sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Sem olhos em Gaza

A minha geração leu um escritor inglês, quase cego, que passou grande parte de sua vida nos Estados Unidos, onde realizou uma grande obra. Chamava-se Aldous Huxley. Hoje ninguém mais edita os grandes romancistas dos Anos Trinta, que ficaram restritos às universidades e cursos de letras. Huxley escreveu um livro com o título Sem Olhos em Gaza, que nada tem a ver com Gaza. É um volume de mais de seiscentas páginas que, como tudo que ele escrevia, tinha muito menos de trama novelesca e mais de dissertações humanistas. Não é o seu melhor livro, que todos reconhecem ser Admirável Mundo Novo, obrigatório nas nossas leituras.Gaza é matéria constante nos jornais há muitos anos. O livro de Huxley, tenho uma vaga lembrança, recebe como título um verso antigo sobre Sansão, cego, peregrinando por aqueles desertos. Mas o romance de Huxley nada tem a ver com isso. É um libelo contra a falta de visão da humanidade sobre suas grandes perplexidades.Se foi inspiração no passado, Gaza é hoje um sangue derramado em nossas calçadas. É um problema insolúvel que envolve ressentimentos milenares, fanatismo religioso e determinismo geográfico. Aquele território é um enclave cercado por todos os lados por Israel, tendo uma única saída pelo Egito, vigiada e sujeita a inspeções internacionais para não ser um corredor de entrada de armas. Por outro lado, para viver, Gaza precisa da energia, água e estradas que vêm de Israel.O brutal conflito que ali se verifica já não sensibiliza ninguém. Com as tecnologias visuais, o mundo habituou-se a ver a mais terrível das catástrofes como um fato corriqueiro, cotidiano, que não mexe mais com os sentimentos. Ficamos brutos ou voltamos a ficar.Quando vemos as cenas de crianças mortas, duvidamos se é foto para propaganda ou teatro para tentar justificar as posições de cada um.Israel tem o direito de zelar por suas fronteiras ameaçadas pelo Hamas. Mas sua reação não pode ser desproporcional de modo a comprometer sua imagem. Nos últimos tempos, quem mais desejou e fez esforços para a paz naquela região foi Clinton. Infelizmente essa chance escapou como um pássaro de fogo, quando Arafat, receando que a solução proposta pudesse custar sua cabeça, não teve forças para impô-la aos seus comandados. Os fantasmas de Sadat e Rabin pendiam sobre a cabeça dos negociadores. O Egito encontrou sua paz, Israel resolveu grande parte de seus problemas como Estado, mas seus mártires, vítimas do radicalismo, talvez tenham sido sacrificados em vão. Hoje, a ONU está sem olhos em Gaza, no faz-de-conta.

José Sarney é ex-presidente, senador do Amapá e acadêmico da Academia Brasileira de Letras e da Academia de Ciências de Lisboa


Genocídio Palestino


“Por que os árabes deveriam querer paz? Nós nos apossamos do país deles. Claro, sei que Deus nos prometeu essa terra, mas o que isso tem a ver com eles? O nosso não é o Deus deles. Nós todos viemos originalmente de Israel, também é verdade. Mas isso foi há dois mil anos. O que eles têm a ver com isso?”

David Ben Gurion, judeu polonês, primeiro chefe de Estado de Israel (1886-1973), em declaração pouco antes de morrer, aos 87 anos."Nós não precisamos de um Estado Judeu. Necessita-se de um Estado Palestino. Judeus podem, e têm vivido em qualquer lugar, logo não há necessidade de um Estado Judeu".Mordechai Vanunu, cientista nuclear israelense, que 1986 revelou detalhes do programa nuclear de Israel para a imprensa britânica, em consequência de que foi sequestrado em Roma por agentes do serviço secreto israelense (Mossad).
Qualquer análise restrita aos acontecimentos recentes em Israel e vizinhos apontará conclusões superficiais e não chegará ao âmago de um problema que tende a se tornar ainda mais incontrolável. Ao contrário do que aparenta, o domínio das ações ali sempre foi do centro de poder sionista, isto antes mesmo da ONU aprovar a Resolução que criou os Estados de Israel e da Palestina, em 1948. A própria proclamação do Estado judeu se deu em 14 de maio de 1948, antes do fim do mandato britânico, previsto para 1º de agosto.As ações em Gaza não se dão apenas porque o premier Ehud Olmert ficou mal na fita depois das confissões do milionário norte-americano Morris Talansky de que o subornou durante anos, o que forçou a antecipação das eleições para 10 de fevereiro, com a possibilidade de vitória da oposição ultradireitista, encabeçada por Benjamin Netanyahu, do partido Likud.Nesse tormento, estão de acordo todos os cabeças da atual geração governante. Com isso, os 7 milhões e 200 mil israelenses, que são verdadeiras “buchas de canhão”, vão ter que decidir entre “o diabo e o coisa ruim”, embora Israel seja um país habilmente democrático, que assimila a seu modo as minorias e tem em seu parlamento alguns comunistas e representantes dos 70 municípios árabes do seu território.Da mesma forma, a ascensão do Barack Obama Hussein nos Estados Unidos parece virtualmente sob controle do sistema, no qual os judeus norte-americanos têm virtual hegemonia. Pode até ser que, às voltas com um monstruoso déficit público, o primeiro presidente negro queira dar uma enxugada na milionária ajuda a Israel.

Este texto é parte no ensaio O genocídio de Gaza e a natureza expansionista de Israel, está no Blog do Pedro Porfíro, um cabra patriótico e inteligente. O ensaio é muito bom. Confiram.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Opinião, Notícia e Humor

Quinta-feira, 8 de janeiro de 2008

MANCHETES DO DIA

CORREIO BRAZILIENSE

A cesta básica ficou mais salgada em 2008. No Distrito Federal, o salto foi de 22,21%, o maior desde 1997 e quase o dobro do ano anterior, 12,47%. Apesar de ter sido forte em Brasília, o aumento do conjunto de 13 produtos alimentícios foi ainda mais intenso em outras cidades. Em João Pessoa, por exemplo, subiu 29,31%, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A cesta mais cara foi encontrada em Porto Alegre por R$ 254,36. No Distrito Federal, o preço ficou um pouco abaixo: R$ 236,15.

FOLHA DE SÃO PAULO
FUGA DE DÓLARES É A MAIOR DESDE 1982

Com crise, saldo financeiro do país atinge recorde negativo de US$ 49 bi, levando conta total a um déficit de US$ 983 mi em 2008. Só no 4º tri, saída líquida de dólares na conta financeira vai a US$ 22,8 bi; reservas caem a US$ 193 bi, após pico de US$ 208 bi de setembro. A fuga de dólares do Brasil em operações financeiras no ano passado foi de US$ 48,9 bilhões, segundo o Banco Central _o equivalente a 25% das reservas do país em moeda estrangeira (US$ 193,5 bilhões). É a maior saída desde 1982, quando o BC começou a divulgar o dado. No ano, o fluxo total de capital externo para o Brasil ficou negativo pela primeira vez desde 2002.


Alguns contribuintes do Imposto de Renda no período de 1967 a 1983 ainda têm saldos para resgate em fundos de ações. Conforme lei elaborada no governo Castello Branco, parte do imposto devido poderia ser aplicada em renda variável e, com a extinção do fundo 157 - assim conhecido pelo número do decreto que o criou -, as aplicações foram remanejadas pelas administradoras em novas carteiras. "Esses recursos não estão congelados", ressalta Felipe Ávila, gerente tributário da PricewaterhouseCoopers.

GOVERNO JÁ TEME ENXURRADA DE SUSPENSÕES DE CONTRATOS DE EMPREGO

Temeroso de uma enxurrada de suspensões de contratos de trabalho no País por causa da crise econômica internacional, o Ministério do Trabalho pretende apertar os controles e aumentar as exigências para que as empresas possam recorrer a esse mecanismo, já previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) desde 1999. O temor do governo é que uma onda de acordos entre empresas e sindicatos possa comprometer os recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), que fica responsável pelo pagamento dos salários dos trabalhadores durante a suspensão.

Receita Federal admite, porém, anunciar ainda hoje medidas de desoneração tributária

O governo anunciará nos pró- ximos 15 dias o novo pacote de medidas para estimular o setor da construção civil. A informação foi dada ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para empresários do setor de infra-estrutura que participaram ontem, em Brasília, de reunião para discutir os últimos detalhes do pacote. Em análise, informou o ministro, está a possibilidade de desoneração do setor produtivo, conforme solicitado pelo setor privado. Ontem, o governo também ouviu unânime reclamação contra os juros altos. ­ Uma das unanimidades é a necessidade de reduzir o custo do dinheiro, com a redução do custo da Selic ­ disse o presidente da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, ao deixar a reunião.

Os governos dos estados quintuplicaram as despesas de custeio da máquina - como gastos com gasolina, material de escritório e pagamento de terceirizados, por exemplo -, que passaram de 1,1% para 6,09% do PIB em dez anos. Por outro lado, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os estados reduziram os recursos destinados a investimentos de 2,2% para 0,94% do PIB. O dado positivo do levantamento é que, no mesmo período, por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal, as despesas com pessoal nos estados tiveram um crescimento de 0,34% em relação ao PIB. Os números demonstram que a receita total dos estados evoluiu de 11,22% para 13,09% do PIB entre 1995 e 2006, um aumento bem inferior que o das despesas de custeio.

VALOR ECONÔMICO

As fundações enfrentaram em 2008 o período mais crítico do seu histórico recente, em termos de rentabilidade financeira. Os números consolidados ainda não estão fechados, mas dados preliminares da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) indicam que, em outubro, o acumulado da rentabilidade estava negativo em 3%, puxado pelo forte impacto da crise nos investimentos em renda variável. Como outubro foi o pior mês do ano para os mercados e não houve recuperação significativa nos dois meses seguintes, o ano deve ser o pior, em termos de ganhos, pelo menos no período pós-Plano Real.

DESTAQUES DE HOJE

Planalto dá como certo Sarney à frente do Senado

O Palácio do Planalto passou a considerar como certa a eleição do senador José Sarney (PMDB-AP) como o próximo presidente do Senado. Depois de forte reação inicial, Sarney deu sinais, nos últimos dias, de que estaria disposto a rever sua posição diante do ambiente de consenso que começa a ser criado em torno do seu nome. Segundo interlocutores do ex-presidente, evoluíram bastante as conversas de Sarney com seu grupo político e com aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o anúncio do nome de Sarney só deve ocorrer na segunda quinzena de janeiro, depois de uma articulação política. Como gesto simbólico, Lula conversará com Sarney assim que voltar de férias na Bahia, na próxima semana. A articulação para criar um clima de consenso no Senado deve incluir a retirada da candidatura à reeleição do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), que tem forte resistência do Planalto.
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Israel aprova ampliação da ofensiva e número de mortos passa dos 700

O governo de Israel disse que é bem-vinda a proposta feita pelo Egito e pela França, ontem, para um cessar-fogo na Faixa de Gaza, mas também deu luz verde para seus militares ampliarem as operações no território palestino, em seu assalto contra o grupo islâmico Hamas. Israel disse que precisa garantir que qualquer cessar-fogo irá acabar com o lançamento de foguetes e evitará o rearmamento do Hamas. Já o Hamas pede que os cruzamentos na fronteira da Faixa de Gaza com Israel e o Egito sejam reabertos. O Hamas rejeita o envio de tropas internacionais de paz para a região, algo que está na proposta da França e do Egito. No começo da noite de ontem, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que os Estados unidos apoiam a proposta franco egípcia para uma trégua na Faixa de Gaza.
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DEST autoriza BB a aumentar quadro para atender incorporação

O Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais – Dest – autorizou nesta quarta-feira, com a publicação da Portaria 02/09 no Diário Oficial da União, a alteração do limite do quadro de pessoal do Sistema Banco do Brasil para 94.491 empregados. Isso significa um aumento de 3.491 empregados em relação ao limite anterior, de 91 mil, fixado em abril do ano passado. A alteração faz parte do processo de incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) pelo BB, operação ocorrida no final de setembro do ano passado, quando as assembléias de acionistas dos dois bancos a aprovaram. O próprio Banco do Brasil S.A. irá gerenciar a incorporação de pessoal, praticando todos os atos de gestão que se fizerem necessários.
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IBGE divulga dados da produção industrial de novembro de 2008*

O IBGE divulgou nesta terça-feira, 06.01, os números da produção industrial de novembro de 2008 que mostrou um recuo de 5,2% frente a outubro, segundo resultado negativo consecutivo, acumulando perda de 7,9% entre setembro e novembro, na série com ajuste sazonal. No confronto com novembro de 2007, foi registrada uma redução de 6,2%, que interrompeu um ciclo de 28 meses de taxas positivas nessa comparação. Com isso, o índice acumulado para o período janeiro-novembro de 2008 ficou em 4,7%, e o acumulado nos últimos 12 meses (4,8%) desacelerou frente ao resultado de outubro (6,0%).
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Nova polêmica com indígenas

A "tribo do minério" entra na pauta

O Congresso se prepara para apreciar projeto de lei que prevê a liberação de áreas indígenas para mineradoras por licitação. Parecer da comissão especial da Câmara permite que os índios vetem concessões, e a Casa Civil teme que esses vetos prejudiquem projetos do governo. (págs.1 e A6). (...) O tema voltou a ganhar corpo com a discussão, no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol e deve chegar ao plenário da Casa ainda no primeiro semestre deste ano. O debate, entretanto, está longe de contornar a discórdia entre as três partes interessadas na regulamentação da atividade. A proposta do Executivo foi apresentada em fins de 2007 depois de uma longa discussão suscitada pelo massacre de 29 garimpeiros por índios cintas-largas, na reserva Roosevelt, em 2004. A idéia central é liberar a exploração das áreas indígenas a empresas mineradoras, que concorreriam aos lotes por licitação pública, com a anuência das tribos residentes nessas áreas.
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Planalto vai monitorar elo do MST com Paraguai

Abin monitora ''aliança'' entre MST e Paraguai para rever acordo de Itaipu

Por determinação do Palácio do Planalto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) deverá monitorar a aproximação que estaria ocorrendo entre o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e o governo do presidente Fernando Lugo, do Paraguai. A preocupação do governo é com a tentativa de cooptação dos sem-terra pelos paraguaios, com o objetivo de apoiar mudanças no Tratado de Itaipu, aumentando o valor da energia paga pelo Brasil, além de renegociar a dívida. Essas mudanças estavam entre as principais promessas de campanha de Lugo nas eleições presidenciais do ano passado.
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Projeto de Sarney procura reforçar fiscalização sobre recursos públicos

Entidades sem fins lucrativos poderão ter que prestar contas ao TCUProposta do senador José Sarney (PMDB-AP) estabelece que particulares aos quais forem transferidos recursos e bens públicos para a realização de projetos e atividades de interesse público poderão ser obrigados a prestar contas ao Tribunal de Contas da União (TCU). Atualmente, as contas dessas entidades só são examinadas pelo tribunal quando há indícios de irregularidades.- O número de irregularidades no uso desses recursos é considerável. Em um país com tantas restrições orçamentárias, é inadmissível que verbas públicas transferidas a entidades sem fins lucrativos sejam desperdiçadas ou desviadas - afirma Sarney na justificação do projeto de lei (PLS 243/06).Para exemplificar a necessidade de exame, por parte do TCU, das contas dessas organizações, Sarney registra que, em maio de 2006, o tribunal condenou uma associação que recebeu recursos federais para prestar assistência social e educacional a atletas profissionais e em formação e utilizou o dinheiro em outras atividades, dando prejuízo de R$ 125 mil aos cofres públicos.
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JUROS RECORDES NÃO IMPEDEM FUGA IDEM DE US$ 48 BILHÕES
Nunca antes na história...

A manutenção dos juros mais altos do planeta em plena rodada da queda dessas taxas não impediu que o Brasil amargasse, em 2008, a maior fuga de dólares do país desde 1982: US$ 48,883 bilhões, segundo o Banco Central. Foi o pior resultado da série histórica iniciada em 1981. O recorde negativo anterior ocorrera em 2005: -US$ 32,5 bilhões. Em 2007, a conta ficara positiva em US$ 10,7 bilhões, graças, principalmente a entrada de dinheiro para aplicar na Bolsa de Valores e dos investimentos no setor produtivo. O déficit de US$ 48,883 bilhões considera todas as operações financeiras de 2008, exceto os dólares que entram e saem do país via comércio exterior. Na área comercial, o Brasil fechou 2008 com superávit de US$ 47,9 bilhões, no menor saldo desde 2004. Já o fluxo cambial - soma dos resultados financeiro e comercial - amargou déficit de US$ 983 milhões, ano passado. O Brasil não registrava déficit nessa conta desde 2002, quando o calote do Banco Central nos fundos de renda fixa e DI provocou um resultado negativo em quase US$ 13 bilhões.
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FOGO SOBRE GAZA
A mídia em Israel toca as trombetas da guerra
Por Gideon Levy

Eis como estão as coisas em Israel: opor-se à paz é sempre atitude legítima e patriótica; opor-se à guerra é traição, atitude antipatriótica e atitude que deve ser combatida. Essa semana, falando do seu programa London & Kirschenbaum, Yaron London, apresentador, deu sinais de que a coisa está ficando difícil:
"Tivemos problemas com o programa. Sabemos do amplo consenso a favor da guerra – acabar com eles, bater até que se calem. Mas também há outras vozes, não só dos israelenses-árabes, também de muitos judeus. Encontramos alguns poucos judeus que defendem o fim dos ataques, ou que jamais deveriam ter começado, e que é preciso iniciar negociações. Não é minha opinião. Minha linha é outra, e já a expus em muitos artigos. Mas é preciso ouvir as outras vozes. Falar sozinho leva sempre ao desastre. O problema é que todos têm medo. As vozes da paz estão em silêncio, porque estão aterrorizadas."
Depois, London disse ao seu entrevistado, Amir Peretz, que planejara entrevistar também moradores de Gaza, para ouvir "o outro lado", mas que, desgraçadamente, aquelas poucas vozes foram silenciados "pelo terror".
Com terror ou sem terror, sei de muitos judeus, não de "alguns poucos", que defenderiam "o outro" lado e que não vacilariam, nem por um segundo, para declará-lo na televisão.
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“FAT não pode ser fundo de amparo a empresários”

Suspensão temporária do contrato de trabalho ganhará novas regras

- O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse esperar que a decisão da Renault de deixar mil metalúrgicos em casa por cinco meses para evitar demissões não seja repetida por uma outra empresa nessa atual conjuntura de crise financeira mundial. Tal turbulência representa uma ameaça ao mercado de trabalho e as arrecadações tributárias, de um modo geral. Ao calcular o impacto da medida, em entrevista à Gazeta Mercantil, o ministro afirmou que a decisão da Renault causará um impacto de cerca de R$ 4 milhões no caixa do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Mil empregados, que ficarão em casa, receberão ajuda compensatória com recursos do FAT, em cerca de um salário mínimo e meio.
Leia mais na Gazeta Mercantil...

PAC 2009: Ferrovia Norte-Sul é a principal obra

Entre as prioridades do governo federal com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) este ano está a construção da Ferrovia Norte-Sul. O projeto, que deverá possuir extensão total de 1.980 quilômetros cortando os estados de Goiás, Maranhão, Pará e Tocantins, tem R$ 1,7 bilhão previsto no orçamento 2009. Nos últimos dois anos, período de existência do PAC, já foram desembolsados pela União (excluindo as estatais) R$ 1,2 bilhão dos recursos do pacote econômico com a ferrovia, que deverá ser entregue em 2011. Até lá, a previsão de investimentos é de R$ 6,8 bilhões com a obra, tocada pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes. A obra de transposição do rio São Francisco é a segunda mais bem contemplada este ano. Para a conexão com as bacias dos rios Jaguaribe, Piranhas-Açu e Apodi, serão R$ 671,7 milhões. Outros R$ 492,9 milhões serão destinados à integração do São Francisco com as bacias do Nordeste Setentrional, totalizando R$ 1,2 bilhão. Mais de R$ 388 milhões do PAC já foram gastos pela União com as obras de integração do “velho Chico” desde 2007, incluindo os chamados restos a pagar – dívidas de anos anteriores roladas para exercícios seguintes.
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Ministro Stephanes: ONGs representam interesses externos

Em entrevista concedida à BBC Brasil, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, declarou que não adianta discutir a compatibilidade da produção agropecuária com a proteção ambiental quando à mesa de discussões estão pessoas representando ONGs que são financiadas por “interesses outros”. Sobre a Amazônia, o ministro voltou a afirmar que não é necessário “tocar em nenhuma árvore para aumentarmos a produção brasileira” e menciona “pressões externas” que acabam por contaminar as discussões sobre o tema. A esse respeito, reconheceu que ainda temos um “pouquinho do complexo do subdesenvolvimento”: “Se eu for, como ministro da Agricultura, à Holanda, à Alemanha ou ao Estados Unidos, e der um palpite sobre meio ambiente, corro o risco de ser mandado de volta”.
Leia a entrevista...

VEJA TAMBÉM...

ARTIGOS
A fala de Tarso (Folha de S. Paulo)
A indústria foi pro brejo (Folha de S. Paulo)
A verdade sobre o Fundo Soberano (Jornal do Brasil)
Aceleração histórica (Correio Braziliense)
Ano novo e a recorrente farsa orçamentária (Gazeta Mercantil)
As lições oferecidas a partir do caso Madoff (Valor Econômico)
Barack Obama: os desafios (Folha de S. Paulo)
Crime e violência: o que foi e o que virá (Correio Braziliense)
Eleições inflamáveis (Folha de S. Paulo)
Gaza sem Pétain (O Estado de S. Paulo)
Guerra no sul da Ásia (Valor Econômico)
Inflação do dólar: quem dá mais? (Folha de S. Paulo)
Interpretação das normas do Mercosul (O Estado de S. Paulo)
O assessor que sabia javanês (Folha de S. Paulo)
O dólar, a inflação e o otimismo da FGV (O Estado de S. Paulo)
Planos econômicos e o Judiciário (Valor Econômico)
Por que o dinheiro injetado no mercado financeiro não é o bastante (Gazeta Mercantil)
Requiescat in pacem (Valor Econômico)
Reunida para cortes, Mesa da Câmara aumenta gastos (Folha de S. Paulo)
Sementes de ódio (Correio Braziliense)
Um instigante laboratório político (O Globo)

COLUNAS
"Seu" Roberto e o desafio brasileiro (Valor Econômico - Brasil)
A coluna que Lula não vai ler (Correio Braziliense - Nas Entrelinhas)
BC deve eliminar compulsório para juro real cair, diz Troster (Folha de S. Paulo - Mercado Aberto)
Cem anos de violência contra os palestinos (Jornal do Brasil - Coisas da Política)
Consenso necessário (O Globo - Merval Pereira)
CPI, parte três (Folha de S. Paulo - Painel)
Do Gueto de Varsóvia ao Gueto de Gaza (Valor Econômico - Política)
Enfrentar a crise (O Globo - Panorama Político)
Grampo em Aníbal ressuscita a CPI (Jornal do Brasil - Informe JB)
Mercado já defende derrubada da Selic (Valor Econômico - Por dentro do mercado)
Muito além do panfleto (O Estado de S. Paulo - Dora Kramer)
O mero registro (Folha de S. Paulo - Jânio de Freitas)
O talo do repolho (O Estado de S. Paulo - Celso Ming)
Os lados da moeda (O Globo - Panorama Econômico)
Patrões do ano (Correio Braziliense - Ari Cunha)
Pressão total (Correio Braziliense - Brasília-DF)
Simples assim: pela paz! (Folha de S. Paulo - Eliane Cantanhede)
Índice cai 3,5% e corta série de altas (Valor Econômico - De olho na bolsa)

ECONOMIA
3 milhões vão perder emprego, prevê Força (O Estado de S. Paulo)
A grande crise, 94 anos atrás (Valor Econômico)
Aneel ameaça vetar início de operação de sete termelétricas (Valor Econômico)
Ano de ajustes (Valor Econômico)
Após seca no verão, PR espera área maior de milho safrinha (Valor Econômico)
Até banqueiro pede redução de juros (O Estado de S. Paulo)
Até Bradesco pede corte de juros (O Globo)
Autossuficiência do petróleo no Brasil durou apenas dois anos (O Estado de S. Paulo)
Ação da Aracruz sobe 9% com rumor de acordo com bancos (Folha de S. Paulo)
Bancos financiam despesas de início de ano (Valor Econômico)
Bancos japoneses ajudam BNDES a financiar projetos ferroviários (Gazeta Mercantil)
BB está próximo de acordo com Votorantim (Valor Econômico)
BB prepara injeção de capital no Votorantim (Folha de S. Paulo)
BNDES obtém empréstimo de bancos japoneses (Folha de S. Paulo)
BofA vende participação no chinês CCB (Valor Econômico)
Bolsa cai 3,5% após fortes ganhos (O Globo)
Brasil paga prêmio menor do que empresas e países de rating maior (Valor Econômico)
Brasil perde dólar pela 1ª vez com Lula (O Globo)
Brasil perde menos entre fundos de emergentes (Valor Econômico)
Captação da caderneta diminui 47% em 2008 (Valor Econômico)
Captação da poupança cai pela metade (Jornal do Brasil)
Cenário de desemprego assombra as bolsas nos EUA (Valor Econômico)
Cesta básica sobe até 29% em 2008 (Gazeta Mercantil)
Cesta básica sobe até 29,3% em 2008 (Folha de S. Paulo)
CNJ libera salário acima do teto (Valor Econômico)
Comemoração custou R$ 37 milhões (O Estado de S. Paulo)
Congresso muda o PAC para atender as próprias emendas (Folha de S. Paulo)
Consumo cai, e Petrobras reduz importação de gás boliviano (Folha de S. Paulo)
Conta petróleo gera déficit de US$ 13,4 bilhões em 2008 (Valor Econômico)
Contas de pessoa física na bolsa crescem 17,5% em 2008, apesar da crise (Valor Econômico)
Corrida para implantar IFRS deve ganhar força em 2009 (Gazeta Mercantil)
Corte de vagas pode ser o maior em 60 anos (Folha de S. Paulo)
Crise vai servir para aprimorar a gestão (Valor Econômico)
Crédito corporativo e private equity na mira (Valor Econômico)
Curta - Luz mais barata (Valor Econômico)
Custo da cesta básica sobe mais que inflação (Valor Econômico)
Câmbio tem o 1º déficit anual do governo Lula (Valor Econômico)
Dispensado da Renault vai ter R$ 3,5 milhões do FAT (Gazeta Mercantil)
Dólar registra avanço de 2,75% e fecha em R$ 2,24 (Folha de S. Paulo)
Déficit orçamentário dos EUA deve chegar a US$ 1,2 tri (Folha de S. Paulo)
Empresas e sindicatos discutem jornada de 3 dias (O Estado de S. Paulo)
Empresários pedem trégua fiscal e redução da taxa de juros (Gazeta Mercantil)
Estados cortam investimento e elevam gasto com custeio (Valor Econômico)

POLÍTICA

'Aposentamos o saco de documentos que o trabalhador era obrigado a levar' (O Globo)
A meia hora do respeito (O Globo)
Aneel aguarda votação do Senado para nomear novo diretor-geral (Gazeta Mercantil)
Aod Cunha deixa comando da Fazenda (O Estado de S. Paulo)
Após escândalo, TJ-ES exonera 13 servidores (Folha de S. Paulo)
Até PT quer debater normas de tratado (O Estado de S. Paulo)
Berger entrega reforma administrativa à Câmara (Valor Econômico)
Carta em busca de votos (Correio Braziliense)
Chuva castiga municípios do Espírito Santo (O Globo)
CNJ autoriza ganho além do teto (O Estado de S. Paulo)
Câmara aprova pagamento extra para cargos de chefia (Correio Braziliense)
Câmara gastará R$40 milhões com gratificação (O Globo)
Decisão sobre salário na mira da OAB (Jornal do Brasil)
Delegados tentam frear corregedoria (Correio Braziliense)
Descontrole na fiscalização de contas (Correio Braziliense)
Dnit culpa greve por estradas ruins (O Globo)
Em vez de cortar gastos, Câmara dá aumento a servidor (O Estado de S. Paulo)
Governo de São Paulo congela R$ 1,6 bilhão do Orçamento (Folha de S. Paulo)
Governo tenta manter equilíbrio entre aliados com eleições da Mesas (Valor Econômico)
Greve de 45 dias vira culpada por um ano de buracos (O Globo)
Homenagem aos futuros mortos (O Estado de S. Paulo)
Líder do PSDB na Câmara foi vítima de grampo ilegal (Jornal do Brasil)
Líder tucano é grampeado (Correio Braziliense)
O sonho da aposentadoria em meia hora (O Globo)
OAB vai entrar com ação contra decisão do CNJ sobre teto (O Globo)
PDT ignora bloquinho e aproxima-se de Temer (Jornal do Brasil)
Planalto dá como certo Sarney à frente do Senado (O Globo)
Planalto vai monitorar elo do MST com Paraguai (O Estado de S. Paulo)
Procon processa empresa por corte de serviços para governo (Folha de S. Paulo)
Quadrilha de policiais vendia escuta ilegal em SP (O Globo)
Relator da ONU critica Israel em visita ao Brasil (Jornal do Brasil)
Remuneração acima do teto é criticada (Gazeta Mercantil)
Rio não recebeu nem 1 centavo de verba de bancada (O Globo)
Secretário da Fazenda de Yeda decide deixar cargo (Folha de S. Paulo)
Sem alarde, deputados instituem a bolsa-chefia (Correio Braziliense)
Sem candidatos, oposição mira postos-chave (Folha de S. Paulo)
Serra e PSDB iniciam montagem de palanques regionais para 2010 (Valor Econômico)
Stedile já pôs militantes à disposição de Evo Morales (O Estado de S. Paulo)
STF reage e diz que Legislativo está em dívida (O Estado de S. Paulo)
STF só vai julgar no recesso se for "urgente' (Folha de S. Paulo)
STJ rejeita mais um recurso de Dantas (O Estado de S. Paulo)
Tarso elogia Lacerda e diz que vai acomodar ex-assessor dele (Folha de S. Paulo)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Opinião, Notícia e Humor...

Papai Noel Lula pagou R$ 145 bi de juros em 2008

Gastança supera em 1,8 vez soma do orçamento de Educação e Saúde

Apenas em novembro, o setor público consolidado - governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais - torrou R$ 10,861 bilhões em gastos com juros da dívida. De janeiro a novembro, a gastança com essa rubrica atingiu R$ 145,582 bilhões, sangrando o equivalente a 5,48% do produto interno bruto (PIB). Com isso, após dois meses consecutivos superávits nominais - receita menos despesa incluindo gastos com juros - o setor público apresentou, em novembro, déficit nominal de R$ 8,917 bilhões. De janeiro a novembro, o déficit nominal é de R$ 10,752 bilhões, ou 0,40% do PIB. Criticada por todos setores produtivos, a gastança com juros, no entanto, tem um defensor no chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. Segundo Lopes, em relação ao PIB, o dinheiro torrado pelo setor público com juros está no menor nível em uma década: 5,48%, nos 12 meses encerrados em novembro, ou R$ 157,820 bilhões. A sangria em relação ao PIB é a menor desde maio de 1998, quando atingira 5,38%. Além do dinheiro esterilizado com juros, o déficit de novembro também foi puxado pelo aumento dos investimentos do governo federal. Segundo Lopes, o investimento cresceu 215%, em novembro, na comparação com igual mês de 2007. Em novembro, segundo o BC, o Tesouro Nacional realizou aplicações que somaram R$ 2,9 bilhões. Em igual mês do ano passado, o valor totalizara cerca de R$ 920 milhões. No acumulado de janeiro a novembro, os investimentos cresceram 45% sobre igual período de 2007: "O aumento do investimento mostra a preocupação do governo federal com o investimento e a infra-estrutura", disse Lopes, referindo-se ao aumento dos gastos públicos não-financeiros em novembro. Leia mais nas páginas 3 e 7 do Monitor Mercantil

Leia ainda:

Lula destina R$ 12 bi a Fundo Soberano
O governo aprovou oficialmente o estatuto do Fundo Fiscal de Investimento e Estabilização (FFIE) e determinou a integralização das cotas desse fundo, destinando-lhe R$ 14,244 bilhões. O FFIE é constituído com dinheiro do recém-criado Fundo Soberano do Brasil (FSB). A autorização para integralização de cotas consta do decreto número 6.713 assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União, terça-feira. A integralização de cotas, segundo o decreto, será feita "mediante a transferência de títulos da dívida pública mobiliária federal" emitidos com fundamento no parágrafo segundo do artigo 4º da Lei 11.887.
Monitor Mercantil
Sistema bancário deve ser controlado pelos governos
Ellen Brown

A crise sistêmica que está demolindo o sistema financeiro internacional tem ensejado um crescente questionamento de um dos pilares do sistema, o controle privado do crédito, adotado na maioria dos países do mundo. Grande parte das críticas é acompanhada pela sugestão de que os Estados nacionais soberanos assumam definitivamente o encargo da emissão primária da moeda e do crédito para promover as economias. A seguir, apresentamos um elucidativo artigo a respeito, da advogada estadunidense Ellen Brown, autora do livro The Web of Debt: The Shocking Truth About Our Money System and How We Can Break Free (A teia de dívida: a chocante verdade sobre o nosso sistema monetário e como podemos libertar-nos), uma instigante investigação sobre o domínio dos bancos privados sobre as finanças dos EUA. O artigo foi originalmente publicado em 9 de dezembro no
blog da autora.

Governo sustentável: um sistema bancário para um "Novo New Deal"

Ellen Brown
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Renan Calheiros pode assumir PMDB em 2009

Uma ofensiva junto aos governadores peemedebistas, capitaneada pelo senador José Sarney (PMDB-AP), garantiu o apoio da maioria dos senadores do partido ao nome de Renan Calheiros (PMDB-AL) para o cargo de líder da legenda em 2009, exatos 14 meses depois do parlamentar alagoano ter renunciado à presidência do Senado em meio a denúncias de corrupção. A liderança faz parte do pacote com que a cúpula peemedebista e o Planalto trabalham para evitar disputa entre o PT e o PMDB na sucessão do Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva programa uma reunião com a cúpula do PMDB dia 12 ou 13 de janeiro, para arrancar uma definição de Sarney. Ou o senador assume de vez que é candidato, ou libera a cadeira em definitivo para uma composição com o PT de Tião Viana (AC). Um dirigente peemedebista com trânsito no Planalto informa que Lula quer esclarecer o quadro. Argumenta que, na última conversa com Sarney, ouviu do senador que não seria candidato “em hipótese alguma”. A despeito da negativa, porém, seus correligionários seguem sustentando que ele é “candidatíssimo”. Um interlocutor palaciano diz que, por isto mesmo, Lula pedirá à cúpula partidária que se manifeste e, se Sarney assumir o desejo de presidir o Senado, ficará ?muito tranqüilo?. Caso contrário, o presidente insistirá no entendimento em torno de Viana.
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Uma breve resposta à desinformação sionista
Por Khalid Amayreh


A mídia hasbara [1] sionista têm afirmado que a atual carnificina genocida em Gaza é uma "guerra contra o Hamas" e que esta foi necessária só pelos disparos de rockets palestinos sobre Israel. Isto é uma grande mentira, como se verá a seguir: "O Hamas disse reiteradamente que estava desejoso e pronto para cessar ´todo` disparo de projéteis a partir de Gaza desde que Israel levantasse o seu bloqueio mortífero. E Israel reiteradamente disse ´Não`". Israel tem dito ad nauseam que terminou a sua ocupação de Gaza. Bem, por que então Israel retém o seu controle dos céus de Gaza, das costas de Gaza, do mar de Gaza, dos lugares de cruzamento da fronteira de Gaza (mesmo com o Egito)? Por que Israel retém o controle da vida em Gaza? Portanto, a questão dos disparos de "rockets" sobre Israel (trata-se de projéteis feitos artesanalmente, que fazem mais ruído do que dano) deveria ser encarada em grande medida como algo para desviar a atenção. Efetivamente, Israel deu aos palestinos em Gaza uma de duas escolhas: morrerem de fome devido ao bloqueio ou serem exterminados pela máquina de guerra israelense Na verdade, os chamados "rockets" não são senão um protesto desesperado por justiça, pelo levantamento do bloqueio mortífero. Gaza foi simplesmente reduzida a uma “Auschwitz” dos dias de hoje. A única diferença é que os judeus estão agora a desempenhar o papel das SS. O Hamas cumpriu meticulosamente um cessar fogo de seis meses, apesar da persistência do bloqueio estilo nazi que se assemelha muito ao cerco do Gueto de Varsóvia em 1942-43. Contudo, em 13 de Novembro Israel executou uma incursão dentro de Gaza, matando seis pessoas. Indo diretamente ao principal, Israel matou 49 palestinos durante o cessar fogo. Nem um único israelense foi morto nesse período. Agora são mais de 400 mortos, na maioria mulheres e crianças...
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O original encontra-se em
Palestinian Information Center
Sobre o assunto, leia também:
Comissário da ONU compara cerco a Gaza ao gueto de Varsóvia
STF deverá concluir julgamentos polêmicos em 2009

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) deverão concluir julgamentos importantes em 2009. Entre eles está a demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima. A previsão é que o caso volte à pauta em fevereiro. No dia 10 de dezembro do ano passado, um pedido de vista do ministro Marco Aurélio Mello adiou a decisão final sobre a questão. Antes do adiamento, porém, 8 dos 11 ministros da Suprema Corte se manifestaram a favor da homologação de forma contínua das terras na região com ressalvas. Outros temas polêmicos deverão estar na pauta do Supremo neste ano, como cotas raciais, interrupção da gravidez de fetos anencéfalos, a Lei de Imprensa, diploma para jornalistas e o poder de investigação do Ministério Público.
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Aquecimento Global em Crise?
Por José Carlos Parente de Oliveira (*)

Os regimes ou organizações totalitárias utilizam-se de receituário próprio para tentar “convencer” os que lhes fazem oposição: primeiro ignoram os opositores, em seguida eles procuram, por todos os meios, ridicularizar os opositores, e mesmo agredi-los; a fase seguinte, por força das idéias oposicionistas, é a contestação dessas idéias, seguindo-se a fase efêmera de eles travestirem-se de oposicionistas. Finalmente, exauridos, sucumbem à verdade. O comportamento daqueles que crêem na atual Hipótese do Aquecimento Global Antropogênico, sejam os estudiosos e governantes ligados ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC da sigla em inglês) sejam os ambientalistas, vem sendo pautado pelo receituário próprio dos totalitaristas. A segunda metade da década dos anos 1990 foi caracterizada pela fase de desprezo dos IPCCianos por estudiosos que defendiam que a variação da temperatura terrestre era cíclica, natural e que poderia ser explicada pelas propriedades do Sol. Os anos 2000, notadamente até 2006, caracterizaram-se pelas tentativas de ridicularizar aqueles que, com mais razões e resultados científicos comprovados, combatiam a culpabilidade humana por um aquecimento que, simplesmente, não existia: os opositores do aquecimento global foram taxados de irresponsáveis, de incrédulos, de estarem à soldo de companhias petrolíferas e de energia a carvão, de não preocuparem-se com o planeta nem com a vida, entre outros impropérios.
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Conceição Tavares: política de juros do BC é “um estorvo”

A economista Maria da Conceição Tavares afirmou que o Banco Central (BC) se tornou “um estorvo”, que emperra o esforço do governo para defender o país contra a recessão pela fidelidade dos seus membros “aos interesses que representam, em detrimento dos interesses do país”. “Eles fizeram uma escolha e foram fiéis a ela até o fim. Infelizmente a escolha não foi o país, mas o mercado, de onde vieram e para onde voltarão”, disse. “A turma do BC deixou a coisa passar a tal ponto que agora temos um paradoxo: a maior taxa de juros do planeta e, quando fizerem os cortes, será tarde demais”, acrescentou. Em entrevista à Agência Carta Maior, publicada em 19 de dezembro, a economista e professora da Unicamp advertiu que se as reduções a partir de janeiro vierem “em gotas simbólicas” serão insuficientes para enfrentar a crise.
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Nepotismo Cruzado

(Giulio Sanmartini) A filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lurian Cordeiro da Silva (foto), acompanhou na manhã desta quinta-feira a posse do prefeito de São José (SC), Djalma Berger (PSB). Amanhã, ela assume oficialmente o cargo de secretária de Ação Social do município. Irmão do prefeito reeleito de Florianópolis Dário Berger (PMDB), Djalma deixou a Câmara dos Deputados para assumir o quarto município mais populoso de Santa Catarina. Lurian esteve acompanhada pelos irmãos Berger durante toda a solenidade. Ela destacou ser um grande desafio assumir a secretaria de Ação Social e acrescentou que aceitou o cargo por contar com uma boa equipe.
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'Arrendamento' evidencia uso indevido de outorgas de TV

Ao sintonizar qualquer canal da Rede Bandeirantes no horário nobre, por volta das 21h, será possível ver o “Show da Fé”, comandado pelo missionário R. R. Soares. O programa da Igreja Internacional da Graça de Deus não é uma produção própria da emissora, tampouco uma produção independente que o grupo adquire pela sua qualidade, mas sim um dos expoentes de um novo fenômeno que vem se tornando uma prática corrente por parte de várias TVs: o arrendamento de espaços na programação.Segundo dossiê preparado pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social a partir de denúncias produzidas por diversas entidades da sociedade civil [ver aqui ], este tipo de “negócio” constitui uso indevido e abusivo das concessões públicas de radiodifusão. “O arrendamento parcial ou total contraria totalmente o espírito da lei”, dispara o documento.
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Reservaram, para vender, o que é inalienável
Guikhermina Coimbra

É inalienável porque a Constituição Federal garantiu o monopólio dos minérios nucleares para usos e frutos desta e das futuras gerações de brasileiros. Os minérios nucleares são produtos de uma única safra, são minerais esgotáveis. À revelia dos que residem no Brasil (que são os contribuintes de fato e de direito de todos os proventos, soldos, estipêndios e salários dos que se investiram do poder de corretar e vender) silenciosamente estão vendendo o urânio, bem público inalienável dos brasileiros, sob o pretexto de “reservar” (para os “índios”). Urânio enriquecido é o combustível do Século, do qual dependem as milhares de usinas nucleares ao redor do mundo – entre elas, as brasileiras. O Brasil não vai poder dispensar a utilização da energia nuclear, porque é a energia mais econômica; é a energia que não polui o meio ambiente; é a energia mais segura; é uma energia portátil, vez que as usinas podem ser instaladas onde houver necessidade, sem precisar desapropriar, desalojar e alojar populações.
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Supremo analisará liminar sobre repasses ao Fundo Soberano do Brasil após o recesso forense

No exercício da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Cezar Peluso, não considerou urgente a análise de liminar requerida em ação que questiona Medida Provisória sobre repasses ao Fundo Soberano do Brasil. Com o despacho, a liminar só será examinada após o recesso forense, que termina no dia 31 de janeiro. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4179 foi ajuizada na segunda-feira (29) por partidos de oposição contra os artigos 1º e 4º da Medida Provisória 452/08. O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Partido Popular Socialista (PPS) e o Democratas pretendem impedir o Tesouro de emitir títulos da dívida pública mobiliária federal a serem empregados no Fundo Soberano do Brasil (FSB).
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Lançamento do VLS-1: a mídia não noticiou

Excessivamente preocupados com a crise financeira (será?), os órgãos de informação brasileiros não informaram o sucesso do lançamento do míssil espacial VLS-1, feito com sucesso no dia 20 de outubro de 2008, partindo da base de São José dos Campos, e não de Alcântara, como era costume. A última experiência foi desastrosa. Com problemas de pré-ignição, o lançamento fracassou dando causa a incêndio que destruiu grande parte da base maranhense, além de matar 21 pessoas. Grande lástima, sem dúvida. O sucesso é auspicioso. Vai permitir o lançamento de satélite geoestacionário, proporcionando ao país facilidade nas comunicações, principalmente.
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Cesar Maia e o Rio: "Enfim, sós"

O Rio já tem um novo prefeito. Embora Eduardo Paes não provoque admirações ou esperanças, um avanço completo é a saída de Cesar Maia. Esta sim, será festejada com fogos, entusiasmo, gritaria, e o coro que certamente será cantado em massa: "Cesar Maia nunca mais". À meia-noite do dia 31, o limite entre o final de 2008 e o início de 2009, foi também uma espécie de rampa, pela qual Cesar Maia foi despejado, como um lixo que não poderá ser reciclado. Os que estavam acordados não precisaram mais de chamá-lo de prefeito. Puderam exclamar satisfeitos: "ENFIM, SÓS", ainda não havia o novo prefeito, (Paes), mas o velho (Maia), também estava sem título e sem função. Na verdade, o título ele manteve apesar de tudo, mas da função, abdicou há muito tempo. É devastadora a passagem de Cesar Maia pela prefeitura do Rio, provando um fato lancinante, melancólico e dolorido: todas as invenções de Brizola, levam a marca pejorativa de Cesar Maia. Como o dia 1º começou a partir da meia-noite e a posse foi ao meio-dia, foram 12 horas desse "ENFIM, SÓS", que 7 milhões de cariocas gostariam que acontecesse bem antes.
Leia a íntegra da coluna do mestre Helio Fernandes...