
"Meu filho adolescente é um homem de poucas palavras e a reação dele foi dizer que era 'maneiro', então eu acho que tem que ser bom", brinca ela.
Os usuários do YouTube parecem concordar com o príncipe. Mais de dois milhões de pessoas assistiram aos vídeos da rainha, uma combinação de posts feitos por ela e de contribuições de vários músicos, comediantes e cidadãos jordanianos.
Mas usando a Internet, a rainha também se expôs a críticas.
"Quando eu contemplei a idéia de usar o YouTube pela primeira vez, algumas pessoas olharam para mim como se eu tivesse enlouquecido", diz a rainha Rania.
"Eu acredito que o nosso mundo está passando por uma crise. A violência substituiu o diálogo e a compaixão perdeu para o ódio. Eu espero que este seja um canal de comunicação entre Ocidente e Oriente, porque eu realmente acho que nosso mundo precisa disso."
Ao contrário de sites no YouTube como os da família real britânica ou do governo britânico, que não permitem comentários ou discussões, o espaço usado pela rainha jordaniana encoraja a participação dos internautas.
As opiniões na página dela vão do tom lisonjeiro ao de ódio. Ela pode escolher quais comentários responder, mas até agora a rainha não fugiu dos assuntos espinhosos: os direitos das mulheres árabes, crimes de honra, religião e terrorismo foram discutidos.
Como uma das mulheres mais fotografadas do planeta, a rainha Rania entende o poder da imagem.
"Uma lente é algo através do qual você pode chegar até as pessoas e passar a sua mensagem", diz ela.
"Como muçulmanos, precisamos nos posicionar e falar sobre quem somos. Se queremos desafiar estereótipos, temos que começar a nos definir e não vamos conseguir fazer isso sentados, quietos, em casa, esperando que as pessoas nos entendam."
Para quem entende algo em inglês, confira:
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