Do site Comunique-se, com informações são do TJ-DF.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
“Veja” é condenada por comparar Joaquim Roriz ao “poderoso chefão”
Do site Comunique-se, com informações são do TJ-DF.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Matéria histórica sobre Sarney é sabotada por assessor do próprio senador
Autor: Redação
Mostra Curto Encontro
Estão abertas as inscrições para a Mostra Curto Encontro, que será realizada de 25 a 31 de julho, em 13 cidades baianas simultaneamente. Serão selecionados vídeos de qualquer parte do país e produzidos em qualquer ano e sobre qualquer tema/categoria que tenham de 5 a 20 minutos. Os realizadores poderão inscrever quantos vídeos quiserem, concorrendo a prêmios em dinheiro, troféu e exibição na TVE. As inscrições são gratuitas e online. A Mostra conta com o patrocínio dos Correios e o apoio da FUNCEB, DIMAS e IRDEB que promoverão, além da exibição, debates e oficinas. Mais informações e inscrições no site www.tabuleiroproducoes.com.br
Realização: Tabuleiro Produções
Inscrições: 15 de abril a 15 de maio
Mostra: de 25 a 31 de julho, em 13 cidades baianas
Informações: curtoencontro@tabuleiroproducoes.com.br
(71)30185012
terça-feira, 19 de abril de 2011
“Brasil opera as maiores taxas de juros do mundo”, constata Dilma

Tudo sempre pode ser pior. Não há situação, por ruim que seja, que não possa dar lugar a outra ainda mais desagradável, ou mais desgraçada, ou mais difícil. Assim é na vida – e, naturalmente, na economia, que é parte da vida.
Mas nem por isso - porque as coisas podem, ou poderiam, ser ainda piores - é lícito passar aquilo que é ruim por bom, o que é retrocesso por avanço, o que é neoliberal por desenvolvimentista, o que é caduco por moderno, o que é reacionário como se fosse progressista.
Nós – isto é, o país – queremos avançar. O que ganhamos, então, ao pintar de rosa o que não é rosa, exceto, precisamente, colaborar para que a situação seja pior?
No entanto, o ministro Mantega - em sua campanha para manietar o crescimento, cortar gastos necessários à população, estiolar salários, reduzir o financiamento dos investimentos de empresas, e, de resto, contemplar inteiramente as hienas vorazes da especulação, sobretudo as externas - tem angariado alguns apoios devido a essa lógica ilógica, objetivamente muito perversa e subjetivamente muito infeliz para suas vítimas.
TESE
Compreende-se, a situação não é fácil – embora, desde o malfadado governo Fernando Henrique, nunca tenha sido melhor do que ao fim do governo Lula. O problema de Mantega é, sucintamente, o de retroceder, em vez de avançar, por medo ou por subserviência ideológica, o que talvez seja a mesma coisa.
Naturalmente, não são os porta-vozes dos monopólios financeiros que sustentam a esdrúxula tese de que é preciso apoiar Mantega para que não venha coisa pior (por exemplo, o Palocci...). Para eles, quanto pior para o país e o povo, melhor.
Mas eles estão satisfeitos com Mantega. Apenas, esses porta-vozes não precisaram ser espertos para descobrir, há muito, que o melhor método para Mantega fazer o que eles (ou seus patrões) querem é a chibata – ou, melhor, a mera ameaça da chibata, com um ou outro cascudo de vez em quando.
Não poderiam chegar à conclusão diferente quando, já há oito anos, o então ministro do Planejamento declarou, sobre a “autonomia” do BC:
“Havendo autonomia há uma perda de comando, uma diminuição do grau de ingerência do Executivo sobre o Banco Central e, portanto, sobre a política monetária. A vantagem é que ela dá ao mercado uma garantia de que a inflação tende a ser mais baixa, pois não poderá acontecer uma situação de o presidente da República pegar o telefone, ligar para o Banco Central e dizer ‘eu tenho eleição no ano que vem, abaixa aí as taxas de juros; não importa que tenha mais inflação; eu quero crescimento já, quero aumento de emprego’.” (cf. entrevista de Mantega à Teoria e Debate, nº 53, maio/2003).
Há mais da mesma coisa nessa entrevista de Mantega. O que o “mercado” pode ter contra um sujeito com essa cabeça?
Em suma, qual é o conteúdo do trecho que transcrevemos?
Os presidentes da República, eleitos pelo povo, são uns irresponsáveis que não se preocupam com a inflação nem com o país – exceto algumas teteias do capachismo, como Fernando Henrique, os presidentes querem juros mais baixos, crescimento e emprego para se elegerem (ou elegerem seus correligionários), e não porque é melhor para o país e o povo.
Já o “mercado” (e Mantega estava se referindo especificamente ao mercado financeiro), não foi eleito por ninguém, mas é composto por gente muito responsável, por exemplo, os executivos do Bear Stearns, do Lehman Brothers, do Goldman Sachs ou do JP Morgan Chase, para não falar do Daniel Dantas, do Cacciola e do Madoff. E não estamos citando exceções.
Possuído pela sofreguidão de se oferecer, nem passou pela cabeça do ministro que, inadvertidamente, sua declaração era uma ode à ditadura, ao desrespeito completo à democracia. Se os presidentes não podem ter uma política econômica, se é o “mercado”, os bancos e demais monopólios financeiros, que determinam os limites – e não somente os limites, mas a própria política, ao tornar o BC, e a política monetária, seu latifúndio - de que vale o voto do povo?
Pois Mantega já era assim há oito anos. Em época tão precoce do governo Lula, já não restara nada do co-autor de “Acumulação Monopolista e Crise no Brasil”, livro que não era genial, mas essencialmente correto. Não por acaso, declarou à “Veja”, quando Dilma já era candidata, que qualquer um que fosse eleito não faria diferença do ponto de vista econômico. Ou seja, tanto fazia Dilma ou Serra.
Não é, em absoluto, verdade que haja uma conspiração para derrubar Mantega. Há pressão para mantê-lo onde está, do jeito que está. Quanto aos problemas reais, são os que ele mesmo armou ou não conseguiu resolver por inapetência, hoje expressa agudamente pelo câmbio mais deletério desde que Gustavo Franco e seu protetor decretaram que um real valia um dólar para baratear importações, devastar a indústria e o emprego - e afundar o país num pântano especulativo.
Não é surpreendente, portanto, que as supostas soluções de Mantega, a começar pela ideia ridícula de que a mola mestra do desenvolvimento é o “investimento direto estrangeiro”, isto é, a desnacionalização da economia, sejam hoje as mesmas do finado Franco – e só não tiveram as mesmas consequências porque Mantega não tem Fernando Henrique, ou coisa que o valha, para respaldá-lo. Nisso, ele, realmente, deu azar, ao ter Lula e Dilma como chefes.
RAZÃO
Corretamente, a presidenta Dilma, em sua entrevista coletiva na China, frisou que “sabemos perfeitamente o porquê [do problema cambial], todos nós sabemos. Vai desde a política de quantitative easing [as superemissões de dólares dos EUA] e de ajuste dos países desenvolvidos até o fato de que o Brasil ainda opera com taxas de juros mais elevadas do que o resto do mundo”.
Exatamente. Desses fatores ou causas, podemos interferir no último. Aliás, devemos - ou a economia do país se transformará em reserva de caça para dólares vadios e seus donos.
Não há razão para tanto medo de que, se acontecer algo com Mantega, venha alguém pior. Tenhamos confiança na presidenta. Mas... e se viesse? Por que essa perspectiva nos faria apoiar o que é hoje o maior obstáculo à continuação das mudanças iniciadas no governo anterior - a submissão de Mantega a bancos e multinacionais, em suma, aos monopólios financeiros externos? Diríamos mesmo que, diante desse desarvoramento, o Palocci até que se assemelha a um modelo de discrição e pudor.
Menos ainda há razão para achar que a política de Mantega é mais do que um misto de neoliberalismo repetido e acoelhada inação, ou que esta última é algo muito original. Inexiste perigo maior de “algo pior” que essa eterna promessa de mediocridade.
Quanto a pintar a realidade com uma cor que não lhe é própria, pode ser que alguns artistas pensem que isso ajuda a presidenta. Mas não ajuda – e Dilma, é bastante razoável supor, sabe disso, pois não foi passando uma demão de tinta sobre a realidade que ela conseguiu triunfar em alguns dos momentos mais difíceis que uma brasileira (ou um brasileiro) já enfrentou.
CARLOS LOPES, diretor de redação do jornal Hora do Povo
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
Said Barbosa Dib

Sérgio Cabral, com rosto nitidamente abalado na coletiva depois do massacre, mostrou a perplexidade e a indignação naturais de qualquer ser humano normal diante de ato tão bárbaro. Fez questão de destacar o heroísmo do sargento Márcio Alves que, segundo confessou o próprio Cabral, “há quatro quadras do colégio, participando de uma blitz de trânsito”, foi procurado por crianças que “choravam muito e pediam socorro”. Segundo depoimento do bravo Márcio Alves, ele, então, “correu para o colégio e, na porta, ouviu tiros”. Sozinho, o sargento entrou na escola e se deparou com a besta no corredor. Fardado, Alves efetuou “disparos de pistola em direção ao tórax do atirador e pediu para ele que largasse as armas”. “Ele caiu na escada, consegui impedir que chegasse ao terceiro andar, e se suicidou com um tiro na cabeça”, esclareceu o sargento. Observação: o sargento realmente é um herói. Não teve tempo de salvar os 12 jovens já ceifados e os vinte e tantos feridos, mas evitou que a tragédia fosse muito maior. Não conseguiu não por falta de coragem e determinação pessoal, mas porque havia quatro longas quadras de distância entre o colégio e a polícia. E isto por pura sorte, pois se a blitz não estivesse ali preocupada em multar as vans, simplesmente a chacina teria sido muito maior. Isto porque, feridas e apavoradas, algumas crianças (também heróicas) tiveram que correr as quatro quadras, se esvaindo em sangue, até conseguirem a ajuda do herói policial. E este, teve ainda que correr as mesmas quatro quadras de volta para chegar ao local dos crimes. Quer dizer: não se pode evitar totalmente a subjetividade de uma mente doentia que resolve provocar uma carnificina, mas se houvesse a presença objetiva e constante de uma guarda escolar, em um bairro sabidamente complicado em termos de segurança, talvez o meliante tivesse tido menos sucesso em sua ignomínia. E aí, Cabral, não há discurso ou choro que explique a ausência do Estado na proteção das nossas crianças. É omissão mesmo. E culpa e negligência. A Dilma, como mulher, mãe, avó, como ser humano, enfim, chorou. E acredito na honestidade de sua compaixão. Mas... como presidente.... Não sei. Talvez tenha pensado, com um sentimento de culpa terrível, no quanto sonega em investimentos necessários em segurança, saúde e educação para a população, apenas para pagar a agiotagem dos juros junto aos banqueiros...
sábado, 2 de abril de 2011
Helio Fernandes

Urânio empobrecido, forma estranha de proteger civis líbios
Nas primeiras 24 horas de bombardeios a Libia, os aliados gastaram 100 milhões de libras esterlinas em munição dotada de ponta de urânio empobrecido. Trata-se de um resíduo do processo de enriquecimento de urânio que é utilizado nas armas e reatores nucleares, sendo uma substância muito valorizada no exército por sua capacidade para atravessar veículos blindados e edifícios. Esse urânio empobrecido pode causar danos renais, câncer de pulmão, câncer ósseo, problemas de pele, transtornos neurocognitivos, danos genéticos em bebês e síndromes de imunodeficiência, entre outras doenças. O artigo é de David Wilson.
David Wilson – Stop the War Coalition
Data: 27/03/2011
Tradução: Katarina Peixoto