Enquanto Lula não mexer na política econômica, ficará blindado contra a mídia golpista. Continua dando lucros estratosféricos para os banqueiros, mas é amado pelo povão. Reina absoluto, mas, teoricamente, não pode se candidatar em 2010. Pela pesquisa CNT/Sensus cresceu 5%. Nada menos que 66,8% da população aprovam o desempenho do presidente, o mais alto índice desde janeiro de 2003. Serra aparece bem. Na questão estimulada, lidera em todos os cenários contra qualquer petista. Os ministros citados são obscuros demais. Não conseguem associar suas imagens ao Presidente. A brava Heloisa Helena não tem como sair dos seus já "vitoriosos" 12 e poucos pontos percentuais. Mas, o que eu não entendo é que, nas pesquisas, o senador Fernando Collor não apareça.
Por que não colocam o nome do ex-presidente para ser avaliado pelo cidadão? Ele já foi absolvido pela Justiça. Seria justo ser julgado pela população. Se as pessoas soubessem que Collor é uma opção concreta, ele faria um estrago danado no cenário eleitoral e na cabeça dos estrategistas. O povão, que agora está nas mãos de Lula, é o mesmíssimo que fez Collor Presidente e que, até hoje, não engoliu a farsa midiática que induziu os “caras pintadas” da classe média.
São as pessoas das classes "C" e "D" que, na verdade, ficaram indignados com o golpe de depôs Collor e que, hoje, estão nas mãos de Lula. Para qualquer analista político razoável isto é óbvio. Por isso, para a próxima pesquisa, eu recomendo: (1) só por curiosidade...coloquem Collor na pesquisa induzida, ou seja, aquela em que os candidatos são apresentados; (2) peguem a lista das regiões em que o programa “Bolsa Família” é mais necessário e façam as pesquisas, tirando Lula das alternativas e colocando Fernando Collor. Vai ser, como se dizia antigamente, “batata’”: Collor ocupará justamente o universo de votos que hoje são de Lula.
Presidente que preside: Garibaldi Alves Filho
Garibaldi Alves Filho, tenho que admitir, vem surpreendendo bastante. Mostrou que tem pulso forte o suficiente para defender a Casa que preside. Logo que assumiu, anunciou que faria reuniões para a votação de vetos presidenciais. Medida muito importante, pois, acumulam-se nos arquivos do Congresso exatos 885 vetos, alguns deles assinados pelo presidente Itamar Franco. A última sessão de vetos do Congresso foi realizada em 30 de agosto de 2005. Mas, o mais importante que vem fazendo é desmistificar certos absurdos. Esta passagem de um artigo seu (já postado neste Blog REFORMA POLÍTICA: EM DEFESA DO CONGRESSO), diz tudo. Põe realmente o “dedo na ferida. Confiram: “E nada atinge mais de perto a independência do Legislativo e corrói tanto a grandeza moral que deve nortear nossa ação quanto o fato de termos de esmolar a liberação de emendas orçamentárias de interesse público para nossos estados e municípios. Interesse que termina confundido com vantagens pessoais, como se todo parlamentar embolsasse recursos públicos”.
A declaração é muito importante. Mostra que o senador sabe defender a instituição Senado Federal contra os ataques sistemáticos de uma certa “imprensa” golpista que, ao generalizar a corrupção para todos os políticos, acaba detonando a própria democracia representativa. Isto, porque, todo final de ano, época em que se discute o Orçamento federal para o exercício seguinte, há uma disputa acirrada - porém legítima e necessária - entre parlamentares, governadores e prefeitos por uma fatia maior da parcela que cabe aos estados e aos municípios no bolo orçamentário, que equivale a pífios 6,63%, ou, aproximadamente, 98,3 bilhões. O pior é que, depois de uma disputa homérica dos parlamentares, com os pires nas mãos circulando na Esplanada dos Ministérios, uma parte do que sobra é simplesmente contingenciada para se garantir recursos financeiros necessários para a manutenção do famigerado Superávit Primário, que serve para pagar juros exorbitantes aos especuladores que vivem de nossa política econômica suicida. O papel do parlamentar é apenas acompanhar e lutar, junto aos ministérios e órgãos federais, para que este longo caminho seja efetivado, preferivelmente, sem cortes. A partir daí, não cabe ao parlamentar o acompanhamento dos recursos previstos pela sua emenda. Fica a cargo das prefeituras e dos governos estaduais - ou de qualquer outro órgão a que se destine a verba prevista - a licitação, execução e a fiscalização das obras ou serviços. Portanto, os congressistas, ao sugerirem mudanças no Orçamento, estão fazendo o seu papel, estão defendendo os interesses legítimos de suas comunidades, estão tentando, pelo menos, fazer com que a tecnocracia fazendária tire um pouco menos de recursos do que gostaria da população para dar aos banqueiros.


Presidente que preside: Garibaldi Alves Filho

A declaração é muito importante. Mostra que o senador sabe defender a instituição Senado Federal contra os ataques sistemáticos de uma certa “imprensa” golpista que, ao generalizar a corrupção para todos os políticos, acaba detonando a própria democracia representativa. Isto, porque, todo final de ano, época em que se discute o Orçamento federal para o exercício seguinte, há uma disputa acirrada - porém legítima e necessária - entre parlamentares, governadores e prefeitos por uma fatia maior da parcela que cabe aos estados e aos municípios no bolo orçamentário, que equivale a pífios 6,63%, ou, aproximadamente, 98,3 bilhões. O pior é que, depois de uma disputa homérica dos parlamentares, com os pires nas mãos circulando na Esplanada dos Ministérios, uma parte do que sobra é simplesmente contingenciada para se garantir recursos financeiros necessários para a manutenção do famigerado Superávit Primário, que serve para pagar juros exorbitantes aos especuladores que vivem de nossa política econômica suicida. O papel do parlamentar é apenas acompanhar e lutar, junto aos ministérios e órgãos federais, para que este longo caminho seja efetivado, preferivelmente, sem cortes. A partir daí, não cabe ao parlamentar o acompanhamento dos recursos previstos pela sua emenda. Fica a cargo das prefeituras e dos governos estaduais - ou de qualquer outro órgão a que se destine a verba prevista - a licitação, execução e a fiscalização das obras ou serviços. Portanto, os congressistas, ao sugerirem mudanças no Orçamento, estão fazendo o seu papel, estão defendendo os interesses legítimos de suas comunidades, estão tentando, pelo menos, fazer com que a tecnocracia fazendária tire um pouco menos de recursos do que gostaria da população para dar aos banqueiros.

Bernardo Cabral sempre advertiu: Executivo oprime Judiciário


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