Arquivado Mandado de Segurança em que militar uruguaio tentava suspender extradição para ArgentinaO Mandado de Segurança (MS) 28573, impetrado pelo major uruguaio da reserva Manuel Juan Cordeiro Piacentini foi arquivado pela ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa pedia a concessão de liminar para suspender a extradição de seu cliente e, no mérito, a confirmação da liminar. O militar, que está em prisão domiciliar na cidade gaúcha de Santana do Livramento, por determinação do STF, enquanto aguarda extradição para a Argentina, pretendia suspender a decisão que determinou sua entrega para a Argentina, alegando que deveria se beneficiar da Lei de Anistia brasileira, ainda em vigor. De acordo com o advogado do militar, o acórdão do julgamento da Extradição (EXT) 974 – em que a Corte autorizou a entrega do major para a Argentina – diz expressamente que “os benefícios outorgados pela Lei 6.683/79 (Lei de Anistia) aos militares brasileiros, alcançam sem dúvida o ora impetrante”. A defesa lembra ainda que tramita no STF a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 153, em que se discute exatamente a Lei de Anistia. Segundo o advogado, o acórdão da EXT 974 menciona que “até que não se resolva esta questão, a Lei continua em vigor para todos os efeitos legais”. Dessa forma, conclui a defesa, “o direito do impetrante aos benefícios da Lei 6.683/79 emerge dos autos, cristalino e sem qualquer contestação, posto que oriundo de norma em vigor e com eficácia plena”. No entanto, ao entender que o mandado de segurança é “mera reiteração de pretensão”, a ministra Ellen Gracie negou seguimento (arquivou) ao MS, ficando prejudicado o exame da medida liminar.
EC/LF
Leia mais:
Militar uruguaio envolvido na Operação Condor tenta suspender extradição para Argentina
* Acompanhe também o dia a dia do STF na página oficial no Twitter (twitter.com/stf_oficial)
Processo relacionado: MS 28573
Nenhum comentário:
Postar um comentário