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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Eclésia da Democracia...ou não?

Resposta da Petrobras ao jornal Zero Hora
Junho 16, 2009 by Blog Fatos e Dados Petrobras

Uma matéria no jornal Zero Hora que dizia que a Petrobras pediu a data de publicação de uma matéria sobre a estatal para poder responder aos questionamentos do jornalista do veículo.Gostaria de saber a posição da Petrobras, se essa é uma prática comum ou se foi apenas para não publicar as respostas e perguntas no blog antes da publicação no jornal.
A Petrobras não está condicionando o fornecimento das respostas à informação sobre a data de veiculação da matéria. Devido a interpretações equivocadas de que objetivo do Blog Fatos e Dados seria “vazar” o noticiário, a Petrobras decidiu postar as perguntas dos jornalistas e as respostas da Companhia por volta de 0h do dia da publicação da matéria em jornais e revistas. Por isso, a assessoria de imprensa da Petrobras está pedindo que os repórteres indiquem a data de publicação da reportagem. A Petrobras mantém o propósito de transmitir as informações de forma transparente e reafirma que o objetivo do Blog é prestar esclarecimentos relacionados à CPI e divulgar os posicionamentos da Companhia informados à imprensa.
Após publicar, em 15/06, na seção de “Cartas de Leitores”, resposta resumida da Petrobras que desconstruía, com base em fatos e dados, as conclusões parciais e errôneas de “estudo” que mereceu destaque em matéria no Jornal Valor Econômico, o repórter responsável saiu-se com a réplica abaixo:
“O jornal não afirmou que a Petrobras deixou de recolher tributos para reforçar o caixa. Apenas divulgou um estudo feito por um consultor de um partido da oposição, no momento que a empresa está no centro do debate político”.
Veja a matéria do Valor Econômico de 12/06/2009 – “Manobra contábil da Petrobras é usada por grandes empresas, sugere estudo”, no
site do jornal (acesso restrito aos assinantes do jornal) ou clique aqui e acesse a íntegra no clipping do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do Governo Federal
Leia os esclarecimentos enviados pela Petrobras
Conheça a evolução dos investimentos da Petrobras nos últimos anos, com base nas informações que constam no site de Relações com o Investidor.

Petrobras: carro-chefe dos investimentos e crescimento do país

David Fischel e Ricardo Ribeiro Pessôa, ambos ex-presidentes da Associação Brasileira de Engenharia Industrial, assinam artigo publicado em 12 de junho de 2009, no Jornal do Brasil, que traz relação interessante entre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a CPI da Petrobras. Sob o título “O que o PAC tem a ver com a CPI”, eles sugerem uma analogia entre engenheiros, PAC, CPI da Petrobras e crescimento econômico brasileiro.
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terça-feira, 2 de junho de 2009

Cel Hiram Reis e Silva

Petrobras e os Negócios da China

"Malévolos sicários, Raça espúria, sem Pátria, ermos de brio,Já traidores alfanges afiando,O ensejo só aguardam favorávelDe ensopá-los no sangueDaqueles a quem bens, e honra devem."

Domingos José Gonçalves de Magalhães

Petrobras obtém empréstimo durante a visita de Lula à China

Ultimo Segundo - 19/05/2009 - O segundo dia da visita de Estado à China do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi marcado por uma série de acordos relacionados ao petróleo e, principalmente, um empréstimo bilionário chinês à Petrobras. A Petrobras obteve um crédito de US$ 10 bilhões de dólares em 10 anos do China Development Bank (CDB), que pertence ao governo chinês, que deve, segundo a companhia brasileira, "financiar seus projetos de investimentos e de compras de bens e serviços na China". No contrato com o CDB, a Petrobras e a gigante pública chinesa Sinopec, a maior refinaria da Ásia, concluíram ainda um acordo sobre o fornecimento de petróleo brasileiro à China, altamente interessada na diversificação de suas fontes de abastecimento. "Os volumes de exportação serão de 150 mil barris por dia no primeiro ano e depois 200 mil barris por dia durante os noves anos seguintes", segundo a Petrobras.

O grande negócio da Petrobrás Petralha

Com o ‘grande negócio’ assinado por Lula o Brasil acaba de presentear a China durante 10 anos com a produção de dois dos seus maiores campos petrolíferos por $ 14.05 o barril. O preço do barril hoje, a pior cotação dos últimos dez anos, está em torno de $35 a $40. E já esteve a $150. Um bom negócio na visão obliterada dos companheiros. - CPI da Petrobrás No governo Lula, a Petrobras gastou R$ 47 bilhões em contratos firmados sem licitação. “Eu acho que você não pode transformar uma questão político-eleitoral possivelmente menor, envolvendo a empresa mais importante que o Brasil tem. Se as pessoas que a assinaram não têm outra coisa para fazer, que façam. Nós vamos continuar tocando o barco”.

(Lula e a CPI da Petrobras)

“TCU ENVIARÁ À CPI 8 PROCESSOS QUE APURAM IRREGULARIDADES NA PETROBRAS"

Publicada em 21/05/2009 - Valor Online BRASÍLIA - O Tribunal de Contas da União (TCU) deverá encaminhar aos integrantes da CPI da Petrobras pelo menos oito processos que investigam suspeitas de irregularidades e de superfaturamento de obras públicas, além de contestações à contratação de fornecedores com dispensa de licitação”.

“PETROBRAS USA ADITIVOS E DOBRA VALOR DE CONTRATOS, APONTA TCU".

Um gasoduto e uma plataforma, que tinham sido orçados em R$ 1,8 bi, têm custo efetivo chegando a R$ 3,6 bi.

Por Christiane Samarco e Rodrigo Rangel, de O Estado de São Paulo

Uma investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a Petrobras, protegida por um regulamento próprio, tem usado com frequência contratos turbinados por termos aditivos que elevam custos de obras e serviços da estatal. Mesmo quando não há aditivos, há estouros de orçamento de mais de 50% dos valores iniciais programados. É o que acontece com um gasoduto e uma plataforma, orçados em R$ 1,8 bilhão, cujo custo já chega a R$ 3,6 bilhões”. “CPI PETROBRAS - Sarney, CPI será instalada na próxima terça-feiraQuarta-feira, 27 de Maio de 2009 (Agencia Estado) O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), anunciou nesta quarta-feira (27) no Plenário que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras será instalada na próxima terça-feira (2) às 14h. Quem presidirá a sessão de instalação será o senador Paulo Duque (PMDB-RJ), o mais idoso do colegiado. Na ocasião deverão ser eleitos o presidente e o vice-presidente da comissão, o relator será indicado pelo presidente da CPI”.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) é acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB), Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Telefone:- (51) 3331 6265Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

terça-feira, 9 de junho de 2009

Petrobras arranja forma de acabar com "jabá" dos jornalões amestrados...Parabéns! Nosso Blog deixará disponível o endereço na coluna ao lado...

Petrobras divulga nota oficial sobre o Blog Fatos e Dados

Nossa opinião
Em relação a matéria publicada na edição de hoje, 07/06, no jornal O Globo, intitulada “Petrobras vaza em blog informações obtidas por jornalistas”, a companhia entende que não houve quebra de confidencialidade ou ilegalidade na publicação das perguntas e respostas enviadas aos jornalistas no recém lançado blog Fatos e Dados.
Com efeito, a relação entre a Petrobras e os veículos de comunicação que a interpelam é essencialmente pública. Neste contexto não há espaço para informação sigilosa, como o verbo “vazar” utilizado no título pressupõe. Tanto as respostas da Petrobras são públicas quanto as perguntas dos repórteres também o são, ou deveriam ser.
A publicação das respostas no blog, antes da decisão editorial de o jornal publicar ou não a reportagem em questão, reforça o objetivo da Petrobras de alcançar o máximo de transparência possível no relacionamento com seus públicos de interesse.
A agilidade no tratamento e no encaminhamento das respostas ao sempre legítimo questionamento da imprensa demonstra também o compromisso da Cia em prestar todos os esclarecimentos a ela solicitados.
A Petrobras tem liberdade para publicar a íntegra das respostas que fornece aos veículos de comunicação porque é fonte e detentora dos dados disponibilizados. No campo jurídico, especialistas consultados reafirmam a legalidade de nossa decisão. Cabe-nos, entretanto, ressaltar que a medida não tem como objetivo prejudicar o trabalho dos jornalistas.
A iniciativa de criar o blog Fatos e Dados, na opinião da Petrobras, é um marco na construção de novas pontes de comunicação com os públicos de relacionamento da companhia em uma nova era de circulação de informação digital em tempo real. A chamada blogosfera permite uma relação direta entre a fonte divulgadora de informação e leitores, sem a necessidade de filtros, de maneira que a decisão sobre o que interessa de fato ao receptor seja por ele selecionada, na medida em que tem acesso a íntegra das perguntas e respostas.
Entende, ainda, a Petrobras que contribui com o avanço democrático ao possibilitar um diálogo mais profundo nessa complexa teia, composta por intermediários pulverizados e integrados em redes múltiplas.
Por fim, cabe ressaltar que o objetivo do blog é essencialmente dar transparência aos processos da Petrobras e não prejudicar o levantamento de fatos e dados de jornalistas. Ao contrário, a divulgação prévia poderá propiciar aos veículos, inclusive, que justifiquem mais tecnicamente suas legitimas posições editoriais. Quaisquer que sejam elas, desde que explicitamente opiniões, serão sempre legitimas no entendimento da Petrobras.

Resposta ao jornal O Globo sobre biodiesel

Sobre a matéria “Petrobras ainda financia a fracassada mamona” publicada no dia 07/06/09, pelo jornal O Globo, a Petrobras esclarece que:
1- A ANP não “condenou” a utilização da mamona como matéria-prima do biodiesel. A Agência limitou a adição do óleo de mamona a 30% do biodiesel. Esse volume garante uma melhor qualidade do biodiesel, em relação a outras oleaginosas, como redução do ponto de congelamento e o percentual de iodo, adequando-se às especificações européias.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Coluna do Helio Fernandes

A discussão apressada e antecipada

A Petrobras é nossa, de quem será a Petrosal?

Desde que o Brasil "descobriu" o petróleo através da Petrobras e se livrou da imposição dos EUA, "não há petróleo no Brasil", crescemos de forma impressionante. Podíamos ter atingido a auto-suficiência há muito tempo. Mas chegando a comprar 20 bilhões por ano, quem queria isso?
O que acontece é que a Petrobras teve a CUMPLICIDADE criminosa de vários presidentes corruptíssimos. Um economista vinculado a todos os sistemas de Poder me garante: "Helio, a comissão internacional para esses negócios é de 3 por cento. Nem mais nem menos. Quem disser o contrário está mentindo ou equivocado". Como o informante é autoridade mesmo, competente, correto e conhecedor, fiquemos com seus números.
Não foi por pouco tempo que o Brasil comprou 20 BILHÕES de dólares de petróleo, anualmente. Os maiores escândalos ocorreram durante a ditadura militar. O general Ernesto Geisel impôs o nome de Shigeaki Ueki para presidente da Petrobras e ministro das Minas e Energia.
Nos 2 cargos fez fortuna tão espantosa, impressionante e espetacular que hoje até a família Bush (pai e filho, os dois, presidentes dos EUA) se queixam de Shigeaki e dos filhos. É que no Texas (que os EUA roubaram do México em 1842 e hoje é domínio de Bush pai e filho) os brasileiros têm mais poços de petróleo do que o ex e o atual presidente da maior potência do mundo.
Sebastião Nery deu ao professor Bautista Vidal os royalties que ele merece, na luta para fazer do álcool o grande combustível do Brasil. Limpo, barato, renovável, podendo ser extraído não só do álcool, mas também de outros produtos ou plantas. Inesgotável, o bioálcool, o biodiesel, o biomamona, o bio qualquer coisa, que temos no Brasil em quantidade impressionante.Enquanto o petróleo não se renova e vai acabando sem prazo certo, o Brasil poderá se livrar da dependência internacional, falta coragem, espírito cívico, a capacidade que tem um homem como Bautista Vidal, a mesma que tinha o meu saudoso amigo e grande lutador Antonio Carlos de Andrada Serpa.
General de 4 estrelas, irmão general de 4 estrelas, irmão de um coronel que foi morto no Baependy, naufragado pelo nazismo, o que levou à formação da gloriosa FEB, foi "amaldiçoado" pelos outros generais que tomaram o Poder em 1965.
(E não em 1964, como acreditam muitos. 1964 foi um ensaio, 1965 a arrancada geral, que levaria ao inacreditável AI-5 de 1968, o mais execrável de todos os Atos que já existiram no Brasil. Esses generais no Poder não queriam concorrência, pensavam [?] que Andrada Serpa só esperava chegar a 4 estrelas para entrar na fila presidenciável).
A primeira e a maior guerra (e não uma batalha) da Petrobras foi obter recursos para encontrar petróleo, o que se chama de PROSPECÇÃO. Todos os governos cortavam as verbas da Petrobras, não há possibilidade de descobrir petróleo sem procurá-lo, sem ir buscá-lo. E a Petrobras foi encontrá-lo a quase 3 mil metros de profundidade, assombrando o mundo. As plataformas da Petrobras ficaram cheias de técnicos do mundo todo, que queriam assimilar a competência da Petrobras.
Quando chegamos à igualdade entre o petróleo produzido e o petróleo consumido, foi uma festa. E ficou assim durante algum tempo, a Petrobras louvada, aplaudida, reconhecida, aclamada, mesmo com FHC assinando o calamitoso decreto 9478.
Inesperadamente o Brasil entra na Era do Pré-sal, passa a ser considerado um dos três maiores produtores de petróleo do mundo, ultrapassando a Arábia Saudida e o Irã. "Decidiram" então que a Petrobras devia desaparecer, tinha que ser assassinada, em seu lugar começaram a falar em outras empresas, muitas, várias, diversas, num equívoco colossal.


PS - A idéia foi de Edson Lobão, que não podia ser ministro, quanto mais inovador nessa área superimportante de petróleo.
PS 2 - No primeiro tempo o presidente Lula deu a impressão de que aceitava liquidar a Petrobras e colocar no seu lugar empresas sem tradição, sem experiência, sem dinheiro, sem competência. Felizmente o presidente Lula compreendeu que era um equívoco, VOLTOU A PRESTIGIAR A PETROBRAS. Ainda bem.

Leia a coluna completa...

domingo, 9 de agosto de 2009

CPI, pré-sal, 2010 ...

Entrevista

Um dos alvos da comissão que vai investigar a Petrobras, Wilson Santarosa defende-se. E ataca
A Mino Carta e Sergio Lirio (Carta Capital)

Funcionário de carreira da Petrobras e com longo histórico no movimento sindical, Wilson Santarosa virou personagem frequente do noticiário político desde que tomou forma a CPI no Senado para investigar a empresa. Responsável pela comunicação e o patrocínio da companhia, Santarosa comanda um orçamento de cerca de 700 milhões de reais. Ser sindicalista e administrar tal quantidade de dinheiro fizeram dele um alvo dos parlamentares. Santarosa diz, porém, não temer os resultados das investigações. "Na minha área, podem chacoalhar a árvore à vontade que não cai nada", afirma. E se escora nos resultados financeiros da companhia sob o governo Lula. Em 2002, a Petrobras lucrou cerca de 2 bilhões de reais. Em 2008, os ganhos atingiram 31 bilhões de reais. Em seis anos e meio, o valor da empresa na Bolsa de Valores multiplicou por dez.

Leia a entrevista completa...


    CartaCapital: A área sob seu comando na Petrobras está na linha de tiro da CPI. O senhor teme as investigações?

    Wilson Santarosa: Um dos motivos da instalação dessa CPI tem a ver com nosso trabalho social. Em abril publicamos o balanço social, auditado pela KPMG. Em 2008, os projetos patrocinados pela Petrobras atingiram 18 milhões de brasileiros, direta ou indiretamente. Isso incomodou a oposição. Desde 2003, a responsabilidade social e ambiental é parte do planejamento estratégico da companhia. Antes não havia essa preocupação. E são programas com critérios claros, conhecidos. Parte é por seleção pública e 60% dos que fazem a seleção dos projetos são de fora da empresa. O objetivo é dar mais transparência aos processos. Por ano, 15 mil projetos são apresentados nas mais diversas áreas. Antes do governo Lula, eram as unidades de negócio da companhia que escolhiam os patrocínios, baseadas unicamente no critério de relacionamento em determinada região. Só o marketing pesava, não havia compromisso com objetivos socioambientais. Desde então, adotamos uma política mais sólida, com critérios, diretrizes e maior controle. Não aumentamos o orçamento de forma desmesurada, apenas organizamos o que já existia, mas era feito de forma dispersa. Obviamente, há outros motivos em jogo. O processo eleitoral, a sucessão de 2010 me parece um deles, mas não é só.

    CC: E quais seriam os outros?

    WS: Estamos em pleno processo de discussão do marco regulatório do pré-sal. Acho que há interesses multinacionais em desestabilizar a Petrobras. Quem vai discutir o marco regulatório é o governo e o Congresso Nacional. Mas temos peso no debate, pois é impossível discutir o assunto, ou mesmo qualquer outro tema relacionado a petróleo, sem a participação dos técnicos da Petrobras. Nossa posição é conhecida: se sabemos da existência desse óleo no pré-sal, por que o governo precisa fazer leilões de exploração? Isso pertence à União, ao Brasil, ao povo. Não precisamos distribuir para as grandes multinacionais. Alvejar a Petrobras é uma forma de enfraquecê-la e diminuir sua influência na discussão.

    CC: O senhor lida com centenas de milhões de reais. Como é possível garantir o controle e a lisura desses processos?

    WS: No ano passado investimos 546 milhões de reais em patrocínios diversos, do esporte ao meio ambiente. Se tivéssemos mantido as coisas como antes, espalhadas pelas unidades de negócio, e não publicado nosso balanço social, talvez a pressão não existisse. Mas optamos pela transparência e pelo compromisso com a sociedade. Nosso balanço social é, pelo terceiro ano consecutivo, o de referência do pacto global da ONU, considerado o melhor entre todas as empresas do mundo.

    CC: Mas e os patrocínios de festas de São João que teriam beneficiado governos do PT e da base aliada?

    WS: A Petrobras iniciou suas operações na Bahia e tem uma presença significativa tanto lá quanto em Sergipe. O São João é a festa mais popular do Nordeste. Não vamos patrocinar só porque os governadores são do PT? Das 44 cidades que tiveram o São João patrocinado em 2008, 18 eram do DEM e 14 do PT. Nas comunidades do entorno em que atuamos, realmente cresceu o número de prefeitos petistas. Mas o que posso fazer? A oposição precisa ganhar as eleições. Veja o caso do Fundo de Infância e Adolescência (FIA). Aplicamos entre 40 milhões e 50 milhões de reais por ano. Na área em que atuamos, mandamos comunicados para cerca de 370 prefeituras, mas menos de 170 responderam, mostraram interesse. O resto não. As prefeituras não têm projetos a apresentar.

    CC: E o financiamento à Fundação Sarney?

    WS: Temos um controle rígido. Primeiro, o projeto deve se enquadrar na política traçada pela diretoria e aprovado pelo conselho de administração da companhia. PatroCÍnios culturais, procuramos fazer somente por meio da Lei Rouanet. Ou seja, é renúncia fiscal da União. Neste caso, o beneficiado presta contas ao Ministério da Cultura, que fiscaliza o uso do dinheiro. Fazemos a escolha por seleção pública e a contrapartida, no nosso caso, é a exposição da marca. Já no caso de projetos sociais, exigimos visibilidade e resultados. Por exemplo, o Projeto Mova Brasil, em parceria com o Instituto Paulo Freire, alfabetizou 80 mil cidadãos. Aí fiscalizamos, queremos provas da alfabetização, a diplomação.

    CC: Mas, ao que parece, a Fundação Sarney não usou o dinheiro da forma prevista?

    WS: Como disse, foi por meio da Lei Rouanet. A fundação tem de prestar contas ao Ministério da Cultura, não à Petrobras. Mesmo assim mandamos uma equipe, após a notícia que saiu nos jornais, para verificar se os objetivos acordados conosco foram cumpridos. E tudo o que eles haviam prometido à Petrobras foi cumprido. A mídia havia noticiado que a digitalização de alguns jornais não havia sido feita, mas foi. Comprovamos isso.

    CC: Também foi noticiado que o senhor viajou a Paris por conta de uma empresa que recebe patrocínio da Petrobras na área de esportes. Como é essa história?

    WS: Fui a Paris para me encontrar com os dirigentes da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), por causa da importância da Copa Petrobras para a América Latina. Como tenho origem sindicalista, acho que muitos não aceitam que eu viaje a Paris. Tenho uma carta da ATP me convidando e outra agradecendo o nosso patrocínio.A copa tem a chancela da associação e isso melhorou as condições do torneio. Tenistas como o Puerta (Mariano, afastado em 2005 por doping) e o Canas (Guillermo) se recuperaram graças à copa e chegaram a Roland Garros. Ao contar pontos para o ranking, ela permite a certos tenistas se qualificar para torneios do chamado Grand Slam. É mais uma opção para os profissionais brasileiros e latino-americanos voltarem ou permanecerem no circuito. No passado, a Petrobras patrocinou torneios de golfe, mas achamos que o tênis é muito melhor para o marketing de relacionamento. Na Argentina, onde estamos aumentando nossa presença, o tênis é bastante popular. No Chile também. No mais, convido e sou convidado para eventos. É normal. E em várias ocasiões aceito os convites, quando não há conflito de interesses. Já fui, por exemplo, ao camarote da Rede Globo na Fórmula 1.

    CC: De volta à pergunta inicial: o senhor teme a CPI?

    WS: Falo pela minha área, a comunicação. Aconteceu um caso na área de abastecimento, mas antes de se falar na CPI o gerente já tinha sido afastado por justa causa (Giovane Moraes, acusado de estourar o orçamento de sua área com contratos suspeitos) e tínhamos enviado o caso ao Ministério Público. Estamos apurando item por item da área que ele comandava. Não sabemos se ele apenas geriu maIo orçamento ou se fez coisa pior. Mas não é uma área que eu cuido diretamente. No mais, podem chacoalhar a árvore que não cai nada.

    CC: O senhor poderia explicar o que de fato ocorreu entre a Petrobras e a Receita Federal? A companhia foi ou não multada?

    WS: O que se tem chamado de manobra contábil foi, na verdade, uma opção legal prevista em uma Medida Provisória do governo. Não deixamos de pagar um vintém, apenas parcelamos o pagamento ao longo do tempo, de acordo com o previsto na MP e que não beneficiou só a gente. O Santander, a Ford e outras grandes empresas fizeram o mesmo. Mas vai O Globo e inventa que fomos multados pela Receita. Não há multa nenhuma. E não nos metemos em nenhuma "polêmica", como disse a imprensa, com o Fisco. A secretária da Receita (Lina Maria Vieira, demitida recentemente) deve ter sido retirada do cargo por outro motivo, não por conta de qualquer pendenga com a Petrobras, pois nunca houve nenhuma. É como aquela história do endereço da produtora (acusou-se a Petrobras de contratar uma empresa com endereço fantasma). É outra invenção. Pegar;m um contrato antigo da empresa, no qual constava o endereço em que, segundo os jornais, funcionava um canil. Mas a produtora havia mudado de endereço, não estava instalada mais no local onde o repórter foi.

    CC: Como o senhor avalia, hoje, aquela decisão de publicar antecipadamente no blog da Petrobras as perguntas enviadas por jornalistas à empresa?

    WS: Foi um erro e corrigimos. A Universidade Federal de Minas Gerais tinha feito algo semelhante uns dois anos atrás, em decorrência de uma crise pela qual passaram, mas não houve repercussão semelhante por se tratar de um assunto regional. Os repórteres reclamaram que, ao divulgar suas perguntas antes de a matéria ser publicada, estávamos dando a oportunidade a um veículo concorrente de ter acesso à pauta. Reconhecemos esse erro. Superada a falha, acho que o blog tornou-se uma ferramenta importante de comunicação. Temos de 25 mil a 30 mil acessos diários, com picos de 70 mil. De 70% a 80% dos navegantes são blogueiros, o que tem um efeito multiplicador fantástico.

    CC: Quantos funcionários estão mobilizados para responder à mídia e à CPI?

    WS: Para atender à mídia, doze. Quanto à CPI, montamos um comitê de crise, comum nas maiores empresas do mundo. No comitê, foi indicado um gerenteexecutivo de cada área de negócio para providenciar as informações que vierem a ser solicitadas pela comissão. São mais ou menos vinte funcionários.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Blog da Petrobras esclarece...

Cartas da Petrobras aos jornais
By Blog Fatos e Dados Petrobras


O Estado de S.Paulo

Em matéria publicada hoje com o título “Medidas de socorro levaram a perda de R$ 10,9 bi na arrecadação”, o Estado de S. Paulo informa, corretamente, que as mudanças de regime tributário feitas por empresas brasileiras estão legalmente amparadas. A Petrobras sempre afirmou, desde a primeira matéria publicada neste jornal sobre o assunto (“Para Receita, manobra da estatal é ilegal”, 12/5), que a opção pelo regime tributário segue estritamente a legislação, por meio do artigo 30 da Medida Provisória nº 2.158-35/2001, cujo teor deixa claro que cabe a qualquer empresa brasileira escolher a forma de tributação do imposto de renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSSL) sobre as variações cambiais. Portanto não se poderia falar em “manobras contábeis” ou que a opção teria como objetivo “reduzir o pagamento de certos tributos”, como foi feito nesta e em matérias anteriores. A Companhia esclarece que paga corretamente todos os seus tributos e reafirma que não houve redução no pagamento de impostos. Respaldada pela legislação, a Petrobras realizou uma compensação de valores pagos a mais no ano passado.

Valor Econômico

Com relação à matéria “Estatal reduz preços para refinaria de Pernambuco”, publicada no jornal Valor Econômico em 17 de junho, a Petrobras esclarece que vem trabalhando desde o início do ano para reduzir custos de diversos projetos, entre eles a refinaria Abreu e Lima. Não se trata, portanto, de uma iniciativa tomada “agora” como afirma a matéria. Um conjunto de ações para redução de custos foi anunciado pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, em 26 de janeiro, durante entrevista coletiva para detalhamento do Plano de Negócios 2009-2013. Desde fevereiro, o diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, afirmava que os preços apresentados nas licitações da refinaria estavam acima do esperado pela empresa. A realização das novas licitações para a obra não é fato isolado, e sim parte da estratégia corporativa da Companhia e que abrange outras iniciativas. Entre os procedimentos adotados estão: maior detalhamento de projetos, simplificação e padronização de soluções, revisão da estratégia de contratação e renegociação de preços com fornecedores. Em um novo contexto econômico, afetado pela crise mundial e pela queda no preço do barril de petróleo, o mercado fornecedor ficou desaquecido, o que gerou margem para diminuição de preços. A Petrobras também reitera que não houve superfaturamento ou sobrepreço as obras de terraplanagem da refinaria Abreu e Lima. Esclarecimentos amplos já foram prestados ao TCU, mostrando que há divergência entre os preços referenciais adotados pelo Tribunal e os utilizados pela Petrobras, o que gerou divergência nos valores dos serviços. Os parâmetros adotados pelo TCU são os usados para a construção de estradas. Para a Petrobras, esses critérios não se aplicam à terraplanagem de uma refinaria de petróleo, obra muito mais complexa e com especificidades muito diferentes das de uma rodovia.

O Globo

A respeito de matéria publicada em O Globo (17/06) sob o título “Garras menos afiadas”, na qual afirma-se que a Petrobras fez “compensações atípicas de tributos” e “mudanças sem amparo legal em seu regime tributário”, a Companhia reitera, mais uma vez, que a opção pelo regime tributário de caixa está legalmente amparada pelo artigo 30 da Medida Provisória nº 2.158-35/2001. Trata-se de um procedimento legal, feito por outras empresas, como cita o próprio Globo e conforme informou hoje um grande jornal de São Paulo, em matéria sobre o mesmo assunto. O texto da MP deixa claro que cabe a qualquer empresa brasileira escolher, a seu critério, a forma de tributação do imposto de renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSSL) sobre as variações cambiais. Ressalte-se ainda que a MP não define o momento para a mudança de regime, o que é coerente com o objetivo da medida provisória, que é amenizar o impacto tributário decorrente da variação da moeda nacional em situações de crises internacionais e, por consequência, na apuração e pagamento de tributos federais.
Leia mais no
Blog da Petrobras...

domingo, 14 de junho de 2009

Petrobras x vermes da mídia amestrada...

Ombudsman da Folha e o blog da Petrobras
Junho 14, 2009 by Blog Fatos e Dados Petrobras

Instado pela Gerencia de Imprensa da Petrobras a se manifestar sobre a postura da Folha a respeito do equívoco cometido pela reportagem sobre o convênio entre a Petrobras e o Movimento Brasil Competitivo, o ombudsman da FSP fala sobre o assunto em sua coluna de hoje.
A Petrobras concorda plenamente com o Ombudsman quando ele diz que “Não faz sentido a Petrobras querer editar os Veículos de Comunicação”. Reiteramos que este nunca foi e nem nunca será nosso propósito. A Companhia concorda que houve, como o próprio profissional faz questão de nomear, “um debate injustificadamente histérico” sobre o tema. E este debate levou à interpretação equivocada de que o objetivo da Petrobras seria editar o noticiário e intimidar os profissionais de imprensa.
Mais uma vez reforçamos que:
- O blog Fatos e Dados não expõe reportagens em curso, e nem poderia, pois desconhece inteiramente o conteúdo das pautas, a linha de abordagem, a totalidade das informações apuradas pelo veículo, entrevistados, entre outros fatores que compõe uma matéria jornalística
- O jornalista, quando procura a Companhia, apenas envia as perguntas, sem revelar os detalhes da reportagem em curso. Portanto , as informações publicadas no blog Fatos e Dados se restringem aos questionamentos direcionados à empresa e as respostas enviadas por ela aos jornalistas.
Para ler a coluna do ombudsman da Folha, acesse aqui o
blog do Nassif

Petrobras refuta matéria da Folha de S.Paulo
Junho 14, 2009 by Blog Fatos e Dados Petrobras

A Petrobras lamenta que o jornal Folha de São Paulo, mais uma vez, apesar de ter recebido esclarecimentos prévios, tenha criado uma manchete sensacionalista com destaque de capa no dia 14/06, intitulada “Petrobras paga R$4 milhões a produtoras ligadas ao PT” baseada em insinuações não comprovadas por fatos e dados. Também omite informações relevantes de seu conhecimento para induzir o leitor a aceitar suas hipóteses tortuosas.
O primeiro e mais contundente erro, que induz o leitor a acreditar que há uma ligação entre a direção da Companhia e um empregado demitido por justa causa devido a irregularidades constatadas a partir de procedimentos internos desrespeitados, é a informação de que uma comissão coordenada pelo empregado Rosemberg Pinto não foi conclusiva a respeito das irregularidades que motivaram a abertura de um novo processo investigatório em outra instância gerencial da Companhia.
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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Do Blog da Petrobras...

Patrocínio cultural: respostas à Folha de S. Paulo

Folha de S.Paulo publicou, nesta quarta-feira (19/05), a reportagem “ (In)dependente?". Veja abaixo as respostas encaminhadas pela Petrobras às perguntas enviadas pelo jornal.

1) Qual a função de Claudio Jorge Oliveira na Petrobras?

Resposta: Claudio Jorge Oliveira é empregado concursado da Petrobras há 24 anos, com pós-graduação em Gestão de Comunicação Corporativa. Atualmente, exerce o cargo de coordenador de Música, Patrimônio e Cultura Digital da Gerência de Patrocínios da Petrobras.

2) Quem escolhe a comissão que seleciona os projetos?

Resposta: As comissões são escolhidas pela Petrobras, em comum acordo com o MinC e a Secom. São formadas por 5 a 7 integrantes externos à Companhia, ligados à cultura brasileira, de reconhecida atuação na área para a qual foram convidados (realizadores, críticos, professores, acadêmicos, pesquisadores, imprensa), e provenientes de distintas regiões do país. As comissões são renovadas a cada edição. Com isso, mais de 200 especialistas já participaram da seleção pública de projetos, incluindo os festivais de música. Todo o processo de seleção pública é pautado pela transparência e os projetos são selecionados levando-se em conta seu mérito qualitativo e consistência.

3) Quando o PPC foi criado?

Resposta: O Programa Petrobras Cultural foi criado em 2003.

4) Quanto a Petrobras já investiu em festivais de música desde o início do PPC?

Resposta: R$ 2 milhões na edição 2008-2009 e R$ 3 milhões para a edição 2010, que abrange festivais que aconteçam entre maio de 2010 e abril de 2011.

5) Antes do PPC também havia patrocínio a festivais de música?

Resposta: Antes das seleções públicas do PPC a Petrobras lançou, em parceria com o MinC e o Instituto Moreira Sales, o I Edital Petrobras de Festivais de Música (2007), que selecionou 25 festivais.

6) Quanto cada um dos 17 projetos deste ano está recebendo? São valores idênticos ou varia conforme a dimensão do projeto?

Resposta: O valor total é de R$ 3 milhões. A Petrobras não informa valores individuais. As cotas de patrocínio são variadas, de acordo coma dimensão do projeto.

7) Quais são os projetos ligados à Abrafin selecionados no PPC deste ano?

Resposta: Para a Petrobras é indiferente se o projeto é ou não ligado a qualquer instituição. Como já informado, os critérios de seleção são o mérito qualitativo e a consistência.

Leia também o artigo “ Se o governo cismar, o indie acaba no Brasil", de Álvaro Pereira Junior, publicado no caderno Folha Teen, segunda-feira (17/05), e que pautou a reportagem.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

CPI da Petobras

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Guilherme Barbassa, detalhou, em audiência pública no Senado na manhã desta terça-feira (20/10), como será o processo de capitalização da Petrobras. O dirigente lembrou que o processo de aumento de capital da empresa deve ser o maior da história mundial. Quase 20 senadores acompanharam a audiência. “Pra fazer uma emissão dessas, que provavelmente será a maior do mundo, estamos nos preparando”, afirmou o diretor, lembrando que a crise financeira aumentou a aversão a riscos. “Felizmente, o Brasil tem sido visto como um bom lugar para investir. O aumento de capital da companhia vai trazer mais dinheiro

para o caixa e elevar a liquidez dos papéis da Petrobras, já que teremos mais ações no mercado. Essa emissão vai trazer o Brasil ainda mais para o centro do palco, atraindo capital para o País”, opinou Barbassa. O diretor destacou ainda que a Petrobras é considerada a Companhia mais transparente do setor no mundo e vai seguir seus preceitos de governança na operação de aumento de capital. Barbassa ressaltou ainda a impo

rtância da mudança para o regime de partilha, principalmente em virtude das projeções do mercado para as próximas décadas. O diretor lembrou que a produção de petróleo no mundo tende a declinar, simultaneamente ao crescimento da demanda, mesmo levando-se em consideração o aumento do uso de fontes alternativas de energia. Com isso, o preço do petróleo tende a subir. “Em 2030, há potencial de declínio de 75 milhões de barris por dia. O preço, portanto, tende a ser crescente e, com a partilha, o Estado se apropria desse aumento de preço. Com a concessão, esse aumento do lucro fica com as concessionárias”, comparou. O diretor lembrou ainda que a atual produção do País e a autoss

uficiência em petróleo alcançada pela Petrobras são frutos de descobertas anteriores a 1997, quando vigorava no País o regime de monopólio. Ele lembrou que o maior campo produtor de petróleo atualmente é o de Marlim, descoberto em 1985, seguido por Marlim Sul, de 1987. Em seguida, citou outros campos descobertos na época, tais como Barracuda, Jubarte e Roncador, que hoje reforçam a produção brasileira. “O que está sendo produzido agora é fruto do período de monopólio da Petrobras. O Brasil é autossuficiente hoje pelas suas realizações nessa época. A concessão não contribuiu em nada para a produção atual. O fruto da concessão virá a partir de 2015, 2020”, avaliou o diretor, lembrando ainda que a Petrobras é a empresa que mais adquire áreas novas da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Barbassa destacou também as vantagens para o Brasil ter a

Petrobras como operadora no pré-sal. “A Petrobras será a empresa que mais conhecerá o pré-sal. Vale lembrar que do outro lado do Atlântico também tem pré-sal e isso abre para o Brasil uma grande oportunidade, não só para exploração e produçã

o, mas também para exportação de bens e serviços. É uma oportunidade inigualável”, ressaltou.

Petrobras - Fatos e Dados

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Folha Serrista de S. Paulo tem que admitir que factóide contra Sarney era falso...

Patrocínio para Fundação Sarney é regular, diz TCU

O primeiro relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre os repasses da Petrobras para a Fundação José Sarney aponta "regularidade da conduta da estatal".
Apesar de as primeiras informações indicarem suposta ilegalidade na prestação de contas da Fundação, o TCU pediu informações à Petrobras e ao Ministério da Cultura sobre o patrocínio de R$ 1,3 milhão.
Entre 2005 e 2008, a Petrobras repassou três parcelas à Fundação José Sarney via Lei Rouanet, que dá incentivos fiscais a quem investe em projetos culturais. Há a suspeita de que parte desses recursos -destinados inicialmente à preservação do acervo e à modernização dos espaços físicos da fundação- tenha sido desviado.
"Se há prejuízo ao erário federal, este se refere ao patrimônio da União e não o da Petrobras, sendo o Ministério da Cultura o órgão responsável pela avaliação das contas do ente beneficiário", diz o TCU.
O projeto da fundação foi aprovado pelo Ministério da Cultura em 2005. A prestação de contas ainda está em análise, informou a pasta. A Petrobras abateu do imposto de renda 100% do valor investido.Como não houve repasse de recursos próprios da Petrobras, os técnicos do TCU poderiam entender que a estatal está livre de acusações de gestão ilegítimos ou atos antieconômicos.
O relatório, porém, é preliminar e a Petrobras ainda pode ser punida. "Em qualquer caso (recursos próprios ou via Lei Rouanet), cabe à Petrobras diligência na execução de doações ou de patrocínios, observando os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade", diz o texto.José Sarney afirma que "não tem responsabilidade" sobre a fundação. A própria entidade informou que cumpriu todas as metas previstas no contrato.
A Petrobras disse que a fundação comprovou o uso dos recursos com relatórios das atividades e foram cumpridas as contrapartidas, que se limitavam à associação do nome e da marca da estatal ao projeto.

Folha Serrista de S. Paulo
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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Carlos Lessa: Brasil tem condições de desenvolver Libra sem ajuda

“Se o preço do barril de petróleo extraído continuar sendo o do padrão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo – OPEP, de cem dólares, no campo de Libra teremos algo em torno de quatro trilhões de reais em vinte anos de produção”, estima o economista.


Confira a entrevista.

O governo federal brasileiro optou por leiloar o campo de Libra, a maior reserva petrolífera brasileira, por duas razões: “uma delas é geopolítica, ou seja, o país quer aparecer ao capital financeiro mundial como bem comportado. Para quê? Para atrair mais capital de curto prazo para o Brasil. A segunda razão é manter a política do tripé que foi instalada pelos tucanos e preservada pelos governos Lula e Dilma”, avalia o economista Carlos Lessa em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.

Lessa questiona o argumento da presidência da Petrobras, de que a empresa não tem capital financeiro para explorar o campo de Libra. “A Petrobras foi sendo espremida pelo governo nos últimos anos. O caixa da empresa era próximo a 70 bilhões de reais; hoje está reduzido a seis ou sete bilhões. (...) Mais do que isso: o Tesouro Nacional não queria construir o trem bala?  Quer construir essa obra e não tem recurso para tocar para frente um campo de petróleo, que irá dobrar as reservas brasileiras? Nenhum país do mundo faz partilha de um campo já conhecido”. E dispara: “O argumento da Graça (Graça Silva Foster) é sem graça. É uma desgraça. Não consigo entender como isso está acontecendo se a presidente Dilma disse, em discurso quando candidata à presidência da República, que não iria privatizar o pré-sal”. De acordo com o economista, a venda financiada de automóveis financia o consumo da gasolina no país, porque a Petrobras tem prejuízo com a venda nacional. Apesar disso, enfatiza, o governo não irá alterar o valor do produto. “Se mexer nisso perde a eleição, porque todas as famílias se endividaram comprando automóvel, e se o preço da gasolina pular para cima, Dilma não se reelege. Então, o governo tem de estabilizar a economia de qualquer jeito, mesmo que tenham que entregar a herança, ou seja, o pré-sal”.  

Carlos Lessa é formado em Ciências Econômicas pela antiga Universidade do Brasil e doutor em Ciências Humanas pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Campinas (Unicamp). Em 2002, foi reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e, em 2003, assumiu a presidência do BNDES.



Confira a entrevista.

IHU On-Line - Economicamente, o que as reservas do pré-sal representam para o Brasil, especialmente o campo de Libra?  Qual é o valor econômico desses poços?

Carlos Lessa – Se o preço do barril de petróleo extraído continuar sendo o do padrão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo – OPEP, de cem dólares, no campo de Libra teremos algo em torno de quatro trilhões de reais em vinte anos de produção. Além disso, o campo de Libra equivale a 60% das reservas que têm as quatro maiores petroleiras do mundo, em torno de 25 milhões de barris cada uma delas. Espera-se que o campo de Libra venha a gerar em torno de 14 a 15 milhões de barris de petróleo. A Petrobras, no Brasil todo, não chega a ter 14 milhões de barris. Então, só o campo de Libra dobra as reservas da empresa. Portanto, retirar a Petrobras desse processo de exploração do campo de Libra é um crime que lesa a pátria, porque este é um recurso absolutamente estratégico, o qual converte o Atlântico Sul, do ponto de vista geopolítico, em uma zona muito delicada, por uma razão muito simples: os EUA consomem, por ano, 27 a 28% da produção de petróleo do mundo inteiro, porque a produção petrolífera do país é insignificante. Hoje os EUA são um país sem petróleo, mas o maior consumidor do produto. Portanto, o petróleo do Atlântico Sul é a saída para eles. Mas imagina o Brasil entregando a sua riqueza estratégica maior de uma forma servil? O petróleo que tem no pré-sal é o melhor tipo de óleo do mundo, enquanto o petróleo da Venezuela, que é muito abundante, é pesado. Então, o pré-sal brasileiro é ouro em pó.

IHU On-Line - Quais são as razões que fizeram o governo optar pelo Leilão de Libra?

Carlos Lessa – As razões são falta de brasilidade e coragem. Agora, as razões formais levantadas são outras. A primeira delas é que os 15 bilhões a serem recebidos dos grupos que participarão da concessão do leilão representam mais que o dobro das reservas de caixa da Petrobras. A empresa foi descapitalizada ao longo dos últimos oito anos por conta de uma política suicida de vender a gasolina dentro do país a um preço menor do que o preço que o país importa. A Petrobras só se mantém lucrativa porque descobre poços e reavalia reservas, porque a gasolina dá prejuízo. A Petrobras não pode entrar como concorrente na exploração do campo de Libra, porque quem descobriu o campo foi a própria empresa. Esse campo já havia sido cedido a uma concessionária estrangeira, que o devolveu porque não encontrou nada. A Petrobras tem uma vantagem enorme em relação a todos os outros concorrentes: ela tem a melhor sinergia possível do Atlântico, tem uma equipe de geólogos altíssima e, por isso mesmo, é alvo de espionagem sistemática. Essa onda de espionagem denunciada recentemente tinha duas questões prioritárias: fiscalizar a Petrobras e também as relações do Brasil com a Bolívia e a Venezuela. É óbvio que o Brasil tem como financiar a exploração de Libra, e não precisa colocar o campo a funcionar imediatamente. O país precisa aumentar a produção de petróleo, mas não precisa aumentar muito. O fato é que é um crime a Petrobras descobrir o campo de Libra e ter de partilhar a exploração. Soube que o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o Brasil tem de fazer partilha, porque 1% das ações da Petrobras está em mãos de empresas estrangeiras, já que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso as vendeu na Bolsa de Nova York. Só que o contra-argumento é o seguinte: ao entregar Libra, o Brasil está entregando 100% do petróleo na mão dos estrangeiros. O argumento do ministro Lobão é maluco. Aí se diz que o Brasil reservou poderes para fiscalizar a exploração através da Petrosal. Mas quem será o presidente da Petrosal? Como o Brasil perde o seu futuro econômico sem sequer haver uma consulta à população?  

IHU On-Line – Mas o argumento da presidência da Petrobras é de que a empresa não tem condições financeiras de explorar o campo de Libra. Qual é a situação financeira da Petrobras? 

Carlos Lessa – Não é verdade. O capital da Petrobras foi sendo espremido pelo governo nos últimos anos. O caixa da empresa era próximo a 70 bilhões de reais; hoje está reduzido a seis ou sete bilhões. Mas, apesar disso, o Brasil tem reservas colossais, como o Banco Central, de 300 milhões de dólares. Mais do que isso: o Tesouro Nacional não queria construir o trem bala?  Quer construir essa obra e não tem recurso para tocar para frente um campo de petróleo que irá dobrar as reservas brasileiras? Nenhum país do mundo faz partilha de um campo já conhecido. O país poderia fazer uma concessão caso quisesse ser um país petroleiro, mas eu pessoalmente quero dizer que não há pior destino nacional do que ser exportador de petróleo. Basta olhar pelo mundo o que acontece com esses países: são sociedades atrasadas, com desequilíbrios sociais brutais, gastam boa parte do que ganham com armamento, enfrentam guerras religiosas e são objeto de intervenção de outros Estados, como Iraque, Líbia.

IHU On-Line – Então, o que o Brasil deve fazer com essas reservas?~

Carlos Lessa – O Brasil tem que controlar seus recursos estratégicos, independente de qualquer coisa, e não basta ter controle apenas em cima de uma Petrosal. O argumento da Graça (Graça Silva Foster) é sem graça. É uma desgraça. Não consigo entender como isso está acontecendo se a presidente Dilma disse, em discurso quando candidata à presidência da República, que não iria privatizar o pré-sal. Economicamente, a postura do governo é uma besteira. Nenhum país exportador de petróleo conseguiu se dar bem na história mundial, com exceção da Noruega. O Brasil deve explorar essas reservas no ritmo em que a Petrobras consiga explorar, ou seja, capitalizar a empresa para isso. Como capitalizar? Há várias maneiras. Deixa eu ser Ministro da Fazenda por um mês para ver como se capitaliza a Petrobras. Como ela está com uma imensa reserva de petróleo, devem ter muitos grupos financeiros dispostos a se associarem a ela.

IHU On-Line – E a empresa deve buscar alguma parceria financeira? 

Carlos Lessa - Não seria necessário, pelo seguinte: a Petrobras não pode se comprometer a investir 50 milhões de dólares a mais, considerando os programas que ela já está executando. Mas se ela começar a encontrar petróleo - e ainda vai encontrar mais petróleo rapidamente, e Libra deve estar produzindo muito em dois, três anos -, seu valor será multiplicado. E a Petrobras não precisa voltar todo o campo de produção imediata, ela precisa ter um ritmo de extração que corresponda à necessidade brasileira de desenvolvimento. Ou seja, gerar emprego para todos os brasileiros, melhorar as condições habitacionais, melhorar o sistema educacional, que está uma porcaria, fazer a cobertura médica. A realização de todos os nossos sonhos depende de o nosso país crescer 5, 6, 7% ao ano. Com a Petrobras, a economia do petróleo e um pouco de competência, o Brasil cresce sem dificuldade nenhuma.

IHU On-Line – Voltando às razões que fizeram o governo optar pelo leilão de Libra, concorda que motivos econômicos por conta das contas externas foram determinantes para a decisão?

Carlos Lessa - Este governo opta pelo leilão por duas razões: uma delas é geopolítica, ou seja, o país quer aparecer ao capital financeiro mundial como bem comportado. Para quê? Para atrair mais capital de curto prazo para o Brasil. A segunda razão é manter a política do tripé que foi instalada pelos tucanos e preservada pelos governos Lula e Dilma. Eu e muitos amigos iremos para a frente do hotel onde será realizado o leilão. Todos estaremos de terno preto e ficaremos lá, de pé, assistindo. Irei lá porque os meus netos foram às manifestações de junho reivindicar um país melhor. Me sinto mal, como idoso, em vender as empresas do Brasil, porque meus netos serão prejudicados.

IHU On-Line - Qual a situação das contas externas do país? Alguns críticos ao Leilão de Libra dizem que o Leilão servirá para melhorar as contas externas. Como avalia esse apontamento?

Carlos Lessa – Não os levo a sério, porque eles querem que o país cresça menos, faça menos obras públicas e que se paguem mais juros para as aplicações financeiras. Na verdade, a única coisa que está salvando o governo Dilma são alguns projetos importantes que ela encaminhou, mas os empurrou com músculos moles, lentamente. Hoje, a venda financiada de automóvel subsidia o consumo da gasolina. Sabe que a Petrobras está importando o litro da gasolina a R$ 1,72 e está vendendo a R$ 1,42? Então você acha que o governo vai mexer nisso? Claro que não! Se mexer nisso perde a eleição, porque todas as famílias se endividaram comprando automóvel, e se o preço da gasolina pular para cima, Dilma não se reelege. Então, o governo tem de estabilizar a economia de qualquer jeito, mesmo que tenham que entregar a herança, ou seja, o pré-sal.

IHU On-Line - Há alguns anos havia um entusiasmo em relação aos rumos da economia brasileira por conta do crescimento de 7% do PIB. Hoje, fala-se em declínio. O senhor concorda com essa análise? Quais as razões?

Carlos Lessa – Quem tinha essa expectativa? Eu nunca tive! Eu sempre chamei o crescimento brasileiro, nos últimos anos, de “voo de galinha”. Nós desperdiçamos a grande chance das matérias-primas de alimentos terem subido muito de preço no início dos anos 2000. Nós tivemos uma bonança externa espetacular, mas ao invés de elevar a taxa de investimento da economia, desperdiçamos isso de mil e uma formas. Mas agora a sociedade está mudando. Olha, não quero ser profeta de apocalipse, não quero ver as coisas piores do que são; quero apenas dizer o seguinte: o Brasil tinha que estar colocando as barbas de molho em relação à crise mundial. Ela está aí, e não se apresentou toda. Eu estive na Grécia há dez dias e, andando do hotel até o museu, em quatro quarteirões na principal avenida da Atenas moderna, todas as lojas estavam fechadas e quebradas. Havia só uma loja aberta, na qual entrei. Quem me atendeu foi um senhor idoso, dono do estabelecimento. Elogiei a loja e ele informou que não tinha compradores. Também vi em Roma pessoas de terno dormindo na rua. A Europa está em uma situação muito ruim. Para você ter noção, eu vi em Atenas uma reunião de um partido nazista na rua. Eram 40, 50 pessoas reunidas, propondo a violência como solução: violência não se sabe contra quem, nem a favor de quem. E o Brasil está simplesmente se movendo como se a globalização estivesse indo bem e pudesse dar sustentabilidade ao país. Vou dizer uma coisa: o que mais me escandalizou nessa viagem que fiz é a extensão com que se usa a expressão BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China. Não existe isso, o que existe são quatro países imensos, com problemas muito diferentes e sem nenhuma possibilidade de atuar juntos. Aliás, eu sempre disse isso nos últimos meses, e hoje mesmo os jornais estão dizendo que o Brasil está brigando com a China porque a China está apoiando os Estados Unidos em uma proposta internacional em relação aos serviços. O Brasil e a China são contrários, corretamente. Mas a China é parceira dos Estados Unidos; o que existe no mundo é um G2. Sabe por que o Brasil gosta da ideia de BRIC? Para dizer “olha como sou grande, como sou forte, como sou emergente”. É emergente, mas o PIB brasileiro cai sem parar. O país está desindustrializando.

IHU On-Line - E a razão desse declínio da economia é a desindustrialização?

Carlos Lessa – Esse declínio está relacionado ao fato de o Brasil não ter nenhum projeto nacional, porque adotou a proposta do Consenso de Washington, no período do Collor de Melo, o qual foi mantido pelos tucanos e petistas. Na verdade, o Brasil não tem projeto nenhum, a não ser de se integrar à globalização. Aliás, a sensibilidade financeira brasileira ao que acontece fora do mundo é assustadora. Ontem, as bolsas de valores do mundo subiram, porque teve uma conversa inicial boa entre os republicanos e os democratas. Sabe qual a bolsa que mais subiu? A Bovespa. É a que mais baixa também quando tem qualquer coisa fora. Sabe por quê? Porque o Brasil está inteiramente aberto ao jogo financeiro internacional, e agora vai abrir mão da soberania nacional entregando a maior riqueza do país, ou seja, o monopólio estatal do petróleo que foi mantido pela Constituição de 1988 e foi modificado por uma emenda constitucional, a qual nunca foi submetida a plebiscito popular.

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