
Nilder Costa
“Frente aos planos governamentais, nacionais e internacionais, de destruição dos povos, meio ambiente e do próprio Rio Tapajós, não vamos continuar passivos. [..] Temos clareza de que os impactos ambientais, econômicos, sociais e culturais, na bacia do Rio Tapajós comprometem a vida humana, animal e vegetal, sem respeitar fronteiras geopolíticas, nem acordos governamentais. Assim, denunciamos a conivência passiva e ativa do governo e seus órgãos, diante dos crimes cometidos pelas empresas construtoras de barragens (Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Corrêa, etc.) e empresas eletro-intensivas (Albras, Alunorte, VALE, Pará Pigmento, Alcoa, Itacimpasa, Imerys Rio Capim Caulim, etc.) que consomem muita energia, geram pouco emprego, saqueiam nossos recursos naturais, contaminam nossos rios, terra, floresta, ar e destroem e violam os direitos das comunidades locais e comunidades indígenas.”
E por aí vai. Assinam a carta várias comunidades indígenas, a citada IRM, a FVPP (Fundação Viver Produzir e Preservar), CPT (Comissão Pastoral da Terra) e outras. [2] Mesmo considerando que, por enquanto, esse conglomerado de ONGs não possui uma grande capacidade de mobilização, convém recordar que, no passado, o binômio indígeno-ambiental logrou embargar judicialmente o antigo projeto da hidrovia Teles Pires-Tapajós.
Notas:
[1]35% da área inundada pelas usinas do Tapajós estará em áreas de preservação, Amazônia.org.br, 02/06/2009
[2]Povos da bacia do Tapajós rejeitam complexo hidrelétrico nos rios da região, Amazônia.org.br, 05/05/2009
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