segunda-feira, 1 de junho de 2009

Opinião, Notícia e Humor

MANCHETES DO DIA

CORREIO BRAZILIENSE
O MAPA DA PROSTITUIÇÃO INFANTIL NO DF E ENTORNO

A cada três dias, em média, patrulheiros resgatam uma criança ou adolescente em situação de risco em trechos de rodovias federais que cortam o DF e o Entorno. São meninos e meninas de até 10 anos, expostos a todo tipo de exploração. A maioria fica à beira de uma BR para oferecer o corpo em troca de míseros reais. Somente no ano passado, 124 acabaram flagrados à margem da estrada, dentro de carro, boleia de caminhão, motel ou prostíbulo. A exploração de crianças e adolescentes está concentrada nos trechos das BRs 040 (Brasília-Rio de Janeiro), 060 (Brasília-Goiânia) e 070 (Brasília-Pirenópolis) que passam pelos municípios goianos de Abadiânia, Águas Lindas, Anápolis, Luziânia e Valparaíso. Duas equipes do Correio percorreram a rota da prostituição infantil (veja mapa) na semana passada e flagraram meninas se exibindo a motoristas e entrando acompanhadas de adultos em veículos e casas noturnas.

O ex-governador Geraldo Alckrnin ampliou sua vantagem na disputa pelo governo paulista. Pesquisa Datafolha mostra que ele tem entre 47% e 50%, dependendo do cenário. A distância para a ex-prefeita Marta Suplicy passou de 28 para 32 pontos.Também cresceu a taxa dos que consideram ótima/boa a gestão do governador José Serra - de 53%, em março, para 56%. A área de segurança obteve o pior índice (43% desaprovam) e a de cultura, o melhor (47% aprovam).

O jornal, infelizmente, não está circulando mais

Cuiabá e Manaus são as surpresas na lista das 12 cidades anunciadas como sedes da Copa de 2014. O anúncio feito pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, marca o início do desafio de preparar estádios e cidades. A projeção inicial de investimentos é de R$ 5,7 bilhões, que virão dos governos federal, municipais e estaduais e da iniciativa privada. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, foi consultado na decisão dos cortes. As outras 10 sedes são Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Fortaleza, Salvador, Recife e Natal.

O ESTADO DE S. PAULO
GM PEDE CONCORDATA HOJE E SE SUBMETE A CONTROLE ESTATAL

A montadora General Motors, um dos principais símbolos do capitalismo americano, vai entrar com pedido de concordata na manhã hoje em um tribunal de Nova York. No fim de semana, um grupo de credores concordou em trocar parte das dívidas da montadora por uma maior participação acionária na empresa reestruturada, assim eliminando um dos principais obstáculos para uma concordata mais organizada. O presidente Barack Obama vai anunciar o pedido de concordata em pronunciamento na Casa Branca, que será seguido de uma entrevista concedida pelo atual presidente da GM, Fritz Henderson, de Nova York.

A Copa do Mundo vai injetar na economia brasileira pelo menos R$ 155,7 bilhões e gerar 18 milhões de empregos até a partida final, em 2014. Os dados fazem parte de um estudo, feito pela Fundação Getúlio Vargas, sobre os impactos socioeconômicos do maior evento esportivo no Brasil. Ontem, nas Bahamas, a Fifa anunciou as 12 cidades-sede, as mesmas que Ancelmo Gois antecipara em seu blog, e houve festa em todas elas. Após a divulgação, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, criticou o projeto do estádio Morumbi, que precisará ser reformulado, como conta o enviado especial JORGE LUIZ RODRIGUES.

VALOR ECONÔMICO
CONSTRUÇÃO CIVIL VIVE FASE DE REDUÇÃO GERAL DE CUSTOS

Ninguém quer perder o bonde da baixa renda. O otimismo quase exagerado das construtoras com o programa habitacional chegou ao elo anterior da cadeia e já muda os planos dos fabricantes de materiais de construção. As empresas estão trabalhando para responder, o quanto antes, à demanda das construtoras, que exigem sistemas mais eficientes e, sobretudo, baratos. Há desde fabricantes de materiais que aproveitam para alavancar as suas marcas de combate até as que investem no desenvolvimento de novos materiais com custos que chegam a ser 50% inferiores. VEJA TAMBÉM...

ARTIGOS

60 anos da Abap (Folha de S. Paulo)

QUATRO ANOS apenas após o fim da Segunda Guerra Mundial, quando os países aliados ainda formalizavam a nova divisão do mundo e a industrialização brasileira mal engatinhava, um publicitário visionário -Armando Moraes Sarmento- reunia, no Rio de Janeiro, os representantes de 11 agências de publicidade e fundava a Associação Brasileira de Agências de Propaganda (hoje Associação Brasileira de Agências de Publicidade). Da semente plantada por Sarmento, em 1949, constituiu-se a base para o estabelecimento de uma indústria vigorosa, movida por motivações empreendedoras e uma inabalável vocação democrática e libertária: a indústria brasileira da comunicação.

1969 errou (Folha de S. Paulo)

Era 1968, 69, por aí. Ia nascer uma nova consciência, uma nova cultura, uma nova era, diziam. Todos teriam o direito de ficar na sua, chamar uns aos outros de bicho e nunca mais tomar banho. Uma geração que até bem pouco se deliciava com Ovomaltine e Grapette estava agora descobrindo a maconha, o ácido, a mescalina, o cogumelo, o ópio e outras substâncias proibidas. Os novos heróis eram escritores como Carlos Castaneda, Timothy Leary, William Burroughs. Até o venerando Aldous Huxley, morto desde 1963, fora "redescoberto". Em seus livros, eles demonstravam como as drogas abriam as "portas da percepção" e revelavam fabulosos mundos interiores, tornando seus usuários pessoas especiais, talvez até superiores.

A família da bolsa (Jornal do Brasil)

Seria suprema ingenuidade nossa imaginar que um programa do porte do Bolsa Família passaria incólume, sem críticas da sociedade brasileira, sobretudo a mais ilustrada. Entretanto, no conjunto, os seus resultados são formidáveis, considerando o atendimento de quase 12 milhões de famílias nas várias regiões em que se divide o país. Uma conversa com o ministro Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, é altamente esclarecedora, sendo ele o responsável pelo projeto que talvez seja o mais relevante do governo Lula. Confiante, ressalta que não se trata somente de distribuir recursos para os pobres e indigentes mas oferecer uma série de benefícios que vêm ali embutidos. As transferências condicionadas de capital exigem que os filhos sejam vacinados e mantidos nas escolas. O descumprimento dessas cláusulas causou o cancelamento das bolsas de mais de 60 mil famílias. Há um controle que se pretende cada vez mais rigoroso.

A PEC 12/06 institui o calote (Jornal do Brasil)
A Suprema Corte e a saúde dos brasileiros (Correio Braziliense)
Acabou a farsa (Folha de S. Paulo)
As cotas e a lei (Jornal do Brasil)
Autópsia de outro fracasso (O Estado de S. Paulo)
Bons princípios ante um futuro incerto (O Globo)
Bons ventos podem trazer energia (Correio Braziliense)
Dilma vai bem (O Globo)
Eles não falaram (Folha de S. Paulo)
Garantia de direitos e cidadania (Folha de S. Paulo)
Montadora paga um alto preço por erros estratégicos (O Estado de S. Paulo)
O atendimento ao planejamento familiar (O Estado de S. Paulo)
O Bolsa-Mídia (Folha de S. Paulo)
O velho e bom capitalismo (O Estado de S. Paulo)
Omissão (O Globo)
Planalto põe fim aos vazamentos (O Estado de S. Paulo)
Política na Corte (O Globo)
Políticas de desenvolvimento municipal (Valor Econômico)
Retenção de Imposto de Renda na fonte (Jornal do Brasil)
Surpresa agradável (O Globo)
Tiro no pé (O Estado de S. Paulo)
Totalitarismo e intolerância (O Estado de S. Paulo)
Welcome back! Bem-vindos de volta ao Rio (Jornal do Brasil)



COLUNAS

Indicativo de greve no GDF (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)

Centenas de servidores de diversos órgãos públicos do Distrito Federal trocaram o local de trabalho na semana passada pelo estacionamento ao lado do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Lá foi realizada assembleia geral e aprovado, por unanimidade, indicativo de greve. Durante o encontro, os servidores também aprovaram uma pauta de reivindicação, que será encaminhada ao governo ainda esta semana. Dentre os principais itens, está a recuperação salarial, o cumprimento de acordos, a negociação das datas base de março e maio, a reestruturação das carreiras e a incorporação das gratificações. “Se até o dia 5 de julho nós não tivermos nenhuma resposta sobre nossa reivindicação, haverá greve geral”, afirmou Cícero Rola, dirigente Sindicato dos Servidores do GDF (Sindser-DF). No dia 1º de julho, a categoria se reunirá novamente em assembleia para definir os rumos da campanha salarial.

CPI foi presente da oposição ao PMDB (Jornal do Brasil - Coisas da Política)

Na terça-feira esta coluna publicou entrevista com o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), na qual o peemedebista falava do interesse do partido em apoiar a candidatura presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, oferecendo até o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), como vice da chapa. Mas o líder cobrava do PT a contrapartida de apoio nos estados. Ao longo da semana o PT, na figura do presidente da legenda, Ricardo Berzoini, veio a público dizer que estava disposto a negociar e abrir mão de algumas posições regionais em favor do PMDB para ter o apoio do partido à candidatura Dilma. Os problemas são mais ou menos conhecidos.

Dólar sem piso dispensa freio no juro (Valor Econômico - Por dentro do mercado)

O rompimento do piso psicológico de R$ 2,00 por dólar na sexta-feira jogou mais uma pesada ficha na mesa de apostas para o próximo Copom, marcado para a semana que vem. Embora os operadores não tenham visto consistência na demolição da barreira dos R$ 2,00 - o fluxo não foi positivo porque aumentou a aversão global ao risco -, o Copom pode desistir do seu plano de diminuir ainda mais a velocidade de queda da Selic. Sustentaria o ritmo anterior para dissuadir o ingresso de capitais especulativos que vêm atrás do ganho oferecido pelo juro básico e pela variação cambial negativa. Fantástico e globalmente inigualável, o lucro fácil de maio exercerá chamariz irresistível a outros especuladores. Só no mês passado, os que apostaram aqui contra a moeda americana e a favor do real ganharam nada menos do que 10,57%. Os "vendidos" em dólar futuro (posição líquida de US$ 3,16 bilhões na quinta-feira) e os compradores de swaps cambiais reversos (US$ 3,4 bilhões) embolsarão hoje 9,67% da variação cambial mais 0,82% da Selic.

Aposentado quer laptop (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Conversa com Patrícia (Correio Braziliense - Brasil S.A)
De Kim Jong-il à reforma política (Valor Econômico - Política)
De olho nas leis eleitorais (Jornal de Brasília - Do Alto da Torre)
Encontro de contas (Folha de S. Paulo - Painel)
Esse Congresso parece, mas não é (Jornal do Brasil - Informe JB)
Formação de gestores (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Força-tarefa (Folha de S. Paulo - Monica Bérgamo)
Lula, certeza única (Folha de S. Paulo - Fernando Rodrigues)
Mais uma visita de Palhares, o canalha (Correio Braziliense - Nas Entrelinhas)
Meio ambiente faz assembleia (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Negociações até sexta-feira (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Omissão na regulamentação (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Perdas levam milionários a contratar gestores próprios (Folha de S. Paulo - Mercado Aberto)
Preocupações com a Argentina (Valor Econômico - Brasil)
Previdência (IV): a aposentadoria das mulheres (Valor Econômico)
Proposta da Conab alterada (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Servidor do DF consegue benefício (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Será que eles sabem o que estão fazendo? (Valor Econômico - De Olho na Bolsa)
União "desvia" verbas da Educação (Jornal de Brasília - Cláudio Humberto)
Vida dura (O Globo - Ancelmo Gois)

ECONOMIA

Um dos mais célebres historiadores britânicos alertou para o risco de grandes países do Ocidente falirem em consequência da crise financeira. Para ele, os economistas estão mal qualificados para analisar a situação atual, pois não têm um olhar tão abrangente quanto o de historiadores, como ele. "Não estou brincando quando digo que os países podem falir", disse Niall Ferguson, o professor de Harvard autor de A ascensão do dinheiro, durante o Guardian Hay Festival. "A Argentina é a minha aposta favorita. O país lidera o ranking de candidatos à falência", acrescentou. "A ideia de que isso não possa ocorrer às grandes economias ocidentais é balela." A crise econômica, para ele, seria o arauto de um período de instabilidade e de "uma série de crises políticas". E acrescentou: "Esqueçam o eixo do mal. Bem-vindos ao eixo da convulsão social". Ele alertou para a possibilidade de "a armadilha das dívidas estar prestes a ser disparada" nos países que criaram grandes pacotes de estímulo para incentivar a atividade econômica. Entre esses, a principal candidata à falência "é a Irlanda, seguida por Itália e Bélgica. E a Grã-Bretanha não está em situação muito melhor".

''Real forte permite queda de juros'' (O Estado de S. Paulo)

O Banco Central (BC) deve aproveitar a valorização do real para reforçar a trajetória de queda da taxa de juros. Essa é a visão de Armínio Fraga, sócio-fundador da Gávea Investimentos e ex-presidente do BC. Ele não é favorável, neste momento, a medidas heterodoxas no câmbio, como controle de capital e impostos, e acha que o País tem uma grande oportunidade de aprofundar ainda mais o processo de queda dos juros reais, já que o câmbio valorizado pressiona para baixo a inflação. Defendendo a acumulação de reservas, junto com o corte dos juros, como medida "contracíclica" em momentos de valorização cambial, Fraga já antevê, para dentro de poucos anos, a hora em que o Brasil terá juros reais entre 2% e 4%. Sobre a euforia na bolsa brasileira, o ex-presidente do BC diz que ela se deve em parte à diferenciação positiva do País, e em parte a uma onda de otimismo global. Nesse segundo caso, porém, Fraga vê riscos de uma correção. A seguir, a entrevista (...)

Al Koch assume reestruturação (O Estado de S. Paulo)

Com o pedido de concordata, Al Koch, de 67 anos, deve ser nomeado como o executivo que conduzirá o processo de reestruturação da General Motors. Koch, um dos diretores da consultoria AlixPartners e especialista em reestruturar empresas, supervisionará a divisão da montadora em duas partes - a "Nova GM", controlada majoritariamente pelo governo, e uma outra companhia que será liquidada. Koch estaria reunindo-se regularmente com os diretores da GM desde dezembro, informou ontem o ?Wall Street Journal?, citando fontes familiarizadas com a questão. O executivo ajudou a desenvolver os planos de viabilidade enviados pela montadora ao governo americano, negociou com os acionistas e detentores de dívidas da companhia e preparou o esquema de venda dos ativos bons da empresa para a "Nova GM".

AutoFest fomenta venda de zero km (Correio Braziliense)
Banco corta taxa e acirra disputa no Tesouro Direto (Folha de S. Paulo)
Banco do Brasil cria carteiras de DPGE (Valor Econômico)
Bancos médios estendem prazos (Valor Econômico)
Bônus de emergentes sinalizam maior alta em sete anos (Valor Econômico)
Calotes nas exportações preocupam setor no Brasil (Jornal do Brasil)
Cautela com eleições no Brasil pode conter valorização do real (Valor Econômico)
Chrysler pode sair da concordata nesta semana (O Estado de S. Paulo)
Com impulso de emergentes, consumo global de leite cresce (Valor Econômico)
Contra a corrente, BNDES vê investimento de 19% do PIB (Valor Econômico)
CPI, eleição e medidas provisórias atrapalham (O Globo)
Criação de plano de carreira (O Dia)
Crise adia meta de investimentos em 2 anos (Folha de S. Paulo)
Crise atrasa desembolsos da iniciativa privada (O Estado de S. Paulo)
Crise expõe fim de uma era nos EUA (Folha de S. Paulo)
Curtas - Frango para a China (Valor Econômico)
CVM discute novas regras para a adoção de ''poison pills'' nas empresas (O Estado de S. Paulo)
Depois da recessão, PIB reage no 2º tri (Valor Econômico)
Disputa acirrada no HRSM (Correio Braziliense)
Emprego nos EUA e dados da indústria são destaques (Folha de S. Paulo)
Estatais investiram R$ 5,8 bi a mais até abril (O Estado de S. Paulo)
Estrangeiro na Bovespa é a grande incógnita de junho (Valor Econômico)
Executivo brasileiro assume comando da Helibrás (Valor Econômico)
Expansão e alongamento preocupam a Fitch (Valor Econômico)
GM deve pedir concordata (Correio Braziliense)
GM espera concordata rápida nos EUA (Folha de S. Paulo)
Governo "infla" novo plano de safra em R$ 12 bilhões (Valor Econômico)
Governo Obama avança no controle de empresa nos EUA (Folha de S. Paulo)
Granol vence 1º leilão após 'reforço' dado ao biodiesel (Valor Econômico)
Há excesso de otimismo sobre a crise, diz Arida (Folha de S. Paulo)
Indústria deve puxar alta do PIB no 2º trimestre, projetam analistas (O Estado de S. Paulo)
Karsten corta custos para compensar a perda cambial (Valor Econômico)
Marfrig obtém crédito para exportações (Valor Econômico)
Para Chrysler, parte difícil virá após concordata (Folha de S. Paulo)
Para governo, desempenho de empresas ainda é fraco (O Estado de S. Paulo)
Pior já passou, mas crise vai até 2011, diz Embraer (Valor Econômico)
Produção de linha branca volta ao nível pré-crise (O Estado de S. Paulo)
Projetos confirmados chegam a R$ 650 bilhões até 2012 (Folha de S. Paulo)
Queda do dólar faz turista reavaliar férias (Folha de S. Paulo)
Receita aperta cerco a PIS e Cofins dos bancos (Jornal do Brasil)
Recuperação da indústria avança, mas segmentada (Valor Econômico)
Recuperação nos EUA deve ter impacto na GM Brasil (Folha de S. Paulo)
Rota do almoço barato (Correio Braziliense)
Setor de intermediários ainda faz ajustes (Valor Econômico)
Setor eletroeletrônico quer trocar conteúdo local por benefício fiscal (Valor Econômico)
Soja lidera altas na BM&FBovespa (Valor Econômico)
Taxa depende do cronograma da Petrobras (Folha de S. Paulo)
Um passo em direção à nova relação (Jornal do Brasil)
Uma fila que começa a andar (O Globo)
Órfãos do Tesouro (Valor Econômico)



POLÍTICA

"TV pública é contraponto à caloria vazia da TV comercial" (Folha de S. Paulo)

Os Estados Unidos têm 356 estações de TV pública. Em relação ao Brasil, que conta com 199 emissoras educativas com concessão outorgada pelo governo, o número não chega a ser surpreendente. Mas a distância não está na quantidade de emissoras. As TVs brasileiras que se autodenominam públicas tiveram orçamento de cerca de R$ 500 milhões em 2008. As dos EUA receberam US$ 2 bilhões (R$ 4 bilhões). Aqui, elas dependem basicamente de recursos do governo. Lá, mais da metade da verba vem de doações. A presidente da American Public TV, Cynthia Fenneman, esteve no Brasil, na semana passada, para participar do 2º Fórum Nacional de TVs Públicas. A APT é a segunda maior distribuidora de conteúdo para as TVs públicas -a primeira é a Public Broadcasting Service. Executiva com 33 anos de experiência em TV e com 12 prêmios Emmy (o Oscar da televisão americana) no currículo, ela julga a TV pública uma contraposição necessária às "calorias vazias" das TVs comerciais.

''Deputados jamais aprovarão reforma política'' (O Estado de S. Paulo)

Fracassou, na semana passada, mais uma tentativa da Câmara de fazer uma reforma política. Os pequenos partidos da base governista decidiram rejeitar o projeto elaborado pelo deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS). Pressionados pelos sócios menores, PT e PMDB recuaram, jogando a discussão para um Congresso Revisor, previsto para 2011. Esta foi pelo menos a décima vez, desde a redemocratização, que se tentou fazer uma reforma no sistema político. Como as demais, a ideia naufragou. Para o cientista político Rogério Schmitt, do Centro de Liderança Política (CLP), a proposta, como as anteriores, tinha um vício original insanável: não levava em consideração o instinto de sobrevivência dos parlamentares, que jamais aprovariam algo que deixasse dúvidas de sua eleição no pleito seguinte.

''É um momento histórico'', diz analista inglesa (O Estado de S. Paulo)

De acordo com analistas políticos britânicos, o escândalo dos gastos indevidos dos membros da Câmara dos Comuns e a sua intensa repercussão na opinião pública podem causar um sopro de renovação política no país. Ao comentar a questão, a pedido do Estado, a cientista política Andrea Cornwal, professora e pesquisadora do Institute of Development Studies, da Universidade de Sussex, observou: "Estamos testemunhando um momento histórico. A maioria dos britânicos simplesmente vota e deixa aqueles que elegeram avançar no negócio da política. Esse escândalo tem estimulado o cidadão comum a se envolver no debate público, sobre o que esperar dos nossos políticos. Há uma irritação coletiva. As pessoas estão exigindo que os políticos sirvam aos interesses coletivos, em vez de pensar nos seus próprios bolsos. Estou desfrutando cada minuto. Estou otimista, pois disso podem resultar reformas que tornarão nosso governo mais democrático e responsável."

154 são libertados em carvoaria de Minas (O Estado de S. Paulo)
Alencar volta dos EUA e assume Presidência (O Estado de S. Paulo)
Aprovação dos paulistas a Serra atinge 56% (Folha de S. Paulo)
Assembleias Legislativas reivindicam mais poder (O Estado de S. Paulo)
Brasil não registra candidatura à Unesco (O Estado de S. Paulo)
Cabral luta para ser candidato único de partidos que apoiam o governo federal (Valor Econômico)
Congresso vai discutir legalização dos bingos (O Estado de S. Paulo)
Critérios para investimento vão mudar, diz Minc (O Globo)
Câmara quer explicação de Minc para multa (O Estado de S. Paulo)
Deputado brasileiro tem mais benefícios (O Estado de S. Paulo)
Deputados reivindicam procuradoria exclusiva (O Estado de S. Paulo)
Dilma cresce no retrovisor de Serra (Jornal do Brasil)
Dilma mantém agenda lotada e acelerada (Correio Braziliense)
Dilma: 'Se falar muito, me comovo' (O Globo)
Dinheiro prometido para recuperação não chega (Jornal do Brasil)
Dinheiro sob o colchão? (Correio Braziliense)
Fundo de pensão opõe PMDB do Rio a TCE (Valor Econômico)
Governo usa nova reserva de gás contra CPI (Folha de S. Paulo)
Líderes governistas desafinados (Correio Braziliense)
Ministra reduz diferença em relação a Serra (O Globo)
Na hora de ''bater o ponto'', São Paulo segue na era do papel (O Estado de S. Paulo)
Operação Navalha está na origem da tensão com o STF (Valor Econômico)
Oposição mira Petrobrás na CPI das ONGs (O Estado de S. Paulo)
PEC do divórcio e CPI na pauta do Congresso (Jornal do Brasil)
Piauí apresenta fatura dos prejuízos (Jornal do Brasil)
Pioneira no sistema de cotas preenche só 28% das vagas (O Estado de S. Paulo)
Plataforma de candidatos preserva atribuições (Valor Econômico)
Pré-candidatura de Tarso recebe apoio (O Estado de S. Paulo)
Ritmo de trabalho interno de Dilma é reduzido (Folha de S. Paulo)
Rivais enfrentam situações opostas em seus partidos (Folha de S. Paulo)
Salário para políticos derrotados (Correio Braziliense)
Segurança pública tem a pior avaliação (Folha de S. Paulo)
Sucessão coloca em xeque poder investigatório do MP (Valor Econômico)
Tapetão julga vestibular estadual (Jornal do Brasil)
Um mês e meio após assumir o MA, Roseana encara sua 21ª cirurgia (Valor Econômico)

Parabéns!!!

"Blog da Comunicação" comemora um ano de vida

O Blog da Comunicação nascido de um projeto experimental de estudantes do curso de jornalismo das Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM), tornou-se realidade em 1º de Junho de 2008 quando James Freitas e Guilherme Freitas já graduados pela instituição criaram o veículo na internet com a ajuda de mais 12 colunistas.
Para comemorar essa data tão especial a equipe do Blog da Comunicação preparou um especial que irá ao ar do dia 1º a 14 de junho sobre o trabalho desenvolvido diariamente pelos jornalistas do Brasil e do Mundo. Nossa missão nesse projeto é mostrar os bastidores de como é feito o trabalho desses profissionais da comunicação.
Você, caro jornalista, é nosso convidado! Participe, critique, sugira...
Contamos com a participação de vocês!
O que é o Blog da Comunicação?
O projeto teve início em 2006 quando James Freitas criou o
comunicado.zip.net com a ajuda de mais cinco estudantes de jornalismo, incluindo Guilherme Freitas. Em 2008 James e Guilherme resolveram dar “ares de profissionalismo” aquilo que era apenas um projeto experimental de alunos de jornalismo que buscavam um lugar ao sol.
Sob o conceito de que uma andorinha só não faz verão eles recrutaram jornalistas de diversos lugares do Brasil e fundaram o Blog da Comunicação no dia 1º de Junho de 2008.
O Blog da Comunicação obteve em seus primeiros 365 dias de vida mais de 270 mil visitas e participação dos internautas por mais de 3.000 comentários ao longo do ano. Nossa equipe é composta por 21 jornalistas, dois revisores e um webmaster. No sistema de trabalho atual são postados três textos por dia (um de manhã, um à tarde e um a noite) sobre três editorias diferentes. Em suma, cada colunista posta uma vez por semana.
Serviço:
James Freitas – (11) 8983-4395 -
james@blogdacomunicacao.com.br
Guilherme Freitas (11) 7295-7888 -
guilherme@blgodacomunicacao.com.br
www.blogdacomunicacao.com.br

Atenção, repórteres experientes, notícia tem quer ser conferida. Esqueceram?

Sarney doa castelo a Hilda Bogéa e descendentes

Desde a última terça-feira, dia 26, Hilda Marques Bogéa, presidente da empresa que edita o Jornal Pequeno, seus filhos e descendentes são os proprietários do portentoso imóvel “Quinta dos Lagos”, localizado na cidade de Sintra, em Portugal, por muitos classificado como um “castelo”.
O presente lhe foi dado em Escritura Pública de Declaração de Vontade pelo senador José Sarney e sua esposa, Marly Macieira Sarney, supostos proprietários do imóvel, segundo revelou “espetacular reportagem investigativa” feita e publicada pelo Jornal Pequeno, no dia 24 de maio, sobre a origem e a propriedade do fabuloso imóvel português.
De acordo com a Escritura Pública formalizada no Cartório do 3º Ofício de Notas, registrada às folhas 068 do Livro 0559, José Sarney e Marly Macieira Sarney “outorgam à senhora Hilda Marques Bogéa todos os direitos incidentes sobre a propriedade, que lhe é atribuída, do imóvel conhecido como ‘Quinta dos Lagos’”, avaliado em R$ 30 milhões.
Para não deixar qualquer dúvida quanto à transferência total dos direitos sobre o imóvel, a Escritura Pública inclui até “um assustador cão preto que decora um dos muros da propriedade”. O documento de doação registrado no Cartório do 3º Ofício de Notas destaca que, na qualidade de suposto proprietário do fabuloso imóvel português, José Sarney e Dona Marly Sarney, o transferem a Hilda Bogéa e seus descendentes, “para dele usarem todo o seu valor, podendo usá-lo, vendê-lo e transmiti-lo a seus herdeiros”.
A decisão de fazer a doação do imóvel em Escritura Pública foi comunicada pelo senador José Sarney à família Bogéa em carta dirigida ao diretor do Jornal Pequeno, Lourival Bogéa (reprodução). Na carta, Sarney desmente a fantasiosa reportagem do jornal, anunciando sua disposição de doar o “castelo” à mulher e descentes do fundador do jornal, Ribamar Bogéa.
(Do "O Estado Maranhão").

domingo, 31 de maio de 2009

Fifa revela as 12 cidades brasileiras que receberão a Copa 2014

Ficaram de fora da lista as cidades de Florianópolis, Goiânia, Campo Grande, Belém e Rio Branco

Redação iG Esporte
· Imagens:
Veja a festa em cada uma das cidades eleitas
· Sérgio Patrick:
Orçamento superestimado para a Copa de 2014
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Blatter revela dúvida na definição da sede amazônica
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Presidente da CBF lembra que o trabalho começa agora
·
Ivete Sangalo fará show para celebrar a escolha de Salvador
·
Deputado confirma Salvador como uma das sedes da Copa de 2014

A Fifa anunciou neste domingo, em Nassau, nas Bahamas, as 12 sedes da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Com a presença do presidente de honra da Fifa, João Havelange, que comandou a entidade entre 1974 e 1998, o atual presidente da entidade, Joseph Blatter, fez o anúncio.
Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo foram as cidades contempladas. Com isso, ficam de fora as cidades de Florianópolis, Goiânia, Campo Grande, Belém e Rio Branco.

Assista ao vídeo com os projetos das cidades

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, disse que a escolha obedeceu a critérios técnicos, por conta das visitas feitas por técnicos da entidade, no começo deste ano, além dos projetos entregues pelas cidades.
Blatter admitiu que a escolha mais difícil foi na região da Amazônia, onde Manaus foi escolhida em detrimento de Belém e Rio Branco.
O que ainda não está definido é quais cidades receberão os jogos de abertura e encerramento do Mundial. O Maracanã, no Rio de Janeiro, é favorito absoluto a sediar a final. Já o jogo de abertura está entre as cidades de São Paulo e Minas Gerais.
O anúncio foi motivo de comemoração para todas as escolhidas. Algumas delas preparam grandes festas, incluindo shows e outros eventos para celebrar a escolha.
As cidades que não sediarão jogos da Copa do Mundo, porém, não estarão necessariamente fora do Mundial. Todas já começaram a trabalhar nos bastidores para receber os treinos e servir como base de alguma seleção.
"Nesse processo de escolha não há vencedores ou vencidos. A cidade que não for indicada poderá participar da Copa do Mundo com as alternativas que a competição oferece, como centros de treinamentos para as seleções e outros eventos específicos", disse o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Conheça cada uma das 12 cidades que sediarão a Copa de 2014:

· BELO HORIZONTE: Atrás de destaque, cidade remodelará Mineirão
· BRASÍLIA:
Mané Garrincha deve ser ampliado para 71 mil lugares
· CUIABÁ:
Cidade vai revitalizar o Verdão e vê evolução dos clubes
· CURITIBA:
Obras na Arena ficarão por conta do Atlético-PR
· FORTALEZA:
Castelão vai receber reforma de R$ 400 milhões
· MANAUS:
Cidade teme que chuvas atrasem obras no estádio
· NATAL:
Cidade quer construir outro estádio no lugar do Machadão
· PORTO ALEGRE:
Grêmio tenta tirar do Beira-Rio os jogos de Porto Alegre
· RECIFE:
Novo estádio será construído fora da cidade
· RIO DE JANEIRO:
Maracanã voltará a receber uma final de Copa
· SALVADOR:
Cidade quer esquecer tragédia da Fonte Nova
· SÃO PAULO:
Reforma do Morumbi deve custar R$ 180 milhões
*Com Agência Estado

Veja o vídeo:

http://tvig.ig.com.br/118826/fifa-divulga-as-12-sedes-da-copa-2014.htm

Trabalhando pelo Maranhão...

A governadora Roseana Sarney (PMDB) foi recebida, dia 28, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. Acompanhada do secretário do Planejamento, Gastão Vieira, ela agradeceu a visita do presidente ao Maranhão, falou dos problemas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em São Luís e informou que já tem sob controle as finanças do Estado. Roseana mostrou ao presidente de que forma recebeu o governo, mas ressaltou já ter colocado “sob controle” as finanças do Estado. Expôs a má condução que vinha tendo a execução do PAC na capital e que, em decorrência disso, já tinha uma equipe de auxiliares seus discutindo saídas para o projeto com técnicos do Governo Federal. A governadora do Maranhão, que fica em Brasília até segunda-feira, quando seguirá para São Paulo, onde se submeterá a uma cirurgia para a correção de um aneurisma cerebral, também esteve, quinta-feira, no Ministério do Planejamento. Na sexta, a sua agenda previa ainda encontro com o ministro da Integração Nacional, Gedel Vieira Lima.

Metendo o Bedelho

sábado, 30 de maio de 2009

Na Mira do Belmiro

Raimundos e Marias do Brasil

Um domingo à tarde inesquecível. Uma experiência gratificante, dessas que nos deixa a meditar por dias a fio nessa busca incessante de compreender a existência neste enigma chamado Brasil. Foi um encontro fortuito e despretensioso, regado por uma prosa agradável e inconseqüente, e nutrida pela sagrada e nobre costela de ""tambaqui", num cenário paradisíaco e radicalmente amazônico às margens do Rio Negro, num sítio amigo da Vivenda Verde. Ali fiquei a tarde com o seo Raimundo Machado, uma dessas figuras carismáticas que aparecem em nossas vidas quando a mente se abre para aprender e fazer pensar no rumo que as pessoas dão á própria vida e no heroísmo anônimo de tantos irmãos. Com a experiência de vida que beira os 80 (ele não revela a idade) com muita estória pra contar e energia a contagiar e repartir, este parintinense, morador de meio século da Rua Jonathas Pedrosa, na Praça 14, constituiu e manteve com dignidade uma família, hoje formada de esposa, duas filhas e um filho, além dos netos e os que se juntaram numa história do parentesco familiar, ao mesmo tempo peculiar e universal.
Prá começo da prosa, seo Raimundo falou da sua tristeza por ter que sair daquela casa, onde viveu 49 anos de sua vida e onde educou seus filhos, por causa do Projeto Prosamin, que entende ser importante e necessário, mas que poderia ser desnecessário se governos passados tivessem contido as invasões nem liberado este contingente tão numeroso às margens dos igarapés da cidade. Contou-me que depois de um “respeitoso namoro de 4 anos” com a Dona Lucy, resolveu casar-se e foi morar nessa casa de aluguel, onde pagava muitos cruzeiros a cada mês. Só depois de alguns anos e muita economia e trabalho ele conseguiu comprar o imóvel. O primeiro emprego foi no DER-AM, o Departamento de Estrada de Rodagem, no início dos anos 60, quando era governador o lendário Gilberto Mestrinho. Ele participou com certeza da abertura da estrada da Ponta Negra, que o Boto autorizou num traçado que começava onde é hoje o calçadão da praia em direção ao Centro. Tudo para surpreender a população e dar-lhe esta opção especial de lazer...
Com o salário do DER-AM, “...onde trabalhavam técnicos de elevada qualificação”, ele conseguiu comprar um táxi, no qual trabalhava a partir das 5 da tarde até as 10 da noite, para completar a receita e dar educação de qualidade e melhor padrão de vida para os filhos. “Hoje, infelizmente, ainda tenho que correr atrás para completar o salário de aposentado - que mal dá pra comprar remédios - e a poupança guardada por tantos anos”. Mas o esforço compensa, na avaliação direta e objetiva deste operário da construção da identidade nacional. Ele fez questão de exaltar o papel da família, uma referência essencial “para fazer dos nossos filhos, homens e mulheres de bem”.
E na grandeza daquele instante mágico, seo Raimundo foi dedilhando com simplicidade e descontração o rosário de suas convicções, descrevendo sem perceber nem doutrinar como se materializa - na rotina de luta e de crenças – os avanços da conquista cotidiana de um Brasil melhor, fruto da obstinação criativa de sua gente, do bom humor, da cumplicidade a que as pessoas recorrem para compartilhar a dor e a benção de existir, de co-existir e fazer acontecer. No enfrentamento das adversidades e na escalada da consolidação familiar, Seo Raimundo e Dona Lucy, a companheira de toda a vida, não são heróis por acaso, são protagonistas principais de um país que tem a cara de todos aqueles que acreditamos que, como diz o poeta, tudo pode ser melhor e será. Muito obrigado e vida longa, seo Raimundo para o senhor e todos os seus!

Zoom-zoom

· Jéferson Peres – Justa e eloqüente a homenagem prestada ao senador Jéferson Peres pelo Congresso nacional nesta terça-feira. Eis um amazonense que honra as tradições políticas do Estado e cujo exemplo deveria sacudir a conduta de alguns representantes da classe política que anda comprometendo a reputação dessa relevante e necessária categoria.

· UFAM – a Universidade Federal do Amazonas na celebração de seus 100 anos vai prestar homenagens a alguns políticos que fazem parte da história de sua reconstrução nos anos 60, entre eles, o próprio senador Jéferson, seu não menos ilustre contemporâneo no Senado, Gilberto Mestrinho, e Artur Virgílio Filho, in memoriam, além de Almino Afonso.

· Crise centenária – Mas nem tudo é festa na academia. Recentemente, o MEC ameaçou descredenciar o Curso de Medicina da UFAM, pelas crises na gestão desta área vital e essencial do conhecimento e da vida das pessoas. Em outras áreas, as dificuldades se acumulam e se agravam na expectativa de uma intervenção ampla e corajosa com a participação de todos os entes sociais envolvidos.

· Zona Franca Comercial – Passadas mais de 4 décadas da instalação do modelo ZFM, onde o braço comercial ocupou um papel inicial decisivo na consolidação do projeto de desenvolvimento, alguns companheiros que meditam e militam na atividade comercial começam a repensar essa memória e sua participação na consolidação da economia regional, na geração de emprego, oportunidades e renda para a região.

Belmiro Vianez Filho
é empresário e membro do Conselho Superior da Associação Comercial do Amazonas.
belmirofilho@belmiros.com.br

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Vicente Limongi Netto

José Sarney
Meu texto, sem mudar uma vírgula, no “Bronca Geral” do Cláudio Humberto:

O senador Sarney admitiu que não sabia que recebia o tal auxilio-moradia. Desculpou-se à Nação. Fez muito bem. Gesto digno e desprendido. Deixemos de fazer tragédia em copo dágua. Todos comentem erros, embora o de Sarney, neste caso, tenha sido involuntário. Seguramente o presidente do Senado e do Congresso devolverá o dinheiro recebido indevidamente. Ponto final.
30/05/2009 01:13

As opiniões engajadas dos divergentes, no mesmo espaço democrático, o “Bronca Geral”:

Defesa do indefensável

Mas, que decepção sr. Vicente Limongi. Defender a Sarney, defender o indefensável. Será o sr. advogado? Só advogados defendem qualquer causa. Até as que sabem não ser as certas. Sarney agiu de má fé, sim, asim como os demais senadores. Cada dia um novo escandalo, uma nova maracutaia, na Câmara ou no Senado. Assim já é demais! Ganhando a miséria de aposentadoria que ganho, se caissem 38 reais em minha conta, é lógico que eu perceberia. E não acho que seja ponto não sabe?

Spartaco Massa
São Paulo (SP)
30/05/2009 16:28

Mestre em iludir

Qual é o planeta? Qual o planeta em que "vive" o Sr. Vicente Limongi Neto? Deve ser o mesmo do Sr. José Sarney, por concordar com tamanha desfaçatez. Aliás, o "ilustre" Senador é um "mestre" em iludir os incáutos do Maranhão, do Amapá, e do Brasil. É um velhaco oportunista; uma "raposa" velha e perigosa. Suas contribuições para o "bem-estar" da população e o progresso do país foram "relevantes"... Lamentável!

Paulo Luiz Porcher
Porto Alegre (RS)

"Opinião" faz parte da democracia que Sarney ajudou a consolidar...ou não?

Vicente Limongi Netto

Noam Chonsky

Uma tradição de tortura

Os memorandos de tortura liberados semana passada pela Casa Branca provocaram choque, indignação e surpresa. O choque e a indignação são compreensíveis — em especial o Relatório do Comitê de Serviço das Forças Armadas do Senado sobre Tratamento de Presos, que recém deixou de ser secreto.No verão de 2002, como o relatório revela, interrogadores em Guantânamo encontravam-se sob pressão crescente a partir da cadeia de comando para estabelecer uma ligação entre o Iraque e a Al-Qaeda. O afogamento simulado, entre outras formas de tortura, finalmente produziram a “prova” de um preso que foi utilizada para ajudar a justificar a invasão Bush-Cheney do Iraque no ano seguinte.Mas por que a surpresa quanto aos memorandos de tortura? Mesmo sem inquérito, era razoável supor que Guantânamo fosse uma câmara de tortura. Por que mais enviar prisioneiros onde eles estariam além do alcance da lei – casualmente, um lugar que Washington está utilizando em violação de um tratado que foi forçado sobre Cuba sob a mira de uma arma? O raciocínio de segurança é difícil de ser levado a sério.Uma razão mais ampla para porque deveria haver pouca surpresa é que a tortura é uma prática rotineira desde o princípio da conquista do território nacional até agora, enquanto as empreitadas imperiais do “império nascente” – como George Washington chamava a nova República – estendiam-se para as Filipinas, Haiti e outros lugares.Além disto, a tortura foi o menor de muitos crimes de agressão, terror, subversão e estrangulação econômica que obscureceram a história dos Estados Unidos, tanto quanto fizeram por outras grandes potências. As revelações atuais sobre tortura mais uma vez destacam o conflito entre “o que defendemos” e “o que fazemos”.A reação foi veemente, mas de forma que levanta algumas questões. Por exemplo, o colunista do New York Times, Paul Krugman, um dos críticos mais eloquentes e francos da malevolência de Bush, escreve que costumávamos ser “uma nação de ideais morais”, e que nunca antes de Bush “nossos líderes traíram tão completamente tudo que defendemos”.Para dizer o mínimo, aquele ponto de vista comum é uma versão particularmente distorcida da história. É um artigo de fé, quase uma parte da crença nacional, que os Estados Unidos são, de maneira justa, diferente de outras grandes potências, do passado e do presente – o conceito do que é chamado de “excepcionalidade americana”.Uma correção parcial pode ser a história recém-publicada do jornalista britânico Godfrey Hodgson, The Myth of American Exceptionalism (O mito da excepcionalidade americana). Hodgson conclui que os Estados Unidos são “apenas um país grande, mas imperfeito, entre outros”.O colunista do International Herald Tribune Roger Cohen, analisando o livro no The New York Times, concorda que a prova dá apoio ao julgamento de Hodgson, mas discorda dele em um ponto fundamental (...)
Leia o ensaio completo...

*Noam Chomsky é professor emérito de lingüística e filosofia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts em Cambridge, Massachusetts. Artigo distribuído pelo The New York Times Syndicate.

Circo Nacional da China...

Said Barbosa Dib

De como e porque George Soros seduziu ao próprio Demônio
Adaptação do conto O Demônio Tentado do italiano Giovanni Papini

Ontem, depois de mais um dia tenso e histérico na Bolsa de Valores, após horas cansativas ao telefone, instruindo meus empregados no Banco Central do Brasil, sonhei uma estranha aventura, esta manhã a realizei, esta noite a conto. Que me ouçam todos os que têm senso bastante para acreditar na realidade do que não poderia suceder.
O Demônio, que me aparece freqüentemente em sonhos, que acompanha todos os meus passos e meus negócios, ontem à noite me apareceu de uma forma mais contundente. Pensei ser apenas mais uma dica financeira, uma catástrofe anunciada, uma revolução, uma guerra ou coisa parecida que pudesse me favorecer. Desta vez, sonhei com ele de uma forma diferente e foi um caso de tentação. Mas não era ele, vede-o bem, quem me tentava, era eu que tentava ao demônio. O sonho foi tão imprevisto e forte, que despertei sobressaltado e todo o resto da noite não pude deixar de pensar naquela cena insólita, naquelas palavras ouvidas em poucos instantes.
Esta manhã, persuadi-me de que não havia outro meio de livrar-me daquela estranha visão noturna, senão fazê-la real na vigília, e, sem mais refletir, me pus em ação.
Ao fim da rua onde está minha casa, esperava-me o Demônio. Supus, primeiramente, que ele estava ciente do sonho e que ele próprio era quem o havia provocado, para zombar de mim. Estava a ponto de voltar sobre os meus passos, um tanto assustado, quando me recordei que, alguns dias antes, tínhamos combinado um encontro para ir visitar um velho jardim numa mansão de um amigo, que já muitas vezes protegera, com sua sinistra privacidade, os nossos diálogos.
E partimos, silenciosos, sem sequer nos cumprimentarmos. Ao sairmos, fora da cidade, o Demônio continuou sem proferir palavra, mas o sonho me reapareceu mais vivaz e imperioso do que nunca e eu tive de morder os lábios.
Não falei. Como iniciar ante aquele obstinado silêncio?
Chegamos, por fim, ao jardim nos subúrbios de Nova York, onde um velho cipreste balançava lentamente o alto cimo, com um ar de impaciência e de censura. Sentamo-nos com as costas apoiadas ao amplo e maciço tronco e o Demônio continuou calado. Estava ali, com uma expressão compenetrada e com sua costumeira sobriedade. Então, como se no mais profundo de mim se houvesse aberto de repente algum veio interior, senti borbulhar e sair aos borbotões as palavras que deveria dizer. E falei ao Demônio, numa ansiedade excitante de quem acabara de arriscar milhões no mercado de capitais, desta maneira:
"Mestre e amigo: chegou para ti o dia da tentação.
(...)
Leia o conto completo, clicando aqui

César Fonseca

Cadastro positivo é fetichismo legislativo

A aparência não é a essência. O que está por trás do cadastro positivo , aprovado pela Câmara dos Deputados, é a verdade segundo a qual os parlamentares fogem da realidade que leva os consumidores a adquirem o cadastro negativo. O que faz isso acontecer, evidentemente, é a fuga do parlamento nacional dos problemas reais.O cadastro negativo ou positivo não é a causa dos problemas, mas as consequências deles. Os nobres parlamentares se debruçam sobre a aparência evitando a essência. Esta requereria um aggiornamento parlamentar nacional, para adequar o Congresso aos interesses da sociedade e não apenas aos dos que dominam a economia política brasileira em sua totalidade, o sistema financeiro oligopolizado em franca agiotagem.O cadastro positivo é a expressão acabada da sua própria negação, já que o cadastro negativo como representação dos interesses da sociedade inadimplente emergiu porque mereceu tratamento desigual relativamente ao cadastro positivo como representação dos sistema financeiro. Sem ampla discussão popular, o cadastro positivo tornou-se tradução da imposição dos bancos ao Congresso para condenar o cadastro negativo afetado pela conjuntura determinada pelo primeiro em prejuízo do segundo, no âmbito da macroeconomia política brasileira.Discutiu-se , conceitualmente, o cadastro positivo e negativo em suas aparências, ou seja, o que é cadastro positivo, senão aquele que dispóe de conta bancária e contas em dia, e cadastro negativo, senão aquele que é o oposto, ou seja, conta bancária negativa e contas a pagar. Limitou-se ao relacionamento mecanicista entre as partes, não o relacionamento interativo, dialético, político. Relação invertidade entre objeto e sujeito. O sujeito vira objeto e o objeto, sujeiro.Não se discutiu o cadastro positivo e o cadastro negativo em sua expressão real, isto é, social. Na sociedade capitalista a relação de troca acaba se verificando naturalmente não como relação entre pessoas, mas entre coisas, até que as pessoas viram coisas e as relações entre elas se tornam normais. Elimina-se, fundamentalmente, seu conteúdo social. Emerge poder, que, segundo o genial Marx, torna-se estranho à própria pessoa, esmagando-a, alienando-a sob o manto fetichista do capital, para o qual tudo é mercadoria.Assim, dialeticamente, o cadastro positivo seria o seu próprio contrapolo, o cadastro negativo, em meio a uma relação social encoberta por relações entre coisas, em que o interesse social é desbancado pelo interesse econômico no âmago da economia política, sob aprovação parlamentar. Confeito de bolo, como se os bancos precisassem do Congresso para saber o conteúdo real da existência do cliente correntista em seu cadastro contábil. Piada.
Leia a íntegra a Coluna do Cesar Fonseca no “Pátria Latina”...

Vicente Limongi Netto

Gesto digno

O senador Sarney admitiu que não sabia que recebia o tal auxilio-moradia. Desculpou-se à Nação. fez muito bem. Gesto digno e desprendido. Deixemos de fazer tragédia em copo dágua. Todos comentem erros, embora o de Sarney, neste caso, tenha sido involuntário. Seguramente o presidente do Senado e do Congresso devolverá o dinheiro recebido indevidaente. Ponto final.

Collor com Dilma

O Globo fez bem em destacar e revelar a audiência do ex-presidente e senador Fernando Collor com a ministra Dilma Rouseff. Mas, foi apenas uma forte coincidência o encontro ter se realizado logo depois da escolha dos membros da CPI da Petrobras, da qual Collor faz parte. O senador há muito tempo havia solicitado a audiência, na qualidade de presidente da comissão de infraestrutura, responsável, entre outras tarefas, pela fiscalização das obras do PAC. O encontro não foi realizado antes sobretudo pelas exames médicos que a ministra Dilma começou a fazer. Claro que a imprensa pode e deve fazer ilações e especular a propósito do que foi tratado na audiência. Contudo, não creio que temas relacionados com a CPI da Petrobras tenham sido o enfoque principal da conversa.

A opinião pública que se lixe

É muito cinismo de Márcio Thomaz Bastos e Aldo Rebello, aliás, de quem gosto muito, afirmarem com a maior cara lambida que nunca teve mensalão na Câmara Federal. E estamos conversados. A opinião pública que se lixe. E os jornalistas que cobriram os acontecimentos do mensalão não vão se pronunciar, não irão protestar? Sob pena de passarem todos por mentirosos. Também seus jornais, revistas, rádios, sites, blogs e televisões. É um escárnio.

Blog do Limongi

Fique de olho...

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO
Sexta-feira, 29 de maio de 2009

Matérias de interesse nacional

Mais destaques

Seleções e concursos

Conselho Regional de Biologia faz concurso para Auxiliar Administrativo e Agente Fiscal
ABIN convoca selecionados para o Curso de Formação em Inteligência
Exército abre inscrição para a Escola Preparatória de Cadetes

Luiz Afonso Santos

Direitos Humanos ?

O Brasil vive hoje sob o império do crime e também sob um discurso demagógico oficial da defesa dos direitos humanos que parte de um governo totalmente integrado às forças globalistas, as quais, ao mesmo tempo em que espoliam os povos subjugados, levando-os à fome e à desesperança, se apropriaram da Declaração Universal dos Direitos Humanos, nascida dos horrores vividos pela humanidade durante a II Guerra Mundial e subscrita pela maioria dos países filiados à ONU em 1948 com o objetivo de "humanizar" o planeta, reconhecendo os direitos individuais de toda a população da Terra e instando os governos a respeitá-los.
Ocorre que a realidade social e política é complexa e dinâmica, e o respeito aos direitos humanos não pode ser obtido por decretos ou por cartas de boas intenções. O que garantirá os direitos subscritos na DUDH não será o discurso paternalista de déspotas supostamente esclarecidos mas, exclusivamente, a altivez das populações nacionais, as quais, ao se tornarem donas de seus destinos passam, elas próprias, a serem firmes defensoras de seus direitos, sem depender da bonomia de governantes.
Atitudes demagógicas "globais", não imporão freios nem a governos tirânicos e nem muito menos a forças marginais da sociedade, como guerrilhas, grupos terroristas ou simples criminosos, sejam eles membros diretos do crime organizado transnacional em sua vertente mais cruel, o narcotráfico, ou de seu grande exército informal de sustentação, as quadrilhas de ladrões que se dedicam à pilhagem da população.
O que vemos no Brasil de hoje é que, apesar da fanfarronice do discurso oficial, a população é afligida por um progressivo e brutal desrespeito a seus direitos humanos, lato sensu, sofrendo cada vez mais dos malefícios do desemprego global, do aumento da concentração de renda, da usura e da espoliação oficial através de tarifas públicas e impostos abusivos, sem que haja qualquer contrapartida do Estado em políticas de habitação, segurança pública, justiça, saúde, educação, transportes e previdência social, enquanto que o crime passou a ser o grande beneficiário da insensata defesa, stricto sensu, destes direitos, em razão da feroz pressão sofrida pelas forças policiais que se dedicam à repressão de criminosos.
O que se está fazendo em nosso país é, a pretexto da defesa de DH, concentrar um ataque irracional e liquidacionista sobre as instituições policiais, destruindo progressivamente seu espírito combativo e o moral de seus integrantes, induzindo-os, através da pressão, dos salários miseráveis e da falta de objetivos, à acomodação, ao vício e à corrupção, justamente quando, em sentido inverso, o crime é cada dia mais rico, violento, ousado e organizado, assumindo progressivamente o caráter de guerrilha urbana, com criminosos fazendo as populações de seus "santuários" como reféns, obrigando-as a se postar na linha de tiro para impedir o ataque legalista às suas posições e com isso pondo-se a salvo das tímidas operações policiais executadas para tirá-los de circulação.
Leia o ensaio na íntegra...

Do "Blog Assaz Atroz"...

Considerações sobre a tensão na Península Coreana

A imprensa brasileira tem enfocado a questão do teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, dando destaque quase que exclusivo ao protesto internacional que a experiência bélica gerou. As redações, na tentativa de editar versão da performance kennediana no caso dos mísseis soviéticos em Cuba (1962), salientam a ameaça de retaliação por parte do governo Obama, que anunciou cerco à península asiática dividida em Coreia do Norte (pró-China) e Coreia do Sul (pró-EUA).
O Paralelo 38° serve de marco divisório entre as duas Coreias, conforme acordo firmado nas conferências de Yalta e Potsdam, em 1945, e aprovado pelas duas superpotências, EUA e URSS, logo após a Segunda Guerra Mundial. (Redefinindo o mapa mundial, esses encontros de cúpula também dividiram a Alemanha em Ocidental e Oriental, até a reunificação em 1990.)Em 1950, a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul e marchou sobre a sua capital, Seul. Deu-se início a uma guerra que durou três anos, na qual os EUA investiram todo seu poderio militar. O exército norte-americano chegou a invadir a Coreia do Norte até alcançar a fronteira com a China, e esta acabou entrando na guerra, que terminou com as Coreias separadas conforme o acordo de 1945.
Barack Obama considerou o teste atômico da Coreia do Norte "uma violação flagrante do direito internacional" e anunciou que iria "trabalhar com os nossos amigos e aliados para enfrentar esse comportamento." Como medida preliminar, o império yankee expediu “mandado de busca e apreensão” contra navios norte-coreanos suspeitos de portar armas de destruição em massa. De imediato ganhou o aval da Coreia do Sul, que se dispõe a auxiliar seu protetor nesta tarefa.Rede de Correspondentes do Castor – alternativa para quem quiser estar mais bem informadoAtravés da Rede de Correspondentes (33 mil endereços eletrônicos) mantida pelo engenheiro aposentado Castor Filho, um dos muitos brasileiros indignados com as omissões, distorções, sofismas e falácias que definem o modus operandi da maior parte da imprensa brasileira, recebi e-mail veiculando artigo intitulado “Doublespeak on North Korea” (“‘Duplifalar’, agora, sobre a Coreia do Norte”) de Paul Craig Roberts, ex-secretário-assistente do Tesouro no governo Reagan. Co-autor do livro The Tyranny of Good Intentions (“A tirania de boas intenções”). Transcrevo abaixo trechos do artigo de Paul Craig Roberts, traduzido pela linguista Caia Fittipaldi, membro da rede de correspondente do Castor:
"Obama conclama o mundo a enfrentar a Coreia do Norte" – diz a manchete. Os EUA, disse Obama, estariam firmes "para defender a paz e a segurança do mundo". Palavras de 'duplifalar', de 'duplipensar', à moda de 1984.(...) São os mesmos EUA que bombardearam a Sérvia, inclusive a embaixada chinesa e trens de passageiros; que entregaram a Sérvia a uma gang de traficantes muçulmanos, emprestando-lhes soldados da OTAN para proteger a 'operação'... do tráfico?
São os mesmos EUA responsáveis pela morte de um milhão de iraqueanos, e que deixam órfãos e viúvas onde quer que apareçam, e que converteram em refugiados 1/5 da população do Iraque?
São os mesmos EUA que impedem o mundo de condenar Israel pelo ataque assassino contra civis libaneses em 2006 e contra civis em Gaza em 2009, os mesmos EUA que dão cobertura ao assalto israelense contra a Palestina, que já dura mais de 60 anos, assalto e roubo que já produziu quatro milhões de refugiados palestinos, arrancados de suas casas, vilas, cidades, pelo terror e pela violência de Israel?
Os mesmos EUA que fazem hoje manobras militares em repúblicas ex-soviéticas e estão cercando a Rússia com um anel de bases de mísseis?Os mesmos EUA que bombardearam o Afeganistão até converter o país num amontoado de ruínas, com milhares de civis mortos?
Os mesmos EUA que criaram um ano novo infernal no Paquistão, ataque que, só nos primeiros dias, produziu um milhão de refugiados?
“Paz e segurança do mundo”?
Mundo de quem?* * *
A Coreia do Norte entendeu a ameaça de interceptação de seus navios por parte dos EUA e seu aliado como uma declaração de guerra e prometeu aplicar a Lei de Talião: olho por olho, dente por dente; caso algum barco sul-coreano ou americano invada suas fronteiras marítimas ou muito próximo delas navegue em atitude suspeita. O regime da República Democrática Popular da Coréia (RPDC) até já anunciou o fim do armistício que encerrou oficialmente a guerra travada entre o Norte e o Sul em meados do século passado.A imprensa brasileira parece ignorar o fato de que o Brasil, neste exato momento, está empenhado em inaugurar embaixada em Piondjiangue (Pyongyang), apesar de sermos a primeira democracia das Américas a estabelecer relações diplomáticas residenciais com a Coréia do Norte.Para o cargo de embaixador brasileiro junto ao governo norte-coreano, foi designado o experiente diplomata Arnaldo Carrilho.Carrilho, com quase meio século de carreira diplomática, já representou o Brasil em 14 países, além de chefiar o Escritório de Representação do Brasil em Ramallah, capital provisória da Autoridade Palestina nos Territórios Ocupados. A cerimônia de entrega das credenciais do embaixador brasileiro ao presidente palestino Mahmoud Abbas foi adiada três vezes, em vista da intensificação do conflito entre israelenses e palestinos, e somente três meses depois de assumir o cargo, Arnaldo Carrilho pôde exercê-lo efetivamente.Desta vez, em vista do agravamento das tensões na Península Coareana, o Brasil suspendeu temporariamente a instalação da Missão Diplomática residencial em Piondjiangue. Neste momento Arnaldo Carrilho se encontra hospedado na Embaixada do Brasil em Pequim, aguardando instruções do Itamaraty, que por sua vez aguarda resolução do Conselho de Segurança da ONU. (..)
Leia mais no excelente Blog Assaz Atroz

Helio Fernandes


Em sua edição desta sexta-feira, página 10, o Jornal do Brasil dá repercussão a uma notícia publicada com exclusividade neste blog, sobre a produção de um filme que vai dar muito o que falar. Eis a nota do JB:"Começaram no Rio as filmagens do documentário “O Homem que Enganou Roberto Marinho”. O filme contará como ocorreu em 1964 a compra da antiga TV Paulista (hoje, TV Globo de São Paulo), quando Marinho fez negócio com a pessoa errada. O vendedor não era dono da emissora, não podia vendê-la e embolsou o dinheiro, passando para trás o mais importante empresário do País." clique aqui para ler mais

Carlos Chagas

A MONTANHA GEROU UM RATO

A semana vai terminar marcada pela constituição da CPI da Petrobrás. A próxima, provavelmente, começará terça-feira com a instalação dos trabalhos. O presidente Lula gastou horas e dias de preocupação, reuniu-se mil vezes com auxiliares, ministros e líderes de partidos da base oficial, assustado com a possibilidade de seu governo desmoronar a partir de depoimentos, denúncias e revelações referentes aos intestinos da maior empresa nacional. Com todo o respeito, foi e poderá continuar sendo tempo perdido. Menos pela blindagem efetuada na CPI, plena de governistas empedernidos, mais porque em momento algum a Petrobrás sofrerá abalos fundamentais. Se determinadas facilidades foram praticadas em favor do PT e afins, se o auxilio a algumas ONGs fajutas extrapolou dos cuidados da boa administração, mal nenhum fluirá de sua exposição. Pelo contrário, poderão ser adotados cuidados maiores para o futuro. A Petrobrás é maior do que seus dirigentes, ultrapassa de muito a biografia de Sérgio Gabrielli e os demais diretores. A menos que no bojo das investigações venha a emergir o inimaginável, que se existisse já teria sido exposto há muito tempo, a empresa nadará de braçada nesse lago plácido onde as oposições pretendem navegar. E isso por razão muito simples: fora certas publicidades exageradas e alguns favorecimentos centenários a amigos de quem está no poder, a Petrobrás é o retrato do Brasil. E o Brasil jamais irá sucumbir. A gente fica pensando se o presidente Lula não tem mais nada a fazer senão ficar vigiando a composição da CPI ou o preenchimento das funções de presidente e relator. Imaginar que a próxima sucessão presidencial venha a ser abalada por inquirições e depoimentos variados é fazer pouco da candidata Dilma Rousseff. Ou esperar muito do sobrevôo dos tucanos. No caso, a montanha acabou gerando um rato.
Leia a coluna completa do Carlos Chagas no site do Cláudio Humberto...

Geopolítica da ecopilantragem

Londres quer "carbonizar" soberania nacional

A semana passada, o jornal The Guardian noticiou sobre o mais recente estudo comissionado pelo governo britânico visando a criação de medidas de força para combater o suposto aquecimento global antropogênico. O estudo, elaborado Departamento para o Desenvolvimento Internacional (DFID) em parceria com a Universidade de Nova York, se intitula “Uma arquitetura institucional para as mudanças climáticas” e propõe a criação de uma agência internacional com poderes policiais para controlar o consumo de combustíveis fósseis. [1]A divulgação do estudo obedece ao propósito de influenciar a Conferência das Partes (COP15) que se realizará em Copenhague, em dezembro próximo, na qual deverá ser estabelecido o arranjo institucional que substituirá o Protocolo de Kyoto após o término do seu mandato, em 2012.De fato, o estudo do DFID é uma das mais elaboradas propostas já feitas para a implementação de um sistema internacional de limitação e controle coercitivo das emissões de carbono de cada país, que, na prática, estabeleceria um “padrão-carbono” (denominado “produtividade de carbono”) para determinar o desenvolvimento socioeconômico e o progresso da humanidade e, não menos, funcionar como uma das pedras angulares das relações internacionais no século XXI. O documento estabelece a “produtividade de carbono” como o índice-chave para a economia mundial nas décadas vindouras, definindo-o como a quantidade de gases de efeito estufa necessária para produzir uma unidade de PIB. Tal índice deverá quadruplicar até 2030, para que se possa lograr uma estabilização das emissões de carbono. Até lá, o estudo projeta um aumento de 20% da população mundial e admite que:
* A desigualdade aumentará inevitavelmente, dado que quase todo o crescimento populacional ocorrerá em países em desenvolvimento, com os países menos desenvolvidos experimentando o aumento mais rápido.* O suprimento de recursos-chave será limitado – com demandas insatisfeitas por terra, água, alimentos e o direito de emitir gases de efeito estufa.
Observe-se que o “direito de emitir gases de efeito estufa” já é considerado um recurso natural em pé de igualdade como os demais. Um dos cenários mais delirantes do estudo determina que “as permissões de [emissões de] carbono se tornam o sangue do sistema financeiro mundial: a nova moeda de reserva do mundo”.O cerne do esquema proposto é o estabelecimento de uma meta de emissões globais a ser atingida em um certo prazo e de adesão obrigatória para todas as nações, sob pena de severas punições para as não-aderentes. A partir desse número seriam estabelecidas cotas de emissões para cada país, baseadas em critérios a serem negociados, que variam desde as “responsabilidades históricas” (as emissões pretéritas dos países industrializados) ao PIB per capita – devendo, a longo prazo, convergir para emissões per capita.Para tanto, será necessário criar mecanismos de aplicação forçada. Segundo o texto:
Qualquer arquitetura institucional necessitará de sistemas para assegurar que os compromissos sejam cumpridos e, em particular, impedir que os países de fora do sistema se beneficiem com os esforços dos outros. Isto implica em um significativo compartilhamento de soberania, maiores poderes coercitivos em âmbito internacional e investimentos significativos em vigilância e pesquisa. (...)
Alguns argumentos citados atentam diretamente contra a soberania nacional:
Parece inevitável que, em última análise, um acordo climático de longo prazo irá requerer uma abordagem “tudo ou nada” no que tange à participação internacional. Ou os países tomam parte ativa no sistema (e, assim, têm acesso aos arranjos internacionais sobre finanças, comércio, desenvolvimento, energia e outros recursos e, talvez, até mesmo segurança), ou ficam de fora do sistema internacional e são efetivamente barrados de todas as formas de cooperação internacional.Em outras palavras, as inadimplências de carbono [carbon defaults] se tornariam um assunto de peso tão grande como as inadimplências [financeiras] soberanas ou o não-cumprimento de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas... Não obstante, mesmo os participantes voluntários no arcabouço climático são passíveis de enfrentar um regime coercitivo de inspeções, inclusive inspeções não anunciadas, e responsabilidades legais, tanto para as suas permissões de emissões como para quaisquer permissões que comprem por intermédio dos mercados (a assim chamada “responsabilidade dos compradores”). Na prática, o resultado não diferiria muito do processo de inspeções intrusivas da Agência Internacional de Energia Atômica em países suspeitos de desenvolver programas ilegais de armas nucleares.
Para implementar semelhante regime , o estudo propõe duas medidas:
* Proteger e, se possível, ampliar a independência e a autoridade do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas, inclusive, “respondendo em particular às críticas de cientistas climáticos e a quaisquer desafios à sua independência”.* Criar uma “robusta” entidade de vigilância global do desempenho no controle das emissões, “um Comitê Internacional de Controle Climático” (ICCC, em inglês), que funcionaria “como um banco central independente, com poderes para estabelecer taxas de juros para atingir uma meta ou banda de inflação”.
Como se percebe, os autores do documento pretendem estender à área energética o mesmo modelo de controle majoritariamente privado do sistema financeiro por meio de bancos centrais “independentes”, que está na raiz da presente crise global. Se tal esquema de pesadelo for efetivamente implementado, contra todas as evidências de que o impacto das emissões de carbono de origem humana na dinâmica climática global é irrisório, os supertecnocratas não-eleitos do IPCC e do ICCC assumirão poderes verdadeiramente ditatoriais sobre as políticas de desenvolvimento de todos os países do planeta, as quais ficarão igualmente condicionadas aos apetites dos mercados de “créditos de carbono”. Além de uma nova fonte de recursos para a preservação do cassino financeiro global, trata-se de um perfeito arreglo de “governo mundial” estabelecido sobre as soberanias nacionais.

Notas:
[1] UK GOVERNMENT REPORT WARNS CHINA, INDIA: YOU MAY FACE PARIAH STATUS, The Guardian, 10/05/2009
“Alerta em Rede”...

Brasil a caminho do século XIX

Não deixa de ser curioso o contraste entre as avaliações feitas no exterior sobre as perspectivas de que o Brasil esteja a caminho de se tornar um dos grandes protagonistas mundiais, na reconfiguração da ordem mundial de poder que se encontra em curso, e a passividade com que as lideranças políticas nacionais se mantêm diante de certas tendências altamente danosas para o aprimoramento do País como uma economia moderna. As notícias divulgadas nos últimos dias dão conta dos estragos causados à indústria brasileira pela crise econômico-financeira global por fatores que, embora nem sempre possam ser contornados por ações domésticas, poderiam ter os seus efeitos consideravelmente mitigados se o País já tivesse atingido um estágio de maturidade assinalado por uma agenda estratégica compatível com as suas potencialidades e razoavelmente compartilhada entre os segmentos da sociedade.
Em 4 de maio, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou os números das exportações de abril, que mantiveram a tendência à deterioração das vendas de produtos manufaturados, que pela primeira vez desde a década de 1980 ficaram abaixo das exportações de produtos primários. E a queda foi brutal: em abril de 2008, as manufaturas representaram 51,8% das exportações, contra 32,8% de commodities; em abril deste ano, os números foram, respectivamente, 45,4% e 40,9%.
Em abril, somente as exportações de produtos básicos aumentaram em relação a 2008 (27,4%), com destaque para o petróleo bruto, minério de ferro, farelo de soja e soja em grãos. Já os manufaturados prosseguem em queda livre. Segundo o MDIC, as principais perdas foram registradas nos óleos combustíveis (-75,1%), aparelhos transmissores/receptores (-39,9%), autopeças (-33,4%), pneumáticos (-31,7%), calçados e partes (-30,6%), etanol (-28,7%), automóveis (-22,9%), laminados planos (-21,7%) e aviões (-16,3%). Apenas dois produtos apresentaram aumento nas exportações, suco de laranja e óxidos e hidróxidos de alumínio - que, convenhamos, não são produtos que mostram índices de valor agregado dos mais elevados.
Na sexta-feira 8 de maio, o País foi informado de que os EUA foram desbancados pela China da condição de principal parceiros comerciais do Brasil, posto que ocupavam desde a década de 1930. Em abril, a corrente de comércio Brasil-China atingiu 3,2 bilhões de dólares, contra 2,8 bilhões com os EUA. Embora o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Walter Barral, tenha rotulado o fato como "histórico" e afirme que "a Ásia vai se consolidar como principal parceiro do Brasil", a notícia foi recebida com desconforto pelo setor industrial nacional, pois apenas 9% das importações chinesas foram de manufaturados, índice que os especialistas consideram difícil de aumentar.
Nos últimos meses, Pequim tem "ido às compras" de commodities com grande voracidade, em parte para dar uma destinação "física" a uma parcela das suas gigantescas reservas em dólares, moeda em cujo futuro já não apostam tanto as suas fichas.
Em entrevista ao jornal O Globo do dia seguinte, o diretor do Departamento de Comércio Exterior e Relações Internacionais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Ricardo Martins, resumiu as apreensões do setor: "- Essa é uma situação muito desconfortável para a indústria brasileira, e não deveríamos, de forma alguma, estar comemorando."
Leia o editorial completo no Movimento de Solidariedade Ibero-americana...