sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Opinião, Notícia e Humor

MANCHETES DOS JORNALÕES

PT e PMDB, que fatiaram os cargos no setor energético, jogam a culpa um no outro pela pane que parou o Brasil. De volta, Dilma diz que o país não está livre de blecautes. O apagão que deixou o país no escuro provocou um curto-circuito nas relações entre o PT e o PMDB. Nomeado ao cargo de ministro sem conhecimento técnico e por influência de José Sarney, Edison Lobão tratou de responsabilizar Itaipu pela pane nacional. Foi prontamente rebatido pela cúpula da hidrelétrica, dominada por petistas. Em um dia de explicações pouco convincentes e muitos ataques políticos,Dilma Rousseff disse que o país não está livre de apagões — ao contrário do que afirmara meses antes. E destacou as melhorias no sistema elétrico brasileiro, que estaria livre da “barbeiragem” do racionamento. (págs. 1 e 2 a 6)

FOLHA DE S. PAULO
PARA DILMA, APAGÃO É CASO ENCERRADO

Ministra diz que sistema de energia foi 'inteiramente recuperado', mas afirma que país não está livre de blecautes. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) avaliou que o sistema de energia elétrica foi "inteiramente recuperado" e considerou "encerrado" o assunto apagão, menos de 48 horas após o episódio que atingiu 18 Estados por cerca de três horas. Mais cedo, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) usou o mesmo termo: "Sobre o blecaute, está encerrado". A pré-candidata à Presidência, que anteontem não comentara o caso, disse, no entanto, que o Brasil "não está livre de blecaute." Segundo Dilma, isso só aconteceria com um nível "elevadíssimo" de investimentos no setor elétrico. Para especialistas, a rede de proteção do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) demorou mais que o previsto para agir. Segundo eles, o impacto do apagão foi quatro vezes maior do que poderia ter sido. O ONS contestou a avaliação. O organismo afirmou que o sistema de proteção funcionou corretamente e impediu propagação ainda maior do blecaute. (págs. 1 e Cotidiano 2)

Blecaute faz tucano subir tom das críticas, e candidata do PT retruca. Se faltou energia em boa parte do país na madrugada de quarta, sobrou voltagem no palanque não oficial da sucessão, com o primeiro embate entre dois presidenciáveis. Dias depois de ter sido afagado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador José Serra (PSDB) afirmou ontem que o blecaute mostrou que o sistema é "frágil" e que não pode depender de a natureza não emitir raios. Em Brasília, a ministra da Casa Civil e candidata petista, Dilma Rousseff, reagiu à altura. "Apagão não é racionamento. Racionamento é barbeiragem". A Firjan anunciou que o Rio teve R$ 1 bilhão de prejuízo com o apagão. (págs. 1 e Tema do dia A2 a A4)

Ministra afasta, porém, risco de racionamento, como ocorreu no governo FHC. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) reapareceu ontem, 40 horas depois do apagão, para comentar o problema. E a presidenciável petista admitiu que o País pode voltar a sofrer cortes de energia: “Nós não estamos livres de blecautes". Ela negou que o governo tenha prometido que não haveria mais apagões, embora, no dia 29 de outubro, Dilma tenha dito que o Brasil estava livre do problema. "O que nós prometemos é que não terá neste País mais racionamento. Racionamento é barbeiragem", atacou a ministra, em referência ao governo FHC e às críticas da oposição. A ministra "lamentou" os transtornos causados pelo apagão, reconhecendo que o episódio foi "muito desagradável". Mas afirmou que não se pode "tentar apresentar ao País uma fragilidade que não existe". (págs. 1, C1 e C3 a C8)

O GLOBO
GOVERNO SÓ INVESTIU 38% DO PREVISTO EM ENERGIA

Especialistas discordam das explicações oficiais para o blecaute. O Grupo Eletrobrás investiu, de janeiro a agosto, R$ 2,173 bilhões em sistemas de geração e transmissão de energia, apenas 38% dos R$ 7,243 bilhões planejados para o ano. Os dados são do site de acompanhamento das finanças públicas Contas Abertas e foram calculados com base em informações do Departamento de Coordenação das Empresas Estatais (Dest). A explicação de que raios, ventos e chuvas fortes causaram o apagão da última terça-feira não convence especialistas do setor. Técnicos ouvidos pelo GLOBO não descartaram a possibilidade ter ocorrido falha humana na operação do sistema. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já estuda a adoção de uma rota alternativa da energia vinda da usina de Itaipu para os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, os mais afetados com o blecaute. (págs. 1 e 29 a 34)
Nos momentos mais críticos da crise internacional, a economia brasileira correu riscos muito mais graves do que revelam os discursos oficiais. Os bancos pequenos e médios sofreram uma corrida bancária com saques totais de R$ 40 bilhões em apenas uma semana de outubro de 2008. Um dos maiores fundos de hedge do mundo, o Moore Capital Management, fez um ataque especulativo de US$ 5 bilhões contra o real em dezembro. Com derivativos cambiais, empresas exportadoras e bancos tiveram prejuízos de US$ 10 bilhões - o valor total dos contratos atingiu US$ 38 bilhões, mais de 18% das reservas cambiais do país na época. As informações, só agora reveladas, são o resultado de uma apuração feita pelo Valor nos dois últimos meses com informações de pessoas que estavam na linha de frente do combate à crise, técnicos do governo e fontes do mercado financeiro. Um dos relatos mais contundentes é o do diretor de política monetária do Banco Central, Mário Torós. Graças à sua posição privilegiada, ele conhece como poucos os detalhes e motivações das mais importantes decisões tomadas pelo governo. (págs. 1 e Eu& Fim de Semana)

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