sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Opinião, Notícia e Humor

MANCHETES DOS JORNALÕES

Flagrado na Operação Caixa de Pandora com maços de dinheiro nas meias, o presidente afastado da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (DEM), mantém contratos milionários na administração do GDF — alguns sem licitação. Prudente é fundador da G6 – Sistema de Segurança Integrada, empresa que recebeu R$ 2,4 milhões em 2007 e viu o faturamento multiplicar no ano seguinte: garantiu R$ 19,6 milhões em serviços para o Departamento de Trânsito. À época, o Detran era dirigido por Jair Tedeschi — atual chefe de gabinete de Prudente. O deputado distrital também acumula dividendos com a 5 Estrelas, que teve o contrato emergencial mantido por dois anos e presta trabalho de vigilância para a Companhia Urbanizadora da Nova Capital, a Novacap. Outra deputada distrital com bons resultados empresariais é Eliana Pedrosa, igualmente do Democratas. A Dinâmica Serviços e Obras, contratada do GDF desde a administração de Joaquim Roriz, recebe por ano R$ 35 milhões dos cofres públicos. (pág. 1)

Azeredo responderá a processo por suposta participação no valerioduto mineiro; ele nega as acusaçõesO senador Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas, virou réu no STF e vai responder penalmente pela sua suposta participação no valerioduto mineiro.Após 15 horas de julgamento, o Supremo entendeu, por 5 votos a 3, que há "indícios suficientes" na denúncia do Ministério Público Federal contra o tucano.Azeredo é acusado dos crimes de peculato (uso de cargo público em benefício próprio) e de lavagem de dinheiro na campanha de reeleição ao governo, em 1998. O ministro José Antonio Dias Toffoli, ex-advogado do PT e indicado pelo presidente Lula para o STF, foi um dos votos contrários a transformar Azeredo em réu.Para ele, ocupar a chefia do Executivo não significa envolver-se com irregularidades de subordinados - argumento usado por petistas no mensalão do partido. O senador tucano afirmou que é inocente, negou que tenha existido mensalão durante seu governo e voltou a dizer que as provas apresentadas são falsas. (págs. 1, A12 e A13)

O ESTADO DE S. PAULO
STF ABRE AÇÃO CONTRA 'MENSALÃO TUCANO'

Azeredo é acusado de ter feito campanha com verba desviada de estatais. O Supremo Tribunal Federal abriu ontem um processo criminal contra Eduardo Azeredo (PSDB-MG). A partir de agora, o senador será julgado por sua suposta ligação com o caso que ficou conhecido como "mensalão tucano". Azeredo é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos públicos e de caixa 2 na campanha de 1998, quando tentou se reeleger governador de Minas, mas perdeu a disputa para Itamar Franco. “Não há a menor dúvida de que ocorreram desvios das estatais. Não há a menor dúvida de que houve aparentemente uma lavagem de dinheiro", disse o ministro-relator, Joaquim Barbosa. O ministro José Antonio Dias Toffoli, ex-advogado do PT em campanhas eleitorais, votou contra a abertura do processo. Segundo ele, não há na denúncia indícios da participação de Azeredo. (págs. 1 e A8)

JORNAL DO BRASIL
PMDB VAI À JUSTIÇA PARA SE DEFENDER

Após atingir o DEM e diversos outros partidos no Distrito Federal, o escândalo envolvendo o suposto pagamento de propinas a integrantes da cúpula do governo local e aliados ganhou ainda mais dimensão nacional ontem com a revelação de que figuras de destaque do PMDB, entre elas o presidente da Câmara Federal, Michel Temer (PMDB-SP), aparecem em gravações como supostos beneficiários do esquema. Irritados com o envolvimento do partido no caso, os peemedebistas pretendem ingressar na Justiça com queixa-crime contra Alcir Colaço, dono do jornal Tribuna do Brasil, que revela numa conversa com Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, o suposto pagamento de propina para Temer e os deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Tadeu Filipelli (PMDB-DF).

O GLOBO
AZEREDO RESPONDERÁ POR PECULATO E LAVAGEM DE DINHEIRO

Azeredo responderá por peculato e lavagem de dinheiro; ele se diz inocente Por cinco votos a três, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu ontem ação penal para investigar denúncias de participação do senador Eduardo Azeredo (PSDB) no mensalão mineiro, um esquema de desvio de dinheiro público para políticos aliados na campanha de 1998, quando o tucano disputou a reeleição para o governo do estado. Azeredo, que agora é réu no STF como os quase 40 do mensalão do PT, responderá por peculato e lavagem de dinheiro. Um dos operadores do escândalo, também chamado de valerioduto mineiro, é o mesmo Marcos Valério que, em 2005, foi peça-chave na distribuição de dinheiro para aliados do governo Lula. Em nota, Azeredo disse que a ação será uma oportunidade para provar inocência e que não houve mensalão em Minas. (págs. 1, 3 e 4)

VALOR ECONÔMICO
CRÉDITO DEVE ATINGIR 53% DO PIB EM 2010

Projeções feitas por bancos e economistas indicam que o volume de crédito no país deverá atingir a marca recorde de 53% do Produto Interno Bruto (PIB) no fim de 2010. É o que estima, por exemplo, o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados. O Bradesco prevê 52%. Com base nessas projeções, o estoque de crédito na economia poderá se expandir entre R$ 330 bilhões e R$ 380 bilhões ao longo do próximo ano, atingindo um total de R$ 1,7 trilhão. Em outubro, segundo o Banco Central, o saldo das operações de crédito dos bancos atingiu R$ 1,367 trilhão. O crédito é um importante propulsor da economia, porque dá sustentação aos investimentos e ao consumo. No Brasil, o indicador deve fechar 2009 em torno de 48% do PIB e, mesmo o volume recorde previsto para 2010 ainda ficará muito abaixo do nível de países desenvolvidos e emergentes. Nos Estados Unidos, o volume atingiu 187% do PIB no ano passado. Na China, 123% e na Índia, 78%. Ao tomar posse, em janeiro de 2007, o presidente Lula prometeu elevar a relação crédito/PIB para 50% até o fim do mandato, o único objetivo númerico citado no discurso. (págs. 1, C1 e C2)

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