terça-feira, 14 de setembro de 2010

Presidentes Sarney e Lula participam, no Planalto, do lançamento do livro com depoimentos de porta-vozes e secretários de comunicação


O presidente do Senado, José Sarney, participou, nesta terça-feira (14), do lançamento do livro No Planalto, com a Imprensa/Entrevistas de secretários de imprensa e porta-vozes: de JK a Lula, organizado por André Singer, Mário Hélio Gomes, Carlos Villanova e Jorge Duarte. O livro, lançado no Palácio do Planalto, traz depoimentos dos antigos titulares da Secretaria de Imprensa e de porta-vozes da Presidência da República.
Dos 26 ocupantes do cargo ainda vivos, foram entrevistados 24, entre eles o secretário de Imprensa da Presidência do Senado, embaixador Pedro Luis Rodrigues e o secretário de Comunicação da Casa, Fernando Cesar Mesquita, que ocupou o cargo quando Sarney foi presidente da República.
- O livro, com certeza, é uma contribuição importante para se compreender melhor a relação quase sempre tensa entre o jornalismo e o poder. Isso tudo em um período de mais de 50 anos, com experiências políticas marcantes para a história brasileira - afirmou Fernando Cesar Mesquita.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a sistematização do trabalho dos secretários de imprensa e porta vozes da Presidência é essencial para tornar conhecido, seja pelos próprios jornalistas ou por estudiosos, o cotidiano da instituição e a sua relação com a imprensa, funcionando como uma espécie de prestação de contas.
O presidente enalteceu a importância da relação transparente com a imprensa e o quanto como isso é importante para a manutenção da democracia. Lembrou o quanto a comunicação evoluiu com a disseminação da internet e o uso de ferramentas como osblogs e o Twitter. Para Lula, o porta-voz é "uma espécie de Deus, pois você pensa que não precisa dele e só descobre o quanto o papel é importante em um momento de necessidade".
Um dos organizadores da publicação, Jorge Duarte disse que os entrevistados relataram como foi a comunicação no período em que exerceram o cargo, quais as dificuldades que enfrentaram e até esclareceram pontos duvidosos. Para o Jorge Duarte, de certa forma, eles continuam sendo porta-vozes de seus períodos frente à comunicação da Presidência.
Também estavam presentes André Singer, ex-porta-voz da Presidência; Fernando Lira, presidente da Fundação Joaquim Nabuco; Fernando Haddad, ministro da Educação; Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores e Franklin Martins, ministro da Comunicação Social, que sugeriu existir material para estudo semelhante entre outras carreiras do Palácio, como o cerimonial, os assessores internacionais e os fotógrafos.

Elina Rodrigues Pozzebom / Agência Senado

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