quinta-feira, 29 de abril de 2010

Câmara fiscalizará ação do BC que teria prejudicado poupadores


Elton Bomfim
Ivan Valente propôs a fiscalização da atuação do BC em relação aos planos econômicos.

A Câmara investigará, com auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU), as ações do Banco Central (BC) com relação à compatibilidade entre a Constituição e os planos econômicos dos governos Sarney e Collor. A medida foi proposta pelo deputado Ivan Valente (Psol-SP). Ele apresentou Proposta de Fiscalização e Controle (PFC 100/09) nesse sentido, aprovada na quarta-feira (28) pela Comissão de Defesa do Consumidor.

A comissão poderá fiscalizar as motivações e os interesses da autarquia em participar, como parte interessada, no processo de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 165-0/DF). O BC defendeu a constitucionalidade das normas dos planos Cruzado, Bresser, Verão e Collor I e II.


Favorável aos bancos


De acordo com o relator da proposta, deputado Vinícius Carvalho (PTdoB/RJ), a intervenção da instituição foi "claramente em favor das instituições financeiras e em prejuízo dos poupadores". Por isso, o parlamentar argumenta ser necessária a fiscalização pela Câmara das motivações e objetivos desse posicionamento.

"Causa espécie a posição do Banco Central, especialmente quando a grande maioria dos demandantes das ações são pequenos poupadores", afirmou Vinícius Carvalho. Segundo o deputado, a autarquia parece desconhecer os direitos de milhares de correntistas que vêm sendo reconhecidos em diversas instâncias do Judiciário.

Edson Santos
Vinícius Carvalho: BC autou em defesa dos bancos, com prejuízo aos correntistas.

Vinícius Carvalho lembrou que representantes do Banco Central e do Ministério da Fazenda não responderam ao convite da comissão de Defesa do Consumidor para explicar os motivos da posição do banco. Essa atitude, segundo o deputado, reforçou a necessidade de apresentação da Proposta de Fiscalização e Controle.


Plano de trabalho


A comissão apresentou um plano de trabalho para a fiscalização da atuação do BC com relação ao assunto. Segundo o relator, a Câmara investigará os procedimentos de obtenção e análise de dados pelos técnicos do BC sobre os planos econômicos. Além disso, estarão em observação as motivações e interesses da instituição em participar do processo que tramita no Supremo Tribunal Federal.

De acordo com o planejamento de atividades, haverá audiências públicas com o ministro da Fazenda, o procurador-geral e o presidente do Banco Central. Além disso, a comissão pretende analisar os dados que levaram o BC a adotar, na opinião do relator, uma atitude a favor das instituições financeiras. Pela proposta, o relatório final de fiscalização deverá ser feito em até 90 dias.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Tiago Miranda
Edição - Newton Araújo

Um comentário:

  1. Hostilio Caio Pereira da Costa29 de abril de 2010 17:24

    Jogo sujo do PSDB
    É sabido por todos os brasileiros que o PSDB é um partido que trabalha nos bastidores para derrubar seus opositores. Para alcançar seus intentos, os tucanos jogam sujo.

    Não tendo mais como atacar o senador Sarney e sua família, a turma do vampiro José Serra criou de uma hora para outra que a família Sarney estava envolvida no “Mensalão” do DEM de Brasília. Ora bolas!!! Quem comandou essa farra foram os integrantes do DEM/PSDB, agora querem jogar o presidente do Senado na imundície que eles praticaram em Brasília? Essa não cola!!!

    O certo é que os demos/tucanos não querem que esse assunto seja explorado na campanha eleitoral, por isso tinham que jogar alguém da base aliada ao governo Lula, que apóia a candidatura Dilma, na vala comum da corrupção tucana.

    Perguntado, hoje, sobre mais esse factóide criado pelo jornalão Estado de São Paulo, o presidente Sarney disse que essa história é inocente, pois como pode um papel manuscrito com o sobrenome “Sarney” aparecer de repente em uma emissora de televisão.

    Na verdade, foi deixando um papel manuscrito deixado numa emissora de televisão em Brasília, pelo ex-secretário de Obras e ex-presidente do PSDB-DF, Márcio Machado. Para Sarney, o nome dele nesse manuscrito representa uma “guerra política”.

    Os tucanos não aceitam a aliança PT/PMDB, por isso vão criar ainda muitos factóides, com a ajuda dos jornalões paulistas amilhados.

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