, do qual a União é a principal arrecadadora. No ano passado, o Orçamento Geral da União destinou somente 4,64% dos recursos para a área da saúde, enquanto destinou 36% para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública.
E em último lugar, o próprio jornal O Globo mostra em outra reportagem, intitulada “Milhões sem banheiro”, que o Brasil é o nono país pior colocado no ranking de acesso a banheiro nas casas: nada menos que 13 milhões de pessoas vivem em domicílios sem banheiro. Além do mais, apenas 35% do esgoto é tratado no país.
Mais uma prova de que a saúde pública brasileira carece de um maior investimento público em saneamento e habitação. Estas duas áreas sociais receberam em 2009, respectivamente, apenas 0,08% e 0,01% do Orçamento Geral da União.

Saiba mais sobre esses assuntos. Leiam com bastante atenção algumas postagens que já fizemos neste blog a respeito. Vale a pena conferir:

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Karina Buhr

Karina Buhr pode desbotar a festa do happy rock no VMB 2010

Indicada a “Revelação”, cantora fala sobre concorrer com o rock colorido no prêmio da MTV.
Larissa Drumond, iG São Paulo

Karina... O quê? Em meio ao rock colorido de Restart, Replace e Hori, um nome não muito familiar surge na lista de indicados ao prêmio “Revelação” no Video Music Brasil 2010. Karina Buhr. “Levei um susto quando vi meu nome com Restart e Hori, que devem receber muito mais votos do que eu [para a premiação da MTV]”, confessa a cantora de 35 anos.

Nascida na Bahia, criada em Pernambuco e descendente de alemães (viva a globalização!), ela firmou o pé em São Paulo há seis anos. “Eu já me sinto completamente em casa. Consigo matar a saudade de Recife no carnaval ou quando toco lá”.Apesar de já ter passado pelo maracatu, ela já avisa que seu som não tem nada de regional. “Eu Menti Pra Você” é o primeiro disco de sua carreira e sofre diversas influências.

Nada de rótulos. “Uma música é punk rock, a outra é mais lentinha, mais depressiva, mais romântica ou mais rock ‘n’ roll. Cada um escolhe o que é”, revela. Mas tudo carregado, claro, com um sotaque nordestino bem arretado – ou “massa”, como prefere dizer.O primeiro videoclipe do álbum é “Nassiria e Najaf”, música com participação especial de Edgard Scandurra (ex-integrande da banda Ira!), lançado em maio deste ano. Enquanto faz shows pelo País, planeja transformar “Eu Menti Pra Você” em clipe – e, quem sabe, sonha com mais indicações para o VMB. “É a chance de continuar o teatro, que parei de fazer”.

Na hora de votar no VMB deste ano, antes de vestir a camisa – laranja, com calça verde limão – do happy rock, veja o que Karina Buhr tem a dizer clicando aqui

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Atenção prezados leitores:

O "Blog do Said Dib" informa que, devido ao recesso do Congresso Nacional, que se iniciou segunda-feira (16), estaremos com nossas atualizações suspensas. A reabertura oficial do Congresso só ocorre no dia 31 de julho, mas as atividades só terão início em 2 de agosto, primeiro dia útil após o término do recesso. Retonaremos com novidades. Aguardem.
Obrigado pela atenção,
Said B. Dib

Notícias diárias comentadas sobre a famigerada “Dívida” Pública, que até agora nenhum candidato à Presidência ousou contestar...

Pelo site “Auditoria Cidadã da Dívida Pública”

Os jornais de hoje, como o Correio Braziliense (MANTEGA GANHA ROUND CONTRA O BC), noticiam a decisão do Banco Central de subir a taxa de juros Selic para 10,75% ao ano, dando a entender que esta decisão seria uma vitória da suposta ala “desenvolvimentista” do governo, pelo fato da alta ter sido de 0,5%, e não de 0,75%. Como se a mera redução no ritmo da alta das já maiores taxas de juros do mundo fosse uma prova de que a política do Banco Central teria sido derrotada.
Esta alta de 0,5% na taxa Selic aumentará em R$ 10 bilhões anuais as despesas com juros da dívida interna, cujo estoque já ultrapassou a marca de R$ 2 trilhões. É importante esclarecer que não são somente os títulos indexados à taxa Selic que são impactados pela alta desta taxa, pois os títulos pré-fixados (onde se incluem os títulos atrelados a índices de preços) já estão sendo emitidos a taxa de até 13% ao ano, dado que os investidores não aceitam comprá-los a taxas abaixo da Selic.
O Portal G1 noticia o falacioso déficit da Previdência: “Previdência tem déficit de R$2,778 bi em junho, diz ministério”. Alega que no primeiro semestre teria havido um suposto rombo de R$ 22,8 bilhões, número este produzido a partir da diferença entre as contribuições previdenciárias sobre a folha de salários e o pagamento de benefícios previdenciários. Porém, conforme diz a Constituição Federal de 1988, o Regime Geral de Previdência Social (INSS) se insere na Seguridade Social, que também possui diversas outras fontes de receita e também inclui as áreas da Saúde e Assistência Social.
Apesar das Tabelas 9 e 9-A do Relatório Resumido da Execução Orçamentária do Tesouro Nacional de maio (última edição disponível) indicarem que a Seguridade Social apresentou um déficit de R$ 19 bilhões de janeiro a maio, estes dados são enganosos. Isto porque eles excluem das receitas os R$ 18,3 bilhões que foram retirados da Seguridade Social por meio da Desvinculação das Receitas da União (DRU, conforme indicado na Tabela 9-A), e incluem equivocadamente nas despesas cerca de R$ 30 bilhões referentes ao Regime Próprio de Previdência dos Servidores Públicos.
Corrigindo-se estes equívocos, verificamos que a Seguridade Social apresentou superávit de cerca de R$ 30 bilhões de janeiro a maio de 2010.
Os jornais de hoje também noticiam sobre a decisão do FMI de cancelar a dívida do Haiti com o Fundo, no valor de US$ 268 milhões, e conceder um novo empréstimo de US$ 60 milhões, sob a justificativa de apoiar os esforços de reconstrução do país. Porém, tais US$ 60 milhões serviriam para estabilizar a taxa de câmbio, ou seja, não teriam uma relação direta com os esforços de reconstrução do país. Resta saber também como o Haiti irá pagar esta nova dívida, já que os recursos não são a fundo perdido, ou seja, serão cobrados de volta, e com juros.
Além do mais, os jornais não citam que este novo empréstimo é atrelado a mais um programa de ajuste neoliberal, conforme consta do comunicado à imprensa do FMI, disponível aqui.
a seguir. Dentre os itens do programa, destacam-se as velhas medidas de ajuste fiscal, combate à inflação, independência do Banco Central, e formação de um mercado para títulos públicos. Constam também no programa a "melhoria do ambiente de investimento", com medidas que protejam o investimento privado e as exportações.
Sobre este tema, nunca é demais lembrar que o Haiti é um país que foi historicamente saqueado pelos países do Norte. Ainda no início do século XIX, o Haiti foi obrigado, depois de um bloqueio econômico de dez anos imposto pela França, a assumir e pagar uma dívida externa de 150 milhões de francos-ouro (equivalentes a cerca de US$ 22 bilhões em valores atuais) em compensação à França pela “perda de escravos” que se rebelaram e libertaram da escravidão em 1804.
A partir do século XIX, o Haiti passou a sofrer invasões dos EUA, que chegou a saquear reservas do Banco Central Haitiano, a pretexto de “cobrar a dívida externa”. Ditaduras militares haitianas - como as dos Duvalier - foram financiadas com empréstimos externos, a exemplo de vários outros países latino-americanos, sem a devida transparência da respectiva contrapartida, tornando-se a nova forma de colonialismo.
Em 1994, o retorno do presidente eleito Jean Bertrand Aristide, que havia sido deposto em 1991 em um golpe de estado, foi vinculado a uma articulação na qual Aristide deveria se submeter fielmente às políticas recomendadas pelo FMI – Fundo Monetário Internacional – listadas no denominado “Consenso de Washington”. O Haiti abriu suas fronteiras para produtos subsidiados pelos países do Norte, se convertendo em importador de alimentos, em um processo de destruição da economia local, a fim de gerar grande contingente de desempregados, e assim, mão de obra barata e sem direitos trabalhistas, beneficiando as multinacionais.
Em suma: é preciso auditar e anular toda a dívida haitiana, devolver ao país os recursos que foram saqueados, e reparar todos os danos causados a este país pelas políticas equivocadas impostas pelas instituições financeiras multilaterais.

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O Mercosul é irreversível, diz o presidente do Senado

Democracia, fortalecimento do Mercosul e a expansão do comercio entre os países sul-americanos, que o integram, foram temas de discurso do presidente do Senado, José Sarney, na celebração dos 25 anos da redemocratização do Uruguai. "O Mercosul é irreversível", disse na quarta-feira, em Montevidéu, para defender como "essencial" a construção de uma arquitetura política capaz de expandir e fortalecer o Mercosul. "Esse caminho repercutirá tanto em cada um de nossos países, como no relacionamento da América do Sul com o Mundo". Ao final do discurso, Sarney foi ovacionado pelos convidados que lotavam o salão nobre do Congresso uruguaio, entre eles estavam todos os ex-presidentes do regime democrático uruguaio: Julio Maria Sanguinetti, organizador do evento e parceiro de Sarney na construção do Mercosul, Tabaré Vazquez, Luiz Alberto Lacalle e Jorge Batle. O deputado argentino Ricardo Alfonsín, representou seu país e o pai, Raul Alfonsín, ex-presidente argentino, já falecido, que era amigo pessoal de Sarney e também um dos artífices da redemocratização e do projeto de união dos países sul-americanos. Anfitrião, José Mujica, atual presidente do Uruguai, muito emocionado deixou seu lugar à mesa para abraçar Sarney, que havia marcado concordância com sua posição de compromisso com o Mercosul, mas também de cobrança em relação ao Brasil. "O Brasil, por ser maior, deve pagar o preço de seu tamanho e aceitar maiores sacrifícios com vistas a atenuar as assimetrias", concedeu Sarney para acentuar: "O presidente Lula pensa da mesma forma". Sarney mencionou ainda em seu discurso números recentes e positivos da movimentação comercial do Mercosul. "Houve grande expansão do comércio entre nossos países que era da ordem de 2 bilhões de dólares, em 1985, e passou a mais de 40 bilhões, em 2008", destacou, adiantando que, atualmente, 30% o das exportações uruguaias são dirigidas ao Mercosul e 3,9% para os Estados Unidos.

Sanguinetti e Alfonsín


Relembrando o processo de redemocratização da América Latina, do qual participou como primeiro presidente civil depois de 20 anos de regime militar, Sarney homenageou os ex-presidentes Julio Maria Sanguinete, do Uruguai, e Raul Alfonsin, da Argentina, como reconstrutores da democracia e parceiros na engenharia de integração regional da América do Sul, que culminou com a criação do Mercosul. "Sanguinetti é um extraordinário homem público, com grandes serviços prestados ao continente, um patrimônio do Uruguai, com visibilidade e respeito internacional". Sarney também contou que foi justamente Sanguinetti, então presidente do Uruguai, o responsável pela aproximação de Brasil e Argentina. "Sem a presença no governo argentino do presidente Alfonsín seria impossível fazer a integração", homenageou ao mencionar o intenso trabalho para que as relações entre o Brasil e a Argentina, historicamente conflitantes, convergissem para a construção da política de união e parceria, representada pelo Mercosul. "Pensar nos nossos temores, nos nossos avanços, na realidade de que hoje vivemos num mundo melhor e sentir que, cada um de nós, é responsável por uma pedra desse edifício", disse, revelando orgulho pelo papel vivido por ele próprio, Raúl Alfonsín e Julio Sanguinetti no encaminhamento dos processos de redemocratização: "A história e o que ainda não foi revelado guardam o que fizemos e o que ajudamos a fazer". O presidente do Senado relembrou que a América do Sul viveu na década de 80, início de 90, a maior onda de democratização vista no mundo desde a II Guerra Mundial. Enumerou as restaurações democráticas do continente que começaram em meados dos anos 70 no Peru, Equador e Bolívia, alcançando em 1983 a Argentina e dois anos depois o Uruguai e o Brasil, para mencionar as eleições no Paraguai, em 1989, e do Chile, em 1990, como marcos do final dos regimes autoritários na América do Sul. Lula e a redemocratização brasileira Para a platéia atenta, Sarney ainda historiou o processo político brasileiro, garantindo que o país tem hoje as instituições políticas sólidas e uma sociedade verdadeiramente democrática. "Fomos governados pelas elites agrárias, pelas elites industriais, pela classe média e pelos militares. Hoje, o Brasil é governado por um político que nasceu do proletariado. Estamos orgulhosos do desempenho do presidente Lula, presença extraordinária de liderança e capacidade política", referendou Sarney, que encerrou sua fala com trecho do discurso de posse de José Mujica reafirmando compromisso com o Mercosul: "Ayy Mercosul! Cuanto amor y cuanto enojo nos suscita. Solo déjenme afirmar que para nosotros, el Mercosur es hasta que la muerte nos separe".

Íntegra do discurso

Leia também matéria do jornal uruguaio “El País” sobre o assunto, clicando
aqui



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Para saber mais sobre a "Transição", leia o livro de Sarney na Internet sobre o assunto.



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domingo, 18 de julho de 2010

Carlos Chagas

Amazônia: nova campanha para internacionalização

A Amazônia é um dos maiores patrimônios do Brasil. E eventualmente alguns países querem ser seu dono. Em artigo deste domingo (18) Carlos Chagas afirma que devemos nos preparar para protegê-la, antes que consigam nos tomar uma das maiores riquezas do nosso país.

“Aproveitam-se os eternos abutres do Hemisfério Norte para voltar à velha cantilena de constituir-se a Amazônia em patrimônio da Humanidade, devendo ser administrada por um poder internacional, sobreposto aos governos dos países amazônicos. Editorial do New York Times acaba de funcionar como toque de corneta capaz de arregimentar as variadas tropas de assalto.
(...)
Devemos preparar-nos para uma nova etapa, com a participação da quinta-coluna brasileira, composta por ingênuos e por malandros que dão a impressão de recrudescerem na tentativa de afastar nosso governo da questão. Terá sido por mera coincidência que os Estados Unidos anunciaram a criação da Quarta Esquadra de sua Marinha de Guerra, destinada a patrulhar o Atlântico Sul, reunindo até porta-aviões e submarinos nucleares?
Do nosso lado, bem que fazemos o possível, aparentemente pouco. Não faz muito que uma comissão de coronéis do Exército Nacional, chefiados por dois generais, passaram meses no Vietnam, buscando receber lições de como um país pobre pode vencer a superpotência mais bem armada do planeta, quando a guerra se trava na floresta. Do general Andrada Serpa, no passado, ao ex-ministro Zenildo Lucena, aos generais Lessa, Santa Rosa e Cláudio Figueiredo, até o general Augusto Heleno e o coronel Gélio Fregapani, agora, a filosofia tem sido coerente. Nossos guerreiros transformam-se em guerrilheiros. Poderão não sustentar por quinze minutos um conflito convencional, com toda a parafernália eletrônica do adversário concentrada nas cidades, mas estarão em condições de repetir a máxima do hoje venerando general Giap: “entrar, eles entram, mas sair, só derrotados”.
Em suma, pode vir coisa por aí, para a qual deveremos estar preparados. Claro que não através da pueril sugestão de transformar soldados em guarda-caças ou guardas florestais. Os povos da Amazônia rejeitaram, na década de setenta, colaborar com a guerrilha estabelecida em Xambioá, mas, desta vez, numa só voz, formarão o coro capaz de fornecer base para uma ação militar nacional. Para aqueles que julgam estes comentários meros devaneios paranóicos, é bom alertar: por muito menos transformaram o Afeganistão e o Iraque em campo de batalha, onde, aliás, estão longe de sair vitoriosos, apesar de enfrentarem o deserto e não a selva, mil vezes mais complicada...”

Leia o artigo completo no portal do Cláudio Humberto...

Veja também:

A VEZ DA CLASSE MÉDIA

A EXISTÊNCIA ATRAVÉS DOS QUE NÃO EXISTEM

APROXIMA-SE A HORA DA VERDADE

NÓS A DESATAR NA JUSTIÇA ELEITORAL

A GUERRA SUJA DAS ELITES

OBSCUROS E DESCONHECIDOS

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Congresso Nacional trabalhando...

Balanço das votações no Senado é positivo, diz Sarney

O breve balanço que o presidente Sarney fez hoje das votações do Senado no primeiro semestre deste ano é positivo. "Votamos todas as todas as matérias importantes que estavam na pauta", ressaltou. José Sarney citou, como exemplos, a aprovação do projeto do governo que cria a Pré-Sal Petróleo S/A (PP-SA), empresa que irá administrar a exploração de petróleo e gás da camada de pré-sal da plataforma marítima brasileira, e a lei que torna mais rígidas as punições contra torcedores praticantes ou incentivadores de violência dentro dos estádios e ginásios, nas ruas próximas ou em pontos de ônibus ou trens que levam passageiros para os jogos."Além de vários projetos da área social , aprovamos ainda o Projeto Ficha Limpa que avalio de grande importância na área política", afirmou. Para o presidente do Senado, a aprovação do projeto atendeu a uma aspiração nacional e a uma necessidade amadurecida no seio da sociedade brasileira. A nova legislação, a que se refere Sarney, impede a candidatura do político condenado em decisão colegiada , mesmo que ainda não definitiva. Durante a sessão legislativa, realizada na tarde de hoje, o presidente Sarney conclamou seus colegas a comparecerem às votações durante os períodos de " esforço concentrado" que serão realizados entre o final do recesso parlamentar de julho (de 19 a 31 de julho) e as eleições do outubro. De acordo com Sarney , o primeiro desses períodos se dará entre os dias 3 e 5 de agosto próximo, e o segundo nos dias 31 de agosto e 1º e 2 de setembro. "É muito importante estarmos aqui nestas datas e procedermos às votações", afirmou.

Combate ao tráfico de drogas na fronteira com a Bolívia em debate na CCJ

No dia 3 de agosto, uma terça-feira, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza audiência pública para debater o combate ao tráfico de drogas na fronteira entre o Brasil e a Bolívia, pelo Mato Grosso. A região é uma das principais portas de entrada de cocaína no país. A audiência marcará o início do semestre legislativo para comissão. Na quarta (4), também a partir das 10hs, a Comissão agendou reunião para votação de projetos. Para a reunião, foram convidados os ministros da Justiça, Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto, e da Defesa, Nelson Azevedo Jobim. Também foram chamados o delegado da Polícia Federal, Júnior Aparecido Taglialenha; o coordenador-geral de Polícia de Repressão a Entorpecentes, Oslain Campos Santana; o procurador-geral do Mato Grosso do Sul, Paulo Alberto de Oliveira; o diretor-geral do Departamento de Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, e a professora universitária Mayor de San Andrés. O debate foi solicitado pelos senadores Kátia Abreu (DEM-TO), Serys Slhessarenko (PT-MT), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
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Ampliação do controle eletrônico de presos só será discutida em 2011
Departamento Penitenciário Nacional havia anunciado que projeto seria encaminhado à Câmara até agosto. Deputados e OAB criticam objetivos da proposta que amplia lei já em vigor. A proposta do governo para permitir o uso de tornozeleiras ou pulseiras eletrônicas em presos só será enviada à Câmara no final deste ano ou em 2011. A informação é do Diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Airton Michels. Em abril, após o 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, o Depen anunciou que o projeto seria encaminhado à Câmara em julho ou agosto deste ano. A intenção é normatizar o uso do dispositivo em presos provisórios ou condenados por crimes de menor potencial ofensivo, com o objetivo de reduzir a população carcerária e a convivência entre criminosos violentos e aqueles condenados por crimes menos graves.
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Câmara passará a divulgar motivo de ausência de deputados

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira (14) que vai divulgar, por meio do seu portal na internet, o motivo das ausências justificadas do parlamentar nas sessões deliberativas. Atualmente, os internautas já podem acessar a relação das ausências não justificadas e justificadas de cada deputado. O Ato da Mesa 66/2010, proposto pelo terceiro-secretário, deputado Odair Cunha (PT-MG), aumentará a transparência da Câmara dos Deputados. Com ele, qualquer pessoa poderá consultar a justificativa do não comparecimento na sessão. Somente as ausências não justificadas são descontadas do salário do parlamentar. A medida será adotada a partir da próxima sessão deliberativa do Plenário, marcada para agosto. As informações estarão disponíveis em uma página específica do portal da Câmara, na seção “Transparência".
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Comissão aprova fim de contribuição de servidor inativo aos 65 anos
Leonardo Prado

A comissão especial que analisa o fim da cobrança de contribuição previdenciária dos servidores inativos aprovou, nesta quarta-feira, o parecer do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) que estabelece uma redução gradual da cobrança até o servidor completar 65 anos de idade, quando ficaria isento. Segundo o texto, ao atingir 61 anos o servidor passará a pagar 80% da contribuição. Ela será 20 pontos percentuais menor a cada ano, até se chegar à isenção completa aos 65 anos. A matéria foi aprovada na forma de substitutivo à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 555/06, do ex-deputado Carlos Mota. A regra vale para todos os aposentados e pensionistas do serviço público, em todos os níveis de governo (federal, estadual e municipal). Os servidores aposentados por invalidez permanente ficam isentos da cobrança. O substitutivo segue para análise do Plenário, onde deverá ser votado em dois turnos.
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Veja também:

Senado fará sessões em agosto e setembro






Imprensa em Foco


Data:13/07/10
Veículo:Jornal "O Globo"

Rito sumário desprotege a Constituição

Levantamento Por ser a base do estado de direito, a Constituição é protegida pela exigência de um rito próprio para a aprovação de emendas ao seu texto. Para serem aprovadas, as propostas de emenda necessitam ser votadas em dois turnos, na Câmara e no Senado, nos quais são exigidos no mínimo 3/5 (60%) dos votos - no Senado, 49 dos 81 senadores; na Câmara, 308 dos 513 deputados. E, ainda assim, são necessárias três sessões entre o primeiro e o segundo turnos, para que haja conhecimento pleno de todos - incluindo, por óbvio, a sociedade - do tema em tramitação. Pois esta apropriada barreira acaba de ser demolida no Senado, com a criação de um rito sumário para a aprovação, sem qualquer discussão, de cinco propostas de emendas constitucionais, tudo sob as bênçãos conjuntas das bancadas governista e da oposição. (...)

E S C L A R E C I M E N T O

Nota do Senado sobre editorial de "O Globo"

Senhor Diretor,

O jornal "O Globo" publicou em sua edição do último dia 13 do corrente editorial com o título Rito sumário desprotege a Constituição, no qual critica de forma áspera o processo adotado pelo Senado Federal na aprovação de emendas constitucionais.
Ao contrário do que o texto afirma, em nenhum momento o Plenário do Senado Federal manobrou para a "revogação na prática do regimento que protege a Constituição", com o objetivo de realizar votações a "toque de caixa".
A Constituição estabelece apenas que uma proposta de emenda constitucional é considerada aprovada se obtiver, na Câmara e no Senado, o voto favorável de 3/5 da composição da Casa, em dois turnos de discussão e votação. Os demais procedimentos legislativos na deliberação de uma PEC é matéria regimental, interna corporis de cada Casa do Congresso. Tanto é verdade que Senado e Câmara adotam, em seus regimentos, procedimentos diferentes de tramitação. No Senado, o Regimento Interno permite que, em havendo consenso das lideranças, os prazos previstos para a tramitação podem ser reduzidos, uma vez aprovado requerimento nesse sentido. Foi o que ocorreu nas votações nominadas pelo editorial.
Lembramos que as propostas de emendas à Constituição, de modo geral, tramitam por longo tempo no Senado e Câmara dos Deputados e quando vão a Plenário é porque se estabeleceram consensos no rito de votação. A surpresa demonstrada pelo editorialista talvez seja explicada pela sua não compreensão do processo legislativo e por falta de um acompanhamento mais diuturno das discussões das matérias nas comissões. Formado por bancadas heterogêneas, representando a diversidade política, social e ideológica do país, o Senado Federal não comporta surpresas e todas as suas decisões são transparentes.

Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado Federal