quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O que merece ser lido...

A verdadeira origem da tragédia no Haiti
Por Xavier Caño Tamayo [*]

Chamemos as coisas pelos seu nome. Os milhões de dólares que o mundo rico destina agora ao Haiti não apagam a responsabilidade desse mundo na origem da tragédia: impor políticas econômicas injustas, perniciosas e inúteis. Catástrofes naturais, o que se chama de catástrofes completamente naturais, não existem a cem por cento. Se as descascarmos, encontramos falta de solidariedade e cobiças anteriores, incompetência culposa, numerosas injustiças estruturais mais doses industriais de hipocrisia. Tomemos como exemplo o terremoto do Haiti, o afundamento de Porto Príncipe, sua capital. Num extraordinário e denso programa informativo elaborado por uma equipe de competentes jornalistas da televisão espanhola (bem escasso nestes tempos) sobre o desastre do Haiti, averiguamos que em catástrofes anteriores não se distribuiu a ajuda humanitária por erros logísticos. Neste terremoto, a ajuda humanitária amontoa-se no aeroporto da capital, mas os haitianos deambulam pelas ruas sem nada do que precisam, muitos obtendo o que podem das lojas de alimentos destruídas...
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Para governador Requião, pré-candidato do PMDB à Presidência, é preciso “ceifar a indecente taxa de juros do BC”

O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), afirmou que “o que é preciso fazer é ceifar a daninha política monetária do Brasil atual, a indecente taxa de juros”. Em entrevista ao jornal DCI, Requião avaliou que hoje vê “a possibilidade de desenvolvimento do Brasil travada numa visão neoliberal e na escravização da política econômica do Brasil ao mercado, via Banco Central”. Questionado se o Paraná está preparado em caso de uma nova crise mundial, como preveem os analistas, o governador enfatizou que se preocupa muito com o fato da “euforia voltar a tomar conta dos mercados financeiros”. “Me preocupa ver o capital vadio, que não produz, que não gera empregos, voltar a inflar bolsas de valores. Recriam-se as condições para um novo tombo, para a farra dos lucros fantásticos de uns poucos custar o emprego, a casa, a dignidade de milhões de pessoas”, declarou, acrescentando que no “Paraná, desde 2003, fizemos o que era preciso para manter em ordem as finanças públicas” e que hoje a situação do seu estado é muito boa e “a economia floresce”. Requião ressalvou que no que compete ao presidente Lula a economia do país está bem conduzida. Mas alertou para que “não nos iludamos quanto à necessidade de mudarmos a orientação da política monetária”. “Não é possível que, em plena crise, quando o fantasma das demissões rondava famílias de trabalhadores, que os gênios financeiros que tomam assento à mesa do Comitê de Política Monetária (Copom) mantivessem taxas de juros de 9%, 10%, 11% ao ano. Enquanto isso, no Japão, nos Estados Unidos, os juros estavam zerados, para manter a economia real em curso. O Brasil andou bem nos últimos anos, apesar do BC, e não graças a ele”, lembrou. Requião falou ainda sobre o apoio ao PT. Para o governador, seu questionamento não está na aliança com o partido nem ao nome da ministra Dilma. “O problema é a maneira como as coisas se fizeram. O PMDB é o maior partido do Brasil, é um partido fragmentado, capilarizado. A maneira legítima de se tirar o apoio de um partido tão heterogêneo é via convenção. Em vez disso, um grupo de lideranças preferiu franquear o apoio e a unidade do partido, algo que não podem entregar, ao redor da uma mesa”.
Do Hora do Povo

Eurasia Group: Leve vantagem de Dilma

Essa notícia foi dada pelo Estadão, a partir da agência Bloomberg:

Consultoria norte-americana aponta Dilma como favoritaEmpresa especializada em pesquisa de risco político vê ministra em vantagem sobre SerraSÃO PAULO - A empresa de consultoria norte-americana Eurasia Group, especializada em pesquisa de risco político, apontou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como favorita entre os pré-candidatos à sucessão presidencial, como foi antecipado pela agência Bloomberg em seu site.O relatório do diretor para a América Latina, Christopher Garman, publicado nesta terça-feira, 2, indica que as eleições deste ano "certamente prometem ser muito competitivas, mas a candidata do presidente Lula, Dilma Rousseff, deve ser considerada favorita".

Não se trata, propriamente, de uma novidade.

O presidente do Eurasia Group mantém um blog no site da revista Foreign Policy, em que dá seus palpites:

No dia 2 de fevereiro, falando sobre 2010 na América Latina, Ian Bremmer escreveu:

"A notícia verdadeiramente interessante deste ano está no Brasil, onde a riqueza do petróleo e a popularidade do presidente Lula seduziram o governo a adotar uma política macroeconômica menos disciplinada e uma visão mais estatista dos investimentos estrangeiros e dos setores econômicos estratégicos. O sucessor presidencial preferido de Lula, Dilma Rousseff, deve ser considerada levemente favorita para vencer. Se ela o fizer, vai aprofundar o envolvimento estatal na economia do Brasil. Se o candidato da oposição José Serra vencer, veremos menos favorecimento de empresas estatais e uma política fiscal mais apertada. Quem quer que vença, há um setor obviamente aberto para investimento estrangeiro: infraestrutura do transporte. Há muito trabalho a fazer para preparar o Rio para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016".
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Transnacional avança sobre etanol com 70% do patrimônio da Cosan

São 23 usinas, com capacidade para moer 60 milhões de toneladas de cana ao ano, produzindo 2 bilhões de litros de etanol

De tudo o que foi publicado sobre a “associação” da Cosan com a Shell, a única declaração que parece de algum interesse foi de um analista de uma corretora: “apesar da Cosan e da Shell falarem em joint venture, o negócio é uma fusão”. Podemos imaginar o que é a “fusão” de um grupo que fatura anualmente cerca de US$ 2 bilhões com outro que fatura US$ 450 bilhões. Não é difícil imaginar quem vai ser fundido numa transação em que uma das partes tem, aproximadamente, 225 vezes o faturamento da outra. Mas, certamente, haverá quem diga que se trata de uma fusão apenas dentro do Brasil, como se a “Shell Brasil” fosse alguma coisa diferente de um departamento da Royal Dutch Shell. Se fosse assim, a Cosan estaria se fundindo com uma empresa que tem cinco vezes o seu faturamento, e não 225 vezes. Cá entre nós, leitor, para todos os efeitos práticos, não faz muita diferença.
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Ministério Público denuncia Tião "Medonho" Viana por propaganda antecipada

O Ministério Público Federal no Acre pediu a punição do senador Tião Viana (PT), pré-candidato ao governo do Estado, por propaganda eleitoral antecipada. Segundo a ação, um carro doado pela Polícia Federal para servir de ambulância ganhou adesivo com os dizeres "Apoio: Sen. Tião Viana". O veículo circula em Jordão, cidade administrada pelo PT na fronteira com o Peru. De acordo com a representação do procurador Paulo Henrique Ferreira Brito, a mensagem tem evidente intenção de beneficiar o senador eleitoralmente. O automóvel também circula pela cidade vizinha de Tarauacá. O caso será julgado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Acre. O procurador pede que a inscrição seja retirada do carro e que Tião seja multado em até R$ 25 mil. Também são alvos da ação o prefeito de Jordão, Hilário Melo, seu filho, uma servidora da prefeitura e a empresa que fez o adesivo.
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Com apoio do BNDES, múlti americana de alumínio vive ‘melhor momento’ no Brasil

Com apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a subsidiária brasileira da Alcoa, empresa que exerce o monopólio no setor de alumínio dos EUA, garantiu os recursos para tocar o projeto de exploração de uma grande mina de bauxita em Juruti (PA) no auge da crise financeira mundial. Na época, a direção da Alcoa tinha paralisado os investimentos em andamento nas suas unidades em todo o mundo. Segundo o presidente da subsidiária no Brasil, Franklin Feder, em uma reunião na sede da empresa, em Nova Iorque, ele convenceu a direção da Alcoa a abrir uma exceção para o Brasil. “Apelei para o imaginário: disse que se parássemos as obras, quando fôssemos retomá-las a floresta teria invadido tudo”, declarou. “Hoje estamos preparados para crescer”, disse Feder. “Vivemos o melhor momento dos 50 anos de Alcoa no Brasil”, acrescentou
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Tarde! Muuuiiito... tarde! mas vai pagar correção do FGTS

A Caixa Econômica Federal decidiu que vai pagar aos trabalhadores os juros devidos para contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) anteriores a 1971, conforme circular publicada no Diário Oficial da União (DOU) de ontem (2). O texto interessa a 60 mil cotistas com ações na Justiça e a milhares de outros que não recorreram aos tribunais. A origem da dívida é de 1967, quando o FGTS foi criado, e a capitalização das contas variava de 3% a 6% ao ano. A correção progressiva foi interrompida em 1971, quando os depósitos do FGTS passaram a ter reajuste de 3% ao ano mais taxa referencial (TR). Valor dos reembolsosPara ter acesso ao dinheiro, a Caixa orienta os trabalhadores a preencherem um formulário de habilitação para o crédito, em qualquer agência do banco, apresentando documentos pessoais e de comprovação de vínculo de trabalho (carteira de trabalho e inscrição no PIS-Pasep, por exemplo). A partir do momento da habilitação do trabalhador ao crédito, a Caixa vai liberar o dinheiro em até 60 dias. Os reembolsos que serão feitos pela Caixa variam de R$ 380 (para os casos de trabalhadores com até 10 anos de vínculo com o FGTS) a R$ 17,8 mil (mais de 40 anos). Têm direito ao benefício pessoas com conta vinculada do FGTS e manteve vínculo empregatício regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) até setembro de 1971. (Com informações da Agência Estado)

Inauguração do gasoduto Cabiúnas-Reduc III (Gasduc III)

Petrobras inaugurou nesta quarta-feira (3/2), com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o gasoduto Cabiúnas-Reduc III (Gasduc III). Empreendimento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Gasduc III é o maior gasoduto em diâmetro da América do Sul, com 38 polegadas (equivalente a 96,5 cm) e tem a maior capacidade de transporte (40 milhões de m³/dia) entre os gasodutos brasileiros. Nessas características (diâmetro e capacidade), supera o Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), que tem 32 polegadas (81,3 cm) e capacidade de transportar 30 milhões de m³/dia de gás natural. O Gasduc III aumenta a flexibilidade na oferta e a capacidade de transporte para atender o mercado do Sudeste, região de maior consumo de gás natural do país
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O Rio não merece tamanha ignomínia

Não sei o que se passa pela cabeça do governador do Rio Sérgio Cabral, mas convidar um terrorista e criminoso de guerra como o mini-poodle Tony Blair para ser “consultor” nos jogos olímpicos de 20016, sinceramente... Se realmente isso se efetivar, sugiro que o governador contrate também o mascador de fumo George W. Bush, outro criminoso de guerra que por um desses fados do destino continua solto. E por que não o mestre dos mestres da maldade Ariel Sharon? Tudo bem que ele está em coma, mas isso não deve ser empecilho.
Leia mais no excelente Blog do Bourdoukan

Prédio residencial do Plano Piloto de Brasília não pode ter grades


A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça reformou acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que autorizou a permanência da grade de proteção instalada no pilotis de um edifício residencial situado no Plano Piloto de Brasília. Acompanhando o voto do relator, ministro Teori Albino Zavascki, a Turma concluiu que tal procedimento constitui ofensa ao artigo 17 do Decreto Lei n. 25/1937, pois compromete o patrimônio cultural tombado ao alterar suas características paisagísticas e ambientais. O TRF1 entendeu que a existência do tombamento do Plano Piloto de Brasília não impede a colocação das grades protetoras no limite do perímetro dos pilotis dos edifícios residenciais, e que a incidência da proibição contida no artigo 18 do Decreto-Lei n. 25, de 30/11/1937, somente se legitima quando há prova de que a obra em construção impede ou reduz a visibilidade da coisa tombada.

STF edita três novas súmulas vinculantes sobre matéria tributária

Três novas súmulas vinculantes foram aprovadas durante a sessão plenária desta quarta-feira (3) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os verbetes, de números 28, 29 e 30 dizem respeito, respectivamente, à inconstitucionalidade do depósito prévio para ajuizar ações contra exigência de tributos; base de cálculo de taxas - tipo de tributo previsto na Constituição (art. 145, II); e a inconstitucionalidade de lei estadual que, a título de incentivo fiscal, retém parte do ICMS de município.
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Supremo desobriga empregador rural de recolher Funrural sobre receita bruta de sua comercialização

Por votação unânime, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, nesta quarta-feira (3), a inconstitucionalidade do artigo 1º da Lei 8.540/92, que prevê o recolhimento de contribuição para o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural de empregadores, pessoas naturais. A decisão, que neste caso beneficia os fornecedores de bovinos para abate, foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 363852, interposto pelo Frigorífico Mataboi S/A, de Mato Grosso do Sul, e uma subsidiária sua. No recurso, elas contestavam acórdão (decisão colegiada) do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que manteve sentença proferida em Mato Grosso do Sul no sentido da constitucionalidade do dispositivo legal impugnado.

Rombo

No mesmo julgamento, o Plenário do STF negou, por maioria, pedido da Advocacia Geral da União (AGU), que atuou em defesa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para que a Suprema Corte modulasse os efeitos da decisão, aplicando-a com efeitos ex nunc, ou seja de forma não-retroativa (nesse caso não haveria devolução dos valores recolhidos, que simplesmente deixariam de ser cobrados). A negativa da Suprema Corte abre a possibilidade de outros produtores ajuizarem ações pleiteando o mesmo direito obtido pelo Frigorífico Mataboi S/A.
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Cesar Rocha suspende demarcação de terra indígena no Maranhão

Estão suspensos os efeitos da Portaria n. 3.508/2009, do Ministério da Justiça, que determinou a demarcação da Terra indígena Porquinho dos Canela-Apãnjekra, localizada nos municípios maranhenses de Grajaú, Fernando Falcão, Formosa da Serra e Barra do Corda. O presidente do STJ, ministro Cesar Rocha, acatou os argumentos dos municípios envolvidos em relação à possível ocorrência de erros formais no Relatório de Delimitação e Identificação que deu origem à Portaria.
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Interrompido julgamento sobre poder do MP para propor Ação Civil Pública para pedir ressarcimento ao erário

Na tarde desta quarta-feira (3), após o voto do relator do caso, ministro Eros Grau, que negou legitimidade ao Ministério Público (MP) para propor Ação Civil Pública para pedir a devolução de recursos desviados por meio do ato administrativo de um ex-prefeito de Viçosa (MG), um pedido de vista do ministro Dias Toffoli interrompeu o julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 225777 pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). O RE chegou ao Supremo depois que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) rejeitou uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público mineiro para anular um contrato de compra assinado pelo então prefeito de Viçosa, com pedido para que ele devolvesse aos cofres públicos os danos causados por seu ato. Para o Tribunal mineiro, o MP não teria legitimidade para propor este tipo de ação, além de ser imprópria a utilização deste tipo de ação para buscar restituição ao erário de dinheiro desviado por ato administrativo. O ministro explicou que a Constituição Federal de 1988 (artigo 129, III) diz que cabe ao MP propor Ação Civil Pública com o objetivo de tutelar a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. Mas no caso, disse Eros Grau, não há interesse difuso e coletivo a ser protegido.
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Do Gueto de Varsóvia ao Gueto de Gaza

Em Abril de 1943 os judeus do Gueto de Varsóvia foram massacrados pela máquina militar do III Reich nazi. Em Dezembro de 2008 os palestinos do Gueto de Gaza são massacrados pela máquina militar do IV Reich nazi-sionista. Ambos os povos exerceram o seu direito inalienável à revolta contra a opressão. É hipócrita e cínica a atitude do governo português a recomendar que cessem os ataques de ambos os lados. Com essa argumentação pretende-se comparar a resistência digna do povo palestino e a ação criminosa do invasor sionista que massacra a população civil e destrói a infraestrutura de Gaza, depois de sustentar durante meses um bloqueio total contra o seu povo. Este genocídio só é possível porque o lobby judeu mundial concede-lhe o combustível necessário, porque os EUA dá cobertura política, econômica e bélica ao agressor, porque a União Européia lhe deu um sinal verde e porque grande parte da população israelense dá apoio à limpeza étnica promovida pelo governo nazi-sionista. Só o levantamento generalizado no mundo árabe e a solidariedade internacional, com todo tipo de protestos por toda a parte, poderá deter essa ação criminosa. Neste momento é importante reiterar a solidariedade com o governo legítimo do Hamas e repudiar a posição cúmplice do actual presidente da Autoridade Nacional Palestina, sr. Mahmud Abbas. Este, apesar da carnificina em curso, optou por acusar o Hamas pelo que está a acontecer e de forma submissa procura negociar com os assassinos do seu povo.
Fonte: http://www.resistir.info/

STF mantém carreira e concurso de técnico penitenciário do Distrito Federal

Por maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (3) que não é inconstitucional dispositivo de lei do Distrito Federal que, em 2005, criou a carreira de técnico penitenciário dentro da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do DF. Com a decisão, fica mantido concurso público já realizado para ocupar os 1.600 cargos criados pela lei. Ao todo, oito ministros concordaram que a Câmara Legislativa do Distrito Federal não invadiu competência legislativa da União ao editar os incisos I e III do artigo 7º da Lei Distrital 3.669/05. Votaram nesse sentido o relator do processo, ministro Eros Grau, e os ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Cezar Peluso, Ellen Gracie, Carlos Ayres Britto, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Somente o ministro Joaquim Barbosa julgou o dispositivo inconstitucional. Para aqueles oito ministros, porém, segurança de presídio é matéria de direito penitenciário e, por isso, o Distrito Federal não incorreu em inconstitucionalidade alguma ao criar, por lei própria, carreira inerente à administração penitenciária, na qual tem competência legislativa. É que compete à União, Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre direito penitenciário de acordo com o inciso I do art. 24 da Constituição Federal.
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Consagração Monumental

Pode ser fulanizado, com nome e endereço no catálogo telefônico, o ponto alto da sessão do Congresso, pela reabertura dos trabalhos da atual Legislatura: chama-se José Alencar. Aplaudido entusiasticamente por cinco vezes, com o plenário de pé, o vice-presidente da República emocionou deputados e senadores ao referir-se à doença que o acomete, afirmando não ter medo da morte, não havendo câncer que o leve, se Deus não quiser. Fossem as eleições presidenciais indiretas e José Alencar estaria eleito por aclamação. Caso decida concorrer ao Senado por Minas, será a mesma coisa, no voto. Da sessão solene da manhã de ontem, à qual compareceu a chefe da Casa Civil, um registro singular: ao assumir seu lugar na mesa diretora dos trabalhos, Dilma Rousseff distribuiu beijinhos em profusão, para José Alencar, José Sarney, Gilmar Mendes e muitos outros. Menos para Michel Temer, que cumprimentou protocolarmente com um aperto de mão. Simples coincidência, mas impossível de não ser notada.
Leia a coluna competente de Carlos Chagas no Cláudio Humberto...

Belo Monte: TCU aprova metodologia para cálculo de preço


O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, em sessão plenária hoje (3), a metodologia que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) utilizará na formação de preço do leilão de energia elétrica proveniente da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, bacia hidrográfica amazônica, no Pará. Entre as determinações feitas à EPE, o TCU decidiu pelo deflacionamento da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) em conjunto com o spread bancário adotado pela instituição financeira utilizada como benchmarking, que no caso é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O tribunal determinou, ainda, que para os próximos leilões seja atualizada a série histórica do prêmio de risco de crédito ou aprofundada a metodologia de determinação desse prêmio. Isso em decorrência da recente classificação do Brasil no mercado externo como investment grade por diferentes agências internacionais de classificação de risco.
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PSDB decide em reunião trabalhar contra o povo brasileiro

O PSDB reuniu 51 dos 57 integrantes da bancada do partido na Câmara dos Deputados, no mesmo horário em que era lida a mensagem do Executivo no Congresso, e decidiu adotar uma ação política mais agressiva, que inclui o bloqueio a projetos de interesse do povo brasileiro como o marco regulatório para a exploração do petróleo nas camadas pré-sal do litoral brasileiro. O encontro dos tucanos traçou a estratégia de atuação do partido para este ano.Segundo o jornal Folha de São Paulo (para assinantes), os tucanos se reúnem à procura de discurso. Organizado pelo novo líder, João Almeida (BA), o encontro decidiu que, além do discurso mais agressivo com ataques ao Presidente e a ministra Dilma, os tucanos deverão barrar o andamento de projetos que sejam de interesse do governo -leia-se, importante para o desenvolvimento do Brasil e os cidadãos brasileiros-, como o pré-sal, e atacar os temas eleitorais pontualmente, além de apoiar as votações que tiverem nítido interesse público, como o projeto da Ficha Limpa.
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Adiado julgamento de processo contra Maluf e Pitta

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou o julgamento do recurso especial (Resp 782841) referente a atos de improbidade administrativa cometidos pelos ex-prefeitos de São Paulo Paulo Maluf e Celso Pitta. Durante sessão da Segunda Turma do tribunal, o relator, ministro Mauro Campbell, pediu vista regimental para reexaminar o caso, depois das considerações feitas pelo ministro Herman Benjamim -- que tinha pedido vistas dos autos anteriormente. Ainda não há prazo para que o julgamento seja retomado.

Opinião, Notícia e Humor

MANCHETES DOS JORNALÕES

No município que mais registra desaparecimentos de jovens em Goiás, seis famílias pedem ajuda para achar seus filhos desde o início do ano. Noticiado com exclusividade pelo Correio, em janeiro, o sumiço de seis rapazes, sem qualquer vínculo entre eles, nos primeiros 22 dias do mês passado ganhou o noticiário nacional e mostrou ao país o drama de mães e pais do Parque Estrela Dalva, em Luziânia. Pressionadas pela repercussão do caso, as autoridades goianas reforçaram a presença policial na região, mas nenhuma resposta foi dada até agora. As famílias se mobilizam em busca de ajuda. Hoje, encontram-se com membros da CPI das Crianças e Adolescentes Desaparecidos, da Câmara dos Deputados. Amanhã, vêm a Brasília pedir a entrada da Polícia Federal nas investigações. (págs. 1 e 21)

Apesar da queda na Grande SP, interior puxa alta do índice no Estado. Puxado pelo interior, o número de homicídios aumentou em São Paulo pela primeira vez em dez anos. Em 2009, o Estado registrou 4.550 casos de homicídio (4.771 vítimas no total, porque há casos com mais de um morto). Em 2008, foram 4.426 (4.690 vítimas). Na Grande São Paulo, permaneceu a tendência de queda, apurada desde 2000. No interior e no litoral, esse movimento se reverteu. (págs. 1, C1 e C3)

O ESTADO DE S. PAULO
CRESCE DIVERGÊNCIA ENTRE FAZENDA E BC SOBRE JUROS

Em público, Mantega e Meirelles expõem oposição diante da retomada econômica. O ministro Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, entraram em divergência pública, num evento com empresários, por causa dos juros. Para Mantega, a recuperação da economia é sustentável e "acalmou o ânimo daqueles que já achavam que deveria subir o juro". Já Meirelles disse que "a recuperação se dá a um ritmo muito forte", sugerindo risco de inflação - o IPC da Fipe foi de 1,34% em janeiro, a maior marca desde fevereiro de 2003. Nos bastidores, Mantega tenta convencer o presidente Lula a evitar a alta da taxa, e a Fazenda responsabiliza o BC pelo baixo crescimento em 2009. (págs. 1, B1 e B3)


JORNAL DO BRASIL
TANQUE CHEIO, BOLSO VAZIO

Para conter alta do álcool, governo baixou mistura na gasolina. Que agora também subirá. A redução do percentual de mistura de álcool à gasolina, que era de 25% e passou para 20% desde segunda-feira, foi justificada para conter a alta no preço do etanol. Agora, pela mesma razão, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes informa que 35 mil postos estão sendo avisados pelas distribuidoras de que o preço da gasolina também subirá nas bombas. O aumento pode ser maior tambem porque algumas regiões estão no limite da capacidade de produção e terão de receber gasolina de outras áreas. (pág. 1 e Economia, pág. A18)

O GLOBO
NÓS DA PLATINADA PODEROSA QUEREMOS QUE O GOVERNO PAREÇA AMEAÇA ELEITORAL AO RECADASTRAR BOLSA FAMÍLIA

Instrução a prefeitos alerta que, em 2011, novo governo poderá mudar programa. Um documento publicado pelo Ministério do Desenvolvimento Social contém uma ameaça velada aos beneficiários do Bolsa Família: lembra que em 2011, ao assumir o novo governo, as principais diretrizes do programa poderão ser alteradas. O alerta está numa instrução operacional distribuída a prefeitos com regras para o recadastramento - uma das exigências para que os beneficiários não sejam excluídos do programa. O texto diz que a ajuda de custo está garantida por 3 anos para quem já atualizou os dados. Mas adverte que, em 2011, "a validade do benefício estará sujeita a alterações". Para Damásio de Jesus, especialista em Direito Administrativo, o texto cria insegurança jurídica e pode ser entendido como ameaça. “Isso é terrorismo. Não é possível que a lei diga uma coisa hoje e, ao mesmo tempo, diga que isso pode ser mudado." O governo nega a intenção de ameaçar, mas admite que o texto dá margem a diferentes interpretações. (págs. 1 e 3)
VALOR ECONÔMICO
INDÚSTRIA FECHA JANEIRO COM ATIVIDADE EM ALTA

Um conjunto de fatores positivos ajudou a indústria a iniciar 2010 com aumento de produção e vendas. A base fraca de comparação, a necessidade de repor estoques, a demanda ainda aquecida, o aumento do salário mínimo e as obras de infraestrutura estão entre as razões que explicam vendas entre 5% e 40% maiores da indústria no mercado interno em janeiro na comparação com igual período do ano passado, auge dos efeitos recessivos da crise econômica. A exportação ainda sem sinais de retomada é a principal razão para que em alguns setores a produção siga deprimida. Depois de registrar uma queda de 32% em janeiro de 2009, o setor de distribuição de aço festeja o forte começo de 2010. O presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, estima que o segmento tenha vendido cerca de 315 mil toneladas em janeiro; 43% acima do mesmo mês de 2009. A West Coast, fabricante de calçados, iniciou o mês planejando vendas 8% maiores, mas encerrou janeiro com um aumento de 15% no número de pares entregues no mercado interno. O percentual foi o mesmo obtido pela Fabrimar na venda de metais sanitários, enquanto a Samsung registrou alta de mais de 40% na venda de televisores de LCD, um movimento que a empresa ainda não credita à Copa do Mundo. (págs. 1, A4 e A14)

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Sarney: sessão do Congresso para exame de veto depende de acordo entre os líderes partidários

O presidente do Senado, José Sarney, disse que não se oporá à realização de reunião do Congresso Nacional, se houver acordo de todas as lideranças, para exame do veto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a dispositivo da lei orçamentária de 2010 que impedia o repasse de verbas para a execução de quatro obras da Petrobras apontadas como irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Questionado pelos repórteres, Sarney disse que ainda não havia sido comunicado de decisão de líderes da Câmara dos Deputados para a realização desta sessão.
- Ninguém falou comigo ainda, mas não serei empecilho nenhum se eles decidirem - declarou.
Segundo Sarney, a experiência tem demonstrado que o exame de veto pelo Congresso depende de acordo das lideranças, caso contrário, observou ele, a sessão é marcada e não alcança número regimental para deliberação. Em razão disso, explicou, foi feito um acordo, no ano passado, com as lideranças das duas Casas nesse sentido.
Indagado ainda se esse veto não representaria uma afronta à decisão do Congresso Nacional, Sarney afirmou que o mecanismo do veto pelo presidente da República é assegurado pela Constituição, que também concede ao Congresso o direito de exame desse veto.

MPs

Sarney informou ainda a realização de ação conjunta entre o Senado, a Câmara dos Deputados e o Supremo Tribunal Federal (STF) para examinar a prática de envio ao Congresso pelo presidente da República de medida provisória liberando "créditos extraordinários" que não se enquadrariam nessa categoria.
- Eu conversei com o presidente da Câmara dos Deputados [Michel Temer]. O Supremo tem uma interpretação a respeito do assunto e nós vamos ter uma ação conjunta de como tratarmos essa matéria. Nós vamos nos reunir para tratar do assunto - informou.
A comunicação de Sarney foi em resposta a questionamento sobre sua posição quanto ao envio pelo Executivo, ao final do ano passado, de medida provisória liberando cerca de R$ 18 bilhões em créditos, que o próprio governo teria admitido não se tratar de relevantes e extraordinários, desrespeitando assim decisão do Supremo sobre o assunto.

PMDB

Sarney respondeu também aos repórteres que comparecerá à Convenção do PMDB, no sábado, e que apoiará a reeleição de Michel Temer para a presidência do partido.
- Claro é unânime. Não há outro candidato. Não há divisão - afirmou.

Denise Costa / Agência Senado

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A Dívida que os norte-americanos não fazem questão de pagar...

Déficits podem alterar a política e o poder global dos Estados Unidos
Por DAVID E. SANGER, no "New York Times"
Publicado em 1º de fevereiro de 2010

Jonathan Ernst/Reuters

WASHINGTON — Em um orçamento federal repleto de estatísticas espantosas, dois números se destacam de forma particularmente chocante, por representarem possível mudança na política e no poder americanos.
O primeiro é o déficit projetado para os próximos anos, cerca de 11% de toda a produção econômica do país. Isso tem precedente: durante a guerra civil e as guerras mundiais os Estados Unidos tiveram déficits crescentes, mas em geral com a expectativa de que seriam derrubados uma vez a paz fosse restaurada e os gastos militares reduzidos.
Mas o segundo número, enterrado nas projeções do orçamento, é o que realmente chama a atenção: mas pelos cálculos otimistas do próprio presidente presidente Obama , os déficits americanos não vão retornar ao que se considera níveis sustentáveis pelos próximos dez anos. Na verdade, em 2019 e 2020 - anos nos quais o sr. Obama terá deixado a cena, mesmo que cumpra dois mandatos - os orçamentos começarão a crescer novamente , para mais de 5% do PIB. O orçamento de Obama traça o retrato de uma nação que, como muitos donos de imóveis dos Estados Unidos, simplesmente não consegue manter o nariz acima da linha d'água.
Para o sr. Obama e seus sucessores, o efeito dessas projeções é claro. A não ser que crescimento miraculoso aconteça, ou que acordos políticos miraculosos criem mudanças inesperadas na próxima década, não há espaço para novas iniciativas domésticas do sr. Obama e de seus sucessores. Além disso fica a possibilidade de que os Estados Unidos poderiam começar a sofrer da mesma doença que afetou o Japão na última década. Com o crescimento da dívida maior que o da renda, a influência do país no mundo pode sofrer uma erosão.
E, como o assessor-chefe do sr. Obama, Lawrence H. Summers, costumava perguntar antes de entrar no governo há um ano: "como pode o maior devedor do mundo permanecer o maior poder do mundo?".
A liderança chinesa, que empresta muito do dinheiro que financia os gastos do governo americano, e que fez perguntas duras sobre o orçamento do sr. Obama, quando alguns de seus membros visitaram Washington no verão passado, diz que pensa que a resposta para a pergunta do sr. Summers é auto-evidente. Os europeus também dizem que essa é a grande preocupação da próxima década.O sr. Obama em pessoa deu sinais de preocupação quando anunciou no início de dezembro que planejava mandar 30 mil soldados americanos para o Afeganistão, mas insistiu que os Estados Unidos não poderiam ficar por muito tempo lá.


    "Nossa prosperidade cria a fundação para nosso poder", ele disse a cadetes da Academia de West Point. "Paga nossos militares. Banca nossa diplomacia. Tira proveito do potencial de nosso povo e permite investimento em novas indústrias". E então ele explicou que mesmo uma "guerra necessária", como chamou a do Afeganistão no verão passado, poderia durar muito. "É por isso que nosso compromisso com o Afeganistão não pode ser indefinido", ele disse então. E explicou: "porque a nação que mais me interessa construir é a nossa própria nação".
    O orçamento do sr. Obama merece crédito por sua franqueza. Não tenta disfarçar com açúcar, pelo menos excessivamente, a magnitude potencial do problema. O presidente George W. Bush costumava repetir, até o fim de seu mandato, que deixaria o governo com um orçamento equilibrado. Nem chegou perto; na verdade, o déficit disparou em seus últimos anos de governo.
    O sr. Obama publicou as previsões para os próximos dez anos, em parte, para argumentar que a paralisação política dos últimos anos, em que a maioria dos republicanos não quer falar de aumento de impostos, enquanto os democratas não discutem o corte de programas sociais, é insustentável. A receita do sr. Obama é de primeiro piorar o problema, fazendo gastos para combater a taxa de desemprego, antes de agir para que o déficit seja derrubado.
    O sr. Summers, em uma entrevista na tarde de segunda-feira, disse que "o orçamento reconhece os imperativos de criar empregos e incentivar o crescimento no curto prazo e toma medidas significativas para aumentar a confiança no médio prazo".
    Ele estava se referindo ao congelamento de gastos domésticos não relacionados à segurança nacional, à tentativa de cortar custos de saúde e à decisão de deixar expirar os cortes de impostos do governo Bush para as corporações e as famílias que ganham mais de 250 mil dólares anuais.Mas o sr. Summers disse que "através das comissões fiscal e de orçamento, o presidente deu espaço para que se faça novos ajustes, se necessários para evitar algum tipo de crise". Transformar isso em ação política, no entanto, tem se mostrado cada vez mais difícil para Washington. Os republicanos ficaram calados durante os anos de dívida de Bush. Os democratas descreveram o déficit como mal necessário durante a crise econômica que definiu o primeiro ano de governo do sr. Obama. O interesse em uma solução de longo prazo é limitado. Ou, como disse Isabel V. Sawhill, da Brookings Institution, na MSNBC, "o problema aqui não é honestidade, mas vontade política".Uma fonte dessa falta de vontade é que os alertas políticos são contrários aos sinais emitidos pelo mercado. O Tesouro tem emprestado dinheiro para financiar os déficits do governo a taxas surpreendentemente baixas, um indicador forte de que os mercados acreditam que serão pagos em dia e sem desconto.
    A falta de vontade política também é facilitada pelo fato de que, como o professor James K. Galbraith, da Universidade do Texas, colocou, "previsões para 10 anos não tem credibilidade".
    Ele está certo. No início do governo Clinton, as projeções do governo indicavam grandes deficits -- acima do nível "sustentável" de 3% do PIB -- até 2000. Mas quando chegou essa data, Clinton tinha um superavit modesto de cerca de 200 bilhões de dólares, um ponto lembrado pelo sr. Obama na segunda-feira quando ele disse ao país que aquele momento foi desperdiçado quando "o governo e o Congresso passados criaram um programa de drogas caro, aprovaram cortes de impostos maciços para os ricos e financiaram duas guerras sem pagar por elas".
    Mas com este orçamento o sr. Obama agora é dono do deficit. Como o sr. Galbraith notou, é possível que as previsões sombrias para 2020 se provem igualmente falsas.Simplesmente projetar que os custos de saúde vão aumentar sem teto é um exercício perigoso.
    "Muito vai depender da gente promover reformas que reconstruam um sistema financeiro que funcione", o sr. Galbraith disse, para com isso promover o crescimento no setor privado -- o tipo de crescimento que salvou o sr. Clinton de suas próprias projeções.
    Sua maior esperança, disse o sr. Galbraith, é a lei de Stein, nomeada em homenagem a Herbert Stein, presidente do Conselho de Assessores Econômicos Advisers Conselho dos governos Richard M. Nixon e Gerald R. Ford.
    A lei de Stein tem várias versões diferentes. Mas todas em torno de um ponto em comum: se uma tendência não pode continuar, ela é interrompida.

    Leia o original em inglês, clicando neste link...

Líderes fecham acordo para primeira sessão deliberativa

Em reunião de líderes realizada nesta manhã, o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, conseguiu um acordo em torno dos assuntos que serão discutidos em plenário hoje, na primeira sessão deliberativa do ano: o segundo turno da PEC 47/03, que coloca o direiro à alimentação como garantia constitucional; o PL 5186/05, que faz alterações à Lei Pelé; e o PL 6720/10, que assegura indenização de R$ 500 mil às famílias dos militares mortos pelo terremoto no Haiti e cria bolsa educacional no valor mensal de R$ 510 para os dependentes menores de idade ou até a conclusão do ensino superior. Para que essa pauta possa ser seguida, o presidente da Câmara irá retirar, de ofício, o recurso para a votação dos destaques feitos ao projeto da partilha dos royalties da exploração do petróleo da camada do pré-sal (5938/09). Governo e oposição concordaram em retomar as votações dos projetos relacionados ao pré-sal depois da realização de sessão do Congresso Nacional para a votação dos vetos presidenciais ao Orçamento Geral da União para 2010. A oposição estava disposta a entrar em obstrução em protesto ao veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao dispositivo do OGU que previa a suspensão do repasse de recursos às obras em que o Tribunal de Constas da União apontou suspeitas de irregularidades. Para os líderes do PSDB, deputado João Almeida (BA), e do DEM, deputado Paulo Bornhausen (SC), o governo "atropelou" o Congresso ao vetar o dispositivo. Já para o líder do Governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), o veto é legítimo, porque a Constituição dá essa prerrogativa ao presidente da República. "Já que a oposição está insistindo nisso, decidimos votar", declarou. Para o veto ser derrubado, é necessário obter maioria absoluta dos parlamentares da Câmara e do Senado. Para solucionar o impasse, Temer afirmou que conversará com o presidente do Congresso, senador José Sarney, para solicitar que seja convocada sessão do Congresso Nacional para a próxima terça-feira (9), às 12 horas, para a apreciação desses vetos. Em seguida, às 16 horas, o plenário da Câmara retoma as votações do pré-sal. Durante a reunião, vários líderes defenderam ainda a inclusão em pauta de assuntos polêmicos como a Pec dos Cartórios, a Pec que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, a Pec que equipara todas os policiais militares e bombeiros militares do país aos do Distrito Federal, entre outras propostas. A representante da bancada feminina, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), solicitou ainda a inclusão de projetos de interesse das mulheres, como a Pec que assegura a representação feminina na Mesa Diretora da Câmara. Ficou acertado que será realizada uma sessão em data próxima ao Dia Internacional da Mulher (08/03) com uma pauta específica.
Agência Câmara
Veja também algumas publicações que fizemos neste Blog sobre o assunto:

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DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Quarta-feira, 03 de fevereiro


Destaques nacionais

MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
Definidas as diretrizes dos leilões de compra de biodiesel a serem promovidos pela ANP

MAPA
Zoneamento agrícola da ameixa identifica melhor período e regiões para o plantio da fruta

MCT
Programa ambiental instituído quer entender funcionamento do ecossistema amazônico

MD
Hospital das Forças Armadas nomeia aprovados em concurso público

MEC
Curso de educação a distância de faculdade carioca poderá sofrer penalidade do MEC

MS
Saúde destina recursos para Minas Gerais

Mais destaques


Seleções e concursos

Departamento de Engenharia e Construção faz concurso público para mão-de-obra temporária

ANTT convoca candidatos para curso de formação

Federal de São Carlos faz seleção pública para professor substituto

Mais concursos

Dilma Rousseff promete melhorias na Lei do Direito Autoral

“Internet é a grande praça da modernidade”

Afirmou Dilma Rousseff, em visita ao Campus Party, ao falar sobre a Reforma da Lei do Direito Autoral que, segundo a ministra, deverá ficar pronta ainda neste semestre

Na última sexta-feira, 29 de janeiro, em São Paulo, durante uma agitada visita ao pavilhão do Campus Party, cercada por mais de 600 repórteres, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se encontrou com Lawrence Lessig, a maior autoridade em direitos autorais na era digital, professor da Faculdade de Direito de Stanford (EUA) e idealizador do projeto Creative Commons. Em uma rápida conversa, no sofá improvisado pela organização do evento, Lessig disse à ministra Dilma que a reforma da Lei do Direito Autoral, desenvolvida pelo Governo, será um “verdadeiro marco internacional” e que “o Brasil está se tornando aos poucos um líder em cultura digital, podendo ser o país com a legislação mais progressista de internet no mundo”. Também ofereceu todo o apoio para a aprovação da proposta, que em breve será submetida à consulta pública, assim como foi feito com o projeto da nova Lei da Cultura, no ano passado. Acompanhada do ministro da Cultura interino, Alfredo Manevy, a ministra da Casa Civil comentou a conversa com Lessig. “Ele acabou de me dizer que essa será a legislação mais avançada sobre direito na Internet. Fiquei feliz com o seu pronunciamento, porque não somos nós falando, é uma autoridade inquestionável no assunto reconhecendo uma situação”, disse Dilma que espera ter o projeto pronto ainda no primeiro semestre desse ano.
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Charges.com.br

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O plebiscito de 2010

Há sinais contundentes de que Lula se tornou muito maior do que ele próprio. Mais do que um novo governo, sua liderança proporcionou uma mudança na fisionomia, na musculatura e na desenvoltura do Estado e uma transformação das formas pelas quais a sociedade se relaciona com este Estado e com a política.

Carta Maior - Num auditório repleto, trabalhadores sem-terra e assentados da reforma agrária, de bonés vermelhos e bandeiras empunhadas, discutem crise civilizatória, democracia, sustentabilidade e disputa contrahegemônica. Mas se discute, na ordem do dia, 2010. Reunidos em uma das mesas do Fórum Social Mundial Temático, na Bahia, os painelistas, representantes de organizações do movimento, trataram da relação íntima entre desenvolvimento inclusivo e democracia; da necessidade de políticas orientadas para as especificidades regionais (diferenças climáticas, diversidade de potenciais produtivos, de biomas e ecossistemas) e da distinção entre segurança alimentar e soberania alimentar. Em seguida, o inventário de críticas ao que o Governo Federal supostamente poderia ter feito e não fez, além da marcação de posição sobre o que separa as políticas governamentais da orientação dos movimentos. Na conclusão de cada uma das falas, dois registros importantes: o primeiro, que 2010 é um ano de disputa política entre projetos distintos. O segundo registro é o de que esta disputa exigirá muita discussão para se alcançar unidade no campo de esquerda.Traduzindo em bom português: os candidatos, em qualquer nível, devem estar preparados para apresentar propostas, ouvir críticas e assumir compromissos, se quiserem o apoio dos movimentos de trabalhadores rurais.A questão agrária tem um traço em comum com inúmeras outras questões, como a Educação, a Saúde, a política macroeconômica: suas definições não se dão de forma isolada, no âmbito exclusivo da luta social setorial, mas no plano da política e na dimensão institucional, basicamente pela necessidade de inscrever os resultados da luta social na institucionalidade formal que orienta a ação do Estado.O presidencialismo federativo brasileiro funciona à base de coalizões para governar, o que explica o fato de que os governos precisam contar com partidos que abrigam, em seus quadros, representantes de setores muitas vezes antípodas no que concerne a determinada questão setorial. No Brasil, como em outros países presidencialistas, a possibilidade de se alterar o 'status quo' depende muito do presidente, mas não só dele. Seu governo precisa contar com supermaiorias em cada Casa do Congresso. Do contrário, a minoria pode se valer de dispositivos regimentais para atrasar ou mesmo bloquear a tramitação da pauta prioritária do Executivo. Tarefa árdua. Esta é uma das razões pelas quais, muitas vezes, as iniciativas do Executivo parecem tímidas diante da expectativa de alguns setores progressistas em particular, mesmo quando constituem um grande salto em termos institucionais e de avanço nas políticas públicas. Por isso 2010 é tão importante. Trata-se de uma eleição que elegerá não só representantes, mas coalizões. Decidirá se a trajetória atual do Estado brasileiro e das políticas públicas em curso será acelerada ou interrompida.Em 2006, ainda era muito cedo para se testar o quanto que os partidos de esquerda e as organizações populares teriam acumulado forças. Em oito anos, o teste passa a ser mais significativo. Já é quase uma década de uma experiência política inédita na política brasileira e que alterou profundamente o quadro social e econômico do País. Houve redução das desigualdades, o surgimento de uma classe média egressa de setores pobres, a ampliação das políticas públicas de proteção e promoção social e a reconstrução de várias áreas do Estado que haviam sido enfraquecidas, extintas ou desvirtuadas. A trajetória do primeiro mandato, centrada no esforço de “arrumar a casa” e dar início a políticas de proteção social e promoção de direitos, foi devidamente ajustada, no segundo, para que o País acelerasse e consolidasse mudanças sociais e econômicas.O grande teste, mais uma vez, é político. A consistência dos indicadores de popularidade do presidente Lula demonstra que seu legado tem se traduzido em reconhecimento político extraordinário. Há quem considere que tal prestígio está associado íntima e exclusivamente à figura do Presidente. Há sinais contundentes de que Lula se tornou muito maior do que ele próprio. Ou seja, mais do que um novo governo, sua liderança proporcionou uma mudança na fisionomia, na musculatura e na desenvoltura do Estado brasileiro e uma transformação das formas pelas quais a sociedade (a plebe) se relaciona com este Estado e com a política. Tais mudanças trouxeram ingredientes de uma outra lógica para dentro da política brasileira.O primeiro indicador importante está sendo dado neste exato momento em que se tem a chance de uma campanha de cunho plebiscitário (que independe do fato de haver mais de dois candidatos), na qual se percebe que os projetos são distintos e que o que está em jogo não são apenas os próximos quatro anos de mandato, mas os oito anos que passaram, a década que acabou de começar e o país que se projeta para o futuro.

Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), professor de Ciência Política e assessor da Presidência da República. É um dos autores do livro “Tecnologia social: uma estratégia para o desenvolvimento”.

lassance@unb.br