segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Opinião, Notícia e Humor

MANCHETES DO DIA


Rachada entre candidatos governistas – três na Câmara e dois no Senado – a base de Lula cobrará a conta das eleições de hoje no Congresso. O PMDB pode ter vitória dupla. Qualquer que seja o resultado das eleições para as presidências da Câmara e do Senado, hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se preparava desde ontem para administrar as sequelas da guerra entre os partidos da base aliada, sobretudo no Senado, onde PMDB e PT travaram uma batalha em busca de votos para os candidatos José Sarney (PMDB-AP) e Tião Viana (PT-AC).

FOLHA DE SÃO PAULO
GUERRILHA SOLTA REFÉNS COM APOIO BRASILEIRO

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha anunciou, no início da noite de ontem, que as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) libertaram três policiais e um soldado que mantinham reféns. Até o fechamento desta edição, os quatro seguiam em dois helicópteros Cougar do Exército brasileiro em direção à cidade de Villavicencio (cerca de 120 km de Bogotá).

O ESTADO DE S. PAULO
DE OLHO EM 2010, CONGRESSO DECIDE HOJE PRESIDÊNCIA

A corrida presidencial de 2010 começa hoje para valer, com a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado, e quem larga na frente, com a força de grande cortejado com o qual ninguém quer se indispor, é o PMDB. Justamente o PMDB do senador José Sarney (AP), que disputa a presidência do Congresso com o petista Tião Viana (AC). Qualquer que seja o resultado da briga entre aliados na sucessão do Senado, quem vai administrar o estrago na base governista a partir de hoje é o Palácio do Planalto. Por isto mesmo, mais do que com a eleição, o governo preocupa-se com o day after da disputa.

JORNAL DO BRASIL

Na briga para ser palco da final da Copa do Mundo de 2014, o Rio recebeu ontem delegados da Fifa para uma visita técnica. Depois de um vôo de helicóptero pela cidade, para apresentação de projetos de infra-estrutura, Ricardo Teixeira, presidente da CBF, recebeu do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes garantias de que órgãos ligados ao setor turístico se comprometem a cumprir exigências de ampliação da rede hoteleira e ser viços de entretenimento. Márcia Lins, secretária estadual de Espor te, antecipou que o estádio do Maracanã deve ficar fechado por dois anos já a par tir do segundo semestre deste ano.
VALOR ECONÔMICO
PREÇOS AGRÍCOLAS VOLTAM A SE ELEVAR

Os preços agrícolas no atacado reverteram no mês passado a trajetória de queda registrada ao longo do segundo semestre de 2008. Entre dezembro passado e janeiro deste ano, os preços agrícolas subiram 6,2%, de acordo o Índice RC, calculado pela RC Consultores. Na comparação com janeiro de 2008, a alta do indicador foi de 1,3%. Na semana passada, em contrapartida, o índice, do qual fazem parte os preços de uma cesta de 17 produtos agropecuários no atacado de São Paulo, permaneceu praticamente estável em comparação com a semana anterior. Dos 17 preços que fazem parte do cálculo, os de carne bovina, frango, milho, leite tipo B, leite tipo C e ovos ficaram inalterados no período.

CORREIO BRAZILIENSE

Por determinação do presidente Lula, os bancos públicos anunciarão, até o próximo dia 13, uma redução conjunta dos juros dos empréstimos e do chamado spread — a diferença entre quanto pagam para captar recursos no mercado e quanto cobram para repassá-los à clientela. Lula exigiu a medida em reunião no último dia 22, no Palácio do Planalto, com os presidentes de cinco instituições. Na ocasião, deixou claro que cabe principalmente ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal irrigarem a economia com crédito mais barato, aumentando a competitividade no setor. Irritado, Lula fixou um prazo de 20 dias para que isso ocorra. Além do BB e da Caixa, a intimação vale para o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os bancos do Nordeste (BNB) e da Amazônia (Basa).

GAZETA MERCANTIL
COMPROMETE CAIXA PARA PAGAR IMPOSTO

Ao mesmo tempo que tem tomado medidas para promover a liquidez do mercado, o governo federal pegou as empresas de surpresa com a publicação da Medida Provisória 449 no início de dezembro - que começa agora a mostrar suas consequências. A MP restringe o uso de créditos com a Receita Federal para o pagamento de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), obrigando as companhias a usar caixa para arcar com os tributos. "É uma definição contraditória de alongar o prazo de pagamento com a MP 447, mas afetar o fluxo de caixa", diz Lindomar Schmöller, da PricewaterhouseCoopers. Isto porque a maioria das empresas brasileiras adota o recolhimento de IR e contribuição social por antecipação mensal, usando a chamada sistemática da estimativa ou suspensão/redução.

TRIBUNA DA IMPRENSA

A corrida presidencial de 2010 começa hoje para valer, com a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado, e quem larga na frente, com a força de grande cortejado com o qual ninguém quer se indispor, é o PMDB. Justamente o PMDB do senador José Sarney (AP) que disputa a presidência do Congresso com o petista Tião Viana (AC). Qualquer que seja o resultado da briga entre aliados na sucessão do Senado, quem vai ter de administrar o estrago na base governista é o Palácio do Planalto. Por isto mesmo, mais do que com a eleição, o governo preocupa-se com o day after.
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ARTIGOS

A Convenção de Mérida e o Ministério Público (Correio Braziliense)
A música continua (Folha de S. Paulo)
A soberania do voto popular (Folha de S. Paulo)
Crédito: política equivocada fragiliza bancos (Valor Econômico)
De gato a punhais (O Globo)
Deflação é o inimigo errado (Valor Econômico)
Estado esquizofrênico e a ditadura do jurídico (Correio Braziliense)
Forma e função das cidades (Correio Braziliense)
Fórmulas mágicas (Correio Braziliense)
Gatos (Folha de S. Paulo)
Hotelaria e transporte são principais desafios (Jornal do Brasil)
Justiça que não julga (Folha de S. Paulo)
Mais oportunidades (O Globo)
Marolinha ou tsunami? (Valor Econômico)
Momento decisivo (Jornal do Brasil)
Na mão dos bancos (O Globo)
O pequeno herói (Folha de S. Paulo)
Objetivo global (O Globo)
Obsolescência da Lei de Crédito Rural (O Estado de S. Paulo)
Os esqueletos do governo Lula (O Estado de S. Paulo)
Protecionismo evoca o desastre dos anos 30 (O Estado de S. Paulo)
Sem atalhos (Folha de S. Paulo)
Tratamento diferenciado de acionistas é prejudicial (Valor Econômico)
Um modelo de sucesso (O Estado de S. Paulo)
Uma Copa para deixar o legado que faltou no Pan (Jornal do Brasil)
Brasil
Remédios apreendidos (Correio Braziliense)

COLUNAS

A moratória do lero-lero (Correio Braziliense - Nas Entrelinhas)
Antes do paraíso, o inferno (Correio Braziliense - Brasil S.A)
As eleições de hoje e a anemia do Parlamento (Jornal do Brasil - Coisas da Política)
Crise aumenta interesse de fundos por empresas do Brasil (Folha de S. Paulo - Mercado Aberto)
Crise, inércia e cutucadas (Valor Econômico - Política)
Estremecem os alicerces da base (Jornal do Brasil - Informe JB)
EUA e Brasil, sócios no continente americano (Valor Econômico - Brasil)
Lula salvou o PMDB (Folha de S. Paulo - Fernando Rodrigues)
Material escolar (Folha de S. Paulo - Mónica Bérgamo)
Mercado: meu reino por uma definição (Valor Econômico - De olho na bolsa)
O Rio virou o jogo (O Globo - Ancelmo Gois)
Risco futuro (Folha de S. Paulo - Painel)

ECONOMIA

''Inadimplência é um pretexto'' (O Estado de S. Paulo)
Analistas esperam queda de até 10% na produção industrial em dezembro (Valor Econômico)
Ano será ruim para o Brasil (O Estado de S. Paulo)
Aquisições da Vale após a crise visam ativos estratégicos (Valor Econômico)
Ares de Woodstock no Fórum Social Mundial, em Belém (O Globo)
Ativismo pode aumentar junto com informações (Valor Econômico)
Autarquia esclarece regras para balanço anual de 2008 (Valor Econômico)
Açúcar remunera melhor que o álcool no Centro-Sul (Valor Econômico)
BC usará mais reservas para bancar crédito (Valor Econômico)
Bolsas de NY fecham em baixa com PIB negativo (Valor Econômico)
Caixa deve concluir estudos para nova rodada de corte nos juros (Valor Econômico)
Camargo realiza aquisição estratégica na CPFL (Valor Econômico)
China promete crescer 8% (O Globo)
Construção pede pressa (Correio Braziliense)
Crise abre espaço para Brasil acertar nível de juro e câmbio (Valor Econômico)
Crise leva Finantia a suspender projeto de expansão no Brasil (Valor Econômico)
Crise terá de ser paga pelos ricos, não pelos pobres, diz Fórum Social (O Globo)
Crise traz Estado de volta ao centro do debate em Davos (Folha de S. Paulo)
Crise: radiografia e soluções para o Brasil (Jornal do Brasil)
Curta - Fim da fila (Valor Econômico)
Curtas - CRV Lagoa vende mais (Valor Econômico)
Curtas - Recompra de ações (Valor Econômico)
Custa caro estudar (Correio Braziliense)
CVM recebe queixa de minoritários sobre Aracruz e VCP (Valor Econômico)
Dados sobre inflação se destacam em semana cheia (Folha de S. Paulo)
Debate sobre spread tira o foco sobre BC (Valor Econômico)
Decisões do TST podem dificultar acordos entre empresas e sindicatos (Valor Econômico)
Demanda fraca reduz preço de leilões de curto prazo (Valor Econômico)
Econômica (Jornal do Brasil)
Empresários dizem que acesso a recursos do BNDES é difícil (O Estado de S. Paulo)
Exportador vai ter pacote de incentivos (O Estado de S. Paulo)
Ferbasa encerra disputa interna e quer modernização (Valor Econômico)
Funcionários vão negociar com GM (Valor Econômico)
Fundos de ações reagem no início do ano (Folha de S. Paulo)
Fórum defende "faxina" em bancos afetados pela crise (Folha de S. Paulo)

POLÍTICA


Alencar deve deixar UTI 8 dias após cirurgia (O Estado de S. Paulo)
Apoio do PSDB a Viana nasceu de um racha (Valor Econômico)
Candidatos emporcalham os corredores com cartazes (Jornal do Brasil)
Candidatos fogem de temas polêmicos (Folha de S. Paulo)
Clima de pessimismo marca Davos (Jornal do Brasil)
Colégio naval será reformado (Jornal do Brasil)
Curta - Alencar (Valor Econômico)
Defesa conta com parecer de procurador (O Globo)
Diagnósticos divergentes no encerramento do FSM (Jornal do Brasil)
Disputa por cargos e verbas milionárias (Correio Braziliense)
Dissidente abandona a briga (Correio Braziliense)
Domingo do PMDB tem festa antecipada (Jornal do Brasil)
Eleições estão "dissociadas da sociedade", critica analista (Jornal do Brasil)
Eleição na Câmara pode virar guerra judicial (Folha de S. Paulo)
Evento termina sem texto final (O Estado de S. Paulo)
Ex-prefeito Celso Pitta permanece internado (O Estado de S. Paulo)
Futebol carioca fica sem Maracanã por dois anos (Jornal do Brasil)
Futuro definido com voto secreto (Correio Braziliense)
Fórum Social termina com agenda de mobilizações (Folha de S. Paulo)
Geddel promete trabalhar por aliança entre PMDB e PT em 2010 (Valor Econômico)
Governo preocupado com desgastes na base aliada (Jornal do Brasil)
Itália cobra apoio da UE no caso Battisti (O Globo)
Itália pede novo apoio da UE no caso Battisti (Folha de S. Paulo)
Julgamento do caso Battisti retoma debate sobre ativismo do Supremo (Valor Econômico)
Lobby dos servidores interfere na eleição (Correio Braziliense)
Manobras de última hora (Correio Braziliense)
Ministro chama Tarso de radical (Jornal do Brasil)
Ministros à caça de votos (O Globo)
Na disputa do Congresso, os interesses de 2010 (O Globo)
Nem vitória livra Sarney de derrota política hoje (O Estado de S. Paulo)
No Senado, eleito terá MPs como 1º desafio (O Estado de S. Paulo)
No Senado, Sarney já não tem tanto favoritismo (Folha de S. Paulo)
Nova chance para prefeitos pagarem INSS (Valor Econômico)
Pesquisa: Brasil fica em 8º lugar em ranking de transparência de orçamento (O Globo)
Presidente terá pauta trancada na Câmara (O Estado de S. Paulo)
Racha governista no Congresso (Jornal do Brasil)
Se não houver traição, Michel Temer deve ser eleito (O Estado de S. Paulo)
Tarso representará Lula no STF (O Globo)
Teste de nervos na reta final (Correio Braziliense)
Turbulências marcaram mandato (O Estado de S. Paulo)
Um dia tenso, entre o otimismo e o medo (Jornal do Brasil)

Presidência do Senado Federal

O Senado elege nesta segunda-feira (2), em reunião marcada para as 10h, seu presidente para o biênio 2009/2010. A eleição é secreta e se faz por registro no painel eletrônico quando há um só candidato, ou por cédulas de papel colocadas em urna, no caso de haver mais de uma candidatura.
Cabe ao atual presidente, Garibaldi Alves, a abertura dos trabalhos, cumprida a exigência de quorum de um sexto do número de senadores (14). Mas, para dar início ao processo de votação, o regimento interno exige a presença, em Plenário, de maioria absoluta de senadores (41), na reunião. O novo presidente se elege ao receber maioria simples dos votos dos senadores presentes e passa, imediatamente, a dirigir os trabalhos.
Pela tradição da Casa, depois dos cumprimentos, o novo presidente convoca uma segunda reunião preparatória a realizar-se em seguida, para eleger os demais membros da Comissão Diretora: dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes, em três escrutínios separados. Durante essas duas reuniões, o uso da palavra fica restrito aos dois presidentes - o que está no exercício do cargo e o eleito -, que devem se ater aos procedimentos da eleição.
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Helio Fernandes

O Supremo (PLENÁRIO) terá que decidir

O PSDB protege Jereissati ou o senador se esconde atrás do PSDB?

Ontem, domingo, terminou o recesso do Supremo. Hoje, segunda-feira, começam a trabalhar. E duramente. Pois esses 11 ministros, que constituem o PLENÁRIO, terão que examinar o que o relator Joaquim Barbosa decidiu na ADIN (processo nº 3908) proposta ao Supremo. Isso aconteceu em 2007. (21 de junho.)
Na época, o advogado Jorge Folena de Oliveira me escreveu carta que publiquei com o título que era dele mesmo e achei excelente: “Os tucanos desprezam o povo”. O relator, ministro Joaquim Barbosa, examinou o assunto. E mandou arquivar a ADIN. O PSDB simplesmente questionava a utilização de REFERENDO (está na moda) para cassar “atos administrativos praticados pela administração”. (SIC ou textual.)
O advogado do PSDB nessa ADIN é Luiz Roberto Barroso, importante. Tanto que já teve há tempo o nome citado ou avaliado para ministro do próprio Supremo.
Joaquim Barbosa votou como relator, mandou arquivar a ADIN, o advogado pretende recorrer ao PLENÁRIO. Para que revogue a decisão do relator. Por isso falei que voltaram a trabalhar. Não apenas fisicamente, mas também intelectualmente, embora o PSDB deva perder por 11 a 0.
A tese do PSDB é absurda. E começado o processo, foi revelado um fato gravíssimo, segundo manifestação da Prefeitura de Fortaleza. E consta da decisão proferida por Joaquim Barbosa.
Se o fato se confirmar, não há defesa possível. E o ministro não incluiria o fato no seu relatório, sem investigação e confirmação. Acusação da Prefeitura de Fortaleza: “O PSDB estava tentando por meio dessa ADIN, na verdade, beneficiar a empresa JEREISSATI CENTROS COMERCIAIS S/A”.
Na época coloquei a questão em termos simples. Irrefutáveis e rigorosamente verdadeiros. O PSDB fingia que defendia INTERESSE PÚBLICO, quando o que representava era defesa do INTERESSE PESSOAL do seu senador. (Seria por causa do fato de que Jereissati foi preterido quando pretendeu liderar o PSDB no Senado, em 2008?)
Agora, tudo o que eu escrevi (então no jornal impresso e repito na TRIBUNA on-line) está totalmente ultrapassado pelo relator. Basta citar apenas dois pontos do seu relatório, para desvendar ou desnudar tudo o que o PSDB procurava esconder.
1 – “O que o PSDB deseja, mediante a presente ADIN, é precisamente, sob o manto de defender a integridade da ordem jurídica concreta, com titular e beneficiários definidos: a empresa Jereissati Centros Comerciais S/A.” (O texto não é bom, mas o conteúdo compensa.)
2 – “O PSDB se utiliza, na prática, no Tribunal de Justiça do Ceará e no Supremo Tribunal Federal, de dois processos objetivos, porém os fantasia, cada um deles, com as vestes da ADIN. Essa questão deveria ser tratada por processo subjetivo específico e não por ADIN.” (Mesmo comentário sobre um texto, que fala em MANTOS, FANTASIA, VESTES, mas chega a resultados inquestionáveis.)
PS – O relator, lógico, mandou arquivar a ADIN, o que o PSDB não deseja. Sabe que não terá sucesso, mas precisa se defender, pelo menos politicamente.
PS 2 – Quanto ao senador Jereissati, já responde a processo no Supremo. Como governador do Ceará foi acusado, em 2001, pela falência do Banco do Estado. Em 2002, eleito senador, misturou impunidade, imunidade, eternidade. E a credibilidade?
Evandro Lins

Existe tucano sério... E que sabe colocar o dedo na ferida...

“Lula poderia definir a eleição a favor de Sarney”

O senador Papaléo Paes diz que independente da decisão do PSDB vai votar em Sarney

O ano legislativo será aberto nesta segunda-feira no Congresso Nacional e as atenções estarão voltadas para a escolha do novo presidente do Senado Federal. É grande a expectativa em torno da possibilidade do senador José Sarney (PMDB-AP) ficar com a presidência da Casa. Tudo caminhava para uma eleição sem maiores sustos, até que na última sexta-feira (30) a cúpula do PSDB decidiu apoiar o adversário de Sarney na disputa, o petista Tião Viana (AC). Um dos primeiros tucanos a anunciar que não concorda com a decisão foi o senador Papaléo Paes (PSDB/AP), que disse não poder votar contrariando interesses do Amapá. Ele concedeu a entrevista a seguir ao Diário do Amapá.

"A candidatura do presidente Sarney está muito bem sustentada,acredito que ele deve ter em torno de 55 a 56 votos hoje porque é a candidatura mais bem indicada para a presidência do Senado Federal"

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Presidência do Senado

Tião Viana diz que sua meta como detentor de cargo público é ajudar no combate às desigualdades sociais (este tema não tem nada que ver com a Presidência do Senado.. Isto mostra que o moço fala para uma canditatura no Acre, não no Senado)

Tornar o Senado mais transparente, reduzir a burocracia e ampliar os canais de comunicação com a sociedade estão entre as metas de Tião Viana na sua campanha para conduzir nos próximos dois anos essa Casa do Legislativo. Entre suas ideias, caso seja eleito, está a de levar uma comissão de senadores ao Congresso americano para ver de perto como funciona o Capitólio e saber o que é possível importar daquele modus operandi para o Congresso brasileiro.
O maior propósito de Tião Viana é oxigenar o Senado, renovar a atividade legislativa e fazer as decisões congressuais superarem a oratória na rotina do Parlamento. Se tiver êxito na implantação de suas idéias, serão significativamente reduzidos o tempo dos oradores em Plenário, assim como os discursos marcados por divagações sobre assuntos alheios às necessidades da população e para Plenários praticamente vazios.
Leia mais na Agência Senado...
Meus comentários:

1º) Falta de originalidade e visão colonizada são um problema sério em políticos de baixo nível e apátridas. Falar que o Congresso dos EUA é mais transparente é de uma tolice sem cabimento. O Congresso brasileiro é milhões de vezes mais transparente. O Senado, por exemplo, vem sendo elogiado há muito por diversos países, principalmente o pioneiro sistema de comunicação da Casa e, em especial, a TV Senado. Inclusive comissão norte-americana já veio aqui para aprender. E gostaram muito. Reconheceram isso. Aliás, foi justamente Sarney quem o implantou, com a atuação competente do jornalista Fernando César Mesquita. E negar a competência dos funcionários de comunicação da Casa é um desrespeito injustificável contra aqueles trabalhadores. Ou será que Tião quer ir para os EUA apenas para fazer turismo à custa do dinheiro público?
2º) Tentar restringir os pronunciamentos dos parlamentares mostra o caráter autoritário do petista. Que negócio é este, minha gente? Tião está achando que é o Jarbas Passarinho e os membros da “comissão” que impuseram o famigerado “AI 5” para tentar calar o jornalista Márcio Moreira Alves? Coisa de fascista. Já pensou na situação se Lula, por hipótese, resolvesse baixar um ato institucional e o senador Mão Santa fosse para a Tribuna fazer aqueles seus discursos indignados e longos... Mas, não, Tião Medonho quer ter o poder de mandar desligar o microfone. Já pensou Carlos Lacerda sendo "presidido" por Tião Medonho? Daqui a pouco vai querer ter o direito de mandar prender os colegas que não se comportarem, como se fossem crianças de jardim de infância. Nossa!!! Mas, a grande pergunta: como Arthur Virgílio, um democrata e que teve um pai que lutou com brilho contra a Ditadura, vai se olhar no espelho quando Tião restringir suas justas admoestações contra Lula?
3º) Este discurso já desgastado do PT de que é garantia de ética. Meu Deus! Que cara de pau! Tião Viana e PT não têm moral para dizer que são, a priori, garantia de coisa nenhuma em termos éticos, principalmente depois do “Mensalão. Não foram justamente os petistas que ultrajaram o Parlamento com o escândalo? Será que acham que somos todos uns idiotas? Também não foram eles que falaram em acabar com o Senado e, portanto, com o equilíbrio da Federação? Sarney, que trata todos muito bem e fez uma carreira inédita na política brasileira, não ataca nem agride.

José Alencar, homem admirável!!!

"Não tenho medo da morte", diz José Alencar
Escrito por Folha Online


Peço licença a você para reproduzir aqui a entrevista com o vice-presidente José Alencar que a Folha publicou no último domingo, 11/01/2009, por dois motivos: a dimensão do entrevistado, sobretudo pessoal, e a lição que nós todos podemos tirar da sua luta contra o câncer:
O vice-presidente José Alencar, 77, é um sujeito rico, otimista, bem casado, com família feliz. Desses que enchem o peito para dizer que têm uma saúde de ferro e nunca fazem exames. Até que, um dia, a casa cai.
"O grande problema do câncer é que não tem sintoma, e o diagnóstico precoce é absolutamente fundamental", diz ele, 11 anos e 12 operações depois de tirar os primeiros carcinomas. Três delas coincidiram com campanhas eleitorais.
A casa caiu em 1997, quando Alencar tinha 66 anos. Um sobrinho, médico, tanto insistiu que ele foi fazer um check-up em Belo Horizonte. Resultado: uma pequena "imagem tumoral" no rim direito.
"Eu nunca tive nada, não tinha dor nenhuma, nunca tinha feito um check-up na vida. Descobri por acaso. Foi Deus."
Leia a matéria...

A dupla face do WWF

Nilder Costa

(Alerta em Rede) – Em curta nota de um parágrafo, o jornal O Estado de São Paulo de ontem alertou sobre a campanha recém-lançada pelo WWF na Europa exigindo o boicote da soja produzida no Brasil para reduzir o avanço da lavoura na Amazônia e, assim, impedir o desmatamento de florestas. A peça central da campanha é o relatório “Mais Independência da Soja Importada” (“Plus d’indépendance en soja d’importation”), emitido neste mês pela seção francesa da ONG.
A primeira frase do relatório reproduz a metáfora recorrente feita pelo aparato ambientalista, “Qual é o ponto em comum entre um bife e o desmatamento?”, cuja resposta não poderia ser outra senão que é “a soja importada, principalmente do Brasil. De fato, na América do Sul, as florestas são convertidas em culturas de soja – muitas delas geneticamente modificadas – para o mercado de ração animal”. [2] Em seguida, o documento enfatiza que, ao importar soja do Brasil, a Europa participa do desmatamento na América do Sul e que os modos de produção da oleaginosa na região causam “inúmeros problemas ambientais, muitos irreversíveis”, e desastres sociais como o “desrespeito ao direito trabalhista” (prudentemente, evitaram usar o surrado “trabalho escravo”, mas fica subentendido).
Na verdade, ao ler-se o relatório, fica claro que o principal objetivo dessa campanha do WWF é defender interesses de grupos econômicos europeus, muitos dos quais o financiam. Por isso mesmo, a campanha demanda que a Comissão Européia baixe medidas protecionistas para estimular alternativas domésticas para elevar o que chama de “autonomia em proteínas” que não passaria, atualmente, de 22%.
Mas trata-se de um protecionismo seletivo uma vez que visa conter a importação de soja cultivada apenas na América do Sul e, especificamente, no Brasil. Para justificar tal seletividade, o WWF utiliza com maestria, diga-se de passagem, a carta “socioambientalista” que combina “desmatamento na Amazônia” com “trabalho escravo” e outros chavões do arsenal ambientalista. Isso, contudo, nos dá a oportunidade de analisar, pedagogicamente, como são utilizadas as chamadas “barreiras socioambientais” inventadas pelas ONGs e aplicáveis somente a países do ex-Terceiro Mundo. Soja, como começou
Em agosto de 2003, o WWF realizou, na Malásia, um encontro com 205 participantes (metade deles representando empresas) de 16 países para discutirem sobre a adoção, por parte de produtores e compradores, de uma espécie de “selo verde” para facilitar a entrada de óleo de palma no mercado europeu. O WWF chamou o modelo de discussão e convencimento como “Processo de Mesa Redonda”. Quem apresentou o modelo foi Patrick Cooper, do WWF International, que dirige o programa Forest Conversion Initiative (Iniciativa Conversão de Florestas) cujo objetivo declarado é “Assegurar que florestas, mananciais, habitat de espécies-chave de elevado valor de preservação nas eco-regiões focadas não mais sejam ameaçadas pela expansão do óleo de palma e de soja”.


Em outubro do mesmo ano, o WWF emitiu o relatório “The Impacts of Soybean Cultivation on Brazilian Ecosystems” (Os impactos do cultivo de soja nos ecossistemas brasileiros) onde conclui que a produção de soja no Brasil implica em altos custos associados a desmatamentos de florestas tropicais, poluição atmosférica e negligência com trabalhadores, comunidades locais e direitos indígenas. Para reverter este padrão “insustentável” de produção, o relatório propõe ações por parte dos integrantes da cadeia produtiva de soja no sentido de aumentar os benefícios “sociais e ambientais”. Para desenvolver e fazer cumprir estas ações, o relatório propõe, naturalmente, a atuação de entidades (leia-se ONGs) nacionais e internacionais.
Em paralelo, foi criada a chamada Articulação Soja-Brasil, conglomerado de ONGs capitaneadas pelo WWF para operacionalizar o esquema no Brasil que, posteriormente, foi ampliado e consolidado na Round Table on Responsible Soy – RTRS. Segundo explicado em seu portal, o RTRS é uma iniciativa internacional que ... vem trabalhando para definir o que é soja cultivada e processada de forma responsável e para incentivar as melhores práticas disponíveis com o propósito de mitigar impactos negativos ao longo de toda a cadeia de valor da soja.
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Elis Regina – “Atrás da porta”

Taxa Selic elevada alimenta spred bancário astronômico

Por Carlos Lopes

Taxa de juro do BC é um guarda-chuva para os bancos sem correr os riscos dos empréstimos

Recentemente, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, interpelou o presidente do Bradesco e da Febraban, depois que este sugeriu que o Comitê de Política Monetária do BC deveria se reunir com mais frequência para que a queda na taxa de juros básica (Selic) fosse acelerada. “Vamos falar seriamente, o problema não é a Selic, é o spread bancário”, disse Meirelles.
O “spread” é a diferença entre a taxa com que um banco capta dinheiro e a taxa com que empresta esse dinheiro. Um dos principais componentes do “spread” é a taxa básica de juros, pela qual são remunerados os títulos públicos comprados pelos bancos. Mas, segundo a percuciente teoria que Meirelles formulou alguns dias depois, “o spread se descolou da Selic”. Ou seja, o “spread” dos bancos nada teria a ver com a taxa de juros do Banco Central.
Se essa tolice fosse verdade, seria um fenômeno econômico tão milagroso que só Nossa Senhora de Fátima poderia explicar. Como Meirelles não tem vocação – nem físico - para a santidade, e como suas tolices, em geral, são muito interessadas, vejamos mais de perto esta questão. Porém, antes, uma preliminar.

CRÉDITO

O volume do crédito no Brasil é atrofiado em relação ao tamanho da economia. No final de 2008, depois da extraordinária expansão do crédito no governo Lula, ele equivalia a 41,3% do PIB. No Japão, equivalia a 180%, na Inglaterra a 160%, na França a 90% do PIB. Aliás, foi o próprio Meirelles quem afirmou que o volume de crédito no Brasil era tão baixo que nem chegava ao das Filipinas, Hungria, Chile, Tailândia, Coréia do Sul ou Malásia (v. sua conferência, de título quase autobiográfico, “Brasil: O desafio do crescimento”).
A razão principal para uma restrição tão grande do crédito são os altíssimos “spreads” bancários. E a base para esses “spreads” é a altíssima taxa básica de juros do Banco Central. Essa taxa, inclusive, impede os bancos públicos de baixar seu “spread”. Voltemos, então, a este.
Segundo dados divulgados pelo BC na última terça-feira, os bancos, em dezembro, estavam pagando uma taxa, em média, de 12,6% ao ano pelo dinheiro que captam. Esse dinheiro estava sendo emprestado a uma taxa - também em média - de 43,2% ao ano. Portanto, a média do “spread” bancário, considerados os empréstimos a pessoas e empresas, estava em 30,6 pontos percentuais.
Se considerados somente os empréstimos a pessoas, esse “spread” estava em 45,1 pontos percentuais, margem verdadeiramente cosmológica, significando que o dinheiro pelo qual os bancos pagavam 12,6% ao ano estava sendo emprestado a uma taxa média de 57,7% ao ano. No caso das empresas, esse dinheiro era emprestado a uma média de 30,9% ao ano. É necessário observar que essas taxas médias são referentes ao que os bancos e seus consultores chamam de “clientes de primeira linha”. Para outros, a maioria, as taxas – e, por consequência, o “spread” - são muito maiores.
Trata-se, provavelmente, do maior “spread” do mundo, inviabilizando que a maior parte das empresas e dos consumidores tomem financiamentos nos bancos.
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Vicente Limongi Netto

Ciro Gomes deveria pedir o boné

Sebastião Nery anda mal de citações. Acabar a coluna com palavras recalcadas de Ciro Gomes é de lascar. Melancólico. Ciro é mais um membro do Legislativo que ataca a casa que o acolheu. Já que diz ter tanto escrúpulo, Ciro deveria pegar o boné e ir embora. Cantar noutra freguesia. Quanto ao jogo de 2010, mais uma vez Ciro ficará á margem. Não tem cacife. Muito menos voto. Pena, Ciro é moço, mas continua querendo ser o criador do monopólio da verdade.

Competência

José Sarney é o melhor nome para presidir o senado e o Congresso simplesmente porque é mais competente na política do que seu adversário. Ao contrário de muitos, que se julgam sabidões na difícil arte de fazer política, o ex-presidente Sarney faz política com a razão, jamais com a emoção. Não perde a noção do diálogo e do entendimento. Sarney também é o melhor para a governabilidade, porque é do PMDB, partido que tem maioria no senado e, portanto, é seguramente mais confiável do que o próprio PT, quarto partido na Câmara Alta e, onde, nem o outro postulante ao cargo, Tião Viana, do PT, tem a unanimidade dos votos.

Derrotados querem boquinhas

Os abutres derrotados nas urnas e os próximos "amigos e companheiros" de Lula que serão derrotados nas eleições do legislativo, já começaram a ciscar e fazer plantações infames em colunas, cobrando cargos para eles e apaniguados. Quebraram a cara, porque o próprio Lula já avisou: "não tem cargo nem compensações para os perdedores". Esta corja, que se diz "amiga" do governo Lula, deveria se mancar, e se preparar para as próximas eleições, e não atrapalhar as ações do próprio governo.


Terceiro mandato a caminho

Cada dia me convenço mais que Lula disputará o terceiro mandato. Dona Dilma em breve será mais uma página repaginada. Ainda este ano algum fantoche petista, na Cãmara, entrará com emenda constitucional que, a seguir, será votada no senado. Lá o bicho poderá pegar, mas passa. o que quero dizer, em síntese, aliás, reiterar, porque escrevi sobre isso logo depois das eleições para prefeitos, é que apenas Lula, com a caneta na mão, cheia de tinta, tem chances de derrotar o PSDB-DEM, em 2010.

Lula disse bobagem

Numa tola, inútil e cansativa entrevista ao canal ESPN, Lula criticou Ricardo Teixeira por ser presidente da CBf há várias gestões. Mas os méritos de Teixeira são incontestáveis. Sob seu comando o Brasil é penta campeão do mundo. Com um detalhe precioso: conquistas alcançadas sem precisar pedir nenhuma ajuda, graças a Deus, dos governos Lula.

Arthur presidente


Seria óbvio se o preconceito não fosse enorme: o senador Artur Virgilio seria nome fortíssimo nas anunciadas prévias do PSDB, caso fosse senador por um Estado do Nordeste ou do Sul. Artur tem talento e garra como poucos. Bom orador, excelente debatedor, ex-ministro, é político respeitado inclusive pelos adversários. O líder do PSDB também conhece e discute todos os problemas nacionais. Tem, assim, todo o direito de disputar as prévias presidenciais com Aécio e Serra.

Genoino é um pobre diabo

Concordo com o Miguel José Teixeira; esse José Genoino é um imbecil. Destalentado para a maioria das boas iniciativas, cretinão até a medula vermelha. Achar graça de quê, nas babaquices contadas por Genoino? Um pobre diabo tentanto ser irônico e engraçado.

Para o Inferno o Fidel

Caramba, este infernal Fidel Castro demora a partir para o Além. Para as profundezas das trevas, sem escalas. Deveria partir logo, para livrar o povo cubano das amarras do atraso, do sofrimento e da humilhação. O sr. Castro ainda tem o descaramento de mandar recados para o presidente Obama, que, creio, tem o decadente Fidel entre suas últimas preocupações. É muito escárnio.
limonginetto@hotmail.com

Helio Fernandes

Jarbas Vasconcellos

Era governador de Pernambuco, em 2002, não foi vice de Serra. Sorte, teria perdido, não seria senador. Agora não tem barreiras ou obstáculos.
O ex-presidente FHC faz questão de confirmar, sempre, a identificação que o Millor fez dele. Afirmação: “Prévia para escolher candidatos a presidente não é ruim. Mas consenso também é bom”. A propósito: sociólogo é intelectual?

“Conciliador”
Dentro do que chamam de “estilo FHC”, procurou ficar bem com Serra e Aécio. CONSENSO, lógico, é para Serra. PRÉVIA, faz média com o governador de Minas.
50 anos

Conheço Sarney desde 1956, quando assumiu, como segundo suplente. Pertenceu à Frente Parlamentar Nacionalista, junto com outros deputados importantes e destacados.

Independente

Esse tempo todo fomos amigos, tivemos relacionamento excelente. Nunca pedi nada, não o procurei nem mesmo como repórter. Nos 5 anos de presidente, só vi Sarney uma vez.

Argentina

A ideia do Mercosul vem de longe, mas foi o presidente Sarney que conseguiu concretizá-la. A ideia ou a teoria, passaram a existir. E a Argentina é gratíssima ao então presidente brasileiro.

Raul Alfonsin

Consolidando o Mercosul, que ainda não havia saído do papel, o presidente do Brasil reforçou a posição do presidente da Argentina, ameaçadíssimo.

Mágoa

Desde o episódio do caseiro (vergonhoso), Tião Viana tem se mostrado numa espécie de vídeo assustador. Conversou com uma excelente repórter e ainda melhor pessoa (herança de família), contou o que ouviu.

Sigilo

A conversa era reservada, mas no auge e apogeu da ambição, Tião saiu gritando pelos corredores e bastidores. Nisso é forte, provocou mudanças jornalísticas.

Oliveira Bastos

Sarney, que trata a todos muito bem e fez uma carreira inédita na política brasileira (ver livro do escritor e jornalista Oliveira Bastos), não ataca nem agride.

Desespero

O que Sarney lamentou, “esse lado do senador Tião, apelando para a grosseria”. Foi mesmo, e Sarney registrou: “Eu nunca fiz isso nem esperava do senador do Acre”.

Maioria fácil

O problema é que “Tião Viana espera o apoio do PSDB, mas um terço do partido já está com Sarney”. Temer sofre mais ainda do que Tião Viana.

Final do espetáculo

Hoje, sábado, amanhã, domingo e na própria segunda, Brasília só terá um assunto: a eleição para presidente do Senado. Sarney ganhará, certíssimo, mas leva a dificuldade também para a Câmara. Aqui, tudo indefinido.

Ida e volta

O Palmeiras fez o que devia e precisava fazer: 5 a 1no Real Potosí da Bolívia. Medo ou susto: o jogo de volta, nos 3 mil e 900 metros de altura. Devia ser proibido para qualquer time ou seleção.

Aventureiros financeiros

Continuam esperando mais auxílio daqui da FILIAL e da MATRIZ. Por isso o movimento caiu para menos da metade, daqueles 5 ou 6 anos, em que subia diariamente.

A dúvida e a incerteza

Ontem, a 1 da tarde, a Bovespa voltava aos 39 mil pontos de anteontem. O Dow chegava ao mínimo, na casa de 8 mil, já esteve perto de 13 mil. Continuavam esperando dinheiro do cidadão, lá e aqui.

Verdinha

A moeda americana, a essa hora, estava em 2,30 cravados, subindo(?) meio por cento. Pouco entusiasmo.

Ur-gente

Jarbas Vasconcellos é o único senador do PMDB, que não votará em Sarney. Não foi ao jantar (dele) e da reunião (da bancada). Pura convicção, o governador sempre foi assim.
Sarney estará eleito na segunda-feira, fortíssimo e prestigiado pelo partido inteiro. Não tentará cooptá-lo, que palavra, por isso só conversará a partir da terça-feira.
Jarbas reforça sua posição como possível vice de uma possível candidatura Serra. Foi convidado por este em 2002, não pôde assumir por causa do governo de Pernambuco.
Agora pode aceitar, tranquilamente. (Serra depende da convenção ou da palavra do Aécio.) Mas Jarbas está livre, senador até 2014.
Não me lembro de outra partida tão emocionante quanto a de ontem, Nadal-Verdasco, dois espanhóis.

Pedro Simon, o ressentido. Qual a razão?

Senador Simon defende inclusão da Venezuela no Mercosul

A assessoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS) divulgou, na quinta-feira (29), nota na qual o parlamentar comenta notícia publicada na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, de que o senador José Sarney (PMDB-AP), candidato à Presidência do Senado, teria se comprometido com os líderes do PSDB e do DEM a "dificultar" a aprovação da adesão da Venezuela ao Mercosul.A íntegra da nota:

Simon defende a Venezuela no Mercosul

"O Senado não deve contribuir para o isolamento da Venezuela, num contexto de construção da integração latino-americana, tarefa na qual o Brasil está empenhado profundamente", afirmou o senador Pedro Simon (PMDB-RS), ao criticar a posição do senador José Sarney (PMDB-AP), referida hoje no "Painel", da Folha de São Paulo. Segundo o jornal, Sarney, candidato à presidência do Senado, teria se comprometido com os líderes do PSDB e do DEM a "dificultar" a aprovação da inclusão daquele país no Mercosul.

Um dos idealizadores do bloco regional formado pelo Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai, que recebe a adesão de outros países, o senador Simon considera que não "pode interessar ao continente, em termos de equilíbrio político e institucional, ter um país como a Venezuela isolada do conjunto das nações da América Latina". Para o parlamentar, "a inclusão no Mercosul pode funcionar como um fator de contenção dos exageros do presidente venezuelano Hugo Chávez".
Leia mais...

Pedro Simon guarda silêncio sobre voto

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) mantém um providencial silêncio sobre como votará na eleição de segunda-feira. Recolhido ao Rio Grande do Sul, acompanha com atenção os últimos movimentos dos partidos e dos dois candidatos à presidência do Senado. "Antes da votação, faço um discurso e declaro meu voto", anunciou em conversa pelo telefone com o Congresso em Foco.
Experiente, Simon aguarda novos lances na reta final da disputa pelo comando do Senado. Na conversa com o site, lembrou que Sarney ainda pode ser pressionado a desistir da candidatura. O ex-presidente da República preferia ser eleito por consenso. (Eumano Silva)
Leia mais no “Congresso mais ou menos em Foco”...

Meu comentário:

Pedro Simon "idealizador do Mercosul' é piada. Será que a vontade freudiana de ser Sarney chega a tal ponto? A coisa, na verdade, aconteceu com o encontro de Sarney com Alfonsin na Foz do Iguaçú. Sarney foi gênio, ao acabar com a histórica desconfiança militar entre os países, deslocando tropas do Exército da Região Sul para o Projeto Calha Norte, matando dois coelhos numa cajadada só: viabilizou o Mercosul, por um lado, e aumentou a proteção da Amazônia, do outro. Mas, respeito o senador Pedro Simon. Apenas por três motivos: pela idade, por ser descendente de libaneses (como eu) e por ser gaúcho, povo guerreiro que nos deu Getúlio Vargas - o grande fundador do Estado brasileiro - e Leonel Brizola (o seu sucessor que “deveria ser, mas que não foi” e que, aliás, quando estive com ele, me disse que Simon não era confiável). Até que na minha juventude achava que o “turco” era gente do Bem. Vibrava com os discursos dele. Embora na época não fosse assim “uma Brastemp” no cenário político, gostava do palavrório moralista e coisa e tal. Mas, em 2002 me decepcionei totalmente. Diante da possibilidade de poder (veja bem...POSSIBILIDADE), o homem se traiu e mostrou o gigantesco mau caráter que realmente tem.
Trata-se das eleições daquele ano para a Presidência. Final do governo de merda de FH Canastrão. Simon tinha sido uma das referências contra os tucanóides. Fazia sempre aqueles intermináveis discursos, bem pausados, bem calculados, sempre muito críveis. Tinha sido pessoa importante no governo Itamar – mineiriiim que admiro até hoje. Se mostrava um camarada de fibra que se postava em defesa do governo anterior diante das besteiras do “professor de sociologia”. Eu achava ótimo.
Quando surgiu o debate dentro do PMDB se o partido iria ter ou não candidatura própria, Itamar, claro!, era o grande nome, principalmente diante do que considerávamos as besteiras que Fernando Henrique estava fazendo com relação ao “Plano Real” e às “Privatizações/doações” (nas palavras do mestre Helio Fernandes). Houve toda aquela sacanagem contra o mineirinho para que ele não fosse candidato. FHC – o eterno empregado da “Fundação Ford” -, fez de tudo para que o PMDB não tivesse candidato próprio. Até Jobim, ainda na magistratura e sempre nada confiável, foi acionado para acabar com a festa. Recebeu questionamentos “jurídicos” contra uma convenção do PMDB em favor de Itamar, em plena madrugada e coisa e tal. E foi o que aconteceu: deram um chega pra lá em Itamar. O esquema tinha sido feito pelo governinho FHC em conluio com as ratazanas dentro do próprio PMDB. Os nomes principais: Geddel Vieira Lima e Michel Temer, os eternos príncipes das trevas. Justamente essa gente que hoje... deixa pra lá.
Mas, o lado bom do PMDB, liderado por Itamar, foi vencido. Fiquei revoltado na época. E por isso passei a ver Simon com mais admiração, como um aríete contra as injustiças, justamente porque foi ele que fez os melhores protestos contra a armação toda.

Depois, descartado Itamar, começou a lutar para que o PMDB tivesse candidatura própria. Justíssimo. O turco estava certíssimo. Falou-se de Requião (grande brasileiro), Sarney (que nas pesquisas populares surpreendia) e, claro, o próprio Simon. O “turco” ficou feliz que nem pinto no lixo. Empolgou-se. Mas a tese da candidatura própria foi pras cucúias. Geddel “Corleone” Lima, que hoje apóia Tião Medonho contra o próprio PMDB, e Michel Temer, serrista-tucanóide ensandecido, que hoje se diz aliado do Lula, deram um banho de água gelada nas pretensões do turquinho empolgado. E quando criança fica frustrada, não se contém. Mostra mesmo a cara. Chora, grita, esperneia, bate. Natural. E foi o que aconteceu. Simon mostrou o que realmente guardava dentro de si. Nunca foi aquele moço ético e bondoso que sempre mostrou. Era um ambicioso frustrado... e doído. Seus olhos faiscavam de ódio. E quis o bom Deus que o contexto da época, cheio de pólvora política, recebesse as suas fagulhas de ódio, o que provocou a inexorabilidade da verdade: o ômi não era exatamente uma “vestal grávida” ou um “paladino da moral” (nas palavras do jornalista que não perdoa:Vicente Limongi). Na verdade, frustrado, revelou-se no momento extremo de crise. Não teve como se conter...
Logo depois da tragédia, a sedução. Ah! A Sedução. E veio com mãos dadas com o Poder. Nada é tão ruim para uma moral fragilizada do que a Sedução de braços e abraços com o Poder. E foi justamente a dupla que, marcando presença, bateu à porta do “turco”. PMDB de joelhos, os tucanóides lançaram na imprensa uma isca. Plantaram a sedutora e perigosa informação de que o PMDB seria aliado do PSDB nas eleições para presidente daquele ano.
Coisa dos diabólicos e eficientes Geddel e Temer. Batata! O senador Pedro Simon, ingenuamente, logo caiu na isca. Acreditou de uma forma canina que realmente estava sendo cotado para ser candidato a vice-presidente de José Serra. Nervoso, ansioso, não tinha chimarão que chegasse. Tão logo soube, com olhos arregalados, disse sem pensar que “a escolha de seu nome para compor a chapa com o tucano seria uma surpresa” e, tentando fingir de desinteressado, disfarçando, aparentando modéstia: “naaãooo... a deputada federal Rita Camata é a mais cotada para a indicação”. "Vai ser surpresa, porque eu sinto que é a Rita [a escolhida para o cargo]. Pelas informações que tenho é a Rita. Agora, se for eu, acho que aceito", afirmou sorrindo indisfarçavelmente Simon, feliz e crente que realmente já era o vice de Serra. Alí, a coisa explodiu. Não havia como se conter. Sentiu-se o próprio Getúlio Vargas. Olhava pras nuvens, suspirava e pensava já na morte de Serra, ele assumindo, dando golpe...sim, seria “um Getúlio melhorado..”. Mas, depois do sonho, sempre a maldita realidade. No dia 21 de maio de 2002, a “Folha de S. Paulo”, veículo de comunicações oficial dos tucanos na época, anunciava: “A decisão sobre o nome do vice será feita pela cúpula do PMDB, provavelmente
amanhã (não deixem de clicar no "amanhã"). O presidente do partido, deputado federal Michel Temer (SP), recebeu pela manhã em seu apartamento, para conversas separadas, os dois cotados. Ao sair do encontro, Rita procurou evitar qualquer confirmação. `Fui convidada para essa conversa sobre o processo e quem falará é o comando do partido`, disse a deputada. Uma declaração feita pelo líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), comprova que a escolha está mesmo entre os dois. `São grandes nomes do PMDB, que unificam o partido e contam com a nossa simpatia, disse Geddel, que até há pouco tempo considerava Rita e Simon adversários pela atuação dos dois em favor de uma candidatura própria do PMDB”.
Pouco tempo depois, tragicamente (para Simon), os tucanos escolheram a bela e menosprezaram a fera. Não confiavam em Simon, por um lado, e acreditavam que poderiam fazer com que a população esquecesse a feiúra de Serra, por outro. Mas, o resto da história, todos conhecem... Serra soube dar um tombão em outras belas, Lula venceu, a linda Rita Camata foi vencida - ao lado do candidato “Bart Serra Simpson” – e Pedro Simon – coitado!!!- ficou desmascarado e a ver navios. Até hoje não se recuperou...


Ps.: Mas...afinal qual a razão do ódio de Simon para com Sarney?


Inveja e necessidade de esconder a própria pequinês. Simon sempre foi meão. Era meão de um grande – mas ambicioso homem –, o Ulisses Guimarães. Para compreender o que aconteceu, há a necessidade de se lembrar que Simon, durante da chamada “Nova República" tinha sido escolhido Ministro da Agricultura por Tancredo Neves. Ao contrário do que se esperava, mesmo com a morte de Tancredo, foi confirmado no cargo por José Sarney após o falecimento do primeiro em 21 de abril de 1985, permanecendo na Esplanada dos Ministérios até o início de 1986, quando, por interesse próprio, abandonou o barco para se candidatar ao governo do Rio Grande do Sul, em campanha vitoriosa apenas e tão somente por causa do Plano Cruzado de Sarney. Até uma ameba seria eleito naquele contexto. SIMON TINHA SIDO UM PÉSSIMO MINISTRO. Tentou de tudo sabotar Sarney, como quase todos os aliados de Ulisses. Com o Plano Cruzado e o fortalecimento do presidente, Simon e o seu chefe, Ulsses, se deram mal... Mas, para se compreender toda a História, leia o artigo abaixo. Diz tudo.

O PMDB e a governabilidade*

Por Said Barbosa Dib

As discussões internas do PMDB, sobre o apoio ao governo Lula, trazem algumas reflexões importantes sobre governabilidade e responsabilidade política. O PMDB nunca foi um partido. Foi criado para ser um saco político formado por aqueles que, por fatores e interesses diversos, não tinham concordado com a intervenção militar. Havia desde integrantes dos partidões clandestinos esquerdistas, passando por varguistas e até adhemaristas e lacerdistas irritados com a não-realização de eleições presidenciais em 1966. Portanto, sua gênese, por definição, foi marcada pelo arbítrio imposto pelo AI-2, que aboliu o pluripartidarismo. Não havia opção possível de se fazer política partidária para aqueles que não se enquadravam no setor oficial pró-revolução de 64, a Arena. Esta, aliás, também tinha um leque amplo de tendências políticas, como os elementos progressistas da antiga UDN “bossa-novista” que combateram a ditadura de Vargas e não tinham como conviver com petebistas do MDB. Esta confusão talvez tenha sido o pecado original para as nossas instituições e a razão de ser da atual necessidade de reforma política. Mas, diante de um inimigo comum, forças políticas heterogêneas tendem a se unir. Como na guerra, este é um princípio básico da política, que, como já se disse, é a guerra por outros meios que não as armas. E foi o que aconteceu. Na mesma medida em que a idéia inicial de Castelo Branco de devolver o poder para os civis foi sendo atropelada pelos acontecimentos — e os devaneios da “linha dura” —, o então MDB passou a ter uma identidade, uma razão de ser, um perfil comum aos seus integrantes: a luta contra a ditadura. Tornou-se, a partir de então, não um partido, mas uma frente política contra o arbítrio, principalmente depois do AI-5. Com a delicada transição democrática liderada por Sarney, que soube como ninguém administrar revanchismos e rancores de todos os lados, o discurso antiditadura tinha que ser substituído por ações práticas que viabilizassem um projeto de nação realmente sério. A frente tinha a oportunidade histórica de retomar um caminho propositivo e patriótico de desenvolvimento nacional — e de efetivação democrática — que tinha sido abortado não em 1964, mas dez anos antes, com a morte de Vargas. Mas não foi o que aconteceu. Com a morte de Tancredo e a volta dos militares aos quartéis, a frente perdeu seu norte. Não sobrou nada. Não deu apoio à governabilidade no momento em que as eleições diretas se aproximavam. Ao contrário do que se propala por aí, Ulysses Guimarães, ambicioso, representou não a unidade, mas a síntese perfeita desta situação de fragmentação. Queria por tudo ser presidente, não importando os meios. Depois do Plano Cruzado, o PMDB tinha conquistado a maioria esmagadora dos governos estaduais, feito a maior parte dos constituintes, se tornado o maior e mais prestigiado partido nacional. Embora Sarney mantivesse peemedebistas históricos em seu governo, no final de sua presidência foi abandonado, não pôde mais contar com o necessário apoio do partido. Daí o pífio desempenho do PMDB nas eleições de 1989, com Ulysses, e, mais pífio ainda, com Quércia, depois. Desempenho este que viabilizaria as aberrações neoliberais dos anos 90, que vêm destruindo qualquer possibilidade de desenvolvimento soberano efetivo do país desde Collor, passando pela calamidade do período FHC. Agora, os peemedebistas não podem se esquecer que o golpe de 64 foi feito justamente para destituir um governo que, populista mas fraco, menosprezava o Congresso Nacional e as instituições da democracia representativa. Assim como Goulart, mais tarde Collor cairia, por também desprezar os entendimentos com o Congresso. Hoje, Lula também precisa do parlamento para fechar bem o seu governo. Por isso, vem falando de “concertação política” e da necessidade de um “conselho de ex-presidentes”. Ele sabe das restrições estruturais da política econômica dependente geradas pelo tucanato. Tem consciência de que, como está, mesmo que queira, não tem como dar um rumo mais desenvolvimentista ao seu governo. Tem que se ater a ações pontuais inócuas. Até seu próprio partido não é confiável para lhe dar sustentação para medidas mais ousadas. Por isso, precisa do PMDB, o maior partido do país. Mas não o PMDB fragmentado e desinteressado, e sim o PMDB que sabe que não pode repetir a omissão que teve em 1989. Caso contrário, sem apoio no Congresso, Lula poderá se ver forçado a tomar rumos perigosos que não quer e não deseja, como as coisas vêm ocorrendo na Venezuela, na Argentina e na Bolívia. Setores do PT já andam propondo plebiscitos, referendos e coisas do gênero que desconsideram as instituições da democracia representativa e abrem caminho para aventuras totalitárias perigosas. Daí ser imperioso, mais do que nunca, que o PMDB assuma definitivamente suas responsabilidades. SAID BARBOSA DIB é historiador e analista político em Brasília.

* Publicado em 11 de março de 2007 no excelente semanário Jornal Opção de Goiânia