segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Geraldo Luís Lino

Ideologia x ciência

Na conferência do clima em Copenhague, funcionários governamentais e representantes de ONGs e de vários setores das sociedades estarão empenhados em aprovar uma agenda de restrições das emissões de carbono supostamente responsáveis pelo aquecimento global. Sem isto, afirma-se, será impossível evitar um aumento de 2 graus nas temperaturas globais acima dos níveis pré-industriais, se o uso de petróleo, gás natural e carvão não for reduzido pelo menos à metade até meados do século.
O problema é que não há quaisquer fundamentos científicos reais para o catastrofismo que envolve o tema e, obviamente, para semelhante impulso irracional de “descarbonização” da economia mundial. Porém, por conta da histeria aquecimentista, a grande maioria das pessoas interessadas ignora que:

1. As mudanças são uma condição permanente do clima terrestre, que desde há centenas de milhões de anos têm apresentado temperaturas atmosféricas e oceânicas mais altas e mais baixas que as atuais.

2. Não há evidência científica concreta que vincule os combustíveis fósseis aos aumentos de temperaturas ocorridos desde meados do século 19.

3. As temperaturas mundiais pararam de subir no fim da década passada e estão em queda.

4. Os níveis do mar já foram mais altos, mesmo dentro do período de existência da civilização.

5. Em termos geológicos, as atuais concentrações atmosféricas de dióxido de carbono (CO2) estão entre as mais baixas da história da Terra.

6. Concentrações de CO2 e temperaturas mais altas que as atuais seriam benéficas para o homem e a grande maioria dos seres vivos.

7. Cerca de 80% da energia produzida no mundo vêm de combustíveis fósseis. Tentativas artificiais e desnecessárias de limitar seu uso nas próximas décadas, antes que tecnologias mais avançadas estejam disponíveis, irão congelar as grandes desigualdades socioeconômicas.

Por isso, em Copenhague, estará em pauta a perspectiva de se estender ao mundo os benefícios da civilização industrial e tecnológica, em termos de infraestruturas socioeconômicas modernas e níveis de bem-estar compatíveis com a ciência e a tecnologia. Ou seja, será uma disputa entre duas concepções: a pessimista e malthusiana, com o desenvolvimento e o progresso restringidos por recursos alegadamente limitados e “pegadas ambientais” definidas por critérios muito mais ideológicos que científicos; ou a perspectiva baseada nos melhores impulsos culturais e humanistas da civilização ocidental, a qual possibilite à humanidade um ingresso compartilhado na modernidade. Em suma, o progresso – e não um conjunto de restrições infundadas e impostas ideológica e politicamente – é a melhor maneira de preparar a humanidade para se adaptar a quaisquer tendências climáticas que se apresentem no futuro.

Geraldo Luís Lino é diretor do Movimento de Solidariedade Ibero-americana e autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial (Capax Dei Editora)

Para se inteirar melhor dessa tolice toda, confira:

A Farsa do Aquecimento Global

A farsa do caráter antropogênico das mudanças climáticas

Pilantragem do CarbonoDesfazendo Mitos?

Geopolítica da ecopilantragem

A farsa do Aquecimento Global

Será que os energúmenos das frentes parlamentares "ecoterrotistas" vão querer enguadrar o Sol?

A Grande Farsa

Ambientalismo malthusiano compra nossa Soberania

Aquecimento global: realidade discorda dos alarmistas "Aquecimento" Global

A Falácia do Aquecimento Global. por Rui G. Moura

A farsa do "Aquecimento Global"

Uma “verdade” embaraçosa

Fraude ou Campanha?

Cientistas descartam a mentira do aquecimento globalchairman do IPCC

Mais de uma centena de cientistas contestam IPCC

Com papas e bolos se enganam os tolos

Continua a nevar em PortugalGato escondido com o rabo de fora

Agora, vacíne-se definitivamente contra as imbecilidades difundidas. Não deixe de ler ainda:

Palestra de J. C. de Almeida Azevedo: Verdades sobre o Aquecimento Global (Parte I)

Palestra do Prof. J. C. de Almeida Azevedo: Verdades sobre o Aquecimento Global (Parte II)

Clique aqui para assistir ao vídeo 1 do filme “A grande fraude do aquecimento global" (The Great Global Warming Swindle). Depois não deixe de ver o filme completo. Seguem as demais partes: Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5 - Parte 6 - Parte 7 - Parte 8 - Parte 9 . (Este filme também está disponível permanentemente ao final das postagens deste blog, no final da página. Confiram)

4 comentários:

  1. Parabéns Geólogo Geraldo Lino, brilhante artigo. Ideologia X ciência é um artigo que enumera uma série de questões interessantes e muito atuais, é uma questão a se refletir.

    Leonete Thiesen
    Florianópolis/Santa Catarina

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  2. Assisti ontem (20/09/11) à tua aula magna na câmara dos deputados. Imperdível. Obrigado. Parabéns
    Eng. Thomas Renatus Fendel
    www.fendel.com.br

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  3. primeiramente (e o mais engraçado) 97% dos cientistas climáticos e quase 70% dos meteorologistas acreditam no aquecimento global; porém, a maioria dos geólogos que trabalham com petróleo acreditam que não existe relação entre aquecimento global e CO2.... Meu irmão é geólogo, eu sou oceanógrafo... ele não acredita em aquecimento global e eu acredito... por que?(http://makewealthhistory.org/2009/01/23/the-consensus-debate-who-believes-in-global-warming/); segundo: a mesma baboseira de sempre, de que o CO2 não é o gás q mais altera o efeito estufa... Ok, o metano influencia mais... porém, temos um maior controle do CO2, além do fato de liberamos mt mais desse do q daquele
    Terceiro " Os níveis do mar já foram mais altos, mesmo dentro do período de existência da civilização." ... já foram de 5 a 6 metros mais altos, devido ao ciclo de Milankovitch ou isostasias, assim como já foram 120 metros mais baixo... mas isso em um período de centenas de milhares de anos, e não dois séculos... "2. Não há evidência científica concreta que vincule os combustíveis fósseis aos aumentos de temperaturas ocorridos desde meados do século 19." isso é um artigo publicado na science... você pode não acreditar como evidência, mas daí é outra discussão sobre metodologia científica... e olha q isso é de 1981...http://www.atmos.washington.edu/2009Q1/111/Readings/Hansen1981_CO2_Impact.pdf ... e o pior de tudo: parece que vocês nunca estudaram sobre óptica de gases...

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  4. Lilian Silva Catenacci14 de junho de 2012 14:43

    Caro Sr Geraldo Luis Lino,
    Sou professora e pesquisadora da Universidade Federal do Piauí e acabo de ouvir sua palestra sua sobre ambientalismo e crise global no Piauí Agroshow, em Bom Jesus, PI. Sou diretora da Associação Brasiliera de Veterinários de Animais Selvagens e trabalho com manejo de animais silvestres e medicina da conservação há anos e acredito que esta experiência me acumule subsídios para continuar com a discussão, mesmo que no seu blog ou em outrso meios de comunicação. Lamento muito não ter tido tempo e espaço no evento para perguntas, e por isso resolvi postar minhas reflexões e questionamento aqui.
    1º: parabenizo a comissão organizadora do Piaui Agroshow por ter essas discussões e o alto nível das mesmas. Também acho que devemos ser soberano em relação aos países "de primeiro mundo" e às multinacionais;

    2º Porém, creio ser fundamental que o senhor se atente as genheralizações. As grande Ongs, como o senhor se referiu, podem ter extremos que desagradem muitas pessoas; mas muitas delas tem algo de fundamental importância: um seleto grupo de pesquisadores. A IUCN, por exemplo, é a ONG responsável por organizar a red list (lista dos animais ameaçados de extinção), utilizada por muitas outras instituições e academias de referência. A lista do IBAMA, por exemplo, também utiliza critérios dela como base, além de consultar pesquisadores (como eu fui consultada) para atualizar a lista brasileira de espécies ameaçadas de extinção. E isto é louvável e tb deve ser falado.

    3º: Já existe sim preocupações de diversas Grandes Ongs com questões relacionadas ao saneamento básico. Concordo que isto deva crescer muito ainda e também tornar-se o centro das atenções em muitos outrs fóruns, mas açoes por conta do terceiro setor já existem. Uma delas é o Programa "Um mundo, uma sáude (One world, one health"), organizado aqui no Brasil pela Wild Conservation Society. Conheço pessoalmente os pesquisadores responsáveis latinoamericanos por selecionar os projetos e avaliar o programa e o quao tem sido o esforço para abordar estes temas de maneira idônea.

    4º: As empresas e bancos, de uma maneira geral, não ajudam as "grandes Ongs" só porque não querem enecrencas ou aborrecimentos. Como colocado pelo Deputado Federal tb nesta palestra, existem diversos incentivos fiscais e também compensações ambientais que as obrigam a ser amiga da natureza para continuarem exercendo as suas atividades.Isso também poderia ser dito em suas apresentações.

    5º Aquecimento do Planeta: Fantástico o alto nível das discussões; principalmente por que vc sempre estava pautado por resultado de pesquisas científicas. O que eu sinceramente não entendo é porque não usar os resultados desta pesquisas para focar ou exigir ações específicas? Global ou Local, é fato que mudanças climáticas estão ocorrendo e que, como o senhor mesmo provou, o aquecimento local está sendo influenciado sim por ações humanas. Para que contnuar focando toda sua apresenatação em "o aquecimento não é global??" Se vc me permite uma sugestões eu alteraria para "O aquecimento não é global, mas ele existe localmente. O que fazer para mudar isso?"... acredito que as discussões seriam mais produtivas e pudessem gerar ações práticas e até políticas públicas...

    Minhas reflexoes continuam em outro comentário

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