Em toda minha longa vida de boleiro, ainda me garanto três vezes por semana. Sei o perfume que a bola gosta, vi grandes jogadores atuando. Destaco cinco deles, a meu ver craques extraordinários, eternos e inesquecíveis: Gerson, Pelé, Garrincha, Nilton Santos e Maradona. Gerson, o cerebral meia-armador que encantou o mundo jogando com personalidade, objetividade e inteligência, faz 71 anos no dia 11. O “Canhotinha de Ouro” antevia as jogadas. Antes de receber a bola já sabia o que fazer com ela. Seus passes longos e precisos foram fundamentais para a conquista do Tri, no México. Há 50 anos Didi, outro fantástico jogador, com quem Gerson aprendeu muito, passou o bastão de meia-armador para Gerson. Há 50 anos! Hoje, incrível, Gerson ainda não encontrou substituto à altura. Não encontrou tanto nos clubes, quanto na Seleção penta campeã do mundo. Gerson, o também conhecido como "papagaio", enxergava o jogo como ninguém. Dentro de campo, com maestria, alterava o posicionamento de determinado companheiro, para fugir da forte marcação homem a homem, facilitando a penetração e a alternância de jogadas de outros colegas.

Vicente Limongi Netto é jornalista em Brasília
Veja homenagem bacana ao aniversário do grande Canhotinha e a 1ª transmissão de futebol da Globo no vídeo a seguir. É homenagem do Esporte Espetacular ao cérebro do time tricampeão mundial em 1970.
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