sábado, 16 de outubro de 2010

Notícias comentadas sobre a famigerada "Dívida" Pública, que até agora nenhum candidato (a) à Presidência ousou contestar...

Pelo site “Auditoria Cidadã da Dívida Pública”

O Jornal Valor Econômico confirma uma denúncia já feita várias vezes pela Auditoria Cidadã da Dívida: as compras de dólares feitas pelo Banco Central (para acumular reservas internacionais, às custas do aumento da dívida interna, sob a justificativa de impedir a desvalorização do dólar) estimulam os especuladores a trazerem mais dólares ainda ao país, provocando, na realidade, mais desvalorização da moeda americana, prejudicando a economia nacional. Desta forma, as exportações ficam mais difíceis, e as importações mais baratas, prejudicando a indústria nacional e gerando grande rombo nas contas externas. O que mostra que a dívida interna feita para acumular reservas é uma dívida ilegítima, ou seja, não serve para os propósitos para os quais é contratada, e ainda custa caríssimo ao país. Segundo um analista do próprio mercado financeiro, citado pelo jornal: “nada mais confortável para o especulador do que a certeza de que alguém vai comprar seus dólares que ninguém mais no mundo parece querer. "Ao tomar dólares diariamente você está falando para o investidor: pode vir que vou comprar. Com as entrada diárias o BC não diminui a volatilidade. Ele dá liquidez para os investidores." Não por coincidência, o jornal Estado de São Paulo mostra que as reservas internacionais atingiram novo recorde de US$ 280 bilhões, o que significa que o BC não pára de comprar dólares. O governo tem afirmado que isto significa que o Brasil seria um “credor externo”, ou seja, possuiria mais reservas em dólares do que o total da dívida externa. Porém, isto é mentira, dado que a dívida externa brasileira já ultrapassou a marca dos US$ 300 bilhões. Além do mais, estes US$ 280 bilhões em reservas – que são aplicados principalmente em títulos do Tesouro Americano, que não rendem quase nada - foram comprados pelo BC com títulos da dívida interna, que paga os maiores juros do mundo aos rentistas, às custas do povo. Além do mais, quando o dólar se desvaloriza (como tem ocorrido nos últimos anos), o BC fica com o prejuízo, enquanto os rentistas ganham, pois estão com os títulos da dívida interna, denominados em reais. Diante desta situação, começam a surgir na grande imprensa propostas de controles sobre o fluxo de capitais, como no caso do artigo de André Nassif nos jornais Valor Econômico e Correio Braziliense, que também confirma as denúncias feitas pela Auditoria Cidadã da Dívida: “...como nossa dívida interna está fortemente concentrada no curto prazo e as taxas de juros básicas são extremamente elevadas para padrões internacionais, compras maciças de reservas internacionais no Brasil implicam elevado crescimento da dívida pública interna. (...) O aumento da alíquota de IOF para 4% sobre influxos de capitais destinados a investimento em carteira de títulos de renda fixa dificilmente deterá a avalanche apreciativa do real por uma razão simples: independentemente do elevadíssimo diferencial de juros, enquanto os investidores estrangeiros continuarem apostando que o real seguirá sendo a moeda mais rentável do mundo, esta seguirá apreciando. Isso posto, cabe às autoridades econômicas brasileiras aplicarem mecanismos mais eficazes de restrição quantitativa (por exemplo, "quarentena" de um ano para aplicações estrangeiras em títulos de renda fixa - os ativos acionários poderiam ser excetuados), medida que, embora pareça radical, tem sido defendida até mesmo pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Basta acessar seu website (http://www.imf.org/) e buscar seus recentes estudos de membros de sua equipe sobre o tema. Do contrário, no médio prazo, teremos de assistir, impassíveis, à depreciação imposta a fórceps pelo mercado.” O resultado disso está em notícia notícia da Folha Online, segundo a qual o Brasil é cada vez mais procurado pelos Fundos de Investimento bilionários, ou seja, grandes grupos de rentistas que lucram às custas do povo.

14/10/2010

A Folha Online desta manhã noticia a repressão com gás lacrimogêneo aos operários públicos gregos no portão da Acrópole, que não recebem salário há 24 meses, como resultado da política de contenção de gastos para satisfazer ao FMI, ou seja, aos rentistas. Os operários foram contratados pelo regime temporário, regime este que tem sido utilizado pelo governo como forma de desrespeitar os direitos trabalhistas. Os operários carregavam cartazes com as incrições "24 meses sem receber" e "Nós queremos status permanente". Sobre este tema, cabe relembrar que o Brasil contribuiu com US$ 286 milhões com o pacote de "ajuda" do FMI e da União Européia para a Grécia. Tais US$ 286 milhões foram retirados das reservas internacionais brasileiras, obtidas por meio de mais dívida interna, que paga os maiores juros do mundo. Ou seja: o povo brasileiro paga caro para que o governo do Brasil contribua para um pacote nefasto do FMI e da União Européia para retirar direitos dos trabalhadores gregos, que ao protestar, levam gás lacrimogêneo. Enquanto isso, na França a greve geral contra a reforma da Previdência levou 3,5 milhões às ruas ontem, e paralisa as refinarias, os transportes ferroviários, dentre outros setores. Conforme comentado na edição de ontem desta seção, o Presidente Nicolas Sarkozy diz que esta reforma é indispensável para o país. Porém, cabe ressaltar que em 2008, a União Européia patrocinou uma trilionária ajuda aos bancos privados falidos, financiada por dívida pública, dívida esta que Sarkozy quer pagar às custas dos aposentados. Ou seja: não há dinheiro para os trabalhadores e aposentados, mas há recursos de sobra para salvar bancos falidos, pois depois cobra-se a conta dos próprios trabalhadores e aposentados.
13.10.2010

O jornal Folha de São Paulo mostra a greve geral na França, contra a reforma da previdência proposta pelo Presidente Nicolas Sarkozy, segundo o qual esta reforma é indispensável para o país. Porém, cabe ressaltar que em 2008, a União Européia patrocinou uma trilionária ajuda aos bancos privados falidos, financiada por dívida pública, dívida esta que Sarkozy quer pagar às custas dos aposentados. Ou seja: não há dinheiro para os trabalhadores e aposentados, mas há recursos de sobra para salvar bancos falidos, pois depois cobra-se a conta dos próprios trabalhadores e aposentados. No Brasil, os rentistas também fazem a farra às custas do povo: os estrangeiros estão aumentando sua “posição vendida em dólar”, ou seja, seus investimentos na dívida pública brasileira, conforme mostra o jornal Valor Econômico: “Ao ficar vendidos em dólar e comprados em reais, os investidores externos recebem os juros em reais mais a valorização da moeda brasileira (...) Para montar essas posições, o investidor externo se financia em dólar, pagando os juros baixos próximos a zero e realizando a transação conhecida como ‘carry trade’.”
Em suma: os especuladores ganham com os juros mais altos do mundo e também com a valorização do real. E quem fica com o prejuízo? Quem está na outra ponta da operação, ou seja, o Banco Central, que compra os dólares dos especuladores, e termina ficando com o “mico”, ou seja, o dólar, que se desvaloriza. Em 2009, esta política gerou um prejuízo de R$ 147 bilhões ao Banco Central, que pela denominada “Lei de Responsabilidade Fiscal”, tem de ser coberto sem limite pelo Tesouro. Porém, quando se trata deste tipo de gasto – que beneficia os rentistas - a grande imprensa silencia, e jamais o chama de “gastança”, assim como faz diariamente com os gastos com a Previdência ou servidores públicos.

Saiba mais sobre esses assuntos. Leia com bastante atenção algumas postagens que já fizemos neste blog a respeito. Vale a pena conferir:

Sair da crise?

Escravização: as cifras espantosas da dívida pública

Perdas com o serviço da dívida





























Confira os impactos da dívida sobre todos os aspectos da nossa vida

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2 comentários:

  1. Hostilio Caio Pereira da Costa18 de outubro de 2010 12:06

    José Serra quer se apropriar das criações do ex-presidente José Sarney
    Uma das mentiras mais deslavadas do tucano José Serra foi ter alardeado que foi ele o criador do seguro-desemprego no Brasil.

    Na época a criação desse seguro, José Serra era apenas secretário de Economia e Planejamento do governador Franco Montoro, como bem lembrou o ex-presidente da república José Sarney numa entrevista à Folha de São Paulo, publicada em 10 de agosto de 2002. “Não sei de onde ele tirou que criou o seguro-desemprego”, disse Sarney.

    Na Verdade, o seguro-desemprego foi criado em 1986, quando Sarney ocupava a Presidência da República. Foi instituído junto com o Plano Cruzado pelo decreto-lei nº 2.284, de 10 de março de 1986. Passou a ser concedido aos trabalhadores após a sua regulamentação, que ocorreu 40 dias depois, pelo decreto nº 92.608, de 30 de abril do mesmo ano.

    Ontem, no debate da Rede TV, José Serra voltou a mentir novamente quanto a criação da rede de hospitais Sarah. Ele disse ter construído o hospital do Rio de Janeiro. Mentira.

    Posso afirmar isso, pois trabalhei por 12 na rede Sarah, de 1984 a 1996, isso em Brasília e São Luís, e conheço bem a história daquela Fundação.

    Num artigo anterior editado nesse blog, digo que muitos maranhenses desconhecem que o José Sarney foi o responsável pela vinda do Hospital Sarah para São Luís, pois o mesmo sempre fez parte do Conselho da extinta Fundação das Pioneiras Sociais, que administrava o Hospital Sarah de Brasília especializado em doenças do aparelho locomotor, o de Belo Horizonte especialização geral e o CGLGL do Rio de Janeiro especializado em ginecologia. Tornando-se Presidente da República ouviu, valorizou e colocou em prática a proposta do Presidente das Pioneiras Sociais, Dr. Campos da Paz, que pretendia construir hospitais especializados no aparelho locomotor em pontos estratégicos no Brasil, onde São Luís não fazia parte, mas o então Presidente mostrou que São Luís ficava num ponto estratégico, onde beneficiaria os estados vizinhos nordestinos e o Tocantins, aprovando ainda em sua gestão, a construção de uma unidade em Salvador, outra em Curitiba, Fortaleza, Belém e especializando o de Belo Horizonte para as doenças do aparelho locomotor.

    No ano passado, a Rede de Hospitais Sarah Kubitschek foi homenageada no Senado pelos seus 48 anos de existência. O requerimento de homenagem foi apresentado pelo senador Garibaldi Alves Filho. Na oportunidade, o idealizador da rede também falou na sessão. Campos da Paz lembrou que, quando Sarney criou a Rede Sarah, por decreto, esta não existia de fato, e os hospitais foram então sendo implantados.

    Isso vem mostrar que o tucano José Serra quer tomar para si tudo que deu certo no Brasil.

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  2. Hostilio Caio Pereira da Costa18 de outubro de 2010 12:08

    O PRESIDENTE DO PSDB DO MARANHÃO É PROPINEIRO
    Não sou eu que estou afirmando, mas o próprio Roberto Rocha, que disse a revista Veja ter pago a um assessor da Casa Civil da Presidência da República R$ 20 mil de sinal – dos R$ 100 mil cobrados -, para que fosse resolvido a imbróglio da TV Cidade no Maranhão.

    Para completar a armação, a revista Veja diz em sua matéria que o deputado petista Domingos Dutra foi quem serviu de lobista para que o deputado tucano Roberto Rocha tivesse acesso a tal transação. O próprio Domingos Dutra confirma a sua participação a revista Veja.

    Seria providencial que um deputado federal maranhense ou de qualquer estado brasileiro ingressasse com pedido de cassação dos deputados Roberto Rocha e Domingos Dutra, no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, por falta de decoro parlamentar. Roberto Rocha por pagar propina e Domingos Dutra por agenciar a transação.

    Por outro lado, seria providencial, ainda, que o Partido dos Trabalhadores expulsasse Domingos Dutra dos seus quadros, visto que o mesmo tem difamado o governo Lula em prol da candidatura do tucano José Serra.

    Veja abaixo, a confirmação da propinagem e do agenciamento, conforme trechos da matéria da revista Veja:
    Rocha, contudo, não estava sozinho em sua cruzada para assegurar o comando da TV. Todos os políticos anti-Sarney do Maranhão lhe ajudaram O deputado petista Domingos Dutra – que chegou a fazer greve de fome recentemente para impedir que seu partido apoiasse a candidatura de Roseana Sarney ao governo do estado – foi um deles. Diz Dutra: “Falei com as lideranças do PT, falei no governo. Mas eles preferem o Sarney. Rocha chegou a me contar o que aconteceu na Casa Civil da Erenice”.

    Parece estranho ver um petista e um tucano atuando harmoniosamente. No Maranhão, entretanto, os políticos dividem-se entre os que são adversários ou aliados de Sarney. Rocha e Dutra pertencem ao primeiro grupo. E os esforços deram algum resultado.

    Em 2007, o deputado conseguiu ser recebido na Casa Civil. Esteve com Erenice Guerra, então secretária-executiva, e o assessor Vlad. Ambos confirmaram a teratologia do ato presidencial e prometeram resolver o assunto. Localizado por VEJA, que soubera do caso por intermédio uma fonte na Casa Civil e outra no PT, o deputado relutou em admitir o episódio – mas acabou por narrar o que havia acontecido. Disse Rocha: “Esse assessor Vladimir cobrou para resolver. Fiquei enojado com tudo aquilo. Ter que pagar para que eles fizessem o que era certo? Fui extorquido pela Casa Civil”.

    Depois da reunião, Vlad procurou um funcionário do deputado para acertar o pagamento. Os dois encontraram-se no restaurante que funciona no 10º andar da Câmara dos Deputados. “Vladimir deu a garantia de que resolveria tudo, desde que pagássemos 100 000 reais”, narra Ivo Icó Filho, o funcionário. “Ele disse que o valor era alto porque envolvia o trabalho de outras pessoas”.

    O deputado conta que ponderou e, apesar de “revoltado”, resolveu pagar: “Autorizei meu assessor a providenciar um sinal: 20 000 reais”. Rocha não quis fornecer detalhes do pagamento. Completa o deputado: “E o pior é que não deu certo. Esse Vladimir nunca mais retornou as ligações ou respondeu emails. Foi um golpe”

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