quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

"O Bem Amado", de Dias Gomes, terá versão para o Cinema

Será difícil, para os que estão na faixa dos 40 pra lá, não fazer comparações. Mas, estão filmando a versão para os cinemas de "O Bem Amado", clássico da teledramaturgia nacional. De Dias Gomes, "O Bem Amado" conta a história de Odorico Paraguaçu, prefeito corrupto de Sucupira, agora interpretado por Marco Nanini, que já havia interpretado o personagem principal no teatro. Como na novela, seu grande projeto é a inauguração de um cemitério. O problema é que ninguém morre na cidade. Com o auxílio de seu secretário Dirceu Borboleta (na nova versão interpretado por Matheus Nachtergaele), o prefeito arma planos macabros para que alguém morra, mas nenhum é bem sucedido. Nem mesmo a chegada do matador Zeca Diabo (José Wilker) à Sucupira proporcionam a Odorico Paraguaçu a realização de seu sonho. A versão para os cinemas é produzida por Paula Lavigne e dirigida por Guel Arraes, de "Lisbela e o Prisioneiro". No elenco estão ainda Andréa Beltrão, Tonico Pereira, Drica Moraes, Zezé Polessa, Maria Flor e Caio Blat. "O Bem Amado" estréia nos cinemas em outubro deste ano.
O Bem-Amado é o título de uma telenovela escrita por Dias Gomes, produzida pela Rede Globo e levada ao ar de 24 de janeiro a 9 de outubro de 1973, às 22h, com direção de Régis Cardoso e supervisão de Daniel Filho. Era inspirada numa peça teatral do próprio autor, de título Odorico, o Bem-Amado ou Os Mistérios do Amor e da Morte, escrita em 1962.

Trama

Primeira novela produzida em cores na televisão brasileira. O prefeito Odorico Paraguaçu, um político corrupto e cheio de artimanhas, tem como meta prioritária em sua administração na cidade fictícia de Sucupira, litoral baiano, a inauguração do cemitério local. De um lado, é bajulado pelo secretário gago, Dirceu Borboleta, profundo conhecedor dos lepidópteros; e conta com o apoio incondicional das irmãs Cajazeiras, suas correligionárias e defensoras fervorosas: Dorotéia, Dulcinéia e Judicéia.
Dorotéia é a mais velha,
líder na Câmara de Vereadores da cidade. Dulcinéia, a do meio, é seduzida pelo prefeito. E Judicéia é a mais nova - e mais espevitada. São três solteironas avessas a imoralidades - pelo menos em público, já que Odorico sempre aparece de noite para tomar um "licor de jenipapo"...
De outro, tem que lutar com a forte oposição liderada pela delegada de
polícia Donana Medrado, que conta com o dentista Lulu Gouvêia, inimigo mortal do prefeito e líder da oposição na Câmara - atracando-se constantemente com Dorotéia no plenário. E ainda com o jornalista Neco Pedreira, dono do jornal local, A Trombeta. O meio-termo se intensifica com a presença de Nezinho do Jegue, defensor fervoroso de Odorico quando sóbrio, e principal acusador, quando bêbado! Maquiavelicamente, o prefeito arma tramas para que morra alguém, sendo sempre mal sucedido. Nem as diversas tentativas de suicídio do farmacêutico Libório, um tiroteio na praça e um crime lhe proporcionam a realização do sonho. Para obter êxito, Odorico traz de volta a Sucupira um filho da terra: Zeca Diabo, um pistoleiro redimido, que recebe a missão de matar alguém para a inauguração do cemitério.
Como se não bastasse, Odorico ainda tem que enfrentar os desaforos de Juarez Leão,
médico personalístico da oposição, que se envolve com sua filha Telma e faz um bom trabalho em Sucupira, salvando vidas - para desespero de Odorico.
Ao final, uma irônica surpresa: Zeca Diabo, revoltado, mata Odorico, que, finalmente, inaugura o cemitério!
Em
1996, no Chile, a história foi adaptada com o título de Sucupira, tendo alcançado grande sucesso.


Elenco

Paulo Gracindo - Odorico Paraguaçu
Lima Duarte - Zeca Diabo (José Tranqüilino da Conceição)
Emiliano Queiroz - Dirceu Borboleta (Dirceu Fonseca)
Ida Gomes - Dorotéia Cajazeira
Dorinha Duval - Dulcinéia Cajazeira
Dirce Migliaccio - Judicéia Cajazeira
Jardel Filho - Dr. Juarez Leão
Sandra Bréa - Telma Paraguaçu
Zilka Salaberry - Donana Medrado
Carlos Eduardo Dolabella - Neco Pedreira
Lutero Luiz - Lulu Gouvêia
Milton Gonçalves - Zelão das Asas
Gracindo Jr. - Jairo Portela
Maria Cláudia - Gisa
Dilma Lóes - Anita Medrado
João Paulo Adour - Cecéu Paraguaçu
Rogério Fróes - Vigário
Ruth de Souza - Chiquinha do Parto
Ana Ariel - Zora Paraguaçu
Angelito Mello - Mestre Ambrósio
João Carlos Barroso - Eustórgio
Arnaldo Weiss - Libório
Wilson Aguiar - Nezinho do Jegue
Antônio Carlos Ganzarolli - Tião Moleza
Ferreira Leite - Joca Medrado
Augusto Olímpio -
Cabo Ananias
Apolo Corrêa - Maestro Sabiá
Juan Daniel - Dom Pepito
Suzy Arruda - Florzinha
Isolda Cresta - Nancy
Guiomar Gonçalves - Maria da Penha
André Valli - Ernesto Cajazeira
Nanai - Demerval Barbeiro
Jorge Botelho - Nadinho
Teresa Cristina Arnaud - Mariana
Auricéia Araújo - Mãe de Zeca Diabo
Júlio César - Isaque


Pros coroa, como eu, reveja...Pros jóvi, conheça...





Fontes:

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
Leia mais no blog
Poltrona
Leia mais sobre O Bem Amado

Helio Fernandes

José Alencar

Emoção, reza, otimismo envolvem a doença do vice-presidente. Quando sair do hospital, festa nacional.

O governador Roberto Arruda, trabalha muito e divulga esse trabalho. Não para Brasília, mas pelo próprio futuro. Logicamente, o Poder é fascinante, quem chega ao palácio não quer sair mais. O agora dono do governo da capital, quer outros 4 anos.

Distrito federal

Assim que se elegeu e antes da posse, afirmou com toda segurança ao repórter: “Sou contra a reeeleição, só exercerei um mandato, voltarei para o Senado”. Parece que mudou de idéia. Parece não, mudou mesmo.

Fogaça-Rigoto

O PMDB todo poderoso só não disputará a presidência da República. Nos estados tem até mais de um candidato. É o que acontece no Rio Grande do Sul, com o ex-governador e o prefeito reeeleito.

Consequência

Só dentro de algum tempo surgirão fatos ligados à eleição de Sarney e Michel Temer. Mas sem dúvida alguma foi o fato mais importante deste 2009 que mal começo.

Ausência

Pelo visto, o Planalto-Alvorada continua sem analistas. Não há uma só explicação surgida de análise consistente e competente sobre o que houve.

Eclético

Vicente Limongi, jornalista e assessor (aposentado) do Senado, bateu um recorde: é quem mais publicou cartas nos maiores jornais do País. É sobre os mais diversos assuntos.

Opinativo

Sempre dando sua opinião, contra ou a favor. Mas sem fugir do que considera justo, sua convicção, que não troca por coisa alguma. Podia publicar vários livros com essas cartas.

Desemprego

Os cálculos mais otimistas, garantem: “O desemprego nos EUA chegou a 18 milhões de trabalhadores”. Roosevelt assumiu com 16 milhões numa população muito menor.

Proporcional

É lógico que o número de Roosevelt, elevadíssimo, tem uma primeira explicação: ele só assumiu a Casa Branca 4 ou 5 anos depois do desastre de 1929/30.

Esperança

Com uma força de trabalho mais ou menos de 150 milhões de pessoas, devem existir no mínimo 15 milhões de desempregados, já que falam em 10 por cento. Obama reza para que seja só isso.

Futuro

O PT-PT e Dona Dilma não ganharam nem perderam com a vitória de Sarney e Temer. Se o ex-presidente tivesse menos 10 anos, Dona Dilma não teria apenas problemas internos, na legenda.

Reza

O País inteiro emocionado com a luta heróica de José Alencar. Há 10 anos enfrentando um câncer, fez a mais demorada operação, ontem saiu da UTI. Não basta: a comunidade quer que ele saia do hospital.

O novo prefeito quer mostrar que veio para exercer autoridade.

Criou o “fiscal de bancas”. Ordem: as revistas não podem ficar do lado de fora, lógico, das bancas. Só lá dentro, praticamente invisíveis. Prejudicavam?
Os jornais podem ficar numa espécie de tábua, enfileirados. Detalhe (quem disse isso?): são 10 mil bancas, o novo prefeito atende ao desespero geral e cria emprego. Cria?

Parece que os tempos estão mudando.

Não esperava ver na “Folha”, manchete como esta: “Em 9 anos, homicídios caíram 66 por cento em São Paulo”. Faltam os números do Rio.
Ronaldo treinou pela primeira vez no CT do Corinthians. Agora, mais seguranças do que torcedores. Da Comissão Técnica: “Ronaldo perdeu 6 quilos”. Alguém encontrou?

Presença

Para os que diziam, “não voto em Sarney, ele está velho não vai presidir sessões”, tudo equivocado. Já começou dirigindo a sessão. Antes conversou com o ministro José Jorge. Companheiro no Senado e agora no TCU. (Tribunal de Contas da União.)

Aprovação

Ao contrário do que diziam, o Planalto-Alvorada não “morre de amores” por Tião Viana. Absorveu a derrota e queria mesmo a vitória de Sarney. Diálogo importante, o que não ocorreria com Tião.

Posse é posse

Parou tudo no Rio, ontem. Razão: posse de Luiz Zveiter como presidente do Tribunal de Justiça. Quem é quem na Justiça (ou ligado a ela) estava lá.

Inquietação

O Índice Bovespa subiu quase 5% na segunda e terça. Apesar disso está longe dos 40 mil pontos. Já esteve em 73 mil. O Dow (dos EUA) em 8 mil cravados, já chegou quase a 13 mil. O dólar sobe ou desce miseráveis centavos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Opinião, Notícia e Humor

MANCHETES DO DIA

O GLOBO
COM SARNEY E TEMER, PMDB COMANDA CONGRESSO ATÉ 2011

O PMDB obteve uma dupla vitória no Congresso, com as eleições de José Sarney (AP) para a presidência do Senado e Michel Temer (SP) para a Câmara. Sarney foi eleito com 49 votos, contra 32 do petista Tião Viana (AC). Temer venceu no primeiro turno, com 304 votos. Ao tomar o comando das duas casas, o PMDB repete a situação inédita desde 1992 e, mesmo dividido, se fortalece para negociar com o presidente Lula o melhor palanque da sucessão de 2010. Após uma votação com a base rachada, o Planalto aplaudiu o resultado, mas terá que trabalhar para curar feridas de aliados derrotados - sem concessão de cargos, avisou Lula. Sarney assumiu prometendo cortar gastos.


Com triunfo de Sarney no Senado e Temer na Câmara, partido se fortalece para 2010. Resultado é "contribuição à governabilidade", afirma Dilma; ao assumir, Sarney anuncia que vai cortar 10% do orçamento do Senado. Com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PMDB reconquistou, após 16 anos, as presidências da Câmara e do Senado. As vitórias dão ao partido poder para avançar na busca de mais espaço no governo. Na Câmara, venceu Michel Temer (PMDB-SP), 68, que superou Ciro Nogueira (PP-PI) e Aldo Rebelo (PC do B-SP). No Senado, o vitorioso foi o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).

O ESTADO DE S. PAULO

Com a eleição de José Sarney (AP) e Michel Temer (SP) para a presidência do Senado e Câmara, respectivamente, o PMDB passa a dominar o Congresso, mas sob as bênçãos do Palácio do Planalto. Sem se esquecer, como é da tradição do partido, de que cobrará caro pelo apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus dois anos finais de governo. O resultado satisfaz ao Planalto, que atrai o PMDB para 2010. Vitaminado, o partido até fala em nome próprio para a sucessão, mas na realidade mira a vaga de vice. A estratégia de Lula na Câmara foi clara: operou para ajudar Temer, exigindo fidelidade dos petistas e liberando os ministros de outras legendas para fazer campanha. No Senado, bastou deixar que o novo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), coordenasse a candidatura de José Sarney.


Ousadia do governo, com mais investimentos oficiais, incluindo um reforço no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), luta contra o custo do crédito e aumento no volume de dinheiro disponível. Essas são as armas que o Brasil vai usar para combater o agravamento da crise econômica mundial. Pelo menos no que depender da orientação dada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na reunião ministerial de mais de 10 horas realizada na Granja do Torto, em Brasília.

VALOR ECONÔMICO

Os primeiros negócios do ano no mercado de capitais indicam que as taxas não cederam e que o dinheiro continua salgado até mesmo para as grandes empresas. As taxas superam os 125% do CDI, com lançamentos restritos aos investidores internos e exigências de garantia firme por parte dos compradores. O primeiro sinal de alerta veio da emissão da Bradespar, de R$ 610 milhões em debêntures aprovada recentemente. A taxa saiu a 125% do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI) para papéis de apenas três anos. Outro caso foi a emissão de notas promissórias feita por cinco concessionárias da OHL Brasil, que captaram R$ 200 milhões a CDI mais cinco pontos (cerca de 139% do CDI) por notas de 180 dias.

CORREIO BRAZILIENSE
EIS OS GENERAIS DA MARCHA PARA 2010

Aconteceu o que todos os outros partidos temiam. O PMDB venceu nas duas Casas do Congresso. No Senado, com 49 votos, José Sarney teve uma vitória tranquila. Na Câmara, apesar das traições, Michel Temer (SP) recebeu 304 votos e levou no primeiro turno. A soma dos resultados consolida a legenda como a principal força dentro do Legislativo e o aliado mais disputado para as eleições de 2010. O PMDB continua dividido em dois grupos, mas, agora, cada facção comanda um dos lados do Congresso Nacional.

GAZETA MERCANTIL
APÓS 10 ANOS, CAI RECEITA COM EXPORTAÇÃO

As exportações do agronegócio terão a primeira queda em receita em dez anos, segundo previsão feita para este ano pelo secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto. A retração em dólar pode variar de 7,3% a 25,9%, de acordo com o cenário configurado pela crise. As vendas externas do setor em 2009 devem render à balança comercial US$ 63,4 bilhões, interrompendo a sequência de altas que culminou com US$ 71,8 bilhões arrecadados em 2008. O recuo não será sentido pelo produtor rural, cuja receita em real poderá chegar a R$ 145,9 bilhões, 10,7% mais que em 2008.

TRIBUNA DA IMPRENSA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem "ousadia" do seu ministério para enfrentar a crise econômica mundial e reverter a tendência de estagnação que começa a atingir todas os setores produtivos nacionais. "Não podemos seguir o receituário que antes era apresentado ao Brasil pelos países que hoje estão crise.Eles não têm nada a nos ensinar", afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.


VEJA TAMBÉM...

ARTIGOS

A modernização das enpresas agrícolas fortalece o Brasil (Gazeta Mercantil)
A morte da confiança (Valor Econômico)
A nossa Câmara dos Lordes (Folha de S. Paulo)
A Renda Básica de Cidadania nas Américas (Jornal do Brasil)
Bolívia: uma lição de democracia (Folha de S. Paulo)
Crescer ou não crescer (O Globo)
Desafios ambientais da RMSP (O Estado de S. Paulo)
Destino de Battisti será selado até fim do mês (Jornal do Brasil)
Dez agrados para o crédito maltratado (Valor Econômico)
Em busca de um Brasil mais justo (Jornal do Brasil)
Filosofia na escola (Folha de S. Paulo)
Flexibilidade para todos (Valor Econômico)
Fora dos limites (Correio Braziliense)
It's the spread, stupid! (Folha de S. Paulo)
Mais dois anos de favores e submissão (Jornal do Brasil)
O pacote verde de Obama (Correio Braziliense)
Ousadia (Folha de S. Paulo)
Passada a crise, o emprego volta? (O Estado de S. Paulo)
PMDB mais do que nunca é ‘noiva’ cobiçada (Jornal do Brasil)
Por trás da concessão do refúgio político (Correio Braziliense)
Quanto o Brasil pode crescer este ano? (O Estado de S. Paulo)
Torcida no Pantanal (O Globo)

COLUNAS

A rua começa a rugir (Folha de S. Paulo - Clóvis Rossi)
A Serraglio o que era da Erenice (Jornal do Brasil - Informe JB)
As duas torres rumo a 2010 (Correio Braziliense - Brasília-DF)
Baixar o "spread" no meio da crise é muito difícil, diz ex-BC (Folha de S. Paulo - Mercado Aberto)
Bancos sofrem, mas papéis caíram antes (Valor Econômico - De olho na bolsa)
Ecos da vitória (O Globo - Panorama Político)
Em campanha (Folha de S. Paulo - Mónica Bérgamo)
Exógeno, choque facilita tombo do juro (Valor Econômico - Por dentro do mercado)
Fugas e fugitivos (Folha de S. Paulo - Jânio de Freitas)
Lula ganhou mas pode não levar (Valor Econômico - Política)
Moniz Vianna (Folha de S. Paulo - Carlos Heitor Cony)
Moody´s reduz o rating do Barclays; ações caem (Valor Econômico)
Nada pessoal (Correio Braziliense - Nas Entrelinhas)
O "Dilmo" da Dilma (Folha de S. Paulo - Painel)
Olho na "t-shirt" (O Globo - Luiz Garcia)
Os limites do Estado (O Estado de S. Paulo - Celso Ming)
Pressões internas (O Globo - Merval Pereira)
Problema deles (Folha de S. Paulo - Eliane Cantanhede)
Quércia é outro que está de volta (Jornal do Brasil - Coisas da Política)
Reajuste de militar garantido (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Réquiem de Davos (Correio Braziliense - Brasil S.A)
Senador nega fraude em votação (Gazeta Mercantil)
Tempo das quedas (O Globo - Panorama Econômico)
Vai ter que aturar (O Globo - Ancelmo Gois)


ECONOMIA

''Spread depende da inadimplência'' (O Estado de S. Paulo)
''Voltaremos à liderança em 5 anos'' (O Estado de S. Paulo)
20 mil perdem emprego na produção de frutas no Vale do São Francisco (Folha de S. Paulo)
A meta é recuperar a liderança em cinco anos (Valor Econômico)
Agronegócio sustenta volume de exportações, mas preço cai (Folha de S. Paulo)
Além de prazo, municípios pedem revisão das dívidas (Valor Econômico)
Analistas reduzem previsão de expansão do PIB de 2009 (Gazeta Mercantil)
Aneel decide hoje se revoga direito da Cibe (Valor Econômico)
ANP quer mais biodiesel no diesel este ano (Valor Econômico)
Apelo do dividendo e baixos múltiplos integram seleção (Valor Econômico)
Apenas Ásia não reduz compras do Brasil (Folha de S. Paulo)
Balança comercial tem 1º déficit em 8 anos (Folha de S. Paulo)
Balança fecha janeiro com déficit de US$ 518 milhões (Gazeta Mercantil)
Balança tem 1º déficit em 8 anos (O Estado de S. Paulo)
Balança tem primeiro déficit mensal em oito anos (Jornal do Brasil)
Banco diz que baixar "spread" é "complexo" e alfineta governo (Folha de S. Paulo)
Biodiesel reduz em R$ 1 bilhão o gasto com petróleo (O Estado de S. Paulo)
BNDES amplia peso no total de investimentos do país (Folha de S. Paulo)
BNDES responde por 14% de todo o investimento feito no Brasil (Folha de S. Paulo)
Bolsa de SP cai 1,61% (O Globo)
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Bradesco tem perdas de R$ 4,7 bi com derivativos (Jornal do Brasil)
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Brasileiros demitidos fazem protesto em fábrica no Japão (O Estado de S. Paulo)
Básicos ajudam balança, mas janeiro tem saldo negativo (Valor Econômico)
CEB toma empréstimo de R$ 60 mi no BB (Correio Braziliense)
China reduz importações do Brasil (Valor Econômico)
Cliente do Santander avalia oferta de indenização (Valor Econômico)
Com crise global, 20 milhões de chineses perdem emprego (Folha de S. Paulo)
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Curtas - Camargo Corrêa (Valor Econômico)
Demanda por capital de giro supera R$ 1 bi (Folha de S. Paulo)
Desoneração a exportador preocupa EUA (O Estado de S. Paulo)
Diesel deve ter mais biodiesel (Gazeta Mercantil)
Dow Jones recua com dados de consumo (Valor Econômico)
Déficit comercial volta após oito anos (O Globo)
Déficit na conta petróleo sobe 105%, para US$ 4,78 bilhões (Gazeta Mercantil)
Em reunião ministerial, governo fala em reforço do PAC (Valor Econômico)
Em SP, mais 200 aceitam redução de salário (Valor Econômico)
Embalado com IPI menor, mercado reage (Valor Econômico)
Empresas de tecnologia demitem 124 mil no mês (O Estado de S. Paulo)
Especialistas preveem trimestre ruim para a balança (O Estado de S. Paulo)
Estatal vai contratar 4 mil pessoas (Gazeta Mercantil)
Estímulo à exportação é cobrado da Fazenda (O Estado de S. Paulo)
EUA e Europa devem emitir US$ 4 trilhões (Valor Econômico)
Exportações recuam 23% em janeiro (Folha de S. Paulo)
Exportação deve ter 1ª queda em dez anos (Valor Econômico)
Focus: Analistas já veem PIB abaixo de 2%, diz pesquisa do BC (Folha de S. Paulo)
Fundações demandam papéis e empresas já buscam alternativas (Valor Econômico)
Fórum: faltou diagnóstico da crise (O Globo)
Gastos com educação puxam alta do IPC-S (Gazeta Mercantil)
HSBC avança posição no grupo Marcopolo (Gazeta Mercantil)
Importação de bens de consumo ignora crise e cresce (Valor Econômico)
Inadimplência e crédito preocupam (Jornal do Brasil)
Inadimplência e volatilidade diminuem lucro do Bradesco (Valor Econômico)
Inflação na volta às aulas (Correio Braziliense)
Instituição encerrou o ano com lucro de R$ 7,625 bi (Jornal do Brasil)
Investimento externo para infraestrutura cresce 30% em 2008 e chega a R$ 3,8 bi (Valor Econômico)
Juros recuam com atividade fraca (O Estado de S. Paulo)
Lucro do Bradesco cai com maior provisão contra calote (Folha de S. Paulo)
Lula cobra ousadia para conter crise (O Globo)
Lula quer turno extra para acelerar as obras do PAC (Folha de S. Paulo)
Lula: ''Medidas foram insuficientes'' (O Estado de S. Paulo)
Materiais de construção podem receber isenção de IPI do governo (Folha de S. Paulo)
Mercado prevê expansão de só 1,8% do PIB (O Globo)
Mercado prevê taxa de juro a 10,75% este ano (O Estado de S. Paulo)
Na era Coutinho, banco ajuda consolidação de grandes grupos (Folha de S. Paulo)
Nos EUA, balanços dos bancos pioram (Folha de S. Paulo)
PAC será turbinado (Correio Braziliense)
Pacote: Dirigente do BC americano critica proteção ao aço (Folha de S. Paulo)
Para ANP, déficit com o petróleo é de US$ 4,78 bi (Gazeta Mercantil)
Pesquisas divergem sobre estoques (Valor Econômico)
Petrobras pode cortar investimento (Folha de S. Paulo)
Petrobrás pode cortar investimentos (O Estado de S. Paulo)
Plano de negócios pode ser reajustado (Gazeta Mercantil)
Projeto define país como alvo de combate à corrupção (Valor Econômico)
Projeto em consulta pública (Extra)
Projeções para PIB e inflação têm nova queda (Valor Econômico)
Reação: Resultado era esperado, afirma Mantega (Folha de S. Paulo)
Receita aperta o cerco contra paraíso fiscal (Valor Econômico)
Reserva contra calote fez lucro do Bradesco cair 5% no ano passado (O Estado de S. Paulo)
Risco de calote reduz lucro do Bradesco (Gazeta Mercantil)
Rombo de US$ 1 tri no consumo abre debate sobre o futuro (Valor Econômico)
Se faltar crédito, Petrobras pode cortar investimentos (O Globo)
Seguradora faz provisões e reduz ganho trimestral (Valor Econômico)
Seguro-desemprego é corrigido em 12% (O Globo)
SERVIDOR PROJETOQUE ESTABELECE PREMIAÇÃO POR ECONOMIA VA I RECEBER SUGESTÕES (Jornal de Brasília)
Sob suspeita: Vagões de combustível são lacrados em ferrovia da ALL (Folha de S. Paulo)
Só crise curta livra balança de se deteriorar (Folha de S. Paulo)
Trava da UE à carne gera perda de US$ 586 mi (Valor Econômico)
Tributos não-cumulativos causam mais provisões (Valor Econômico)
Três empresas disputam venda de jatos ao Brasil (Valor Econômico)
Uma pitada de risco (Valor Econômico)
Vale fez segunda maior oferta da Nyse em 2008 (Valor Econômico)
Varejo pede prazo para pagar à indústria (Folha de S. Paulo)
Venda de carro volta a recuar em janeiro (Folha de S. Paulo)
Venda de carros novos cresce 1,5% em janeiro (O Estado de S. Paulo)

POLÍTICA

"Sou eleito pela Casa e não pela cúpula" (Gazeta Mercantil)
''Devemos fazer melhores serviços gastando menos'' (O Estado de S. Paulo)
''Esta vitória é em 2009'', reage Dilma (O Estado de S. Paulo)
''Não venci para atuar em favor do PMDB'' (O Estado de S. Paulo)
'Foi uma traição ampla, geral e irrestrita' (O Globo)
'Não me chamem de homem retrógrado' (O Globo)
A bolada do PMDB (O Estado de S. Paulo)
A doce festa de Renan e do DEM (Correio Braziliense)
Acesso livre a inquéritos (Correio Braziliense)
AGU rejeita tese da OAB sobre Lei de Anistia (Valor Econômico)
Após renúncia, Renan retoma força na Casa (Folha de S. Paulo)
Assembleia de SP volta do recesso e discute eleição (O Estado de S. Paulo)
Atrasado para votar, PSOL vai de jatinho (O Globo)
Brasil é 8º país em ranking de transparência de gasto público (Folha de S. Paulo)
Cientistas dizem que Lula tem grande trunfo (Jornal do Brasil)
Ciro e Aldo sonhavam com petistas (Correio Braziliense)
Comercial da Sabesp em rede nacional vira alvo do TRE-RJ (Folha de S. Paulo)
Corregedor absolveu mensaleiros (O Globo)
Curtas - Alencar 1 (Valor Econômico)
Câmara de Salvador elege 3.º presidente (O Estado de S. Paulo)
Decisão do STF sobre extradição de Battisti sai até o final do mês (Gazeta Mercantil)
Deputado desde 1987 (Correio Braziliense)
Dupla vitória torna PMDB parceiro privilegiado para 2010 (Gazeta Mercantil)
Eleição de Sarney tira Renan do ostracismo (O Globo)
Eles estão de volta (Jornal do Brasil)
Gilmar Mendes: STF não deve substituir os legisladores (Jornal do Brasil)
Inocêncio, o 'Clóvis Bornay' da Câmara (O Globo)
Itália viu surgir guerrilha em plena democracia (O Estado de S. Paulo)
Lei da Anistia é geral, diz novo parecer da AGU (Folha de S. Paulo)
Lei que embasou refúgio é constitucional, diz Tarso (Folha de S. Paulo)
Licitação de caças entra na fase final (O Estado de S. Paulo)
Londrina: Após acordo, campanha de 3º turno é adiada (Folha de S. Paulo)
Lula ficou aliviado com resultado (O Estado de S. Paulo)
Lula inaugura hoje a 1ª obra do PAC no estado do Rio (O Globo)
MEC: federais formam mais que particulares (O Globo)
Mendes diz que STF decide caso Battisti até março (O Estado de S. Paulo)
Mindlin e sua jornada em busca do tempo perdido (Gazeta Mercantil)
Na pressa, PSOL ''expropria'' jatinho (O Estado de S. Paulo)
No balanço final, petistas foram maiores derrotados (O Estado de S. Paulo)
No poder, Sarney festeja os 50 anos de política (Jornal do Brasil)
Operação Navalha: Procuradoria denuncia dono da Gautama (Folha de S. Paulo)
Oposição cresce na Câmara com Temer (Valor Econômico)
Para Dilma, haverá "maior governabilidade" (Jornal do Brasil)
Parecer da AGU defende anistia (O Estado de S. Paulo)
Parlamento Europeu analisará caso Battisti (O Globo)
Parlamento Europeu põe crise com Brasil na pauta (O Estado de S. Paulo)
PDT não integra bloco de apoio ao governo (Gazeta Mercantil)
Personagens de escândalos voltam à ribalta (O Estado de S. Paulo)
Planalto assume tese contra punição de torturadores (O Globo)
PMDB faz barba, cabelo e bigode (Jornal do Brasil)
PMDB promete cargos a aliados para garantir as duas vitórias (Folha de S. Paulo)
PMDB recupera a hegemonia (Valor Econômico)
Presidentes controlam a pauta de votações (Folha de S. Paulo)
Quércia defende aproximação do partido com Serra (O Estado de S. Paulo)
R$ 16,5 mil por um dia de trabalho (Correio Braziliense)
Relação PT–PMDB é inabalável, diz Berzoini (Jornal do Brasil)
Renan e Collor voltam de carona (Jornal do Brasil)
Rolo compressor neutraliza traições (Correio Braziliense)
Sarney e Temer assumem comando pela terceira vez (O Estado de S. Paulo)
Sarney e Temer querem priorizar combate à crise (Gazeta Mercantil)
Senadores veem traição na base governista (O Estado de S. Paulo)
Supremo assegura a advogados acesso aos autos dos processos (Folha de S. Paulo)
Supremo vai julgar anistia, afirma ministro (Folha de S. Paulo)
Tarso reitera autonomia para conceder asilo (Gazeta Mercantil)
Temer quer TV Câmara nos estados para provar que 'deputado trabalha' (O Globo)
Temer vence eleição tensa e promete medidas contra crise (Jornal do Brasil)
Traições marcam votação, mas sem mudar tendência (O Estado de S. Paulo)
Uma carona com o inimigo (Correio Braziliense)
Uma direção cheia de novatos (Correio Braziliense)
Vereadores aproveitam para cobrar emenda (Jornal do Brasil)
Vice-presidente: Alencar é transferido de UTI para unidade semi-intensiva (Folha de S. Paulo)
Vitória de Gim Argello e Tadeu Filippelli (Correio Braziliense)
Vitória de Sarney ajuda a manter aliança entre PT e PMDB em 2010 (Valor Econômico)
Zuleido e ex-chefe da PF em Sergipe são denunciados (O Estado de S. Paulo)
‘Navalha’ enquadra Zuleido e delegado (Jornal do Brasil)
É preciso acabar com ideia de que tudo só se resolve na Justiça, diz Mendes (O Estado de S. Paulo)
Última tentativa de hegemonia foi abatida por escândalo, CPI e cassações (O Estado de S. Paulo)

Said Barbosa Dib


Com Sarney e Temer, PMDB ocupa o seu lugar conquistado nas urnas no ano passado

O ano legislativo começou, enfim. Ano difícil. A agenda é a crise mundial. Numa economia tornada dependente das oscilações internacionais, em decorrência das políticas neoliberalóides dos Anos 90, há um cenário muito perigoso. Ter um partido que assuma sua hegemonia no Congresso pode ajudar bastante. Lula tem que ter capacidade política e bom senso. Refletindo a inegável capacidade política e experiência de Sarney e Temer, o PMDB obteve uma dupla vitória no Congresso, assumindo o seu lugar de direito. Sarney foi eleito com 49 votos, contra os 32 do medíocre Tião Viana (AC). Nenhuma novidade. Temer venceu no primeiro turno, com 304 votos. A conversa agora é de gente grande. A verdade é que Lula estava furioso com a insistência descabida de Tião Medonho em colocar em risco a governabilidade. Se pudesse, mandava-o para a Faixa de Gaza.

PERDEDORES

O grande perdedor dessa história toda foi o tucanato capitaneado por Arthur Virgílio. Este, deveria ter seguido os conselhos do senador Papaléo Paes. Filho de quem é - um lutador contra a Ditadura-, Virgílio jamais deveria ter cogitado em apoiar Tião, que não suporta os demais senadores, não respeita a instituição e pregava descaradamente limites aos discursos dos senadores em Plenário... e outras diabrites mais. Arthur é moço bão, mas, realmente, neste caso, pisou na bola. Também pegou muito mal falar que se preocupava com a tese do 3º mandato, mas atacando justamente o maior crítico do continuísmo pragmático de Hugo Chaves, José Sarney. Nunca mais o PSDB vai ter moral para falar em "totalitarismo de Lula". Pegou mal, ainda, falar em "renovação", ao mesmo tempo em que tentava chantagear Sarney para obter cargos. Sarney ouviu. Foi educado. Mas, simplesmente, disse não. Mostrou que o apoio dos tucanos não significava abrir mão de princípios. Mostrou que o poder não é tudo. Os tucanos ficaram com caras de bobos. Perdidinhos. Tiveram que colocar o rabinho entre as pernas e engolir o Tião Medonho. Tião que, aliás, não titubeou em assinar qualquer coisa. Mostrou que assinaria até o fuzilamento da própria mãe naquele contexto. Agindo assim, demonstrou que, pelo poder, para ele, vale tudo. E ainda teve a cara-de-pau em falar de "renovação" no discurso antes da votação. Pode?

CREDIBILIDADE

Sarney assumiu prometendo cortar gastos. Conversa fiada ou conversa para conter a mídia demagógica, pois ele sabe que o diretor da Casa, Agaciel Maia, desde que Renan era presidente do Senado, vem implantando ações de contensões bastante eficientes. Qualquer funcionário do Senado sabe disso. Mas, seu terceiro mandato na presidência do Senado traz de volta à Casa a necessária credibilidade que, temos que reconhecer, o Garibaldi Alves já havia começado a resgatar, depois daquele turbilhão de acusações falsas armado pela mídia amestrada contra Renan.
Collor no coquitel da vitória na residência de Sarney

RESGATE

A boa novidade, depois de conhecidos os resultados, é que voltam à tona, no cenário político do Senado, dois personagens de cacife que foram bastante maltratados pela imprensa: Renan Calheiros, - que comandou a campanha de Sarney e será líder na do partido na Casa - e Fernando Collor (AL) - ex-presidente que apóia Lula e votou em Sarney, agora nome forte para a Comissão de Relações Exteriores. É a grande oportunidade de Collor se destacar. Até agora, sua atuação na Casa tem sido por demais apagada. Teria que aparecer mais. Tem que perder a timidez. Nem tanto ao Inferno, nem tanto ao Céu. Não é bom nem o comportamento arrogante e caricato da época da Presidência, mas também não pode ficar insosso, como está. Aliás, quando é que os institutos de pesquisa vão deixar de canalhice e colocar o nome de Collor nas avaliações da população para 2010? Do que têm medo?

“PEDEVISTAS” FURIOSOS COM LUIZ DULCI

As vítimas do “Plano de Demissão Voluntária" de FHCatástrofe estão otimistas com a eleição de Sarney para a Presidência do Senado. Estão contando com a ajudado do bigode. Isto porque, no dia 12 de novembro do ano passado, foi criada na Câmara uma frente parlamentar que vai estudar formas de viabilizar o retorno das 25 mil pessoas que caíram na arapuca tucana, com o apoio de 182 deputados e 13 senadores. O líder e relator é o competente deputado Sebastião Rocha, do Amapá. Depois de rodar por Brasília atrás de ajuda, os líderes do movimento procuraram o senador Sarney ainda no final do ano passado. Disseram que tiveram a oportunidade de falar com Lula pessoalmente e que o presidente se mostrou muito sensível à causa, mas que a burocracia em Brasília estaria dificultando as coisas: “Falamos com o presidente. Ele nos ouviu rapidamente e disse que procurássemos ´o Luis Dulci`, o Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República. Mas o problema é que não conseguimos ser recebidos por ele até agora. Por isso estamos aqui para falar com Sarney, que sempre nos ouviu”, explicou Rejane, uma das líderes. Sarney imediatamente mandou uma carta ao ministro. De lá para cá, teve que mandar uma segunda carta. Até agora, nada. Talvez o senhor Dulci estivesse do lado de Tião Viana e resolvesse prejudicar os “pedevistas” apenas para não atender um pedido de Sarney. Será? Não acredito. Mas, a verdade é que, agora, com Sarney fortalecido, talvez o senhor ministro Dulci tenha a hombridade de, pelo menos, responder as cartas do Presidente do Senado. "Não" também é resposta. O que não pode é brincar com os destinos de tantas famílias. Vamos deixar de molecagem, senhor ministro...

Saúde


Estudo pioneiro feito no Brasil com uso de célulastronco deixa pacientes livres de insulina por mais de quatro anos. E a ciência prepara outras novidades promissoras contra a doença

Sem insulina

O estudante Renato Fernandes Silveira, 20 anos, é um dos primeiros pacientes do mundo a ficar livre de insulina depois de um transplante de células-tronco. Há quatro anos ele não precisa mais das injeções. A terapia mudou sua vida. "Desisti de ser administrador de empresas. Serei médico, e endocrinologista. Quero ajudar a tratar o diabetes"
Um time de cientistas brasileiros está desenvolvendo um trabalho de vanguarda para controlar o diabetes, doença que aflige atualmente 240 milhões de pessoas no mundo e está entre as cinco principais causas de mortalidade no planeta. O estudo, liderado pelo imunologista Júlio Voltarelli e pelo endocrinologista Carlos Eduardo Couri, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, campus Ribeirão Preto, faz uso de células-tronco para controlar uma das duas versões da doença, o tipo 1. É uma enfermidade autoimune na qual o sistema de defesa do corpo ataca as células beta pancreáticas do próprio organismo.
Essas células são as produtoras de insulina, o hormônio que abre a porta de todas as células para a entrada da glicose. Sem ela, o açúcar se acumula no sangue, um fenômeno que a longo prazo pode levar a prejuízos graves como a cegueira. Por isso, na sua falta, o paciente é obrigado a recorrer à insulina sintética, fornecida por meio de três ou mais injeções diárias. A novidade é que, dentro de alguns meses, os pesquisadores de Ribeirão Preto revelarão resultados bastante positivos sobre o estado de saúde dos 23 pacientes que participaram do estudo. Em um artigo que está em fase de revisão pelo jornal da Academia Americana de Medicina, o JAMA, uma das publicações científicas mais importantes do mundo, os autores afirmam que o organismo dos participantes está conseguindo recuperar a sua capacidade de produzir insulina.
Até agora, dos 23 participantes, 12 estão vivendo completamente livres de injeções diárias de insulina por períodos que chegam a quatro anos e meio. Além disso, outros oito indivíduos tiveram um resultado transitório, ou seja, conseguiram ficar sem usar a injeção por períodos que variaram entre seis meses e quatro anos. Neste subgrupo de pacientes que ficaram temporariamente independentes, dois conseguiram dar mais uma volta por cima e novamente se desvencilharam das injeções quando passaram a tomar um medicamento oral chamado sitagliptina, atualmente receitado exclusivamente para o tipo 2 da doença. "O tratamento amenizou a doença e por isso essas pessoas controlam as taxas de glicose no sangue só com esse remédio", diz Couri. Em apenas três casos o tratamento não deu certo. Os pesquisadores investigam a razão do fracasso.

Doces de vez em quando

Três dias depois de começar a tomar insulina, Paula Municelli Rodrigues, 21 anos, estudante de ciências dos alimentos, de Piracicaba (SP), foi informada por uma enfermeira que havia um tratamento para jovens recém-diagnosticados. Ela entrou no estudo com células-tronco e fez o transplante. "Hoje, de vez em quando, dentro dos limites, posso até tomar um sorvete"
Por sua importância, a pesquisa dos brasileiros tem merecido destaque no mesmo jornal americano. "Esse trabalho representa um começo para se obter a reversão e prevenção do diabetes tipo 1", chegou a afirmar o cientista americano Jay Skyler em artigo sobre o tema. O caminho testado pelos brasileiros - e também por outros grupos no mundo - propõe, na verdade, a troca de um sistema imunológico defeituoso, capaz de agredir o próprio corpo. Para isso, usa-se o poder das células-tronco de gerar outras células e órgãos. Basicamente, o que os cientistas fazem é destruir o exército imperfeito, bombardeando-o com drogas quimioterápicas. Semanas depois, injetam célulastronco extraídas do próprio paciente para recriar o sistema imunológico como se fossem peças novinhas. Assim, ele nasce sem o defeito. Desta maneira, cessa-se o ataque às células produtoras de insulina (leia mais no quadro à pág. 72).
No entanto, muitas etapas precisam ser cumpridas antes que a técnica se torne uma opção real de tratamento. Uma das questões, colocadas em artigo publicado também no JAMA na edição de janeiro, pondera que a aplicação das células-tronco é um campo muito novo e que serão necessários estudos para avaliar sua eficácia a longo prazo no mínimo dez anos, antes de estimar que seus vida. Outra limitação da técnica é que, até agora, ela só pode ser experimentada em pessoas com idades entre 12 e 25 anos e que tenham recebido o diagnóstico há menos de seis semanas.
Segundo os pesquisadores, a restrição se justifica porque é necessário que o pâncreas ainda tenha uma reserva de células beta em condições de produzir insulina. Com a progressão da doença, em geral essas células vão sendo destruídas. "Quando há muito poucas, não adianta estancar a agressão ao pâncreas, pois as células que restam não serão suficientes para produzir a quantidade necessária de insulina", explica Couri.
Existem muitas outras linhas de pesquisa em busca de novas armas para controlar o diabetes tipo 1. Uma delas examina o desempenho dos anticorpos monoclonais. São drogas modernas com pontaria certeira que seriam usadas para desativar as células de defesa do organismo que atingem as fábricas de insulina no pâncreas. Atualmente, já são indicadas para tratar alguns tipos de câncer e artrite reumatoide. Também se estudam as origens do problema. Recentemente, pesquisadores finlandeses publicaram um trabalho trazendo informações importantes para o combate e a prevenção da doença.
Eles descobriram a existência de uma série de alterações em gorduras do sangue e aminoácidos, as partículas que formam as proteínas, que precedem o surgimento dos sintomas. Uma delas é a redução dos níveis sanguíneos de triglicerídeos meses antes. Mais uma trincheira de pesquisa é o uso de outro tipo de célulastronco, as mesenquimais, até agora mais estudadas para a regeneração de órgãos.
Os cientistas esperam que transfusões com essas células consigam restaurar as funções do pâncreas fragilizadas pela guerra desfechada pelo sistema imunológico. Outra esperança é que também consertem o próprio sistema de defesa. Atentos a essa possibilidade, os pesquisadores de Ribeirão Preto, novamente de forma pioneira, começaram há seis meses a testar o recurso em pacientes que tiveram diagnóstico há menos de um mês. Duas pessoas participam do estudo e há vagas para outros candidatos.
Esforço de igual magnitude está sendo feito para melhorar o controle do diabetes tipo 2, gênero que representa 90% dos casos. Ele pode aparecer em qualquer fase da vida e avança sobre a população mundial. Está estreitamente associado com a epidemia de obesidade. Por mecanismos muito complexos, o excesso de gordura leva o organismo a desenvolver uma resistência à ação da insulina. Controlada com dieta, exercícios e medicamentos, o que pode ou não incluir o uso das injeções de insulina, esta forma da doença também está no centro das preocupações da medicina.
Hoje, um dos caminhos mais estudados para seu controle são as cirurgias bariátricas, indicadas contra a obesidade mórbida, caracterizada pelo Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40. Em geral, a maior parte desses obesos tem glicemia alta e, se já não está com diabetes, encontra-se no caminho para manifestar a doença. Por isso, a operação tem sido cada vez mais recomendada a essas pessoas.
"Os procedimentos facilitam a ação da insulina para tirar o açúcar do sangue e também acabam estimulando sua produção", explica o cirurgião Thomaz Szego, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. O que está em estudo agora é a aplicação do método aos diabéticos do tipo 2 que não sofrem com um excesso tão grande de peso. "Já temos alguns casos, mas ainda é cedo para sabermos resultados mais concretos", explica o cirurgião José Carlos Pareja, da Universidade Estadual de Campinas.


Operação bem-sucedida

Fazia 20 anos que o gerente de contas Ubirajara Olacyr, 40 anos, lutava contra o diabetes tipo 2. Durante um ano e meio, foi inclusive obrigado a tomar uma injeção diária de insulina. Há um mês, submeteu-se a uma cirurgia contra a obesidade que também parece ter efeito sobre o diabetes. Deu certo. "Dois dias depois não precisava mais de insulina", conta
Na área de medicamentos, o alvo do momento são as drogas que atuam sobre o GLP-1, hormônio fabricado pelo intestino, envolvido no estímulo à produção de insulina. O objetivo é aumentar suas concentrações. Mas há cerca de 100 outras medicações em desenvolvimento nos laboratórios. Além disso, existem dezenas de pesquisas para criar equipamentos que facilitem a prevenção da doença. Uma das opções nessa linha é o estudo, por cientistas indianos e americanos, de um teste de saliva que seria capaz de detectar a doença. Os pesquisadores descobriram que várias alterações bioquímicas associadas à enfermidade podem ser detectadas em amostras da substância. Seria mais uma maneira fácil - e indolor - de saber precocemente se o indivíduo é diabético ou não. E quanto mais cedo começar a guerra contra a doença, melhor.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Senado Federal

José Sarney recebe 49 votos e é eleito novo presidente do Senado

Três horas após o início da primeira reunião preparatória para a eleição do presidente do Senado, nesta segunda-feira (2), os senadores escolheram José Sarney (PMDB-AP) para conduzir a Casa no biênio 2009/2010. Todos os 81 senadores participaram da votação, dos quais 49 deram seu voto a José Sarney (eram necessários os votos da maioria dos presentes para que ele fosse eleito), enquanto seu concorrente, o senador Tião Viana (PT-AC), recebeu 32 votos. Após ter a vitória proclamada pelo então presidente do Senado Garibaldi Alves Filho, José Sarney assumiu a função destacando o compromisso de fazer um Senado melhor e mais renovado.
No discurso de posse, José Sarney afirmou assumir o cargo pela terceira vez com o senso da maior responsabilidade e a consciência do desafio que esta eleição representou em sua carreira política. Além de agradecer a Deus o destino a ele reservado, saudou os senadores que votaram em Tião Viana; assinalou a admiração, o carinho e o respeito angariados por Garibaldi no exercício da Presidência da Casa e prometeu reafirmar a independência do Senado e exigir respeito à instituição.
Logo após a divulgação do resultado, Tião Viana se disse honrado com os 32 votos recebidos e expressou seu respeito aos votos dados a José Sarney. Depois de desejar "pleno êxito" ao senador pelo PMDB, sustentou que fará o melhor para o Senado no exercício de seu mandato.
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