terça-feira, 13 de julho de 2010

Opinião, Notícia e Humor

MANCHETES DO DIA

(Se você não teve tempo hoje de ler os principais jornais do País, leia-os agora ao final do dia)

O GLOBO
ANTES DE SAIR LULA AINDA CRIARÁ A SUA 12ª ESTATAL

‘Segurobrás' terá caráter emergencial e funcionários emprestados. Faltando cerca de quatro meses para deixar o cargo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá assinar, em agosto, em caráter emergencial, uma medida provisória criando a 12ª empresa estatal do seu governo: a Empresa Brasileira de Seguros S.A. (EBS), que já está provocando forte reação do setor privado. A nova companhia, que nascerá vinculada ao Ministério da Fazenda, poderá explorar operações de seguros em várias modalidades, do comércio exterior a projetos de infraestrutura de grande vulto. A EBS será autorizada ainda a criar subsidiárias e até abrir filiais no exterior. Como não há orçamento específico para ela, a "Segurobrás" pode começar a operar com funcionários cedidos ou sob contrato temporário. Os empresários criticam a medida e a qualificam como um "retrocesso", já que o monopólio do setor do resseguros foi quebrado há cerca de dois anos e meio. "Há um claro conflito de interesses, pois o governo vai segurar seus próprios contratos", disse Jorge Hilário Gouvêa Vieira, que preside a confederação do setor. (Págs. 1 e 19)

FOLHA DE S. PAULO
GRANDE VAREJO DEDICA 1/3 DA EXPANSÃO ÀS CLASSES CD

Até 2011, maiores redes de supermercado destinam R$ 2 bi em novos negócios a essa faixa da população. Um terço dos R$ 6,3 bilhões de investimentos das três maiores redes varejistas do país até o próximo ano será destinado à expansão dos negócios com as classes C e D, relata Claudia Rolli. A maior parte desses R$ 2 bilhões será aplicada na abertura de lojas e na reforma de pontos que atendiam clientes com renda familiar de 3 a 10 salários mínimos. Até o fim do ano, o Walmart vai abrir 50 supermercados TodoDia (varejo) e Maxxi (atacado), suas bandeiras mais populares. No Grupo Pão de Açúcar, ao menos 30% do R$ 1,6 bilhão anunciado será usado para fazer versões compactas do Extra a partir de 150 lojas CompreBem e Sendas. O Pão de Açúcar abrirá 18 unidades Assaí, de "atacarejo", e 60 Extra Fácil, de conveniência, no Nordeste e no Centro-Oeste. O Carrefour fará 70 inaugurações até dezembro, parte delas para o público C e D. (Págs. 1 e B1)

O ESTADO DE S. PAULO
FIFA DIZ QUE 'FALTA TUDO' PARA A COPA DE 2014

Tribunal de Contas da União também vê riscos e avalia que as obras estão 'impressionantemente atrasadas'. Um dia após afinal da Copa da África do Sul, a Fifa advertiu que falta tudo para o Brasil ter condições de ser sede do Mundial de 2014. A entidade deixou claro que pressionará o País para acelerar obras e anunciou que vai abrir escritório no Rio. “Precisamos construir estádios, estradas, o sistema de telecomunicações, aeroportos e ver se há mesmo capacidade suficiente em hotéis", disse o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke. Há preocupação, no entanto, não só na Fifa. Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) confirma que as providências estão "impressionantemente atrasadas" e teme que se repita a experiência do Pan de 2007, no Rio, cujo orçamento inicial de R$ 520 milhões virou obra de R$ 4 bilhões - o governo federal teve de assumir gastos a título de socorro emergencial. O TCU também vê risco de alguns estádios virarem "elefantes brancos". (Págs. 1 e Esportes El e E2)


JORNAL DO BRASIL
CNJ PÕE ORDEM NOS CARTÓRIOS

O corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, declarou vagas as titularidades de 5.561 dos 14.964 cartórios de notas e registros existentes no país, incluindo 153 que o Conselho Nacional de Justiça considera “fantasmas”. A decisão – publicada no Diário de Justiça de ontem – regulamenta a Resolução nº 80/09 do Conselho Nacional de Justiça, que determinou o afastamento dos responsáveis por cartórios que não tenham sido investidos “por meio de concurso público de provas e títulos específico para a outorga de delegações de notas e de registro”, nos termos da Constituição de 1988. Os atuais titulares dos cartórios declarados vagos permanecerão respondendo pelos serviços, “precária e interinamente, até a assunção da respectiva unidade por delegado que tenha sido aprovado em concurso público”. Ainda de acordo com a decisão da Corregedoria Nacional, a cessação da interinidade, antes da posse do novo tabelião, só será possível por decisão administrativa “motivada e individualizada”, a ser proferida pelo Tribunal de Justiça a que estiver afeta o cartório, ou pela própria corregedoria do CNJ. Quem estiver provisoriamente à frente dessas repartições não pode continuar a receber acima do teto salarial do serviço público estadual (R$ 24.117,62). O resultado acima desse valor deve ser recolhido aos cofres públicos.

CORREIO BRAZILIENSE
ESPLANADA INDÍGENA

Indignados com a reestruturação da Funai, líderes indígenas resistem à ordem judicial e mantêm acampamento na Esplanada dos Ministérios, dormindo debaixo de árvores, às margens da Via N1. Depois de 159 dias, os quase 100 representantes de 12 comunidades indígenas acampados na Esplanada dos Ministérios receberão reforços. Nos próximos dias, são esperados cerca de 200 índios. Apesar da retirada dos acampados pelas polícias militar, civil e federal, sábado último, em cumprimento a uma decisão judicial, eles resistem e prometem continuar debaixo das árvores, às margens da Via N1, no sentido Congresso Nacional/Rodoviária. Os líderes indígenas exigem a revogação do Decreto nº 7.056, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 28 de dezembro último, dispondo sobre a reestruturação da Fundação Nacional do Índio (Funai). Eles reivindicam ainda nomeação de um representante indígena em lugar do atual presidente do órgão Márcio Meira e a criação do Conselho Nacional dos Direitos Indígenas, composto exclusivamente por índios.

VALOR ECONÔMICO
VENDA DE AÇÚCAR CRIA 'FILA' DE NAVIOS E CONGESTIONA PORTOS

Único país no mundo a ofertar açúcar no momento, o Brasil vem recebendo nas últimas semanas um "mar de navios" para embarcar o produto. São importadores da Rússia e de países asiáticos que aproveitam os preços 40% mais baixos que no início do ano para repor seus estoques, hoje em níveis críticos. No porto de Santos, o principal canal de saída da commodity, a fila chegava ontem a 46 embarcações e outras 12 estavam a caminho, segundo a consultoria Kingsman do Brasil. No porto de Paranaguá (PR), havia outros 28 navios. Pela programação dos portos, os embarques de açúcar devem atingir 2,84 milhões de toneladas em julho, 75% mais que no mesmo período de 2009, quando atingiram o recorde de 1,6 milhão de toneladas. A explosiva demanda desafiará novamente a restrição logística dos portos brasileiros. Até hoje, o máximo que se embarcou em um único mês em todos os terminais açucareiros do país foram 2,5 milhões de toneladas, segundo dados da JOB Consultoria e Planejamento. "Neste ano, o setor se esforça para chegar a 3 milhões de toneladas embarcadas por mês", diz Julio Maria Borges, diretor da JOB. Com a fila de navios em Santos, o tempo de espera no porto, normalmente de 12 a 15 dias, está chegando a 30 dias, segundo Luiz Carlos dos Santos Júnior, diretor da Kingsman. O custo da "demurrage" (multa para a sobreestadia de navios) deve recair sobre os bolsos das tradings de açúcar, que contratam os navios. Os preços atuais do açúcar estão convidativos para os importadores. Nos primeiros dias de fevereiro, a libra-peso na bolsa de Nova York esteve acima de 28 centavos de dólar, recorde em quase três décadas. No entanto, as cotações elevadas levaram compradores a se retrair e a consumir estoques, e os preços chegaram a cair pela metade, atingindo em maio 14 centavos de dólar. "Os estoques mundiais estão, no entanto, reduzidos a níveis críticos e por isso os mercados agora aproveitam os preços mais baixos para recompô-los", diz Plínio Nastari, presidente da Datagro. Em 2009, o Brasil exportou 24,2 milhões de toneladas de açúcar ou US$ 8,3 bilhões. Em 2010, há potencial para exportar 3 milhões de toneladas a mais. (Pág. 1)

Veja também

ARTIGOS

A outra face de Dilma (O Globo)

"Ninguém pode usar uma máscara por muito tempo: o fingimento retorna rápido à sua própria natureza" (Sêneca). De olho nos eleitores mais moderados, a candidata Dilma Rousseff tem alterado seu discurso, vestindo uma embalagem mais atraente. Não foi apenas o cabelo que passou por uma transformação radical. Agora, Dilma já fala em reduzir a dívida pública para 30% do PIB, em imposto zero para investimentos, em combater as invasões ilegais do MST e na defesa da liberdade de imprensa. Entretanto, este discurso soa estranho na boca da petista. A nova personagem não combina nada com a figura histórica. Para começo de conversa, o governo Lula teve oito anos para fazer as reformas estruturais, reduzir os impostos, atacar as invasões do MST etc. Não só deixou de fazer isso tudo, como muitas vezes agiu à contramão do desejado. A carga tributária aumentou, ocorreu uma escalada de invasões do MST, que recebe cada vez mais verbas públicas, e a liberdade de imprensa se viu inúmeras vezes ameaçada: Ancinav, Conselho Nacional de Jornalismo, tentativa de expulsão do jornalista estrangeiro que falou dos hábitos etílicos do presidente, PNDH-3 e Confecom. Foram diversas tentativas de controle dos meios de comunicação.

Bovespa recua com Vale e Petrobrás, na contramão externa (O Estado de S. Paulo)
Choque de realidade (Correio Braziliense)
Código Florestal: a virtude no meio-termo (Correio Braziliense)
Galinha dos ovos de ouro e patinho feio (O Estado de S. Paulo)
Modernização das Forças Armadas (O Estado de S. Paulo)
Novo partido governista é uma grande decepção (Valor Econômico)
O bom senso do relator (Correio Braziliense)
O fantasma da confiança do mercado (Valor Econômico)
O poderoso Japão afunda e a bela Grécia emerge (O Estado de S. Paulo)
Obsessão pelo poder (O Globo)
Os descaminhos das ações afirmativas no Brasil (Valor Econômico)
Política fiscal: ajuste ou estímulo? (Valor Econômico)
A cara do patrimonialismo lulista (O Estado de S. Paulo)

COLUNAS

A confusão é geral, mas... (Valor Econômico - Brasil)

A moda agora entre os economistas é o "double dip" e com probabilidade fixada! Apenas não se sabe se é para amanhã, para uma semana, um mês, um ano, ou uma década perdida... Graças ao bom Deus - como disse Mark Twain - ele nos fez a todos igualmente ignorantes. Quem quiser contrariar os seus desígnios pode fazê-lo, mas por sua própria conta e risco. A profissão que fez ouvidos moucos para alguns "excêntricos" está profundamente dividida entre "escolas". Como modestamente suspeito que existem pelo menos oito delas que pretendem explicar a macroeconomia, devem existir pelos menos oito opiniões legitimamente diferentes sobre a probabilidade do "double dip", cada uma delas valendo mais ou menos a mesma coisa. Certamente dispersam suas energias produzindo mais calor no presente do que luz no futuro. Diante dessa opacidade, a melhor coisa a fazer no Brasil é colocar as "barbas de molho" e garantir os verdadeiros fundamentais (sim, eles existem!): 1) a estrita observância do equilíbrio fiscal com a redução monotônica da relação dívida pública bruta/PIB; 2) uma política monetária cuidadosa que estabilize as expectativas inflacionárias sem inibir a plena utilização da capacidade produtiva e seja consistente com 3) um déficit em conta corrente razoável e claramente financiável.

Aposentadoria adiada (O Estado de S. Paulo - Celso Ming)
Bancos já se preparam para alta menor na Selic (Valor Econômico - Por dentro do mercado)
Caminho da água (Jornal do Brasil - Coisas da Política)
Cartões: governo lula torra r$ 28,4 milhões (Jornal de Brasília - Cláudio Humberto)
Erro médico (Correio Braziliense - Brasília-DF)
Falta o “algo mais” (Correio Braziliense - Nas Entrelinhas)
Presidente fica no cargo até o fim (Valor Econômico - Política)
Santander, Hypermarcas e Marfrig, perto do Índice (Valor Econômico - De Olho na Bolsa)
STJ analisa direito de greve no serviço público (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Tudo no seu devido lugar (Jornal do Brasil - Informe JB)
Tudo pode dar certo (O Estado de S. Paulo - Dora Kramer)

ECONOMIA

Abril compra o Anglo e se torna a segunda maior da área de educação (O Estado de S. Paulo)

Sistema educacional estava à venda havia dois anos e vinha sendo disputado também pelo grupo Pearson, dono do jornal "Financial Times", e pela editora espanhola Santillana; negócio envolve o Anglo Sistema de Ensino, o Anglo Vestibulares e a SIGA. Depois de uma disputa acirrada, o Grupo Abril anunciou ontem a compra do Anglo - rede de educação especializada em cursos preparatórios para o vestibular -, tornando-se a segunda maior empresa do setor no País, à frente do Objetivo e atrás apenas da Positivo. O grupo criado a partir dessa aquisição deve faturar este ano cerca de R$ 500 milhões. O valor do negócio não foi divulgado. Único sistema de ensino de grande porte que permanecia sendo controlado integralmente pela família fundadora, o Anglo estava à venda havia dois anos. "Não porque a empresa passasse por dificuldades, mas porque, com a consolidação do setor, o Anglo só conseguiria crescer se unindo a um grande player", explica Ryon Braga, da Hoper Consultoria, especializada em educação.

Agenda fraca e sem temas polêmicos marca cúpula Brasil-União Europeia (Valor Econômico)
Anac fecha 12 acordos e amplia voos internacionais (Valor Econômico)
Analistas de mercado preveem IPCA menor, de 5,45%, neste ano (O Estado de S. Paulo)
Analistas podem ficar fora de 'road shows' (Valor Econômico)
Aneel assina contratos de transmissão (Valor Econômico)
BNDES vai financiar até 80% da usina (O Estado de S. Paulo)
Bolsa deve fazer campanha em setembro (Valor Econômico)
Brasil ganha novos indicadores para medir e interpretar rumo da atividade (Valor Econômico)
Cara a cara (Correio Braziliense)
Começa o acerto de contas (Correio Braziliense)
Começa produção contínua no pré-sal (O Globo)
Consórcio de Belo Monte formaliza SPE para construir (Jornal do Brasil)
Cresce o número de professores sem diploma (O Estado de S. Paulo)
Curta - Brasil (Valor Econômico)
Custos de Belo Monte preocupam os empresários (O Estado de S. Paulo)
Destaques - Finanças (Valor Econômico)
Edital do leilão de concessão do trem-bala será lançado hoje (O Estado de S. Paulo)
Em 2013, "déficit" no crédito imobiliário será de R$ 100 bi (Valor Econômico)
Em caso de empate, experiência definirá leilão do trem-bala (Valor Econômico)
Empresas se mobilizam contra estatal (O Estado de S. Paulo)
Estaleiro na Justiça (O Globo)
EUA vetam exportações de carne do Brasil (O Estado de S. Paulo)
Fabricantes pedem fim de taxa de fiscalização à Receita (Valor Econômico)
Fato relevante (O Estado de S. Paulo)
Fazenda eleva para 7,2% projeção de alta do PIB e reduz estimativa para inflação (Valor Econômico)
Fim da farra nos cartórios (Correio Braziliense)
GG investe R$ 55 milhões na Geradora (Valor Econômico)
Governo diverge sobre juros (Correio Braziliense)
Governo vai criar estatal de seguros (O Estado de S. Paulo)
Importações ainda avançam (Jornal do Brasil)
Importação de carro (Correio Braziliense)
Imposto deixa produção local em desvantagem, diz estudo (Valor Econômico)
Inadimplência tem segunda alta (Jornal do Brasil)
Licença para indicar (Valor Econômico)
Mais de 5,5 mil cartórios ficarão sem donos (Correio Braziliense)
MP cria estatal do seguro com R$ 18 bi (O Estado de S. Paulo)
Novas fontes para o crédito imobiliário (Valor Econômico)
OAS vira sócia da usina de Belo Monte (O Estado de S. Paulo)
Para incentivar competição, governo mudará regras do setor ferroviário (O Globo)
Pedidos do varejo são atendidos em operação de certificados da Renova (Valor Econômico)
PF investiga Goldman Sachs (Correio Braziliense)
PF investiga Goldman Sachs por 'insider' com ações da Suzano (Valor Econômico)
Previsão de analistas para IPCA cai para 5,45% (Valor Econômico)
Previsão de juros e inflação menores (Jornal do Brasil)
Produção de veículos cresce 19,1% até junho (O Estado de S. Paulo)
Produção de veículos vai manter-se acelerada, mas em ritmo menor (Valor Econômico)
Projeto de criação da estatal EBS desagrada seguradoras (Valor Econômico)
Recurso extra captado nem sempre financia imóveis (Valor Econômico)
Resultados do 2º trimestre manterão ritmo de crescimento (Valor Econômico)
Saldo comercial é 41,8% menor que o de 2009 (O Estado de S. Paulo)
Santander anuncia compra de banco alemão e cresce fora da Espanha (Valor Econômico)
Segurobrás gera polêmica (Correio Braziliense)
Sondagem de serviços preenche lacuna (Valor Econômico)
TCU pode questionar redução em valor de licença de TV a cabo (O Estado de S. Paulo)
Telefónica aposta na Oi para destravar compra da Vivo (Valor Econômico)
Um olho na TV, outro no aeroporto (O Globo)
Usina de Belo Monte será feita por 17 empresas (O Globo)
Vale comemora redução do poder do sindicato no Canadá (Valor Econômico)
Vazão de petróleo do poço Franco equivale ao de Tupi (O Estado de S. Paulo)

POLÍTICA

'Precisamos ter cautela', diz Mendes sobre Ficha Limpa (O Estado de S. Paulo)

Responsável pela primeira liminar contra a aplicação da Lei da Ficha Limpa, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, antecipou no dia 3 durante aula ministrada no Instituto Brasiliense de Direito Público, em Brasília ? críticas ao texto aprovado pelo Congresso. "Estou convencido que precisamos ter cautela, porque quando a ficha limpa atingir um candidato de grande apelo popular, nós vamos nos aproximar de uma convulsão e não é de se excluir essa possibilidade", afirmou. Na avaliação do ministro, os partidos políticos deveriam negar legenda aos candidatos com ficha suja.

A sombra das impugnações (Correio Braziliense)
AGU desiste de recorrer no TST (O Globo)
Alckmin prepara reação à ofensiva petista no ABC (O Estado de S. Paulo)
Alencar come ovo e dá palpites sobre campanha (O Globo)
Até juízes concorrem por um lugar ao sol (Jornal do Brasil)
Barreira argentina contra calçado chinês não beneficia o Brasil (Valor Econômico)
Campanha integra partidos sem militância a 'comitês de mobilização' (Valor Econômico)
Cartórios: CNJ declara vagos 5.561 cargos (O Globo)
Celebridades modestas na declaração de bens (Correio Braziliense)
Centrais divulgam manifesto contra Serra (O Estado de S. Paulo)
CNJ PÕE ORDEM NOS CARTÓRIOS (Jornal do Brasil)
Comitê novo e ideias repaginadas no PT (Correio Braziliense)
Comitê petista dá a Palocci localização privilegiada (O Estado de S. Paulo)
Contag cobra de petista índice de produtividade (Valor Econômico)
Contra a “terceirização” do cargo de presidente (Correio Braziliense)
Curtas - Política (Valor Econômico)
Da Satiagraha para o Ministério da Justiça (O Globo)
Eleição não pode fazer país parar (Jornal do Brasil)
Em discurso no rádio, Lula diz que levará programas sociais a outros países (O Estado de S. Paulo)
Em Minas, tucano volta a criticar Dilma por ter trocado programa (O Estado de S. Paulo)
Era Lula mitiga adesão de bases católicas ao PT (Valor Econômico)
Ex-governador Garotinho vira alvo no Rio (O Estado de S. Paulo)
Ex-militantes egressos da Igreja migraram para Marina e Plínio (Valor Econômico)
Justiça abre ação contra Marta por improbidade (O Estado de S. Paulo)
Juízes criticam aprovação de PEC (O Estado de S. Paulo)
Lula vai hoje a ato de campanha de sua candidata (O Globo)
Lula: sem previsão de volta para o Planalto (O Globo)

Casa Própria

80.000 mutuários do SFH com mais de um imóvel tem direito a quitação pelo FCVS – Fundo de Compensação de Variações Salariais

Uma situação que está incomodando milhares de mutuários do SFH é, mesmo nos contratos que tenham a proteção do FCVS, pagar todas as parcelas previstas em contrato e ter negado o direito à quitação da dívida. O FCVS – Fundo de Compensação de Variações Salariais foi criado no SFH - Sistema Financeiro da Habitação com a finalidade de cobrir o saldo residual que porventura existisse ao final do contrato de financiamento. Este saldo residual sempre existe porque nos contratos mais antigos do SFH as prestações eram reajustadas pelo índice da categoria profissional do mutuário, mas o saldo devedor era reajustado pelo índice da poupança e acrescido de juros. Isto gera distorções onde ao final do pagamento de 15, 20 anos de financiamento o mutuário ainda tem um saldo devedor equivalente a 4 vezes o valor de mercado do imóvel. O FCVS foi retirado dos contratos à partir de 1987 e extinto em definitivo em 1993. Porém, os contratos que contavam com contribuição a este fundo, ainda vem se encerrando até hoje e os bancos deveriam cumprir o contratado. Só que a Caixa Econômica Federal, que administra o FCVS, vem negando a cobertura dos saldos residuais para os mutuários que já tiveram outro financiamento pelo SFH coberto por este fundo. O equívoco deste posicionamento da CEF é que na Lei 4380/64, que criou o SFH, realmente há uma proibição de que a pessoa faça mais de um financiamento pelo SFH. Só que os bancos fizeram milhares de contratos com mutuários que já tinham um contrato pelo SFH, quitado ou em andamento. E receberam os 3% de FCVS em ambos os contratos. O próprio governo editou a Lei 10.150/00 reconhecendo o direito a cobertura de todos os contratos anteriores a novembro de 1990 pelo FCVS, mesmo que o mutuários possua mais de um contrato. Só que há 8 anos os bancos insistem em descumprir a lei. Ao menos 80 mil mutuários estão nesta situação em todo o país, conforme estimativa do IBEDEC. Diariamente o IBEDEC recebe dezenas de consultas sobre o tema em Brasília, mesma situação que se repete na ABMH – Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação em outras partes do país.

Leia mais sobre o assunto...

Veja também:

Consumo
19/06/2010 - Venda recorde de automóveis causa problemas a consumidor
15/06/2010 - Anac distribui folhetos sobre novos direitos de passageiros
04/06/2010 - Justiça limita parcela de cartão de crédito a 30% da renda do devedor

Casa Própria
20/06/2010 - Taxa Facultativa de Assistência Técnica Imobiliária - Despachante
18/06/2010 - Ibedec convoca mutuários de Caixas de Previdencia para ações
18/06/2010 - Justiça garante até 90% das parcelas de imóvel devolvido

Previdenciário & Trabalhista
15/09/2009 - Mais dinheiro para segurados
05/09/2009 - A luta dos aposentados
13/04/2009 - Veja em que casos é permitido pedir revisão da aposentadoria ao INSS


Serviço:

O IBEDEC dá orientações gratuitas a todos os mutuários da casa-própria, através do site www.ibedec.org.br, pelo telefone (61) 3345-2492 ou no escritório localizado na CLS 414, Bloco C, Loja 27, Asa Sul, em Brasília (DF).

No site do IBEDEC ainda é possível ter acesso a Cartilha do Mutuário, 4ª Edição, que aborda este e outros problemas enfrentados pelos mutuários da casa-própria. Acesse pelo link

http://www.ibedec.org.br/cas_ver_cartilha.asp?id=2

Maiores informações com José Geraldo Tardin pelo fone 61 3345-2492 e 9994-0518

Foto acima: http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vEditoria=Macei%F3&vCod=60528

Adriano Benayon

ONDE ESTÃO OS AMBIENTALISTAS?

Que fazem as ONGS ambientalistas diante do vazamento de petróleo no Golfo do México, causado pela British Petrol (BP) – o que já mostra ser o maior desastre ambiental de toda a história? Simplesmente, nada. Mantém silêncio. Omitem-se por completo. Por que? Porque são pagas pela oligarquia financeira mundial para ajudar a pôr grandes espaços territoriais, dotados dos mais valiosos minerais estratégicos, sob controle da família real britânica e outros expoentes dessa oligarquia, além de obstaculizar projetos necessários ao desenvolvimento do Brasil. Entre os grandes acionistas da BP está exatamente a família real britânica, a qual lidera a intervenção no Brasil a pretexto de meio ambiente e de direitos indígenas;

Quem não conhece o espalhafato com que costumam agir, no Brasil e em outros países, as ONGs “ambientalistas”, Greenpeace e WWF (Fundo Mundial para a Natureza)?

Umas das principais finalidades dessas ONGs é tirar a atenção do público dos verdadeiros destruidores do meio-ambiente, e os maiores desses destruidores são as companhias de petróleo, notadamente as mega-transnacionais anglo-estadunidenses, a saber Exxon-Mobil e Chevron-Texaco (EUA); British Petrol (BP) e Shell (britânicas). Estas financiam e sustentam aquelas ONGS do “meio-ambiente”. Aí está mais uma das infinitamente numerosas fraudes que pratica a oligarquia mundial.

Observações:

1.“Acredito que a investigação independente mostrará que esta tragédia poderia ter sido evitada”. Essa declaração é do diretor-executivo da Chevron, John Watson.

2. As TVs deram destaque em seus noticiários à reunião de Obama com executivos da BP (16.06.2010) e a uma anunciada ajuda desta, de US$ 20 bilhões, para vítimas (norte-americanas) da insólita calamidade.

Conclusão:

Especialistas estimam em 18 meses o tempo em que o vazamento terá comprometido boa parte dos oceanos, acabando com o plâncton, responsável por 70% da produção do oxigênio planetário. O que está em risco, portanto, é a sobrevivência da humanidade e de outras espécies. Cabe, portanto, perguntar:

1) A questão se limita a indenizar vítimas norte-americanas diretamente atingidas?

2) Por que o governo dos EUA não tratou nem trata o assunto como questão de Estado, intervindo diretamente nas causas da continuação do desastre e mobilizando os recursos técnicos e materiais de que dispõe para estancar a contaminação dos oceanos, em vez de deixar as coisas (e a propriedade) com a BP?

3) Por que os governos dos demais países ainda não exigiram essas medidas do governo norte-americano, nem fizeram questão de tomar parte nelas, uma vez que a catástrofe produz efeitos em todo o Mundo?

Adriano Benayon é Doutor em Economia pela Universidade de Hamburgo e Advogado, OAB-DF nº 10.613, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Professor da Universidade de Brasília e do Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”.
abenayon@brturbo.com.br

Fique de olho...


DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Terça-feira, 13 de julho de 2010

Destaques nacionais

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
CND aprova modelo de concessão do trem-bala

MD
Fixado limite de permanência de militares ingressos no quadro de Cabos da Aeronáutica

MFZ
Receita tem nova regra para o registro especial de produtores e importadores de biodiesel

MFZ
Circular BC proíbe instituições financeiras realizar operações de pré-pagamento de exportação

MS
Saúde define a responsabilidade da Hemobrás na distribuição dos produtos hemoderivados

MC
Consulta pública quer sugestões para regra de gestão da qualidade do Serviço Móvel Pessoal

MMA
Ibama estabelece norma para o embargo de obras ou atividades de interesse público

Mais destaques


Seleções e concursos

Previdência promove seleção para técnicos de níveis médio e superior

Univ. Fed. do Pampa promove concurso público para docente

Instituto Fed. Fluminense faz seleção para preenchimento de 27 vagas para professor

Mais concursos

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O novo Código Florestal e o pseudo-ambientalismo

Por SÉRGIO CRUZ, do Hora do Povo

Durante os debates ocorridos na comissão, Aldo denunciou a ação de ONGs ambientalistas, muitas delas estrangeiras, financiadas por empresas com sede na Europa e nos Estados Unidos, interessadas em obstruir o desenvolvimento da produção agrícola do Brasil e de outros países emergentes. A principal delas, e a mais agressiva, foi o Greenpeace, ONG com sede na Holanda, e que é financiada, entre outras, por empresas produtoras de petróleo, as maiores poluidoras do planeta. A ONG holandesa tentou, em vão, impedir a votação final do relatório.
A divulgação pelo parlamentar do documento “Florestas lá, plantações aqui” onde se afirma cinicamente “Eliminar o desmatamento nos trópicos até 2030 limitará a receita para expansão agrícola e para a atividade madeireira nos países tropicais, nivelando o campo do jogo para os produtos americanos no mercado global”, também contribuiu para deixar claros os interesses econômicos de grandes potências por trás da ação de certas ONGs. A autora do relatório, Shari Friedman, é ex-funcionária do governo Clinton. Ela trabalhou na Environmental Protection Agency (EPA, a Agência de Proteção Ambiental). Fez parte da equipe norte-americana de negociações para o Protocolo de Kyoto, que os Estados Unidos se negaram a assinar.
As críticas, vindas de alguns ambientalistas de ocasião, quanto a um suposto descaso do relator com o “uso de agrotóxicos e realização de queimadas e desmatamentos, além do uso de trabalho semelhante ao trabalho escravo e trabalho de menores”, na nossa opinião, não têm a menor procedência, porque, afinal, não há nenhuma mudança proposta pelo deputado nas regras ambientais para as grandes propriedades, principais responsáveis pela prática desses crimes ambientais.
Outra questão que nos parece óbvia é que não é possível discutir regras de proteção ambiental no Brasil, sem levar em conta a produção agrícola do país, principalmente a defesa dos pequenos e médios produtores nacionais, contra as pressões espúrias exercidas pelos países imperialistas. Consideramos um erro grave interpretar esse fato como “absolutização de questões comerciais”. Na verdade, o relator, ao contrário do que afirmaram os seus críticos, demonstrou nesta questão, um forte compromisso com os interesses estratégicos do país. Ele simplesmente defendeu, além proteção ambiental, a produção agrícola nacional e a viabilidade econômica de mais de 4 milhões de unidades produtivas rurais brasileiras.
Outro ponto importante é que o relatório manteve inalteradas as áreas de Reserva Legal delimitadas em 20% para a região sudeste, 35% para o Centro Oeste e 80% para a região amazônica. Não há, portanto, como apregoaram alguns, nenhuma negligência em relação à floresta amazônica. Além do mais, ao que nos consta, as medidas repressivas contra os crimes ambientais, de responsabilidade do Estado brasileiro, não sofreram nenhuma alteração ou restrição com o novo código. Não há, portanto, nenhuma lógica - a não ser uma certa dose de oportunismo - em vincular as novas regras como um aumento da ameaça à integridade da floresta amazônica. Por outro lado, o que o relator corretamente não fez foi chancelar, em seu documento, as questionadíssimas teorias sobre a origem antropogênica do aquecimento global. Nesse caso, o camarada Aldo, mais uma vez, demonstrou a sua tradicional clareza política.
Em seu discurso, na sessão de encerramento da comissão, ficou claro que o relator não se deixou intimidar pelos ataques dos ambientalistas de aluguel. Segundo ele, “foi um orgulho ter feito esse trabalho pelo meu país”. “O objetivo de meu trabalho foi regularizar a vida de 90% dos produtores que estão hoje na ilegalidade e ampliar e intensificar a proteção da floresta remanescente no país”, disse. Aldo criticou a condução dos debates por parte de alguns setores, que, segundo ele, “reduziram o tema a desconfianças mútuas, que não nos conduziram até hoje a nenhuma solução prática de interesse do país”. Apesar do sectarismo e da estreiteza manifestada por certos setores, e da intimidação de outros diante da demagogia ambiental, o resultado do trabalho da comissão foi bastante positivo para o país. Agora é esperar a aprovação no plenário e a sanção presidencial.

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Oito governadores deixaram o cargo para concorrer ao Senado

De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concorrerão a vagas no Senado nas eleições de 2010 onze candidatos que até o começo do ano governavam seus estados. Eleitos em 2006, eles deixaram seus cargos para tentar ocupar uma cadeira no Senado. São eles: Eduardo Braga (AM), Waldez Goes (AP), Aécio Neves (MG), Blairo Maggi (MT), Wellington Dias (PI), Vilma Faria (RN), Ivo Cassol (RO) e Roberto Requião (PR).
Também eleitos governadores em 2006, concorrerão ao Senado Cássio Cunha Lima (PB) e Marcelo Miranda (TO). Eles tiveram seus diplomas cassados pelo TSE e deixaram os mandatos antes de completá-los.
Em 3 de outubro haverá eleições para 54 das 81 vagas no Senado, o que representa dois terços da Casa. Dos atuais senadores, 31 deles buscam a reeleição.
Enquanto a senadora Marina Silva (PV-AC) se candidata à Presidência da República, outros senadores investem em candidaturas nos seus estados: ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante (PT-SP); ao de Minas Gerais, Hélio Costa (PMDB-MG); ao de Santa Catarina, Ideli Salvatti (PT-SC); ao do Amazonas concorre o senador Alfredo Nascimento (PR); ao de Alagoas, Fernando Collor (PTB); ao de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB); ao do Piauí, João Vicente Claudino (PI); e ao do Paraná, Osmar Dias (PDT-PR).
E, ainda, dois membros da atual legislatura vão concorrer a deputado federal - Sergio Guerra (PSDB-PE) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - e um a suplente de senador. A senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) concorrerá ao cargo de deputada estadual. Por outro lado, doze senadores - entre eles Serys Slhessarenko (PT-MT) e Sérgio Zambiasi (PTB-RS) - decidiram não se candidatar a nenhum cargo político nas eleições de 2010.

Iara Farias Borges / Agência Senado

Na Mira do Belmiro

Os bancos e os ribeirinhos

Numa demonstração de sensibilidade e atenção às especificidades regionais e às demandas gritantes da economia do beiradão amazônico, a Caixa Econômica Federal acaba de abrir licitação para a construção de agências-barco, uma iniciativa pioneira, socialmente ousada, economicamente oportuna e ambientalmente sustentável. Nas premissas estipuladas a agência-barco deve oferecer serviços e soluções bancários com padrões de segurança, vigilância armada, sistema de monitoramento de imagens, controle de acesso e sistema de localização e rastreamento. Alguns benefícios elementares da era digital dos quais o ribeirinho ainda é excluído. É o ensaio da esperada inclusão bancária, dentro de parad igmas de modernidade e acatamento às premissas da cidadania. Na etapa inicial, os barcos-agência atenderão a população do Médio Solimões, de 9 municípios, com população aproximada de 260 mil habitantes, numa área de 125 mil quilômetros quadrados, quase uma vez e meia o território de Portugal. Abertura de contas, pagamento de PIS, FGTS, seguro-desemprego, defeso, bolsa-família, micro-crédito produtivo, construcard, para a construção civil, moradia e por aí vai... Serviços básicos e até aqui inimagináveis para milhares de ribeirinhos. De quebra, a agência-barco dará suporte a programas sociais de saúde e educação, além de proteção ambiental. Com ousadia, criatividade e responsabilidade social, fica provado, é só querer fazer e avançar. Enquanto isso, o Banco da Amazônia, criado com o dinheiro da exploração da borracha, continua anunciando recursos pródigos, porém, burocraticamente inacessíveis para quem de fato precisa. Segue, ainda, prometendo aos ribeirinhos do Amazonas a interiorização de suas agências que, infelizmente, sob as mais desconcertantes justificativas, permanecem no papel. Prestes a completar 70 anos, o BASA não conseguiu implantar agência em 7 municípios do interior. Os diretores das entidades da indústria e do comércio local não disfarçam o riso da ironia com as repetidas promessas de novos recursos. A última beirou R$ 800 milhões “para enfrentar a crise” e praticamente nada significou para micro e pequeno s empresários que se meteram a disputar modestas fatias de repasses. A burocracia do financiamento se mostra tão intrincada e intransigente que desestimula a ousadia de empreendedores em apuros no primeiro bloco das formalidades. Há exceções, é claro, de barcos de inexigibilidades de licitação e agências que manipulam recursos públicos para sucatas de ônibus com fachada de novos e fazendas-fantasmas de políticos oportunistas a zombar das demandas de quem realmente precisa dessa lendária instituição. Até quando?

Zoom-zoom

Assassinato de mulheres – Impõe-se uma gritaria cívica para brecar essa onda sinistra de assassinato de mulheres. E não me refiro apenas às notícias de pessoas destacadas de Manaus ou do goleiro Bruno do Flamengo. A onda pode ser aferida nas Delegacias de Mulheres, onde as estatísticas crescem e descrevem essa anomalia social inaceitável.

Álcool e obesidade – O consumo de álcool aumentou substantivamente entre mulheres e jovens no Amazonas e as taxas de obesidade no Estado está entre as mais elevadas do país. É preciso utilizar as verbas publicitárias dos governos para disseminar informações a respeito desses dois graves problemas de saúde pública.

Apreensão das entidades – Com a proximidade do Dia das Crianças e das festas de final de ano, as entidades do comércio e da indústria já começam a manifestar suas preocupações com movimentação de cargas na estrutura portuária e aeroportuária local. Com a realização da Copa, só na indústria foi contabilizado R$ 1,2 bilhão com a retenção de insumos e produtos.

CBA, o começo do fim – Diversas vezes nesta Mira manifestamos nossa inquietação com a indefinição institucional e operacional do Centro de Biotecnologia da Amazônia, o embrião do pólo de bioindústria da ZFM. Pois é. Se nada for feito, só há recursos para funcionar até setembro. Depois, será o fim. Uma verdadeira tragédia.

Belmiro Vianez Filho é empresário e membro do Conselho Superior da Associação Comercial do Amazonas.

belmirofilho@belmiros.com.br

Opinião, Notícia e Humor

MANCHETES DO DIA

(Se você não teve tempo hoje de ler os principais jornais do País, leia-os agora ao final do dia)

O GLOBO
ELEIÇÕES ADIAM PROJETOS QUE INCENTIVAM ECONOMIA

Congresso deixa votação de medidas estratégicas para 2011. O Congresso Nacional encerrou os trabalhos do primeiro semestre sem votar nenhum projeto da chamada agenda microeconômica do governo, considerada estratégica para destravar o ambiente de negócios e dar sustentação ao crescimento. Entre os textos em tramitação, estão o que muda o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência e o que limita o aumento de gastos com pessoal nos três poderes. E, segundo líderes governistas, por causa das eleições, não deve haver mais clima para aprovar projetos relevantes este ano. Para economistas. dessa forma, a economia brasileira se expandirá num ritmo menor. (Págs. 1 e 17)

FOLHA DE S. PAULO
ESTADO TAXA FRETADOS, E TARIFA PODE TER AUMENTO

Medida inclui a renovação da frota e afeta São Paulo, Campinas e Santos. Duas medidas do governo estadual impõem mais custos a empresas que fazem o transporte fretado de passageiros nas regiões metropolitanas. Despesas dos usuários devem aumentar, relata José Benedito da Silva. As resoluções, tomadas neste mês pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos, incluem a renovação compulsória de parte da frota, além da criação de uma taxa mensal por veículo. Nos próximos três anos, empresas que atuam nas regiões de São Paulo, Campinas e Baixada Santista terão que tirar de circulação veículos com mais de 15 anos – 25% da frota até 2013. A taxa mensal será de "remuneração de serviços de gerenciamento". Segundo as empresas, o pagamento significa despesa anual de R$ 600 por ônibus fretado. Antes, gastos equivalentes eram de R$ 200. (Págs. 1 e C1)


O ESTADO DE S. PAULO
PAÍS QUER PAGAR ONU PARA REAVER US$ 3 BI

Para agilizar a repatriação de recurso enviado ilegalmente ao exterior, novo secretário de Justiça propõe doar parte às Nações Unidas. Com o objetivo de acelerar a repatriação de US$ 3 bilhões bloqueados em paraísos fiscais, o Brasil quer ser o primeiro país a doar para as Nações Unidas parte dos ativos recuperados. O dinheiro é resultado de práticas de corrupção, sonegação e narcotráfico. A proposta é do novo secretário nacional de Justiça, Pedro Vieira Abramovay. "A gente quer ser o primeiro país a fazer isso para que a ONU se torne um agente de convencimento e o dinheiro volte mais rápido ao Brasil." Abramovay ocupa o cargo em substituição ao delegado Romeu Tuma Júnior, exonerado após uma série de reportagens do Estado, que revelou seu envolvimento com Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li - suspeito de integrar a máfia chinesa. (Págs. 1 e Nacional A4)

JORNAL DO BRASIL
VENDA DE ARMAS AUMENTOU 70%

No ano passado, foram 116 mil. Cinco anos depois do referendo que manteve a venda de armas de fogo, previsto no Estatuto do Desarmamento, a comercialização aumentou 70% em todo o país. Segundo o Exército, enquanto em 2006 foram 68 mil, no ano passado o número bateu 116.900 armas. Para especialistas, o crescimento é preocupante por serem revólveres e pistolas os responsáveis pela maioria dos crimes. (Págs. 1 e País A7)

CORREIO BRAZILIENSE
MILIONÁRIOS DE OLHO NA CÂMARA LEGISLATIVA

Dos 802 candidatos a deputado distrital, 34 não têm por que reclamar da falta de dinheiro. O patrimônio declarado de cada um deles supera R$ 1 milhão. Desse seleto grupo, nove engordaram a conta bancária durante o mandato e agora buscam a reeleição. (Págs. 1 e 21)

VALOR ECONÔMICO
PREVIDÊNCIA SEM REFORMA

Lula terminará o mandato sem concluir a reforma previdenciária. O projeto que cria previdência complementar para funcionários públicos não será votado este ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terminará o governo sem concluir a reforma previdênciária que iniciou no seu primeiro mandato. O projeto de lei 1992, que institui a previdência complementar para funcionários públicos federais, não será votado este ano. O projeto, encaminhado por Lula em maio de 2007, dorme nas gavetas da Comissão de Trabalho da Câmara, onde não conseguiu avançar um milímetro. "Os próprios parlamentares não quiseram que o projeto avançasse, não quiseram brigar com os servidores públicos", disse um ministro ao Valor. "Não tem lobby mais poderoso do que o do funcionalismo, especialmente do Judiciário", acrescentou.


Veja também...

ARTIGOS

'O papel do governo é ser indutor de financiamentos para moradia' (O Estado de S. Paulo)

Secretária de Habitação do Ministério das Cidades. A titular da Secretaria Nacional de Habitação, do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, admite dificuldades na construção de unidades para as classes mais baixas em São Paulo. "A capital tem pouca terra e o custo é alto", diz. "Mas, a ideia é que as demais esferas do poder público participem do Minha Casa Minha Vida, assim como o setor privado, Os municípios têm de ser um indutor da ocupação do solo, disponibilizar áreas para habitação popular. O papel do Estado hoje não é mais de construtor, mas de indutor de investimentos para moradia". É como Inês enxerga o programa federal. "Com os subsídios, nós criamos um mercado para uma parte da população que não tinha acesso a financiamento para comprar a casa própria", alega. "Com isso, estimulamos o setor a construir para as classes baixas e, ao mesmo tempo, produzimos moradia formal para essa parcela da população que vive em assentamentos irregulares."

A politicalha jabulani (Correio Braziliense)
A prestação de serviços no exterior (Valor Econômico)
A regulação vai ao campo (Valor Econômico)
De presas a predadores (Valor Econômico)
Educação, ciências e o futuro do Bric (O Estado de S. Paulo)
Gestão: o desafio da qualidade (Correio Braziliense)
Muita demanda para pouca poupança (O Estado de S. Paulo)
O 'dilmômetro' de Lula (O Estado de S. Paulo)
Por uma agência nacional de inovação (O Estado de S. Paulo)
Poupança: proposta para 2011 (Valor Econômico)
Propaganda enganosa (O Globo)
STF - formalismo versus cidadania (O Estado de S. Paulo)

COLUNAS

"Ex-presidente não tem que se meter no governo" (O Estado de S. Paulo - Dora Kramer)

A primeira-dama Marisa Letícia cortou, ela mesma, seus cabelos ao ver o Brasil ser eliminado da Copa. A derrota do Brasil na Copa do Mundo tirou a primeira-dama Marisa Letícia do sério. Durante momento de tristeza profunda, ela passou a mão na tesoura e cortou os próprios cabelos. Mesmo sendo reconhecida pela família por saber aparar, desta vez ela não acertou. E procurou, na segunda-feira passada, Wanderley Nunes. Quis consertar o mal feito que resultou em pontas tortas. Às 16h, a coluna encontrou a mulher do presidente Lula com a manicure Eliane Silva, caprichando nas suas unhas, em canto reservado do salão. Acomodada em uma cadeira alta, unhas ganhando a coloração "Salto Alto" (vermelho vibrante da Colorama), Marisa Letícia foi simpática na aproximação da repórter. Suas sobrancelhas já estavam cobertas por leve camada de tintura e seus cabelos molhados esperavam as novas mechas loiras e corte. Em clima descontraído, Nunes, seu cabeleireiro há oito anos, chega depois da primeira-dama e logo observa: "Dona Mariiiiisa, eu estava te vendo de longe e achei a senhora parecida com o Rod Stewart". Gargalhadas gerais. Ao lado da dupla, a fiel nora Marlene Araújo, casada com Sandro, acompanha os trabalhos de Wanderley com atenção. É para ela que a sogra reclama em tom de brincadeira: "Aí, Marlene, ele não para de cortar. Cuidado, Wanderley, menos, senão meu cabelo vai enrolar". Com a segurança de quem sabe o que está fazendo, o hairstylist responde: "Pelo amor de Deus, dona Marisa, se comporte. Não posso deixar nenhuma ponta". Novas risadas.

Acordo comercial tem embaraço no Brasil (Valor Econômico - Brasil)
BC menos conservador? Discussão ganha força (Valor Econômico - Por dentro do mercado)
Bernardo se reúne com representantes de servidores (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Futebol, crime e política (Valor Econômico - Política)
Governança passa longe da decisão do investidor (Valor Econômico - De Olho na Bolsa)
Intervenção branca (Jornal de Brasília - Cláudio Humberto)
Lula busca bancada maior no Senado (Jornal do Brasil - Informe JB)
Para subir o tom da campanha (Jornal de Brasília - Do Alto da Torre)
Partidos de programa (Jornal do Brasil - Coisas da Política)

ECONOMIA

'Quem faz casas para os pobres é o Estado, não a iniciativa privada' (O Estado de S. Paulo)

O secretário de Habitação de São Paulo, Lair Krähenbühl, reclama que os recursos do Minha Casa Minha Vida para Habitação são insuficientes para a construção de moradia para a baixa renda no Estado. "Não se constrói nada com R$ 52 mil aqui", diz. Segundo ele, se quiser usufruir do financiamento federal, o governo estadual terá de complementar o valor de cada unidade com até R$ 50 mil. "Não interessa ao mercado imobiliário construir para a faixa de renda de até 3 salários. Quem tem de construir casas para as famílias pobres é o Estado", diz Krähenbühl. Na avaliação do secretário, as unidades do programa não estão de acordo com o padrão estabelecido pelo Estado. "Aqui as unidades (CDHU)custam, R$ 90 mil porque têm luz solar, piso, azulejo, três quartos e estão muito bem localizados." Lair acusa o governo de falta de transparência. "Eu não sei o que a Caixa Econômica Federal está fazendo no Estado, E preciso saber, porque, se eles financiam empreendimentos na Zona Leste, eu posso direcionar meus recursos para a Zona Oeste. Assim, unimos os esforços. Constroem em áreas distantes e o Estado tem de levar infraestrutura, o que custa muito mais do que moradia. Inclui transporte, escolas, hospitais."

Ajuste de 1999 do Brasil é exemplo, diz Arminio (Valor Econômico)
Angra lidera exportações no semestre (Valor Econômico)
Antecipação de recebíveis tem novo modelo (Valor Econômico)
Aposta no lazer digital (Correio Braziliense)
Ações brasileiras serão negociadas em Hong Kong (Valor Econômico)
Bancos apostam em contas para cartões (Valor Econômico)
BID quer parceria com BNDES para a infraestrutura (Valor Econômico)
Briga pela Vivo mostra relevância do Brasil (O Estado de S. Paulo)
Comando fora de alcance (Valor Econômico)
Construtora vai ao supermercado vender imóvel (O Estado de S. Paulo)
Contribuição do Brasil vai além do setor de telecom (O Estado de S. Paulo)
Cresce a produção de peixe em hidrelétrica (O Estado de S. Paulo)
Crédito consignado, exemplo que funciona (O Globo)
Curta - Brasil (Valor Econômico)
Curtas - Empresas (Valor Econômico)
Curtas - Finanças (Valor Econômico)
Curto prazo atrai US$ 33,5 bilhões (Valor Econômico)
Destino de grandes fusões ficou incerto após o Senado adiar votação sobre Cade (Valor Econômico)
Economia empaca no Congresso (O Globo)
Eleições aquecem mercado de segurança (Valor Econômico)
Empresas mudam a abordagem para atingir a classe C (O Estado de S. Paulo)
Estados querem mais verba federal para habitação (O Estado de S. Paulo)
Fator estreia no segmento de fundos imobiliários (Valor Econômico)
Fundo da Caixa recupera parte de perdas com Banco Santos (Valor Econômico)
Governo investiu pouco (Jornal de Brasília)
Instituições ainda têm dificuldade para se financiar (Valor Econômico)
J&J regionaliza comando no Brasil e foca no varejo de pequeno porte (Valor Econômico)
Jovens levam pais para o SPC (Correio Braziliense)
Margem de lucro de produtor oscila entre 80% e 100% (O Estado de S. Paulo)
Medidas da CVM visam estimular ativismo societário (Valor Econômico)
Múltis precisam se adaptar (Valor Econômico)
Navios e embarcações de apoio viabilizaram 2 estaleiros (O Estado de S. Paulo)
Os 28 dias que mudaram a Lupatech (O Estado de S. Paulo)
Perspectivas de longo prazo são atrativos para europeias (O Estado de S. Paulo)
Petrobrás só encomenda 10% ao setor de máquinas (O Estado de S. Paulo)
Plataformas em mãos estrangeiras (O Estado de S. Paulo)
Poupança também bate recordes de captação (O Estado de S. Paulo)
Tecnologia e regulação limitam maior integração (Valor Econômico)
Vendas no varejo têm acomodação em junho (Valor Econômico)
POLÍTICA

8.864 vagas (Correio Braziliense)

Apesar das limitações da lei eleitoral, 36 órgãos públicos estão com concursos abertos em todo o país. Salários chegam a R$ 21,7 mil por mês. A corrida eleitoral está a todo vapor, mas pouco muda na rotina dos candidatos a uma vaga no serviço público. Segundo levantamento elaborado pelo Correio, somente nas esferas federal e estadual, 36 órgãos estão com seleções abertas para preencher 8.864 vagas, mais cadastro reserva para postos de todos os níveis de escolaridade. A expectativa, contudo, é de que os contratados totalizem 12 mil, já que a todo momento os órgãos precisam substituir servidores que largam o emprego, seja por pedido de demissão, seja por aposentadoria ou morte. Isso, sem contar os novos editais que deverão ser lançados até o fim do ano. Os salários chegam a R$ 21,7 mil. O presidente da Associação Nacional de Proteção aos Concursos (Anpac) e da Vestcon, Ernani Pimentel, explica que, durante o período eleitoral, as convocações estão suspensas. Os aprovados em cargos do Legislativo e Executivo terão de esperar o próximo ano para tomar posse. Só podem contratar, no segundo semestre, os órgãos que homologaram os aprovados até o último dia 3, data que marcou exatamente três meses de antecedência do pleito. Daí a corrida pela homologação(1) observada no mês passado. “As unidades podem continuar a fazer concursos normalmente. Em média, além dos novos cargos autorizados, são abertas 300 mil vagas por ano em todas as esferas só para substituir servidores aposentados, mortes e pedidos de demissão”, diz Pimentel.

Alencar faz cateterismo e passa bem (O Estado de S. Paulo)
Alencar passa por cirurgia (Correio Braziliense)
Arrasta-pé em busca do voto (O Estado de S. Paulo)
Campanha em ritmo de forró (O Globo)
Candidato à revelia do partido (Correio Braziliense)
Centrais atacam Serra para ajudar Dilma (O Globo)
Centrais sindicais atacam Serra via PT (O Globo)
Como nascem as pesquisas (Correio Braziliense)
Congresso avalia a criação de conselho para fiscalizar TCEs (O Estado de S. Paulo)
Coordenação de Dilma ficará com PT e PMDB (O Globo)
Crivella: bens avaliados em R$734 mil (O Globo)
Curta - Política (Valor Econômico)
Dilma não detalha ideias, mas quer voto feminino (O Estado de S. Paulo)
Em ponto de asfixia (O Globo)
Empresários temem Estado de Dilma e BC de Serra (Valor Econômico)
Escândalos esquentam eleição para deputado estadual no PR (Valor Econômico)
Final da Copa, ao lado de Lula (O Globo)
General é demitido da Poupex por destratar viúvas (O Globo)
Gênero está em evidência, diz ministra (O Estado de S. Paulo)
José Alencar passa por mais uma cirurgia (O Globo)
Magistrados serão punidos com demissão sumária (Jornal do Brasil)
Meio bilhão em multas pelo ralo (Correio Braziliense)
Na ficha de candidatos, até homicídio (O Globo)
No Paraná, Assembleia mobiliza eleitor (Valor Econômico)
Plano oficial incentiva o fumo (O Estado de S. Paulo)
Políticos tucanos com Cabral (Jornal do Brasil)
Presidente do PV diz não ter esperança de fidelidade (O Globo)
Programa de Serra vai destacar saúde da mulher (O Estado de S. Paulo)
Sayad nega ingerência política na TV Cultura (O Estado de S. Paulo)
Serra mira Nordeste e Marina, Sudeste (Valor Econômico)
Um setor que não anda bem (O Globo)

Agenda de 12 a 16 de julho no Congresso Nacional

Plenário do Congresso Nacional

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP), anunciou a realização de sessão do Congresso Nacional amanhã, terça-feira (13), às 12h, para a promulgação de duas propostas de emenda à Constituição aprovadas pelos senadores no esforço concentrado. Foram aprovadas - graças a acordo de líderes, que decidiram suprimir os prazos de discussão - a PEC 28/09 e a PEC 42/08. A primeira, a chamada PEC do Divórcio, facilita a dissolução do casamento civil, suprimindo o requisito de separação judicial prévia por mais de um ano ou de separação de fato por mais de dois anos. Já a segunda, apelidada de PEC da Juventude, abre espaço para a criação de políticas públicas destinadas a este segmento da população. Segundo essa medida, o Artigo 227 da Constituição passará a ter a seguinte redação: "É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão".
Leia a matéria completa na Agência Senado.

Plenário da Câmara

Três MPs trancam a pauta do Plenário nesta semana

Poderão ser votadas duas MPs sobre a organização das Olimpíadas de 2016 e a MP que aumenta o limite de financiamentos do BNDES. A pauta do Plenário desta semana tem três medidas provisórias, todas trancando os trabalhos. Duas delas (MPs 488/10 e 489/10) tratam dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados na cidade do Rio de Janeiro, e a outra (487/10) modifica limites de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Plenário terá sessões de votação a partir desta terça-feira (13). Esta será a última semana de votações antes do recesso parlamentarInterrupção temporária das atividades legislativas. Não havendo convocação para sessão legislativa extraordinária, o recesso da Câmara e do Senado será de 18 a 31 de julho e de 23 de dezembro a 1º de fevereiro. A primeira MP a ser votada é a 487/10, que aumenta em R$ 80 bilhões o limite de financiamentos que o BNDES poderá conceder para a compra e produção de bens de capital. Esses financiamentos contam com subvenção econômica da União e podem ser concedidos também para a produção de bens de consumo de exportação e para projetos de inovação tecnológica. A MP também beneficia os estados, que poderão contratar novos empréstimos caso os seus PIBs tenham apresentado crescimento real baixo ou negativo por quatro trimestres consecutivos. De acordo com o governo, essa mudança foi necessária devido à queda de arrecadação dos estados e do Distrito Federal por causa da crise econômica do ano passado.

Olimpíadas

A segunda MP em pauta é a 488/10, que autoriza a União a criar a Empresa Brasileira de Legado Esportivo (Brasil 2016) para prestar serviços às entidades públicas ligadas à realização dos Jogos Olímpicos de 2016. Vinculada ao Ministério do Esporte, a nova empresa terá sede no Rio de Janeiro. Ela deverá elaborar e revisar estudos e projetos das obras ou serviços relacionados aos Jogos e poderá até mesmo firmar contratos diretamente com os fornecedores e construtores. Sua dissolução está prevista para 2018, com prorrogação máxima de dois anos.

Autoridade olímpica

Já a MP 489/10 autoriza a União a participar da Autoridade Pública Olímpica (APO), que funcionará na forma de consórcio para coordenar as ações governamentais dirigidas ao evento. Também farão parte da APO os governos do estado e do município do Rio de Janeiro. A criação dessa entidade está prevista no Projeto de Lei 7374/10, enviado pelo governo ao Congresso em maio deste ano. A MP flexibiliza procedimentos da Lei das Licitações (8.666/93) e propõe um regime específico para a compra de bens e a contratação de obras e serviços, inclusive de engenharia e de infraestrutura aeroportuária. Segundo o governo, as medidas são necessárias para evitar atrasos no cronograma de preparação das Olimpíadas.

Reportagem – Eduardo Piovesan Edição – Pierre Triboli

Plenário do Senado


Depois do esforço concentrado que adiantou os trabalhos do Senado, o plenário do Senado só voltará a analisar projetos em agosto, em novo esforço concentrado. O presidente do Senado, José Sarney, anunciou, em entrevista na quinta-feira (8), acordo feito com a Câmara dos Deputados para a realização de sessões plenárias duas vezes por mês, a partir de agosto, em vários esforços concentrados. As datas para a realização das sessões ainda estão sendo agendadas. Esta é a solução encontrada para manter as votações do Congresso durante a campanha eleitoral, que terá três meses. Além da eleição para presidente da República, haverá escolha de novos governadores, senadores e deputados.A primeira reunião já seria realizada na primeira quinzena de agosto, após o recesso parlamentar, previsto constitucionalmente para ocorrer entre 18 e 31 de julho, caso a Lei de Diretrizes Orçamentárias seja aprovada. A aprovação da LDO, em sessão do Congresso Nacional, ocorreu na manhã desta quinta-feira (7).- Com a votação da LDO, já temos condições de entrar em recesso de acordo com a Constituição, e isso faremos na próxima sexta - disse o presidente do Senado.Na entrevista, Sarney também comemorou o bom resultado da sessão deliberativa da última quarta-feira (7), quando os parlamentares aprovaram a criação da nova estatal Pré-Sal Petróleo S/A, além de propostas de emenda à Constituição (PECs) e vários projetos de lei. Em Plenário, Sarney anunciou o agendamento da sessão de promulgação das PECs para a próxima terça-feira (13), às 12h.

Veja também as agendas das comissões...

    Agenda das comissões da Câmara

    TERÇA-FEIRA (13)

    Comissão de Direitos Humanos e Minorias

    Seminário "Os 20 anos do ECA e as políticas públicas: conquistas e desafios". Auditório Nereu Ramos, às 9h.

    Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

    Seminário "Ano Internacional da Biodiversidade: os desafios para o Brasil". Plenário a definir, às 9h.

    Comissão de Direitos Humanos e Minorias

    Seminário "Os 20 anos do ECA e as políticas públicas: conquistas e desafios". Auditório Nereu Ramos, às 14h.

    Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

    Seminário "Ano Internacional da Biodiversidade: os desafios para o Brasil". Plenário a definir, às 14h.Comissão de Educação e Cultura Audiência pública sobre o PDC 2403/10, que valida o acordo sobre a criação de um sistema de credenciamento de cursos de graduação no Mercosul.Foram convidados o representante do Ministério da Educação, Roberto Wollinger; o presidente do Conselho Nacional de Educação, Antonio Ronca; e o representante do Fórum das Entidades do Ensino Superior Particular, o Antonio Nero.Plenário 10, às 14h30.

    Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural

    Audiência pública sobre o PL 5424/09, que concede subvenção econômica ao produtor rural para o fomento e desenvolvimento sustentado da agricultura no País.Foram convidados, entre outros, os presidentes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, senadora Kátia Abreu (DEM-TO); do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann; e da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Leal. Plenário a definir, às 14h30.

    Comissão de Finanças e Tributação

    Audiência pública sobre a taxa de fiscalização para custear o controle da produção de bebidas.Foram convidados, entre outros, o ministro da Fazenda, Guido Mantega; o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo; o presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Martins; e o presidente da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil, Fernando de Bairros. Plenário a definir, às 14h30.

    Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

    Votação de projetos e requerimentos. Plenário 1, às 14h30.

    Comissão Especial da Remuneração dos Policiais Militares

    Elaboração da redação para o segundo turno da PEC 300/08, sobre o piso salarial dos policiais. Plenário a definir, às 14h30.

    QUARTA-FEIRA (14)

    Comissão de Direitos Humanos e Minorias

    Seminário "Os 20 anos do ECA e as políticas públicas: conquistas e desafios". Auditório Nereu Ramos, às 9h.

    Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

    Seminário "Ano Internacional da Biodiversidade: os desafios para o Brasil". Plenário a definir, às 9h.Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e ComércioVotação de projetos e requerimentos. Plenário 5, às 9h.

    Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público

    Votação de projetos e requerimentos. Plenário 12, às 9h30.

    Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação

    Lançamento da Agenda Legislativa da Pesquisa e Inovação. Plenário 13, às 9h30.

    Comissão de Viação e Transportes

    Audiência pública para esclarecimentos sobre a atual situação dos aeroportos brasileiros.Foram convidados, entre outros, a secretária de aviação civil do Ministério da Defesa, Fabiana Todesco; a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira; e o diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Infraero, Jaime Parreira. Plenário 11, às 10h.

    Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural

    Votação de projetos e requerimentos. Plenário 6, às 10h.Comissão de Constituição e Justiça e de CidadaniaVotação de projetos e requerimentos. Plenário 1, às 10h.

    Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional

    Votação de projetos e requerimentos. Plenário 15, às 10h.

    Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática

    Votação de projetos e requerimentos. Plenário 13, às 10h.

    Comissão de Educação e Cultura

    Votação de projetos e requerimentos. Plenário 10, às 10h.

    Comissão de Finanças e Tributação

    Votação de projetos e requerimentos. Plenário 4, às 10h.

    Comissão de Defesa do Consumidor

    Votação de projetos e requerimentos. Plenário 8, às 10h.

    Comissão de Minas e Energia

    Votação de projetos e requerimentos. Plenário 14, às 10h.

    Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional

    Votação de projetos e requerimentos. Plenário 3, às 10h.

    Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional

    Audiência pública sobre o PLP 559/10, que cria uma contribuição social de 2% sobre as remessas de dinheiro ao País por brasileiros que vivem no exterior.Foram convidados o chefe da Divisão das Comunidades Brasileiras no Exterior do Ministério das Relações Exteriores, Aloysio Gomide Filho; e o conselheiro acadêmico do Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior, Décio Kanagawa. Plenário 3, às 11h.

    Comissão Especial dos Agentes de Segurança Privada

    Discussão e votação do parecer do relator, Professor Setimo (PMDB-MA). Plenário a definir, às 13h.

    Comissão de Direitos Humanos e Minorias

    Seminário "Os 20 anos do ECA e as políticas públicas: conquistas e desafios". Auditório Nereu Ramos, às 14h.Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento SustentávelSeminário "Ano Internacional da Biodiversidade: os desafios para o Brasil". Plenário a definir, às 14h.

    Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional

    Audiência pública para discussão sobre uma nova política de combate às drogas.Foram convidados o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa; e o diretor de Combate ao Crime Organizado, Roberto Cicilliati Filho. Plenário 3, às 14h.

    Comissão de Seguridade Social e Família

    Votação de projetos e requerimentos. Plenário 7, às 14h.

    Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado

    Votação de projetos e requerimentos. Plenário 6, às 14h.

    Comissão Especial sobre a Remuneração dos Advogados Públicos

    Votação do parecer do relator, deputado Mauro Benevides (PMDB-CE). Plenário a definir, às 14h30.

    Comissão Especial da Reforma Universitária

    Discussão e votação do parecer do relator, deputado Jorginho Maluly (DEM-SP). Plenário 8, às 14h30.

    Comissão Especial sobre Contribuição de Inativos

    Votação do parecer do relator, deputado Luiz Alberto (PT-BA). Plenário 11, às 14h30.

    Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural

    Audiência pública sobre a normatização do georreferenciamento de imóveis rurais.Foi convidado o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart. Plenário a definir, às 15h.

    Comissão Especial do Tempo Integral nas Escolas

    Apresentação, discussão e votação do parecer da relatora, deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO). Plenário 4, às 15h30.

    QUINTA-FEIRA (15)

    Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

    Votação de projetos e requerimentos. Plenário 1, às 10h.

    Agenda das comissões do Senado

    TERÇA-FEIRA (13)

    Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA)

    A comissão vota, entre outros, projeto que reduz a base de cálculo da contribuição devida pelas entidades de turfe à Comissão Coordenadora da Criação do Cavalo Nacional. No sistema de contabilidade federal, esse pagamento se chama Contribuição sobre Apostas em Competições Hípicas e é recolhido sobre o valor total do movimento geral de apostas verificadas no mês. Sala 7 da Ala Alexandre Costa, às 9h30.

    Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)

    Empresas que contratarem trabalhadores jovens, com idade entre 18 e 24 anos, ou com mais de 50 anos poderão ter desconto no Imposto de Renda devido. Dois projetos que tratam da concessão de incentivos fiscais a empresas que admitirem funcionários nessas faixas etárias serão analisados pela comissão. Outro projeto concede abatimento no Imposto de Renda (IR) às pessoas físicas e jurídicas que façam doações financeiras a fundos públicos de geração de emprego. Sala 19 da Ala Alexandre Costa, às 10h.

    Comissão de Assuntos Sociais (CAS)

    A comissão realiza audiência pública sobre a regulamentação da profissão de comerciário, com representantes de empresários e trabalhadores do setor. Estão convidados para o debate o deputado Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical; Artur Henrique da Silva Santos, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Roque Pellizzaro Júnior, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas; José Paulo Dornelles Cairolli, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil; e Antonio de Oliveira Santos, presidente da Confederação Nacional do Comércio. Sala 9 da Ala Alexandre Costa, às 10h.

    Comissão de Assuntos Sociais (CAS)

    A comissão vota projeto que regulamenta o exercício da profissão de analista de sistemas. Também em análise projeto que determina que alunos com diabetes, hipertensão ou anemia recebam alimentação diferenciada em escola pública. As matérias têm decisão terminativa na comissão. Sala 9 da Ala Alexandre Costa, às 11h30.

    QUARTA-FEIRA (14)

    Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT)A comissão analisa projeto que altera o Código Eleitoral estabelecendo normas para as eleições,incluindo a propaganda paga na internet. Ainda na pauta, projeto que estabelece mecanismo de participação popular na elaboração de lei pelo Congresso Nacional. Na mesma reunião, a CCT vota 34 projetos de decreto legislativo de autorizações para funcionamento de rádios comunitárias, rádios FMs e emissoras de TV. Sala 13 da Ala Alexandre Costa, às 8h30.

    Comissão de Assuntos Sociais (CAS)

    A comissão realiza audiência pública para debater e apresentar sugestões ao diagnóstico precoce do câncer infanto-juvenil como política de estado. Participam Francisco Neves, superintendente do Instituto Ronald McDonald; Cláudio Galvão Castro Júnior, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica; Luiz Antonio Santini Rodrigues da Silva, diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer; e Rilder Flávio Paiva Campos, diretor-presidente da Casa Durval Paiva. Sala 9 da Ala Alexandre Costa, às 9h.

    Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)

    Os estados produtores de energia elétrica e de petróleo e derivados - como lubrificantes e combustíveis - poderão passar a cobrar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em operações de venda desses produtos a outros estados. É o que está previsto em proposta de emenda à Constituição (PEC) em análise pela comissão. Outra proposta conhecida como PEC dos Municípios que devolve aos estados a autonomia para criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios, também está na pauta de votação. Sala 3 da Ala SenadorAlexandre Costa, às 10h.

    Agenda das comissões do Congresso Nacional

    QUARTA-FEIRA (14)

    CPMI do MST

    Discussão e votação do relatório final. Sala 2 da Ala Nilo Coelho, no Senado, às 14h.
    Fontes:

    Agência Câmara
    Agência Senado

Hiram Reis e Silva

Logo da Copa ou do ParTido?

O logotipo da Copa de 2014 vai ganhando cada vez mais espaço na mídia. Seu feio e óbvio formato de Copa verde-amarela parece sugerir que seus criadores estão contando como certa a vitória da seleção brasileira. O formato lembra, ainda, uma face encoberta por uma mão envergonhada diante da violência e dos inúmeros desvios de conduta moral que assolam a nação. Talvez, o mais polêmico item do famigerado símbolo, seja um 2014 vermelho que deveria, se não conhecêssemos os meandros do poder, retratar a cor do continente americano, caso seus criadores tivessem importado a cor que representa a América no símbolo olímpico. Os anéis criados, em 1913, representam os cinco continentes harmonicamente irmanados pelo esporte: Verde - Europa, Amarelo - Ásia, Preto - África, Azul - Oceania e, finalmente, Vermelho - América. Certamente, a intenção dos artífices não foi homenagear o continente americano, mas o ParTido político que aprovou o ‘logo’ mais horrendo de todas as Copas Mundiais.

Brasil apresenta oficialmente logotipo da Copa 2014

Fonte: Celso Paiva, Quinta, 08 de julho de 2010 (Direto de Johannesburgo)

“Acabou o mistério, e o logotipo da Copa do Mundo de 2014 já é oficialmente do conhecimento de todos. O COL (Comitê Organizador Local) apresentou o desenho, que tem uma clara referência à Taça FIFA, nesta quinta-feira, em um evento realizado em Joahannesburgo que marcou o pontapé inicial para a competição em solo brasileiro. A logomarca tem o esboço da imagem do troféu do Mundial sendo formado por três mãos. As cores que predominam são o verde e o amarelo, presentes na bandeira do Brasil, mas o número 2014 foi pintado de vermelho. Em baixo do desenho, está escrito ‘FIFA World Cup’ (Copa do Mundo FIFA) em azul e ‘Brasil’ em verde. Para a escolha do emblema, que estará nas camisas de todas as seleções que participarão das Eliminatórias do Mundial e também da competição a ser organizada pelos brasileiros, foi reunida uma comissão de notáveis - o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, o secretário-executivo da FIFA, Jérôme Valcke, o arquiteto Oscar Niemeyer, o escritor Paulo Coelho, a cantora Ivete Sangalo, a modelo Gisele Bündchen e o designer Hans Donner -, que escolheram entre opções sugeridas por várias agências. (...)”

Designer critica logo da Copa 2014: ‘É uma porcaria’

Fonte: Dayanne Sousa - Sexta, 9 de julho de 2010 (terramagazine.terra.com.br)

“O logotipo da Copa do Mundo do Brasil não representa o país, sentencia o designer gráfico Alexandre Wollner. Autor de mais de 180 logotipos - entre eles alguns bem familiares, como o do Itaú ou da Papaiz - ele ficou bastante insatisfeito com a marca oficial da Copa de 2014. ‘É uma porcaria’, lamenta. A piada que ficou famosa no Twitter depois da divulgação do logo nesta quinta (8 de julho) comparou a marca com a silhueta do líder espírita Chico Xavier. Wollner também enxergou no desenho um rosto, mas fez uma crítica ainda mais ferrenha. - Olha bem para o desenho: é uma cara com a mão no rosto dizendo ‘que vergonha’. Sabe quando você fala ‘que vergonha’ e põe a mão no rosto? O objetivo do logo é representar a taça da Copa usando mãos que se entrelaçam. A escolha, porém, foi cercada de polêmica. A ADG (Associação dos Designers Gráficos do Brasil) publicou uma nota em que disse que foi excluída do processo pela FIFA. Além disso, o júri que elegeu o vencedor não foi composto por especialistas, mas tinha a modelo Gisele Bündchen, o escritor Paulo Coelho e a cantora Ivete Sangalo. Para Wollner, o processo foi antiético: - É isso que é a falta de ética. Não respeitam os profissionais, o profissionalismo. (...)”

Hiram Reis e Silva é Coronel e professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA), acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB), membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS) e colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br/

E-mail: hiramrs@terra.com.br

Fique de olho...


DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Segunhda-feira, 12 de julho de 2010

Destaques nacionais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Inep republica portaria que prorroga as inscrições do Enem

MAPA
Aprovado o zoneamento agrícola da pupunha em 12 estados

MCT
Concea normatiza funcionamento das Comissões de Ética no Uso de Animais

MINC
Cultura divulga premiados com projetos que desenvolvam soluções criativas de produção

MEC
Inep divulga resultado do Exame Celpe-Bras

MFZ
CVM regulamenta a atividade de analista de valores mobiliários

MS
Anvisa suspende fabricação e uso de produto farmacêutico para tratamento de varizes

Mais destaques


Seleções e concursos

Universidade Fed. Rural do Semi-Árido promove seleção pública para professor

UFPB realiza concurso público para professor de terceiro grau

DNPM divulga lista de candidatos classificados em concurso público

Mais concursos

sexta-feira, 9 de julho de 2010

José Sarney

Silêncio dos Sinos

Em Brasília, alterno meu dever de católico praticante dividindo as minhas missas dominicais entre a Capela do Cardeal Dom Falcão e São Pedro de Alcântara, onde é Pároco devotado o Padre Givanildo Ferreira. No último domingo fiquei estarrecido com a notícia que nos deram de que o Ibram (Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos) estava abrindo uma ação para parar os pequenos e modestos sinos da igreja. Um morador da área, desses que devem ter horror ao canto dos passarinhos, pediu, com base na lei dos ruídos, a punição dos sinos de São Pedro de Alcântara. As badaladas no interior de sua casa tinham um volume entre 46 e 62 decibéis. A medição externa havia comprovado que os toques não perturbavam ninguém. O nosso Padre Givanildo está em pânico com o calar dos sinos, e todos nós seus paroquianos. É a burrice de um órgão que, em vez de combater as violentas destruições do meio ambiente, a extinção das nascentes, faz o menor: investir contra os sinos, de sons milenares da civilização ocidental. Som de sino não é ruído, é benção, é fé. Como poderemos viver num mundo em que os sinos não dobrarão mais em finados nem repicarão nas aleluias? Penso e choro na saudade dos sinos da minha infância, quando só eles davam as notícias das pessoas que morriam, das missas que começavam, das ladainhas que eram entoadas em louvor aos santos de nossa devoção. Os muçulmanos usam nas suas mesquitas o canto dos muezins, chamando para as preces nas horas de oração. No Maranhão, na Igreja de São Pantaleão, onde passam os enterros, os defuntos são lembrados pelos dobres tristes e nos dias festivos pelas badaladas de alegria. Isto fez nascer um ditado popular: “Fulano é como os sinos de São Pantaleão, tanto chora quanto ri.” Tenho um amigo que, morando em Paris, ao lado da Catedral de Notre Dame, convidou-me para ir a sua casa só para ouvirmos os carrilhões que anunciam as matinas e as vésperas. O sino foi adotado pela igreja no século 5º para anunciar as quatro horas canônicas do Divino Ofício: hora 3ª, hora 6ª, do meio-dia, hora 9ª, das 3 da tarde, quando Jesus deu o último suspiro, e as vésperas, às seis da tarde, da Ave-Maria. Como viver num mundo dos sons livres das discotecas, dos carros de arrebentar ouvidos, e a solidão dos sinos calados, cujo silêncio dobra pela defunta humanidade. Lembro Fernando Pessoa: “Ó sino da minha aldeia / Dolente na tarde calma / Cada tua badalada / Soa dentro da minha alma.” São Pedro de Alcântara, perdoai o Ibram. Ele não sabe o que faz.

José Sarney
foi governador, deputado e senador pelo Maranhão, presidente da República, senador do Amapá por três mandatos consecutivos, presidente do Senado Federal por três vezes. Tudo isso, sempre eleito. São 55 anos de vida pública. É também acadêmico da Academia Brasileira de Letras (desde 1981) e da Academia das Ciências de Lisboa