quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Félix: Brasil tem que se acostumar “com sacos de corpos” voltando da guerra

Natalia Viana

A frase acima foi proferida pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, para explicar que o Brasil tem que “pagar um preço” se quer ser uma liderança mundial. Segundo o relato do embaixador Clifford Sobel, a conversa se deu em janeiro de 2007, como ele detalhou em um telegrama enviado ao Departamento de Estado às 16:40 do dia 15 de fevereiro de 2007, que será publicado hoje pelo WikiLeaks. O telegrama secreto descreve um jantar oferecido pelo embaixador a Félix e ao Subchefe-Executivo do GSI, o General-de-Divisão Rubem Peixoto Alexandre.Na pauta, o pedido da diplomacia para que Félix intermediasse um encontro entre a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff e o advogado-geral americano – além da perspectiva do Brasil colaborar com a Otan, aliança militar que inclui países da Europa e os Estados Unidos.

Leia a matéria na íntegra...

Começam os trabalhos da reforma do Código de Defesa do Consumidor

Crédito, dívidas e internet: focos do novo Código do Consumidor

A Comissão de Atualização do Código de Defesa do Consumidor (CDC) foi empossada hoje pelo presidente do Senado, José Sarney que, em parceria com o Judiciário, tem se empenhado pela modernização das principais leis brasileiras. Comissões especiais, criadas pelo Senado, têm trabalhado nas reformas e aperfeiçoamento dos Códigos de Processo Penal (CPP) – este aprovado na semana passada -, de Processo Civil (CPC) e também o Eleitoral, que deverá ser apresentado em 2011."A proteção do consumidor é uma das mais notáveis conquistas do Estado Social". Assim Sarney abriu seu discurso que evocou frase histórica do presidente Kennedy – "Todos somos consumidores" – para acentuar que aquela declaração, feita em 1962, "marcou o início de uma era de novos direitos e responsabilidades, centrados na relação de consumo". (Leia íntegra do discurso).

Fiscais do Sarney

O crédito ao consumo e o superendividamento foram as duas áreas apontadas pelo presidente do Senado como focos principais dos trabalhos de atualização do CDC. "Não receberam tratamento adequado pelo legislador de 1990", acentuou para rememorar sua atuação em defesa dos consumidores. Citou, inclusive, o histórico papel dos "Fiscais do Sarney", brasileiros que foram às ruas para impedir altas dos preços, durante a vigência do Plano Cruzado I, em 1986. "Em nome do Presidente Sarney", esse consumidores até fecharam lojas e supermercados que descumpriam o congelamento de preços. (Os planos Cruzados I e II foram conjuntos de medidas econômicas do Governo Sarney visando o combate a inflação com a estabilização da moeda).O Conselho Nacional de Defesa do Consumidor (CNDC), origem da legislação brasileira de proteção ao consumidor, foi criado em 1985, ainda no primeiro ano de Sarney na presidência da República. O CNDC a Lei de Ação Civil pública, também sancionada por ele, marcam o "descobrimento" da proteção jurídica do consumidor brasileiro. Hoje, o Brasil tem 500 milhões de consumidores e muitas modalidades distintas de crédito é consumo. O código com leis de proteção ao consumidor tem 20 anos de vigência.

Internet e crédito responsável

A Comissão para Atualização dos Direitos do Consumidor, que iniciou seus trabalhos logo depois de empossada, é presidida pelo Ministro do STJ, Herman Benjamin, e composta pela professora Cláudia Lima Marques, pelos juristas Ada Pellegrini Grinover, Leonardo Roscoe Bessa e Roberto Augusto Castellanos Pfeiffer. Herman comandou os trabalhos de elaboração do Código de Defesa do Consumidor, ainda em vigor. Como Sarney, Herman destacou que o objetivo da atualização do CDC é encontrar proteção legal para áreas que, na complexa e mutante problemática do consumo, ainda não receberam atenção suficiente. O comércio eletrônico que cresce vertiginosamente é uma das matérias a merecer destaque especial na renovação do CDC. "A idéia é fortalecer o crédito responsável", sinalizou o presidente da comissão.


Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado

Lula faz balanço dos seus oito anos de governo. Siga ao vivo

Do G1 de Brasília

Ministros dos dois mandatos do presidente participam da cerimônia. Objetivo é comparar programas de governo com o que foi realizado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quarta (15) no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília, de uma cerimônia para marcar o registro em cartório do balanço das medidas adotadas pelo governo que ele comanda desde 2003. Um tabelião oficial faria o registro em cartório das medidas. O objetivo é comparar as propostas dos programas de governo do presidente com o que foi efetivamente realizado. Cada ministério preparou um balanço específico. Ministros que integraram o governo nos dois mandatos de Lula compareceram à cerimônia, entre os quais a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, atualmente no PV, e os ex-ministros José Dirceu, da Casa Civil, e Antonio Palocci, da Fazenda (que será o titular da Casa Civil no governo Dilma). Participam também deputados, senadores e governadores da base aliada. Acompanhado da presidente eleita, Dilma Rousseff, da primeira dama, dona Letícia, e do presidente do Senado, senador José Sarney, Lula desceu a rampa interna do Palácio do Planalto e foi recebido pela plateia de autoridades aos gritos de: “Olê, olé, olê, olá, Lula, Lula!” A abertura da cerimônia foi feita pelo atual governador da Bahia, Jaques Wagner, ex-ministro do Trabalho. Em nome dos ministros do primeiro mandato, ele fez um discurso com elogios a Lula e a Dilma. Depois, falaram representantes de trabalhadores e empresários. Em seguida, os ministros foram chamados, um a um, para assinar os seis volumes que contêm o balanço de todas as pastas. Cada um cumprimentou e abraçou o presidente. Depois de anunciados os nomes dos ministros presentes, o presidente Lula entregou o balanço do governo, um livro de 310 páginas, para registro em cartório.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, fez discurso em nome dos ministros do atual governo para falar sobre a elaboração do balanço.“Com registro em cartório, a sociedade vai ter acesso a esse material e fiscalizar se o governo cumpriu os compromissos e promessas assumidas pelo governo [...] Tenho certeza de que a sociedade vai encontrar um governo que honrou o voto recebido”, disse Martins. Segundo o ministro, no governo Lula o país ganhou autoestima. “O Brasil aprendeu que pode conquistar, que pode andar com as próprias pernas, pensar com sua própria cabeça e fazer o seu próprio destino.” Franklin Martins também se dirigiu a Dilma Rousseff e afirmou que ela será uma “tremenda presidente” e que fará "um tremendo governo". Ele destacou a "coragem" da presidente eleita na luta pela democracia durante o regime militar. “Estou muito confiante de que a Dilma será uma tremenda presidente da República porque ela também veio de uma geração que aprendeu muito cedo, com 18, 19 anos, que tinha que dizer não. Ver alguém dessa geração chegar a presidente, e, principalmente, uma mulher chegar a presidente, dá muito orgulho.” No encerramento, antes de iniciar a leitura do discurso, Lula falou de improviso. Disse que vai entregar o balanço do governo para a imprensa, para “eles perceberem o quanto perderam de cobrir coisa boa do governo”. Segundo o presidente, os jornalistas costumam retratar aspectos negativos do governo porque “construir tem menos apelo que destruir.” No discurso, ele afirmou que a tarefa do governo está inacabada. "Nós estamos convencidos de que fizemos muito, mas temos consciência de que há muito mais a fazer", disse.

Clique aqui para ouvir o discurso do presidente Lula...

Fotos: Ricardo Stuckert/PR

José Sarney

Não às armas

A América Latina é o continente mais pacífico do mundo. Não faz parte de nossa história atacar uns aos outros. As guerras datam de mais de 70 anos. Depois não houve nada com a violência da Guerra do Paraguai ou da Guerra do Chaco; os conflitos, como entre Peru e Equador ou o caso das Malvinas, foram limitados em perdas humanas. Uma coisa que surpreende o mundo, e recentemente o Departamento de Estado dos EUA ressaltava, é que o Brasil é o único caso de potência mundial que surge sem ser potência militar. Sua influência e ação não estão baseadas nas armas. Por isso, quando a Venezuela iniciou uma corrida armamentista querendo ser potência militar, tive a oportunidade de denunciar o fato e suas consequências para o Brasil e para toda América do Sul. A maciça compra de armas que aquele país fez à Rússia, à China e - agora se sabe, pelos vazamentos da WikiLeaks - à Suécia e à Espanha, mostra que o nosso aumento em despesas militares é necessário. Não é que estejamos em algum momento pensando em guerra, mas não admitindo que um grande país como o nosso seja vulnerável a pressões militares no continente e fiquemos em situação estratégica frágil . Agora mesmo, nestes vazamentos de telegramas feitos pelo WikiLeaks, há um que dá para preocupar. Um dos maiores riscos da humanidade são os vetores, transportadores de artefatos, dos menos inofensivos até os mais destruidores. Não é por acaso que vemos com alarme o Irã e a Coreia do Norte desenvolvendo foguetes intercontinentais. Agora sabemos que a Rússia não vendeu à Venezuela somente os cem mil fuzis Kalashnikov, mas cem mísseis antiaéreos, de manejo individual, uma das armas consideradas desestabilizadoras de poderio militar. Esses mísseis podem derrubar helicópteros e até aviões, são manejados por um soldado só e são de fácil deslocamento, dispondo de alta tecnologia para atingir alvos localizados. Eles facilmente poderão cair em poder das Farc, dando uma conotação mais grave àquele conflito. Nos computadores de Reyes foram também encontradas referências a essas armas e desejo de acesso a elas. Além dos Migs, submarinos, fragatas, munições, de consultores cubanos para formação de pessoal, sabemos agora que a Venezuela também comprou lanchas de patrulhas armadas à Espanha e só não comprou aviões transportadores de tropa porque os Estados Unidos proibiram a venda às fábricas espanholas de aparelhos eletrônicos necessários à fabricação desses aviões. Segundo outros informes, os russos confirmaram a venda dos cem foguetes Igla, como também a disposição de fornecimento de outros lotes. Nossa posição na Amazônia, voltada para combater o narcotráfico agora associado à guerrilha, precisará equipar-se de meios atualizados, capazes de dissuadir qualquer desestabilização de forças naquela área. Mas, o que nos preocupa acima de tudo é termos corrida armamentista no continente, onde só desejamos paz.

José Sarney foi governador, deputado e senador pelo Maranhão, presidente da República, senador do Amapá por três mandatos consecutivos, presidente do Senado Federal por três vezes. Tudo isso, sempre eleito. São 55 anos de vida pública. É também acadêmico da Academia Brasileira de Letras (desde 1981) e da Academia das Ciências de Lisboa.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Opinião, Notícia e Humor

MANCHETES DOS JORNALÕES

O GLOBO
EMPRESAS JÁ VOLTAM PARA ÁREAS LIBERADAS DO TRÁFICO

Multinacional retorna para a Cidade de Deus, e banco terá postos em favelas. As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) começam a recuperar não apenas a confiança de moradores na polícia, mas também os investimentos que foram abandonados por empresas e indústrias fechadas no entorno de favelas dominadas pelo tráfico. O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, confirma o interesse de empresas em se estabelecer naquelas áreas que foram degradadas e hoje são atendidas pela política de pacificação do governo do estado. Multinacionais como a Procter & Gamble (P&G) estão voltando a ocupar as imediações de favelas do Rio, enquanto o Bradesco terá agências em dez morros da cidade, no próximo ano. Segundo o governador Sérgio Cabral, a ida da P&G para a região de Jacarepaguá gerou 500 empregos. No Complexo do Alemão, recém-recuperado, a prefeitura já garantiu o alvará para 87 microempresários que trabalhavam na informalidade. (Págs. 1 e 14)

Documento aponta falta de estrutura para fiscalizar jogos; setor rebate críticas e nega que haja lavagem de dinheiro. Um grupo que atua contra a corrupção e a lavagem de dinheiro, capitaneado pelo Ministério da Justiça, diz num documento enviado a Câmara que a aprovação da lei que libera os bingos estimula a ação criminosa. Projeto de lei com esse teor pode ser votado hoje. Para os técnicos, o projeto de lei não permite uma fiscalização para que "a atividade de bingos mantenha-se livre da sanha lucrativa da criminalização organizada". Mesmo com as críticas, o líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza (PT -SP), defende os jogos. Segundo o texto, seria inconstitucional dar recursos dos bingos para a saúde, o que desmonta trunfo dos defensores. Entidade do setor rebate críticas e nega lavagem de dinheiro. (Págs. 1 e A11)

Pesquisa aponta consumo em áreas urbanas e rurais; para entidade de municípios, plano federal falhou. O consumo de crack já se alastrou pelo País, atingindo sem distinção grandes centros urbanos e zonas rurais, aponta pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgada ontem. O estudo mostra que 98% das 3.950 cidades pesquisadas (71% do total) enfrentam problemas relacionados ao crack. Os dados foram levantados com Secretarias Municipais de Saúde de todo o País. Dos municípios abordados, cerca de 10% executam programas institucionalizados de combate ao crack. Menos de 50% realizam campanha contra a droga. Para a CNM, a principal promessa do governo federal na área, o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, lançado em meio à campanha eleitoral, "não aconteceu". O governo de contesta, dizendo que já investiu mais de R$ 200 milhões. (Págs. 1 e Cidades C1)



Proposta será votada no Senado esta semana. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) deve votar esta semana a emenda que pretende ampliar o período máximo de encarceramento no país para 50 anos – hoje é de 30. Especialistas se dividem entre os que acham que penas longas não intimidam criminosos e os que louvam a proposta, porque acham que o regime de progressão ficará mais lento. (Págs. 1 e País, 2 e 3)

Pelo placar de 11 votos a zero, o Conselho Nacional do Ministério Público decidiu afastar Leonardo Bandarra e Deborah Guerner das funções de promotor por 120 dias. Eles são acusados dos crimes de extorsão, formação de quadrilha e vazamento de informações. Os integrantes do conselho também autorizaram prorrogar a investigação sobre os envolvidos no esquema de corrupção detonado pela Operação Caixa de Pandora. Bandarra e Guerner ainda podem ser punidos pelo Tribunal Regional Federal, onde respondem a três ações penais. (Págs. 1 e 25)

Com uma sucessão de aumentos de preços de dois dígitos, os alimentas serão mais uma vez responsáveis por desviar a inflação do centro da meta de 4,5% perseguido pela Banco Central. Como vilão do regime de metas, eles substituíram os preços administrados (como tarifas de energia elétrica e telefonia), que até 2005 desempenhavam esse papel. A forte alta de alimentos e bebidas levará a inflação ao consumidor a quase 6% em 2010. Em 12 anos do regime de metas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) só ficou quatro vezes no centro ou abaixo do alvo - em 2000, 2006, 2007 e 2009. A inflação dos alimentos ganhou força a partir de 2007, em boa parte sob pressão de commodities com preços determinados pelos mercados globais, que foram influenciados pela forte expansão da renda e diminuição da pobreza nas nações mais populosas do mundo: China e Índia. A crise financeira global interrompeu por apenas um ano a tendência de alta, que voltou a manifestar-se com intensidade já em 2009. (Págs. 1 e A6)


Veja também

ARTIGOS

A violência em pauta (Correio Braziliense)

Rebecca Reichmann Tavares. Doutora em educação pela Universidade de Harvard e representante do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem-ONU Mulheres Brasil e Cone Sul) Caio Csermak. Bacharel em relações internacionais pela UnB:
Nas últimas semanas, o Brasil assistiu à espetacularização da violência urbana. Conflitos entre policiais e o crime organizado no Rio de Janeiro tomaram a centralidade na pauta da mídia. Pese a gravidade do conflito e dos índices de violência urbana no Brasil, volta à tona um caso de violência muito recorrente no país, a de gênero: a condenação do ex-goleiro Bruno, referente à acusação de cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal contra Eliza Samudio. Os números sobre a violência de gênero no Brasil assustam: pesquisa da Fundação Perseu Abramo mostra que 43% das mulheres já sofreram algum tipo de violência de gênero, ao passo que, segundo estudo do Instituto Zangari, 10 mulheres são assassinadas por dia no país. Entretanto, o enfrentamento à violência de gênero ainda enfrenta silêncios e barreiras, como debilidades na aplicação da Lei Maria da Penha, falta de alocação e execução de recursos públicos, julgamentos que reforçam estereótipos de gênero, falta de estrutura para o amparo psicológico e proteção da mulher ameaçada e/ou agredida e a vitimização do agressor. Tal vitimização é perpetrada, inclusive, por responsáveis pela aplicação da lei, como na sentença proferida pelo juiz Marco Couto, da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, responsável pelo julgamento de Bruno no processo que corre na justiça fluminense. Como publicado no jornal Correio Braziliense, o juiz, mesmo condenando o réu, aventa a possibilidade de que Bruno teria sido vítima de Eliza Samudio, pois esta teria se aproximado e se envolvido com o jogador motivada por interesse financeiro. Primeiro, o juiz parte do pressuposto de que são sempre as mulheres que procuram os jogadores de futebol, não o contrário. Todavia, sobram relatos, inclusive do próprio Bruno, sobre festas e orgias organizadas por jogadores e assessores, assim como de redes de prostituição que se formam ao redor de clubes de futebol, como no recente escândalo ocorrido com o jogador francês Franck Ribéry. Assim, do mesmo modo que mulheres buscam jogadores ricos e famosos, estes buscam mulheres dispostas a se envolverem com eles. Tirar a agência dos jogadores nesse processo é uma estratégia que permite, por um lado, vitimizá-los e, por outro, condenar as mulheres. Além disso, se Bruno consentiu ter relação sexual com Eliza, não se deve falar em enganos, pois o goleiro estava ciente dos riscos de gravidez envolvidos.

Cancun: fracasso ou sucesso? (Correio Braziliense)
Mercosul - retórica e realidade (O Estado de S. Paulo)
Para vencer os desafios do crescimento sustentado (Valor Econômico)
Uma flor de pessoa (O Estado de S. Paulo)
Uma reforma tributária verde (O Estado de S. Paulo)

COLUNAS

A Selic de Dilma (Correio Braziliense - Brasil S.A)

Se o governo confia mesmo no alívio da inflação, BC poderá esperar para ver se Fazenda tem razão. Análises sobre a deterioração das expectativas de inflação estão na ordem do dia das preocupações do mercado financeiro. Mas ainda é cedo para cravar que o Banco Central sob a direção de Alexandre Tombini, um dos diretores da equipe atual de Henrique Meirelles, esteja convencido de que a Selic deva subir no primeiro Comitê de Política Monetária (Copom) de 2011, marcado para 19 de janeiro. Tais preocupações têm dois níveis de abordagem. A do novo governo é genuína com a inflação e o ritmo de crescimento da economia. Mas a ansiedade do mercado financeiro não é bem com a inflação e, sim, com o risco de assumir premissas divergentes das do BC e perder. Se não subir a Selic em janeiro, como o mercado espera que fará o BC, as aplicações montadas com essa projeção terão prejuízos. Essa é uma primeira consequência, que poderá ter desdobramentos, se não for uma decisão baseada só na crença de que o BC de Tombini deverá manter a rotina do regime de metas de inflação seguida até hoje. Se forem sinceras as projeções de que a inflação reflete o coice dos preços dos alimentos, boa parte devido à equivalência em reais das cotações internacionais das commodities agrícolas, encavalado com o desequilíbrio entre a demanda e a oferta doméstica, a Selic mantida em 10,75% ao ano em janeiro pode levar a três resultados. Primeiro: maior pressão sobre o Tesouro para elevar os juros das novas emissões de títulos da dívida pública. Segundo: o desvio do dinheiro de tesouraria dos bancos parado no overnight para outras aplicações. E terceiro: menor capacidade de o BC influir sobre os deslocamentos da liquidez. A previsibilidade sairia arranhada. Sempre se poderá argumentar que o BC e o Tesouro poderão resistir às pressões por mais juros. Mas para a queda de braço favorecer, o governo tem de haver, como condição necessária, razoável certeza sobre o caminho da inflação, o que está incerto. A dispersão dos aumentos de preços foi elevada na medida do IPCA de novembro, alcançando mais de 60% dos bens e serviços pesquisados pelo IBGE. A taxa de aumento dos preços de serviços, que repercutem pressões de demanda, seguiu na faixa de 7%, muito acima do limite superior da meta de inflação — 6,5%, com objetivo central de 4,5%. O setor de serviços se move conforme a situação do emprego e dos salários, ambos crescentes, com a maioria das negociações salariais fechada, este ano, com aumentos de 3 a 4 pontos percentuais acima da inflação.

Bons cabritos (Correio Braziliense - Brasília-DF)
Compre Brasil (Valor Econômico - Brasil)
Disputa de geração (O Globo - Merval Pereira)
Dois lados (Correio Braziliense - Ari Cunha - Visto, Lido e Ouvido)
Falta de volatilidade pode ser um bom sinal (Valor Econômico - De Olho na Bolsa)
Gol contra (O Globo - Panorama Político)
Liderança construtiva (Correio Braziliense - Nas Entrelinhas)
Mais Europa. E não menos (O Estado de S. Paulo - Celso Ming)
Não somos únicos (O Globo - Panorama Econômico)
Prazo adicional (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Presidencialismo congressual (Valor Econômico - Política)
Primeiro contrato não se esquece (O Estado de S. Paulo - Direto da Fonte)
Qual será a cota do PMDB? (Jornal de Brasília - Do Alto da Torre)
Razões outras (O Estado de S. Paulo - Dora Kramer)
Um nível de câmbio para dois interesses (Valor Econômico - Por dentro do mercado)



ECONOMIA

Acordo do Mercosul com sete países corta tarifas (O Globo)

Representantes de 11 países em desenvolvimento assinam amanhã, em Foz do Iguaçu (PR), um acordo que prevê a redução de 20% das tarifas aplicadas na importação de 70% dos produtos comercializados entre si. A medida, que dependerá da ratificação dos legislativos de no mínimo quatro signatários, é uma alternativa ao fracasso da Rodada de Doha, na Organização Mundial do Comércio (OMC), e uma forma de compensar as perdas pelo atraso na recuperação das economias desenvolvidas. Farão parte do tratado Mercosul (Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai), Índia, Indonésia, Malásia, Coreia do Sul, Egito, Marrocos e Cuba. Está pendente o ingresso de Irã e Argélia, país que negocia sua entrada na OMC. Segundo o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey, não há estimativa sobre o ganho de comércio com o acordo. Mas ele frisou que o potencial é significativo porque, embora esses países importem US$1 trilhão por ano, as exportações entre eles são de US$100 milhões. No Mercosul, serão preservados, como "produtos sensíveis", têxteis, automóveis, eletroeletrônicos, calçados e bens de capital. (Eliane Oliveira)

Agência de rating entra na mira da CVM (Valor Econômico)
Acesso a deficientes (Valor Econômico)
América Latina crescerá menos em 2011, diz Cepal (O Estado de S. Paulo)
Anatel investiga televisão do ABC (Correio Braziliense)
Argentina lança sistema concorrente ao Ibope (O Globo)
As novas regras do Leão (O Globo)
Bolsas do Brasil e de Santiago fecham acordo para compra e venda de ações (Valor Econômico)
Cade julga briga entre autopeças e montadoras (Valor Econômico)
Capitais receberão novas notas de real até amanhã (O Globo)
Cepal prevê crescimento de 6% para América Latina, acima da média global (O Globo)
China copia os EUA e vai taxar imóveis (Correio Braziliense)
Copel se une à Alupar e TPI em leilão (Valor Econômico)
Crédito bate recordes no Panamericano (O Estado de S. Paulo)
De olho no pré-sal, GE faz oferta pela Wellstream (O Estado de S. Paulo)
Destaques (Valor Econômico)
Dilma e Dunga: nossa dupla do Twitter (O Globo)
Dilma será diplomada com Ministério incompleto (O Globo)
Diário da Justiça deixa de circular em papel (Valor Econômico)
Dom Cláudio: Dirceu aparelhou governo (O Globo)
Em 5 anos, US$ 60 bi saem da Argentina (O Estado de S. Paulo)
Em 2011, podemos esperar uma leve alta da inadimplência (O Estado de S. Paulo)
Fiat anuncia hoje nova fábrica em PE (Valor Econômico)
Freio na desinformação (Correio Braziliense)
Governo adia revisão de metas para operadoras (O Globo)
Governo limita atuação de resseguradoras estrangeiras (Valor Econômico)
Governo pode adiar novas concessões às teles (O Estado de S. Paulo)
Hora de saciar o Leão (Correio Braziliense)
Ibama libera usina de Teles Pires para leilão na 6ª-feira (O Estado de S. Paulo)
IBGE e PGDF vão contratar mais 189 (Correio Braziliense)
Importação acentuou problemas históricos (Valor Econômico)
Liminar derruba exigência de procuração pública (Valor Econômico)
Mais capital de risco (Correio Braziliense)
Malha fina atinge neste ano 700 mil contribuintes (O Estado de S. Paulo)
Meirelles não terá cargo no governo Dilma (O Estado de S. Paulo)
Meirelles promete continuar 'ativo e estressado' (O Globo)
MMX define R$ 5 bi de investimentos (Valor Econômico)
Movimentação de grãos cresce e fica mais cara e lenta (Valor Econômico)
Novas cédulas de R$ 50 e R$ 100 já estão circulando (O Estado de S. Paulo)
O moderno contrato de empreitada global (Valor Econômico)
O ritmo da banda larga (Valor Econômico)
Otimismo com China puxa Bolsa, que sobe 1,15%. Dólar cai a R$1,70 (O Globo)
País comanda redução tarifária (Correio Braziliense)
Pequenas empresas terão US$ 3 bi do BNDES (O Estado de S. Paulo)
Petrobras conclui captações de 2010 (Valor Econômico)
Petrobras deve captar US$16 bi no ano que vem (O Globo)
Petrobrás volta a investir em gás natural na Bolívia (O Estado de S. Paulo)
PIB latino cresce 6% neste ano (Correio Braziliense)
PMDB não quis incluir Meirelles em sua cota (O Estado de S. Paulo)
Receita eleva limite de declaração do IR (O Estado de S. Paulo)
Receita eleva limite do IR e mantém tabela (O Estado de S. Paulo)
Renda muda o consumo de remédios (Valor Econômico)
Senado dos EUA aprova pacote de incentivo tributário (O Estado de S. Paulo)
Serasa diz que calote sobe 23,2% e diverge de outros indicadores (O Estado de S. Paulo)
TCU fiscalizará contratos tidos como 'varejão' (O Globo)
Tecondi e ADM lideram estudo de eficiência (Valor Econômico)
Terminais de contêineres melhoram (Valor Econômico)
TST altera entendimento sobre equiparação salarial em cadeia (Valor Econômico)
União cobiça R$ 2 bilhões (Correio Braziliense)



POLÍTICA

"Fator Ciro" definirá a projeção do PSB (Correio Braziliense)

Deputado e Dilma se reunirão para traçar o papel do parlamentar e do partido dele no governo
O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) é esperado amanhã em Brasília para uma conversa com a presidente eleita, Dilma Rousseff. Os dois trocaram ideias por telefone e Ciro demonstrou interesse em participar do futuro governo. Falta definir que lugar caberá ao deputado. A primeira pedida é a Integração Nacional, onde Ciro, no início do governo Lula, desenhou o projeto de transposição do Rio São Francisco. A segunda, a Secretaria de Portos, avaliam os “ciristas”, não será recusada se for oferecida acoplada à aviação civil, com poder de fogo sobre Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Infraero. Aí, ele teria condições de empreender um trabalho de visibilidade, com a recuperação de aeroportos. Ciro deu a entender que não pode aceitar qualquer coisa. Integrantes da transição dizem que ele chegou a insinuar que aceitaria o Ministério da Saúde, mas não houve convite formal porque, desde que o PMDB perdeu o direito de indicar o futuro ministro, o PT pressiona para ficar com a pasta, um dos maiores orçamentos da Esplanada. A chegada de Ciro tumultuou o cenário da transição. O PT cerrou fileiras para segurar a Saúde. O PSB se viu obrigado a refazer seu tabuleiro e o PMDB fez cara de quem não gostou. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava fora dessa conversa, esteve ontem no Ceará e, hoje, estará em Pernambuco, onde aproveitará para conversar com Eduardo Campos. Ciro estava fora das conversas iniciais entre Dilma e o PSB até porque fez questão de ficar praticamente fora da campanha presidencial no primeiro turno. E, quando entrou, o próprio Lula já havia dado um jeito de conquistar os votos de que Dilma precisava no Nordeste e no próprio Ceará. Para completar, já havia problemas entre o deputado e o PMDB (leia abaixo).No caso do PSB, Campos já havia indicado seu secretário de governo, Fernando Bezerra, para a Integração Nacional e deixado à bancada na Câmara a tarefa de indicar o futuro ministro da Secretaria de Portos. Quando Ciro entrou no jogo, a intenção da cúpula partidária era transferir da bancada para o Ceará o direito de indicar o futuro ministro da Secretaria de Portos. Os cearenses acharam pouco para um nome tão expressivo quanto o do ex-candidato à Presidência, ex-ministro da Fazenda do governo Itamar e, ainda, ex-ministro da Integração Nacional de Lula. Foi então que, ainda na noite de sexta-feira, surgiu a proposta de troca: Ciro ficaria com a Integração e Campos, com Portos, sem aeroportos. O problema, entretanto, não foi resolvido. Conforme antecipou o Correio, a bancada do PSB reclamou da configuração. Muitos deputados se sentiram desprestigiados. A conversa dele com Dilma irá definir quem vai sobrar nessa configuração.

''Estado'' está sob censura há 501 dias (O Estado de S. Paulo)
Absolvido na Justiça, Maluf tomará posse como deputado (O Estado de S. Paulo)
Alckmin escolhe Calabi para a Fazenda e Fernandes para o Planejamento (Valor Econômico)
Apelações de fichas-sujas ao TSE já passam de 200 (O Estado de S. Paulo)
Após denúncia, Serys exonera assessora (O Globo)
Assinatura de Padilha começa a ser investigada (O Estado de S. Paulo)
Aumento de gasto na saúde foi ''decisão política'', diz Goldman (O Estado de S. Paulo)
Clima de adeus no Nordeste (Correio Braziliense)
Conselho quer fim da reprovação até 3º do fundamental (O Estado de S. Paulo)
Dilma escala as petistas (Correio Braziliense)
Dilma se prepara para a posse (O Globo)
Dilma tenta compor cota feminina de novo ministério (O Estado de S. Paulo)
Em 2010, R$2,7 bi em forma de emendas (O Globo)
Ex-prefeito diz confiar na Justiça e elogia sentença (O Estado de S. Paulo)
Governo recua de corte de R$8 bi (O Globo)
Ideli destinou emendas para ONGs de petistas (O Globo)
Indicação para MDA desagrada parte do PT (Valor Econômico)
Justiça absolve Maluf (Correio Braziliense)
Licitação goiana sob investigação (Correio Braziliense)
Lula cobra relatório sobre desaparecidos (O Globo)
Lula diz que participará de protestos ao deixar cargo (Valor Econômico)
Lula promete inaugurar obras na gestão Dilma (O Globo)
Lula se diz magoado com fim da CPMF e defende mais verba para o setor (O Globo)
Meirelles vai escrever livro e voltar à iniciativa privada (Valor Econômico)
Márcio Holland deve substituir Nelson Barbosa (Valor Econômico)
No País, 77% dos portadores de deficiência se sentem desrespeitados (O Estado de S. Paulo)
Para Dirceu, mídia ''teme concorrência'' (O Estado de S. Paulo)
Para magistrado, Judiciário será visto com descrédito (O Estado de S. Paulo)
Para pacificar tucanos, Alckmin nomeia Calabi (O Estado de S. Paulo)
Parte dos cortes no Orçamento pode atingir o PAC (Valor Econômico)
PEC prevê gastos maiores com salários (Correio Braziliense)
Plano de Educação adia promessa de Dilma (O Globo)
Portos será turbinada para resolver conflito do PSB (Valor Econômico)
Prefeita de Jandira quer ''concluir o mandato viva'' (O Estado de S. Paulo)
PT ameaça reagir ao 'paulistério' na Câmara (Valor Econômico)
R$ 30,4 bilhões de diferença (Correio Braziliense)
Roraima usa Copa para emenda de R$ 160 mi (O Estado de S. Paulo)
Sarney defende recriação da CPMF (Valor Econômico)
Serys diz não haver motivo para renúncia (O Estado de S. Paulo)
Serys Slhessarenko se “sentiu traída e enganada” (Correio Braziliense)
Tendências por apaziguar (Correio Braziliense)
Tribunal de SP anula a condenação de Maluf (O Globo)
Uso de drogas atinge 98% dos municípios (O Globo)
Viagens de Lula aumentaram destaque do Brasil (Valor Econômico)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Notícias comentadas sobre a famigerada "Dívida" Pública, sobre a qual Dilma diz que não fará absolutamente nada para solucionar...

Pelo site “Auditoria Cidadã da Dívida Pública”

Blog do jornalista Luiz Carlos Azenha traz a manchete “O debate interditado sobre os juros da dívida", que divulga o áudio de entrevista de 8 minutos com o Deputado Federal Ivan Valente (PSOL/SP), proponente da CPI da Dívida na Câmara dos Deputados. Valente mostrou os resultados da CPI, cujo Relatório Final – elaborado pelo governo em acordo com o PSDB, de modo a não se apontar irregularidades no endividamento – foi aprovado somente pela apertada margem de 8 votos a 5, devido à grande mobilização social. Além do mais, foi elaborado um “Voto em Separado” (Relatório Alternativo) que foi protocolado no Ministério Público Federal, propondo a auditoria da dívida e a investigação de todos os indícios de ilegalidades do endividamento, tais como a aplicação de “juros sobre juros”, já considerada ilegal pelo STF.
Na entrevista, Valente também denuncia que a montanha de reservas internacionais no Banco Central tem sido acumulada às custas do aumento da dívida interna, que paga juros de até 14% ao ano, enquanto a maioria destas reservas estão aplicadas em títulos do Tesouro dos EUA, que não rendem quase nada. Em 2009, R$ 380 bilhões (ou 35,6% do orçamento federal) foram gastos com juros e amortizações da dívida, e é por isso que falta dinheiro para saúde, educação e outras áreas sociais.
O ensino básico se encontra sucateado, com um Piso Salarial dos professores em um nível baixíssimo (R$ 1.024 para 40 horas semanais), enquanto o ensino superior está privatizado, com 80% das vagas providas pelas faculdades particulares. A velha proposta de 12 anos atrás, de aplicação de 7% do PIB em educação, foi vetada pelo então presidente FHC, veto este que foi mantido pelo Presidente Lula.
Valente conclui a entrevista mostrando que a atual política econômica agrada tanto o PT como o PSDB e o DEM, e o resultado disto é que, no 2º turno das eleições, em nenhum momento houve embate sobre a política econômica.
O jornal Estado de São Paulo de domingo confirma esta denúncia de Ivan Valente (“Expansão do crédito e das reservas afetam a dívida") de que as reservas internacionais impõem um elevado custo para o país, por não renderem quase nada e ainda implicarem no aumento da dívida interna, que paga os juros mais altos do mundo. Monografia premiada pelo próprio Tesouro Nacional mostra que a dívida pública terá trajetória diferente da projetada pelo governo, que desconsidera em suas análises esta diferença entre as taxas de juros que recebe por seus ativos e a que paga por sua dívida.

Saiba mais sobre esses assuntos. Leia com bastante atenção algumas postagens que já fizemos neste blog a respeito. Vale a pena conferir:

Sair da crise?
Escravização: as cifras espantosas da dívida pública

Perdas com o serviço da dívida




























Confira os impactos da dívida sobre todos os aspectos da nossa vida

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Agora ministro, Garibaldi muda opinião sobre fator previdenciário

Na véspera da eleição, senador votou a favor do fim do cálculo para aposentadorias; ao iG,ele reconhece pressões políticas na área
Adriano Ceolin, iG Brasília

O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), 63 anos, votou a favor do fim do fator previdenciário. Recém indicado pela presidente eleita Dilma Rousseff como ministro da Previdência, ele disse, em entrevista ao iG, que irá rever sua posição.
Em maio deste ano, o Senado derrubou o fator previdenciário -- cálculo criado em 1999 para reduzir o valor das novas aposentadorias concedidas, a fim de aliviar o déficit na Previdência. Às vésperas da eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve de vetar a proposta.
De iniciativa do senador Paulo Paim (PT-RS), o fim do fator previdenciário ganhou o apoio de seus colegas porque entidades representantes de aposentados e pensionistas pressionaram o Congresso. Na época, Garibaldi foi um dos senadores que apoiou o colega petista.
“Eu votei a favor da emenda do Paulo Paim, inclusive porque foi por unanimidade a votação”, disse Garibaldi. “Hoje eu teria já que me inclinar para uma posição mais moderada”, reconheceu. O novo ministro disse que a presidente eleita -- com quem ele conversou por cerca de 20 minutos -- vê com dificuldades a realização de uma reforma da Previdência.
Sobre mudança de opinião, Garibaldi diz acreditar que a população vai compreender. Confira os principais trechos da entrevista que Garibaldi concedeu ao iG, clicando aqui.

Opinião, Notícia e Humor


MANCHETES DOS JORNALÕES

O GLOBO
UPP EM TODAS AS FAVELAS DO RIO CUSTARIA R$321 MILHÕES

Investimento é equivalente a apenas um milésimo do PIB do estado. Duas semanas após a retomada, pelo estado, do controle dos complexos da Penha e do Alemão, cálculos feitos pelo GLOBO mostram que é possível beneficiar todos os moradores de favelas do Rio com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Se o governo do estado mantiver a relação de um PM para cada cem habitantes - proporção usada nas comunidades pacificadas -, seriam necessários 10.685 policiais para atuar em 107 UPPs. Com isto, o programa beneficiaria mais de um milhão de pessoas que vivem em favelas não pacificadas, muitas delas ainda dominadas por traficantes ou milicianos. O custo anual de manutenção das 107 unidades somaria R$ 321 milhões, investimento correspondente a apenas um milésimo do PIB do estado. (Págs. 1 e 10)

FOLHA DE S. PAULO
RECEITA VÊ FRAUDE EM EMPRESA DE LIXO DE SP

Qualix é multada por saques em dinheiro de R$ 29,8 mi sem justificativas. A empresa que cuida da varrição do lixo na zona sul de São Paulo, a Qualix, foi multada em R$ 59 milhões pela Receita Federal após um relatório apontar suspeita "de fraude, conluio e sonegação" em operações. Auditores acharam 69 saques em dinheiro, sem justificativa, que somam R$ 29,8 milhões entre 2004 e 2006. Nesse período a Qualix prestou serviços para Marta Suplicy (PT), José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM). A Receita diz que há notas frias de empresas de fachada para justificar serviços como manutenção de caminhões. Para os fiscais, os serviços nunca foram prestados - as notas frias seriam para sonegar tributos. A Qualix fatura cerca de R$ 1 bilhão por ano e presta serviços em Porto Alegre, Teresina, Cuiabá e no Distrito Federal. A empresa, que trocou de controladores, diz colaborar com a investigação da Receita. (Págs. 1, C1 e C3)

O ESTADO DE S. PAULO
LANÇADO NA CAMPANHA, PACOTE DE APOIO À EXPORTAÇÃO FRACASSSA

Por burocracia e disputas políticas, só 1 das 7 medidas anunciadas em maio foi implementada. O pacote de apoio aos exportadores, lançado em meio à campanha eleitoral à Presidência, é um fracasso. Das sete medidas divulgadas em maio, só uma se tornou realidade. As demais se perderam na burocracia e nas disputas políticas por poder. O pilar do pacote era acelerar a devolução dos créditos tributários dos exportadores. Estava prevista a devolução de 50% do dinheiro em ate 30 dias após a solicitação, mas poucas empresas conseguiram cumprir todas as exigências. Uma disputa entre os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento dificultou as negociações sobre o Eximbank desde o início e ainda trava a criação do banco de financiamento à exportação. Até as iniciativas mais simples não vingaram por conta do receio da Receita em abrir mão de arrecadação e dar brecha para fraudes. Para exportadores, o lançamento do pacote, com a presença de vários ministros, foi um evento político. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)

JORNAL DO BRASIL
EM DEZ ANOS, 15 PREFEITOS FORAM MORTOS

Entidade pede mais segurança para os chefes do Executivo municipal no Brasil. O assassinato do prefeito de Jandira (SP), Walderi Braz Paschoalin (PSDB), na última sexta-feira, fez com que a Associação Nacional de Prefeitos e Vice- Prefeitos (ANPV) reivindique maior aparato de segurança para os ocupantes desse cargo nos municípios brasileiros. Segundo a entidade, pelo menos 15 prefeitos foram mortos nos últimos dez anos no Brasil. No município paulista que era administrado por Walderi um de seus antecessores foi executado em 1983. (Págs. 1 e País, 2 e 3)

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) vai se reunir, em caráter extraordinário, nesta tarde, para decidir, entre outras medidas, sobre o afastamento do ex-procurador-geral de Justiça do Distrito Federal Leonardo Bandarra, atualmente na Promotoria Criminal, e da promotora de Fazenda Pública, Deborah Guerner. Eles foram denunciados pelo Ministério Público Federal como integrantes do suposto esquema de corrupção relatado por Durval Barbosa na investigação da Operação Caixa de Pandora. A permanência dos dois na instituição é tida como improvável. (Págs. 1 e 21)

O melhor segundo semestre da história. Assim, Vanderlei Sartori, diretor da Federação de Trabalhadores nas Indústrias de Alimentos do Paraná, caracteriza o período de julho a dezembro de 2010, quando os quase 80 mil operários representados pela entidade tiveram seus salários reajustados em dois dígitos -a maioria com aumentos reais de quase 5%. O Valor levantou dez categorias, em diferentes regiões do país, com data-base no segundo semestre e o menor aumento real que encontrou foi de 1,7%. A euforia do sindicalista paranaense e compartilhada por comerciários de São Paulo e Florianópolis, trabalhadores na indústria têxtil de Caxias do Sul e de Blumenau, químicos de São Paulo e garçons, gerentes de restaurantes e de hotéis cariocas, entre outros trabalhadores. (Págs. 1 e A5)


Veja também

ARTIGOS

A cultura da corrupção (O Globo)

As cenas que vemos na televisão, mostrando empresários, políticos e funcionários públicos envolvidos em casos de corrupção, provocam sentimentos de indignação. Esses episódios minam a confiança da população na Justiça e nas instituições. A corrupção é um fenômeno inerente a qualquer sociedade e até hoje não se conhece país que esteja totalmente livre dela. Trata-se da apropriação criminosa de recursos públicos que deveriam ser usados na melhoria das condições de vida das pessoas. O Banco Mundial estima que, nos países onde os índices de corrupção são mais elevados, entre 25% e 30% do PIB são desperdiçados. Já em países onde a corrupção encontra-se sob controle, esses índices não ultrapassam 3%. Aí reside a grande diferença. Como em relação a qualquer outro tipo de crime, alguns países têm sido mais eficazes no controle da corrupção do que outros. Medir a corrupção de maneira precisa é uma tarefa complexa. Os dados mais divulgados são rankings que indicam a percepção que os cidadãos têm da corrupção. Este é o caso da ONG Transparência Internacional, que posiciona o Brasil em 69º lugar em um universo de 178 países.

A educação está no rumo certo? :: João Batista Araujo e Oliveira (Valor Econômico)
As razões de Ramallah (Correio Braziliense)
Aula de Matemática ou de música (O Estado de S. Paulo)
Cartas de Dilma (Correio Braziliense)
Complexo de Jeca (O Estado de S. Paulo)
Estilo Tombini (O Globo)
Forças Armadas policiais (Correio Braziliense)
Forças Armadas, a nova polícia nacional (O Estado de S. Paulo)
Governar para todos (O Globo)
Governo Rousseff, propósitos e escalação (O Estado de S. Paulo)
O legado de Palocci (O Estado de S. Paulo)
O legado de Palocci (O Globo)
O púcaro búlgaro (Correio Braziliense)
Pensar o impensável na Europa (Valor Econômico)
Rio, o resgate da paz (O Estado de S. Paulo)
Tiririca e a educação nacional (Correio Braziliense)

COLUNAS

A China no retrovisor (Correio Braziliense - Brasil S.A)

É justamente quem tem menos que está pagando a conta mais alta dos desequilíbrios macroeconômicos do país. Mesmo com a política cambial comandada pelo Partido Comunista, a China tem hoje problemas que muito se assemelham aos do Brasil, país em que a livre flutuação do câmbio é um dos pilares da política econômica. O superaquecimento da demanda interna tornou-se tanto lá quanto cá um bem a ser combatido. O que poderia ser encarado como troféu para qualquer governo — o crescimento econômico — vem se convertendo para chineses e brasileiros em risco. O temor de que o excesso de fermento faça o bolo crescer além do ponto desencadeou no país asiático assim como no latino-americano medidas para conter o consumo. Ambos sabem que precisam fazer tudo o que podem para evitar que a inflação ganhe o jogo. A despeito da desaceleração observada no terceiro trimestre do ano a partir dos dados divulgados na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a economia do país cresce em 2010 a um ritmo chinês. Enquanto autoridades como os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, comemoram a previsão de que o Produto Interno Bruto (PIB) chegará a quase 8% no ano, na prática, esta expansão é ainda maior. A demanda interna (soma do consumo com os gastos do governo e os investimentos) do país cresce acima de 12% em termos anualizados.

Apesar da Vice, PMDB sai menor na composição do ministério Dilma (Valor Econômico)
Arquivo digital (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Bloco de esquerda em gestação (Jornal de Brasília - Do Alto da Torre)
Bovespa vai voltar a brilhar no ano que vem (Valor Econômico - De Olho na Bolsa)
Como se fazem ministros (O Globo)
Lula quer o PT como vice de Sarney no Senado (Jornal de Brasília - Cláudio Humberto)
Mesa farta, mas sem lugar para todos (Valor Econômico - Política)
O Brasil, visto pelo Wikileaks (Valor Econômico - Brasil)
Uma ata para sanar muitas dúvidas (Valor Econômico - Por dentro do mercado)

Se o pacote que será divulgado na quinta-feira tivesse sido anunciado antes, desembolso já [br]seria menor, diz Coutinho. O governo, que vinha sobrecarregando o BNDES para estimular a economia e ainda influenciar empresas como sócio, dá sinais de que também já percebeu os limites do banco. Embora tenha aumentado substancialmente seu funding com ajuda do Tesouro, o seu patrimônio de referência é baixo (cerca de R$ 60 bilhões) para permitir operações elevadas. Recentemente, para oferecer crédito ao trem-bala, recorreu à garantia do Tesouro. Essa limitação está no sentido do plano de incentivos ao crédito privado de longo prazo que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, promete divulgar na quinta-feira. É preciso dar fôlego ao banco. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, já admitiu que, se esse pacote tivesse saído mais cedo, o desembolso do banco já poderia ter sido menor este ano. Na semana passada, Coutinho afirmou que o crescimento esperado de 6,25% este ano, bem inferior aos 48% de 2009, já deve ser considerado um sinal da decisão de "estabilizar" o tamanho do BNDES. No entanto, indicou que a intenção é mantê-lo no mesmo patamar daqui para frente, "encolhendo um pouco" com a maior participação do setor privado e do mercado de capitais no longo prazo, para focar nos grandes projetos de infraestrutura e na inovação, que têm risco alto.

BNDES reduz ritmo para se ''estabilizar'' (O Estado de S. Paulo)
Brasil é a bola da vez no mundo da publicidade (O Globo)
Cresce disputa por posições nos rankings (Valor Econômico)
CVM vai analisar decisão em reunião amanhã. (Valor Econômico)
Derivativos cambiais no Brasil giram US$ 36 bi por dia, diz BIS (Valor Econômico)
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Justiça procura bens de Edemar nos EUA (Valor Econômico)
Maioline é preso (Correio Braziliense)
Mercado de telefonia ganha mais concorrência (O Globo)
Mercado à vista cresce 147% em três anos (Valor Econômico)
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Não queremos só o bônus de fim do ano. (O Estado de S. Paulo)
Operação menor paga mais (Valor Econômico)
Outro arrocho à vista em 2011. (Jornal de Brasília)
Pacote de apoio à exportação fracassa (O Estado de S. Paulo)
Receita dos bancos de investimento cresce 30% (Valor Econômico)
Receita dos bancos vai a US$ 1,5 bilhão (Valor Econômico)
Sem proteção social (Correio Braziliense)
Só 0,01% teve acesso a crédito tributário (O Estado de S. Paulo)
Tecnologia para virar a balança (Correio Braziliense)
Telefónica estuda recorrer à Justiça contra Vivendi (Valor Econômico)
Wikileaks: EUA criticam ação da Petrobras no pré-sal (O Globo)


POLÍTICA

''Eu trabalho com verba pública e faço prestação de tudo'', diz Liane (O Estado de S. Paulo)

Segundo assessora de Serys, parecer do Senado permite que servidor da Casa possa trabalhar também em alguma ONG. A presidente do Instituto de Pesquisa Ação e Mobilização (Ipam), Liane Muhlenberg, afirmou que um parecer da procuradoria do Senado deixa claro que não existe empecilho legal para que um servidor da Casa também trabalhe em organização não governamental. Foi taxativa ao dizer que os contratos do Ipam são feitos e executados com correção. O Estado procurou ontem a senadora, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. "Garanto a lisura de todos os contratos. Trabalho com verbas públicas. E faço prestação de contas de tudo", disse Muhlenberg ao Estado, destacando que coloca os contratos de convênios no blog do Ipam (http://ipam-df.blogspot.com/). Ela negou ter qualquer vinculação, formal ou informal, com o PT, disse que já trabalhou com parlamentar do PSDB - segundo ela, o senador Siqueira Campos (TO) -, e lembrou que o Ipam já executou projetos que foram objeto de emendas do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). "Sou altamente especializada na área de comunicação, por isso consigo trabalho", disse, informando ser graduada em jornalismo e especialista em "mobilização social".

Assessora de petista leva R$ 4,7 milhões (O Estado de S. Paulo)
Assessora de Serys se demite do Senado (O Globo)
Assessora do PT leva R$ 4,7 mi (O Estado de S. Paulo)
Brasília seria vulnerável ao terrorismo (O Estado de S. Paulo)
Ciro é convidado para novo gabinete sem o aval do PSB (Valor Econômico)
Corte de R$8 bi mira em passagens e diárias (O Globo)
Dilma deve convidar Ciro para Integração (O Estado de S. Paulo)
Discurso dos líderes do partido fala em meta e gestão (Valor Econômico)
Emendas para turista ver (O Globo)
Estudo traça mapa da violência em todo o país (O Globo)
Gastos na Saúde estouram e viram problema para novo governo paulista (O Estado de S. Paulo)
Governo Dilma deve fixar "linha de pobreza" (Valor Econômico)
Itália pede extradição de argentino preso no Rio (O Estado de S. Paulo)
Os muitos nós por desatar na educação (Correio Braziliense)
Presença de Ciro no Ministério é incerta (O Globo)
PSB usa o pragmatismo como estratégia (Valor Econômico)
Rio teme perder com Dilma a força que teve no Ministério de Lula (O Globo)
Secretaria afirma que novos investimentos aumentaram custos (O Estado de S. Paulo)
Ser ministro: um bom negócio (Correio Braziliense)
Sondada para BC valoriza combate à inflação (Valor Econômico)
Suspeitas não param o PAC (Correio Braziliense)